Uma cidadã indignada com o pouco caso que assola o país me enviou na manhã desta segunda-feira um comovente e justo desabafo que escreveu em defesa da vida, nas mais diferentes instâncias.

A autora do texto é a velha amiga Clara Ant, uma batalhadora incansável com quem trabalhei nas campanhas presidenciais do PT e no governo Lula, e é até hoje assessora do ex-presidente.

Só discordo dela quando diz que desistiu de chamar a atenção dos outros "para evitar atritos com os amigos". Penso que o verdadeiro amigo deve, sim, chamar a atenção dos amigos quando vê alguma coisa errada. Abaixo, transcrevo o texto.

*

Meus caros amigos e amigas, meus caros colegas de trabalho, meus caros colegas arquitetos, meus caros companheiros de militância partidária e sindical, vizinhos, médicos, conhecidos próximos, todos que puderem dispor de alguns minutos para ler esta minha mensagem.

Clara Ant
A camisinha, o extintor, o celular, a rota de fuga e outras mil e uma semelhanças ...
 

537891 10151241587856638 1917409930 n O desabafo de uma cidadã em defesa da vida

Ultimamente tenho deixado de lado a prática de exteriorizar uma grande preocupação que sempre tive e que se aguçou tanto quando exerci o cargo de Administradora Regional da Sé, o centro de Sampa, como quando fui presidenta da Comissão de Relações de Trabalho na Assembléia Legislativa e me dediquei ao tema de acidentes e doenças do trabalho.
Estou falando da preocupação com a responsabilidade individual, coletiva e institucional, na prevenção em suas mais variadas faces, ou dito de outra forma, na negligência das pessoas (técnicos, autoridades, etc) quanto a responsabilidade sobre sua própria segurança física, sua vida e a dos outros.
Estou falando da irritante sensação de impunidade que envolve muitas pessoas, grande parte delas muito bem informadas e supostamente bem formadas.
Vocês podem perguntar: por que deixei isso de lado? Por que abandonei uma verdadeira militância que eu acreditava ser essencial além de altamente altruísta? Vou contar da maneira mais simples possível.
Abdiquei de chamar a atenção e tentar atuar nesse âmbito porque sistematicamente ou as pessoas se ofendiam, pois entendiam que estou duvidando de sua capacidade de não serem atingidas, ou simplesmente muitas pessoas não davam atenção e saíam da conversa me taxando de chata em inúmeras situações em que busquei alertar.
Cansei e mudei meu procedimento: tenho assistido silenciosamente às mais incríveis imprudências para evitar atritos, inclusive com amigos queridos cuja amizade quero preservar, sempre.
Mas, quando vi a notícia de Santa Maria senti uma necessidade enorme de retomar o assunto. Chorei tanto, tanto, tanto... e ainda choro. Choro pelo ocorrido. Choro por aqueles meninos e meninas tão jovens. Choro pelo que não foi feito. Choro por essa horrível sensação de impotência de quem não pode mais fazer nada.
Provavelmente, depois de desabafar, voltarei para a situação anterior de mera observadora/constatadora, porque é muito duro você falar com as pessoas sobre suas próprias vidas e receber uma porrada de troco.
Entendo isso porque sempre rejeitei os alertas de quem procurou me ajudar quando eu fumava. Entendo mas não concordo. E aproveito o momento para confessar que se há algo na minha vida de que me arrependi, é exatamente de ter fumado. E de nada mais!
Quero registrar junto a vocês, pessoas com quem convivo, trabalho, rio e choro, que fico mais e mais indignada por se tratar de coisas simples: leis, informações, procedimentos. Está tudo aí. ao alcance da mão, da internet.
Não se trata de fenômenos extraordinários sobre os quais o ser humano não tem controle ou (o que é quase o mesmo) não tem conhecimento. Lamentavelmente a maioria das pessoas só se dá conta do que poderia ser feito depois da catástrofe.
Quem nunca ouviu as frases "só uma vez não faz mal", "não se preocupe, eu dirijo bem falando ao celular", "só faz pouco tempo que está vencido", "prá que tanto exagero" , etc... Eu poderia ficar horas a fio citando frases como essas que cansei de ouvir.
Quem transa sem camisinha, quem deixa extintor vencido, quem atende celular dirigindo, quem emite alvará fora da lei e quem corrompe essas autoridades, todos fazem parte de um conluio silencioso, não declarado, às vezes até inconsciente. Tudo que eu quero, tudo que eu sonho, é que ninguém mais faça parte desse conluio.
Tudo que eu quero é que sejam incorporadas ao cotidiano das escolas, dos locais de trabalho e lazer, dos condomínios e demais ambientes, em cada família, nos meios de comunicação, as informações, os procedimentos, tudo que é necessário para fazer da prevenção uma rotina, uma normalidade.
Uma coisa é viver os perigos da vida, como ensina Guimarães Rosa. Uma coisa é fazer parte de uma geração, de um povo, que por motivos diversos se expõe a alguns perigos.
Outra coisa é deixar de fazer algo que está ao alcance da mão sem nenhum objetivo que justifique, sem nenhuma razão, sem nenhum sentido.
Apenas movido - consciente ou inconscientemente - pela certeza traiçoeira da impunidade.
Obrigada por ter lido,
Clara Ant
03/02/2013

