asdasdsada Poder do PMDB vai dar mais trabalho a Dilma

Uma coisa é certa e o governo pode se preparar: com seu poder inflado, ao assumir o controle do Congresso Nacional, o PMDB vai dar mais trabalho à presidente Dilma Rousseff.

O problema não são nem os novos presidentes eleitos para o Senado e a Câmara, mas os eleitores deles, quer dizer, a maioria dos parlamentares que garantiu as vitórias de Renan Calheiros e Henrique Alves, como todo mundo já esperava desde o ano passado.

Com certeza eles vão cobrar a independência do Legislativo e outras benfeitorias para os parlamentares que os dois prometeram durante a campanha para se eleger. Se os novos presidentes cumprirem suas promessas, não vai ser fácil a vida dos articuladores políticos do governo Dilma. Dona Ideli que se prepare.

Henrique Alves, o novo presidente da Câmara, mais conhecido por "Henriquinho", já deu o primeiro sinal de encrenca à vista: prometeu criar, ainda antes do Carnaval, uma comissão para discutir e votar a proposta de orçamento impositivo para as emendas parlamentares.

É tudo o que eles querem. No atual orçamento da União, as emendas dos parlamentares são apenas autorizativas, ou seja, o governo pode ou não liberar as verbas no momento em que bem entender.

Se a proposta de Alves for aprovada, acaba a eterna negociação de todos os anos dos parlamentafres com o governo para a liberação das verbas das emendas toda vez que há uma votação importante na Câmara. A grana federal teria que ser automaticamente liberada para onde o parlamentar quiser mandar.

De outro lado, o governo federal perderia uma importante moeda de troca com os deputados para conseguir a aprovação dos seus projetos e medidas provisórias.

É exatamente aí que reside o poder dos parlamentares junto a suas bases locais, que se elegem e reelegem seguidamente graças a estas emendas, como é o caso do decano Henrique Alves, que já acumula uns dez mandatos.

Como ninguém é de ferro, duvido que o novo presidente da Câmara consiga instalar esta comissão do orçamento impositivo ainda antes do Carnaval. Mas, depois da Quarta-Feira de Cinzas, certamente viveremos fortes emoções nas relações entre Executivo e Legislativo, ainda mais com o notório Eduardo Cunha na liderança do PMDB.

Podem falar o que quiserem do PMDB, mas trata-se de um partido de profissionais. Enquanto a oposição mais uma vez se apequena votando nos candidatos oficiais, para garantir um carguinho na Mesa, e o governo cede para garantir a chamada governabilidade, o velho PMDB cresce e mostra suas garras para o embate decisivo de 2014.

Há vinte anos o PMDB não lança candidato próprio a presidente da República, nem precisa. Eles não querem o Palácio do Planalto. Só querem o poder.

 

 

 

 

 

 

 

 

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14 Comentários

"Poder do PMDB vai dar mais trabalho a Dilma"

5 de February de 2013 às 18:57 - Postado por rkotscho

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Comentários
  • Netho
    - 10 de fevereiro de 2013 - 20:25

    Dar mais trabalho coisa nenhuma. O PMDB engoliu o governo Dilma. E o que começa errado, segundo Murphy, tende a terminar mal.

    Responder
  • Jose
    - 9 de fevereiro de 2013 - 18:29

    Os parlamentos no Brasil, desde as Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas até o Congresso Nacional (Câmara e Senado) não são e nunca foram independentes eles são verdadeiramente, na prática nos fatos, CHANTAGISTAS... Conversa fiada de independência. Parlamentar, desde o vereador da menor cidade até a maior metrópole, se candidata visando interesses, freguesias, etc. Alguém lembra de algum parlamento no Brasil ter reprovado contas de algum executivo? Prefeitos, governadores e presidentes da república? A prova da freguesia nos parlamentos é a eleição de Calheiros para o senado e, não esquecendo, José Sarney - o eterno - que desfila como se tivesse feito alguma coisa que justifique suas eternas boas vidas às custas de quem realmente trabalha neste país... Raymundo Faoro escreveu "Os donos do Poder" em 1951 e continua atualíssimo.

