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Só traição evita vitória anunciada de Renan

Postado por rkotscho em 31 de janeiro de 2013 às 18:29 em Sem categoria | 22 Comments

Agencia Brasil310811ANT 004944 Só traição evita vitória anunciada de Renan [1]

Como uma boiada que segue placidamente para o matadouro, o Senado Federal se prepara para eleger seu novo presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), a partir das 10 horas da manhã desta sexta-feira.

Denunciado semana passada pelo Ministério Público Federal, Renan nem fez campanha, mas sua vitória está anunciada há meses e só um festival de traições poderá impedir que ele volte a sentar na cadeira de presidente.

Nas contas do PMDB, apesar de todas as acusações feitas contra o senador alagoano desde que se viu obrigado a renunciar à presidência do Senado em outra legislatura, ele deverá ser eleito novamente com algo entre 55 e 60 votos.

Como precisa de apenas metade mais um dos votos dos senadores presentes (maioria simples) e até a véspera só o PSDB e o PSB, com um total de 13 entre os 81 senadores anunciaram que votarão no dissidente Pedro Taques (PDT-MT), a situação de Renan parece cômoda.

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), já comemorava: "Renan consegue se eleger tranquilamente, com uma grande folga de votos".

Um sinal de que a vitória não está tão garantida assim, porque sempre há o risco de traições, foi a decisão do atual presidente, José Sarney, de só conceder a palavra aos candidatos durante o processo de votação, e não também aos lideres dos partidos e outros senadores, como aconteceu em eleições anteriores para a Mesa Diretora do Senado.

Com a desistência de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que estava há mais tempo em campanha, os dissidentes de outros partidos, além de PSDB e PSB, apoiarão Pedro Taques.

Pelo menos três senadores petistas são apontados como possíveis dissidentes que não seguirão o acordo firmado entre PT e PMDB para apoiar Renan: Angela Portela, José Pimentel e Eduardo Suplicy.

Como o voto é secreto, o perigo de traição é maior, já que nunca se vai saber quem votou em quem. É melhor esperar sair o resultado no painel eletrônico para ver se a boiada obedeceu mesmo os acordos firmados entre os partidos.

Só uma coisa é certa: a provável eleição de Renan Calheiros no Senado e do deputado Henrique Alves (PMDB) na Câmara Federal, ambos sob graves suspeitas, nos mostra que acabou esta história de "baixo clero" e "alto clero" no Congresso Nacional. Ficou tudo um clero só, nivelado por baixo.

 

 

 

 


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