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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10 Comentários

"O desabafo de uma cidadã em defesa da vida"

4 de February de 2013 às 14:32 - Postado por rkotscho

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Comentários
  • Adson Santos
    - 9 de fevereiro de 2013 - 02:17

    Caro senhora Clara Ant, eu tambem já passei por essa situação que a senhora descreveu, quando trabalhava em uma estatal, era até perseguido por meus proprios colegas, vou narrar um pouco do que aconteceu: eu recusava viajar no veiculo que não tivesse as minimas condições de trafego, ai o motorista quando não substituia o veiculo, ia apanhar o proximo funcionario, e esse simplesmente não exigia o cumprimento das normas, e embarcava no veiculo, e eu terminava sendo prejudicado, com falta ao serviço, muitas vezes, o proprio colega forçava essa suposta troca de serviço que beneficiava ele, o resultado disso, foi um tragico acidente automobilistico, com tres vitamas fatais, na empresa mais perseguição, eu era membro da cipa, e por cobrar segurança no trabalho, os colegas tambem me perseguia, a empresa tambem se sentia incomodada com minha cobrança, resultado: mais dois colegas morreram na instalação, para que eu não fosse tão incisivo na questão de segurança, a empresa transferiu alguns colegas, e assim o numero de empregados caiu, e não se enquadrava mais na existencia de uma cipa, mas mesmo assim, continuei a alertar e a mesmo proibir algumas atividades que iriam gerar acidentes, certa feita, impedir que um grupo de 08 pessoas morressem eletrocutados, visto, que o procedimentos que a equipe pretendia realizar era impossivel, face a configuração eletrica da instalação, o mais interessante de tudo isso, é que esse procedimento passou por avaliação por alto escalão (engenheiros de operação, engenheiro de manutenção, gerente de operação), afora encarregado de instalação, encarregado de turno, e eu que era arraia miuda, vi o enorme erro, e tive que enfrentar o encarregado do turno, e o engenheiro responsavel pela equipe, que aquele treinamento era impossivel realizar naquela instalação, todos se calarão, a mim, nenhuma palavra de agradecimento por evitar aquela tragedia foi dita, os erros com o veiculo que faziam o transporte continuaram, e por não compactuar com os erros, até ameaças sofri, os errados eram em maior numero, e assim o errado era eu, por não compactuar com os erros dos colegas e motoristas, diziam que eu não tinha bom relacionamento com os colegas e com os motoristas que prestavam esse serviço, essa era a desculpas que eles tinham para encobrir as suas falhas.