    Responder
  • "Edna,2
    - 9 de fevereiro de 2013 - 14:36

    "RICARDO me tira uma dúvida:não foi *esse Sr.Henrique Alves que quando foi eleito bradava na Câmara que quem decidia quais os Deputados a serem cassados seria a Câmara dos Deputados,que ELE não iria acatar decisões nenhuma da *LEI*?" "MAS...que depois atravessou a rua e foi fazer *UMA VISITINHA* ao Ministro Joaquim(sem ser convidado)e ao RETORNAR para a Câmara dos Deputados voltou com outro discurso,discurso *ESSE* muito bem afinado com o Ministro Joaquim,ou seja que a *LEI* seria cumprida e que *ele* e a Câmara dos Deputados estavam em sintonia com os outros poderes ou melhor com os outros *PUDERES*.

    Responder
  • Edna,2
    - 9 de fevereiro de 2013 - 10:32

    "Para *variar* o PMDB,aliás *os PMDBs* querem exclusivamente:PODER,PODER,PODER ou melhor *PUDÊ,PUDÊ,PUDÊ*". A Sra.DILMA,como qualquer mortal que se instale no PLANALTO,vai ter que respirar fundo,engolir sapos,cobras e outro bichos ou melhor *um monte de feras* para conseguir governar e ter êxito em 2014*. "Os PMDs tem as duas casas nas mãos,estão rindo á toa,no primeiro mandato até que *eles* se comprtaram razoavelmente bem em relação a Sra.DILMA,mas geralmente no segundo mandato de qualquer mortal que se instale no Planalto:*eles* mandam e desmandam e não vai adiantar muito a Sra.DILMA *dar uma de macho pra cima deles*,*ELA* vai ter que ceder,cedre,ceder e ceder... Caso contrário *NÃO* governa:que *base aliada*, quem tem uma base aliada dessa não precisa de inimigos. E o VICE da Sra.DILMA anda *ensaiando* candidatar - se a PRESIDENCIA DA REPÚBLICA em 2014 pode uma tragédia dessas?????... Ainda bem que *esse voo de galinha depenada* desse carinha não vai vingar nem dentro do PMDB dele(pois *ele* tambem é dono de um PMDB).JESUS,MARIA E JOSÉ:SOCORRO!!!!...

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  • Yane
    - 8 de fevereiro de 2013 - 07:11

    Vitor Hugo é impressionante seu arsenal de bobagens!!!

    Responder
  • Luiz Carlos, o velho
    - 6 de fevereiro de 2013 - 20:01

    PrezadoKotscho. O Henriquinho já disse tudo. Não há mais o que discutir, os mensaleiros condenados serão cassados e, papo encerrado. O Maia (antecessor do Henriquinho—bravateiro dos Pampas—) só falava aquilo tudo porque sabia que o negócio não seria com ele. Disse o Henriquinho: "Vamos aguardar finalizar o processo, ainda temos embargos, vai ter os acórdãos e, quando chegar à Câmara, ela vai cumprir o seu dever, sem nenhum conflito, sem nenhum confronto, e num processo rápido, porque isso interessa ao povo brasileiro, ao Judiciário e ao Legislativo. Portanto, será uma atitude que vai surpreender aqueles que pensam diferente, mas que vai mostrar o respeito entre os poderes Judiciário e Legislativo." ''Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo." Tenho dito.

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  • divaldo
    - 6 de fevereiro de 2013 - 16:16

    Será que eu estou entendendo? Pelos comentários dos colegas abaixo, vejo que agradaram a gregos e troianos, dificil de acreditar! Eu já vejo por um outro lado, a oposição é que sai perdendo porque nesta altura do campeonato o PMDB com a vice-presidencia não vai trair o PT seu aliado.

    Responder
  • Luiz Carlos, o velho
    - 6 de fevereiro de 2013 - 14:42

    Prezado Kotscho. Note que ,exceto os nomes nanicos, não há opções; é PMDB ou PMDB. Os nanicos sabem que ,por serem inviáveis, prometem o que jamais entregariam. Então é, não tem tu vai tu mesmo. Vamos de Renan e Henriquinho portanto. Da minha parte, no contexto de que, pior seria se pior fosse, e poderia ser pior, convenhamos, foi melhor assim. Com Renan e Henriquinho, com certeza, são mais dois anos sem o risco do PT vir com a história do tal ''marco regulatório da mídia'' e outras alopragens que lhe são comuns. Só isso já me consola. Lembremos que, na campanha da presidenta Dilma, os aloprados tentaram ''contrabandear'' uma tal regulação da mídia e, foi exatamente, o pessoal do PT que reagiu firmemente, inclusive com ameaçando romper a aliança se a doidura ficasse no programa. A coisa doida foi tirada às pressas do programa governamental do PT. Por isso e por outras coisas impublicáveis, repito; Renan&Henriquinho são bem-vindos.

    Responder
  • carlos costa
    - 6 de fevereiro de 2013 - 14:01

    o pt tem o governo, mas nunca teve o poder de fato; o pmdb nunca teve o governo mas cada vez mais se torna o partido de maior poder no país.

    Responder
  • Mr. Chance (Muito Além do Jardim...)
    - 6 de fevereiro de 2013 - 08:43

    A alternativa à isso (democracia partidária) chama-se Ditadura. Quem ainda não assistiu, não pode perder o fabuloso filme "Lincoln" de Spielberg, que concorre a doze estatuetas no próximo Oscar. Não por acaso, nossa Imprensa golpista falou pouco do filme que já é conhecido como o Mensalão americano que não gerou bandidos, mas o maior herói da história americana, Abraham Lincoln. No filme, ele nos mostra que governar é praticar o que se convencionou chamar de REALPOLITKS, ou seja, quando o executivo tem convicção do que quer, tem que usar todos os recursos e armas pois os interesses contrariados (no caso dos defensores da Escravidão no Sul dos USA) sempre possuirão "motivações" que não podem ser derrotadas apenas com palavras doces. Um filme imperdível que deve ter deixado nossos Ministros do STF vermelhos como um pimentão aos deixarem a sala de cinema...

    Responder
  • Victor Hugo
    - 6 de fevereiro de 2013 - 00:19

    Kotscho, Everaldo, Enio, Mr Chance, Pardalzinho: vejamos essa tragédia pelo lado bom. Cairão com estrondo as máscaras do ministro Joaquim Barbosa e do procurador Gurgel que não se atreverão a mover uma "palha" contra esses dois semelhantes. Renan Calheiros e Henrique Alves vão desmascarar e desmoralizar a dupla de paladinos de araque pra tristeza de seus órfãos do Balaio, Robson, Yane, Johnny, Vannelder, J Leite, etc . . . E durma com um barulho desses.

    Responder
  • Fábio Peres (@fps3000)
    - 5 de fevereiro de 2013 - 23:04

    Kotscho, orçamento impositivo existe em qualquer Parlamento do mundo, justamente para que o Executivo se comprometa a fazer aquilo que está no papel e para que os parlamentares não sejam comprados para aprovar essa ou aquela emenda de interesse do governo. Mesmo que não concordemos e que achemos que "o chefão" (ou a chefona, no caso) sabe tudo o que deve ser feito, e precise de aceitação integral do Congresso para suas atividades, não é assim que as coisas deveriam funcionar. O filme Lincoln, aliás, mostra bem a realidade de negociações verdadeiras entre Executivo e Legislativo, que devem ser feitas entre iguais, e não entre subalternos. Critiquemos os gastos excessivos, os salários extras, até mesmo as regras estranhas: mas não o orçamento que traz de volta ao Legislativo uma atribuição que sempre deveria ter sido dele.

    Responder
  • Paulo Barbosa
    - 5 de fevereiro de 2013 - 22:49

    Desde anos atrás não recente, o PMDB mantem o poder seja quem for eleito, esquerda ou direita, é um partido que não tem lado e sim "divisão", e não é só no Planalto, é em todo Brasil como governos estaduais e prefeituras. Quem ganhar eles apoiam e outra ala é "oposição", isto é, quem ganhar eles estão dentro, é como se tivesse o time titular e os reservas, os reservas entram em ação para a próxima governança se caso uma das alas perder a eleição, vice e verça. Partido sabido é esse, uma hora é governo outra hora também, é imbativél. O unico que critica essa postura é o senador Pedro Simon do próprio PMDB, e com isso nínguém consegue entender suas diretrizes, não tem ideologia e nem lado, é do lado de quem ganha, com isso as boquinhas estão mantidas. Resumindo, são dois partidos dentro de um só, como você escreve Ricardo Kotscho, querem só o poder, eu que sou meio leigo em politica mas vejo na prática entendendo assim.

    Responder
  • jdean
    - 5 de fevereiro de 2013 - 20:46

    Será?.Sendo todos componentes do mesmo TIME!.Particípes do mesmo "PROJETO DE PODER!.

    Responder