    Responder
  • Victor Hugo
    - 5 de fevereiro de 2013 - 22:57

    Pobre de nossas crianças faveladas. Ninguem pra chorar-lhes o sofrimento, privações, abandono, assédios, maus tratos, agressões, etc . . . Um menino de 10 anos salva seus irmãos menores de incêncio em seu barraco, mas sucumbe à fumaça e ao fogo. Homenagearam o pequeno herói ? Prantearam-no ? Lamentaram sua morte ? Perpetuaram seu nome erguendo-lhe monumentos e memoriais ? Padre Marcelo rezou-lhe missa de 7º dia ? Planejam passeatas no aniversário de sua morte ? Ampararam seus irmãos menores ? Providenciaram-lhes abrigo ? Seguirei o Enio. Não viverei como os outros. Vou dedicar-me as crianças pobres, ameaçadas, desamparadas, aviltadas e ignoradas. Valerá a pena ? Salvar baleias encalhadas, focas, golfinhos e pinguins desorientadas dá mais ibope. Tô errado, Everaldo ?

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  • Enio Barroso Filho
    - 5 de fevereiro de 2013 - 12:20

    Caro Kotscho, cara Clara Vivemos em um mundo tão bem resumido por Leonardo Boff quando diz que "Quem não tem...quer ter. Quem tem...quer mais e quem tem mais NUNCA ACHA SUFICIENTE !!!". As pessoas radicalizaram nas suas definições sobre VALORES. E o fizeram da pior forma já que só dão valor para as coisas e para o acumulo, "monetarizando" a vida. Esqueceram ( ou nunca souberam ) da preciosidade e da raridade da própria VIDA e mais, se esconderam (por falta de tempo talvez) da solidariedade humana. É para APRENDER que nascemos !!! A vida é uma ESCOLA sem "certificado de conclusão" e nunca um jogo em que deveríamos a qualquer custo ou escrúpulo "vencer na vida". Se houverem "vencedores" haverão sempre os "perdedores" posto que jogo é sempre jogo. Tenho sido repetitivo sobre isso aqui no Balaio mas eu tenho uma razão: Descobri na marra que viver acompanhando o que a maioria nos impõe é viver sem razão mas ao mesmo tempo viver plenamente é viver COM emoção. Sem emoção não há vida !!! (e nem inteligência ) Os próprios cientistas só agora definiram que o conceito de inteligência não se mede mais em "quocientes" mas sim em uma espécie de mistura de ações cognitivas e de emoções. Tá vendo Kotscho ? Tá vendo Clara ? Cá estou eu "humanamente" MEDINDO as coisas de novo. É o vício !!! Fazer o que ? O ser humano é o único dentre os animais que sabe que vai morrer. Sabe mesmo ? Eu acho que não. Eu por exemplo só descobri que vou morrer quando os médicos diagnosticaram a minha Distrofia Muscular Progressiva. Antes eu sabia mas me fazia de desentendido assim como fazem a maioria dos humanos. Só passei a dar VALOR NÃO MONETÁRIO E NÃO COMPETITIVO À VIDA no dia que me afirmaram com toda a certeza que EU VOU MORRER !!! Mas que "diabos" estou escrevendo ??? Eu sou um animal humano igualzinho (e até pior) que todos os outros !!! Só sou diferente no jeito de andar já que não ando da maneira mais comum. Eu aprendi que posso "voar" !!! Vou morrer como qualquer outro também vai mas só que não quero mais VIVER como qualquer um. Tomei esta decisão. Quero VIVER o que me restar para SER um ser solidário !!! Só assim justifico o meu curso de VIDA !!! É difícil ? É !!! Mas com muita emoção fica mais fácil aprender. E "VOANDO" MELHOR AINDA !!! Tem gente que só é "solidária" ao umbigo. Acha que primeiro deve se auto-preservar para só depois preservar o outro. Mas a definição de solidariedade não é essa. A solidariedade está no outro !!! Se não acolhermos primeiro o outro jamais poderemos nos salvar. O ser humano descende de símios e portanto só consegue VIVER em sociedade, em coletivo. Se só sobrar ele no mundo...Ele deixa de existir !!! Caro Kotscho, cara Clara Muitíssimo obrigado por me darem essa aula de hoje sobre SOLIDARIEDADE PREVENTIVA pois a da solidariedade pós-desgraças eu já havia aprendido antes !!! VIVENDO e aprendendo... mas desde que com muito amor e emoção. Lendo este texto hoje eu "voei" !!!

    Responder
  • RGS(PESQUISADOR)
    - 5 de fevereiro de 2013 - 11:58

    Realmente, o texto é comovente.Oportuno e verdadeiro.Entretanto,não vi, e nem ouvi alguém(especialista ou não) traçar um paralelo entre a CORRUPÇÃO,instalada nos "poderes" da República brasileira, e a falta de punição. E a relação com as tragédias como esta da BOITE, em STA.MARIA(RS)!.Pensando bem,e sem muito esforço -Serviu também, como uma cortina midíatica para as eleições recentes da presidência do Senado e Congresso Nacional.Pois, a tragédia,ocupou grande parte dos noticiários em todo o Brasil - Notadamente, apresentando as causas(ÓBVIAS) e conjecturando-se , a respeito dos prováveis CULPADOS!. Bem,se outros tragédias da mesma natureza e ordem,deixarem de ocorrer,principalmente dévido a cobertura jornalística em torno do assunto - Pode ser considerada,ponto positivo,depois de tantos e urgentes debates a respeito.

    Responder
  • Vannelder
    - 5 de fevereiro de 2013 - 10:19

    Sra Clara, quero prestar minha solidariedade e elogiar seu texto, bastante lúcido e comovente. Lamentavelmente assistimos inertes a tantos descalabros em nosso país, que já se conformou a isto. É difícil aceitar tantas coisas erradas, tanto desprezo por princípios básicos, elementares na formação do caráter humano, que são descartados sumariamente por aquilo que no passado foi nomeado de Lei de Gérson (quando o importante é levar vantagem em tudo, certo?). Esta Lei impera em nosso país e hoje está entranhada de tal forma em todos as esferas da sociedade que acho quase impossível mudar o cenário. Quantos locais sem condições de segurança continuarão funcionando? Quantos deslizamentos de terra haverão, matando famílias inteiras? Quanto milhares de jovens morrerão ainda este por conta das drogas e das armas que entram escandalosamente pelas fronteiras abandonadas de nosso país? A lista é grande e a fé em dias melhores - com quem está aí - é pura ilusão.

    Responder
  • Mary
    - 5 de fevereiro de 2013 - 01:08

    É o mundão podre, que desconhece o próximo, que quer perpetuar os que estão por cima, dos espertões.Mas tenho esperanças é que me move!

    Responder
  • everaldo
    - 5 de fevereiro de 2013 - 00:33

    Querida Clara...não nos consola, mas... ao lembrarmos do incêndio ocorrido em nossa estação Antartica Comandante Ferraz, administrada e gerida por uma instituição do porte da Marinha do Brasil, tida por muitos como infalível, o que esperar que possa ocorrer em uma simples boate ??? Quantos pais de família, quantos jóvens morreram e ainda morrerão, indiretamente, por conta daquele incendio ??? Lindo e comovente o seu texto. não era esta a forma como o queria comentar, mas...o fiz como prevenção.

    Responder
  • Johnny
    - 4 de fevereiro de 2013 - 19:40

    Todo cidadão de bem, cumpridor dos seus deveres para com a sociedade, trabalhador que vive apenas do seu suor, identifica-se perfeitamente com o desabafo dessa senhora. Pois que ela saiba que sua desilusão e a sua chateação com tudo que ela tem vivenciado não é privilégio apenas dela. Ela resume com precisão todo sentimento de impotência e de revolta que sentimos quando nos deparamos com esse tipo de consequência do descaso de toda uma sociedade em relação ao que "deve ser feito e não é". O que será preciso além dessas tragédias, para que a sociedade realmente se mobilize e cobre do Poder Público o cumprimento daquilo que é seu dever constitucional ??? No Japão há pouco mais de 1 ano uma catástrofe natural atingiu uma parte do País. A sociedade já se mobilizou imediatamente após a tragédia e com a ajuda de todos, rapidamente tudo foi reconstruído e providências sérias estão sendo tomadas no sentido de se precaverem, na medida do possível, contra catástrofes naturais. No Brasil, onde não existem catástrofes naturais, a inoperância da grande maioria da sociedade conivente com a incompetência e a corrupção do Poder Público de tempos em tempos nos premia com eventos iguais ao que assistimos há alguns dias em Santa Maria-RS. Continuo com a minha postura de não mais escrever comentários aqui no Balaio quando o post tem natureza político partidária. Um abraço.

    Responder
  • nona fernandes
    - 4 de fevereiro de 2013 - 16:53

    Jogou a toalha, não foi, Kotscho?

    Responder
  • Robson de Oliveira
    - 4 de fevereiro de 2013 - 15:19

    Boa tarde Ricardo. Excelente e comovente esse desabafo dessa senhora. Por incrível que possa parecer, vai de encontro a o que tenho sempre dito a respeito da tal impunidade. O que nos faz seguir determinadas regras? leis? normas?, senão a certeza da punição quando não as seguimos? É esse exemplo de impunidades que assola o país que damos de exemplo aos nossos jovens? E quando um simples descaso pode ser caracterizado como crime? Então vem a justiça determinando os tais "culposo" ou "doloso", como se isso tivesse alguma importância. Na minha opinião, não tem. Os riscos são claros e evidentes. No caso dessa boate, porque não fizeram os pisos de pólvora prensada? Já que o teto era de material altamente inflamável e que liberava GÁS MORTAL????? Uma verdadeira câmara-de-gás. Não vou cair na pretensiosidade de dizer que sou santo. Que nunca dirigi com celular, que sempre atravessei na faixa ou que nunca bebi ao volante. Raras são as pessoas que podem apontar o dedo sem culpa. Mas todas as cagadas que fiz na vida, e foram muitas, sempre assumi e arquei com as consequências. Eu sabia dos riscos. A única coisa que posso dizer com sinceridade foi que nunca corrompi sequer um guarda de trânsito. Certa vez falei para um que ele estava fazendo o trabalho dele me multando e eu, o meu sendo multado e pronto. Fui punido e acabou. Se escapasse ileso, acabaria tendo a certeza de que se andasse com um trocado no bolso, poderia fazer o que quisesse sem medo. É o que tem acontecido. É O QUE ESSA SENHORA ESTÁ DIZENDO. Existe uma palavrinha chamada "CONSCIÊNCIA". Podemos até cometer atos inconscientemente, embora estejamos quase sempre conscientes do que pode e o que não pode, do que deve e o que não deve, do que é bom ou ruim, do que é ou não é arriscado para nós e para os outros. Quando soube dos celulares tocando ainda nos corpos daqueles jovens, lembrei do desespero que sinto cada vez que ligo para minhas filhas e elas não atendem. Pensei no quão difícil deve ser um bombeiro, um agente policial, ou até um cidadão qualquer, atender esse celular e ouvir a voz do pai ou da mãe do outro lado. O que dizer??? Sra Clara Ant; Estou de acordo com suas observações mas também insisto como Ricardo postou. Amigos tem de ouvir as opiniões contrárias. Como disse algúem que não me lembro agora ...-"Aqueles que me criticam, muitas vezes me corrigem, aqueles que me bajulam, muitas vezes me corrompem..." Embora esse texto seja apenas um desabafo, espero que não descambe totalmente para a politização imbecil, improdutiva, ineficaz, e como temos visto, de periodicidade cada vez mais constante. Abraços Robson de Oliveira

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