AgenciaBrasil191212 VAC3536 Guido aposta no road show e quer ficar até o fim

Ao completar dez anos no governo federal, o ministro  da Fazenda Guido Mantega faz planos para ficar até o final do governo de Dilma Rousseff e nem passa pela sua cabeça a ideia de deixar o cargo para ser candidato a governador de São Paulo, como alguns jornais andaram especulando.

Guido já está na Fazenda há sete anos (antes, foi ministro do Planejamento e presidente do BNDES) e tem pela frente agora o seu maior desafio: fazer a economia brasileira voltar a crescer entre 3,5% e 4% este ano, como é o desejo de Dilma, um trunfo fundamental para a campanha da presidente à reeleição.

No próximo ano, se tudo der certo, Guido baterá o recorde de permanência no Ministério da Fazenda, atualmente de Pedro Malan, que ficou no cargo durante os oito anos do governo FHC.

Para alcançar este objetivo, a grande aposta do ministro agora é o road-show planejado pelas principais capitais mundiais para "vender o Brasil", e atrair novos investimentos estrangeiros, que no ano passado chegaram a US$ 60 bilhões. Em Moscou, onde está no momento participando da reunião do G-20, ele já começou este trabalho.

As medidas tomadas para baixar juros, impostos, tarifas de energia e folhas de pagamento do governo e das empresas, o chamado "custo Brasil", serão os principais argumentos usados por Guido Mantega para atrair investidores, em especial para as áreas de infra-estrutura.

Outros trunfos do ministro serão o equilíbrio das contas públicas, as mudanças no regime de concessões e o aumento da corrente de comércio exterior. Quando Guido assumiu a Fazenda, esta corrente, que soma importações e exportações, era de US$ 100 bilhões. Agora, já ultrapassou os US$ 500 bilhões.

Se Guido Mantega está com este pique todo e vontade de ir até o final do governo, e a presidente Dilma também quer que ele fique, podem tirar o cavalinho da chuva os especuladores que jogam na troca do ministro da Fazenda.

Dilma é Guido e não abre _ e vice-versa.

 

 

 

 

 

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13 Comentários

"Guido aposta no road-show e quer ficar até o fim"

14 de February de 2013 às 15:35 - Postado por rkotscho

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Comentários
  • divaldo
    - 17 de fevereiro de 2013 - 23:00

    Caríssimo colega Victor hugo, já anotei a recomendação do livro " A outra história do Mensalão" e enquanto eu estiver lendo, levarei-o como fiz com a "A Privataria tucana" debraço do braço à praça onde às veses frenquento e deixo a veiarada toda curiosa enquanto jogam dominó, sobre o que há nele. Apenas aguço a curiosidade lendo estes clássicos de literatura sob uma árvore frondosa. RRRRsssssss.

    Responder
  • Victor Hugo
    - 15 de fevereiro de 2013 - 20:25

    Fernando Persona, o Vannelder apenas repete o que lê na Veja e assemelhados. Eu prefiro o raciocínio próprio e lógico, na medida do possível. Sua insinuação está mais pra Vannelder. Abração, Persona.

    Responder
  • Netho
    - 15 de fevereiro de 2013 - 20:01

    É o melhor que se pode fazer, porque Nelson Barbosa não tem lastro suficiente para substituir Mantega.

    Responder
  • Fernando Persona
    - 15 de fevereiro de 2013 - 18:40

    Vannelder e Victor Hugo... cuidado... podem ser a mesma pessoa! Um ex-jornalista em atividade...

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  • Victor Hugo
    - 15 de fevereiro de 2013 - 17:50

    Genial e imbatível a candidatura de Guido Mantega ao governado de São Paulo!!!! Kotscho, conforme afirmei em post anterior acaba de ser lançado o livro “A Outra História do Mensalão- As contradições de um julgamento político", do jornalista Paulo Moreira Leite, ex-colunista da revista Época e atual colunista da revista IstoÉ. Vejamos o que escreveu sobre o livro, o blogueiro amigo Eduardo Guimarães: "Como bônus, a obra ainda tem prefácio do jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de São Paulo e um dos maiores críticos dos excessos do julgamento do mensalão. Na Saraiva, em preço promocional, custa R$ 27." /// Robson, conforme promessa, seu exemplar será presente do amigo Victor Hugo. Abraço a todos Balaieiros.

    Responder
  • everaldo
    - 15 de fevereiro de 2013 - 16:06

    ...já criei aqui o termo efeagagado, para designar aqueles tipos de pessoas, que, como o FHC, tiveram tudo para serem mais do que são, mas...são o que são. Agora sou obrigado o lançar o Vanneldizado, vem de Vanneldizar, que designam aquelas pessoas que, como o Vannelder, entraram em colapso psíquico, depois da era LULA. São capazes de verem a grande modificação possitiva, que aconteceu em nosso país neste período, mas não toleram que esta modificação tenha sido realizada por um simples torneiro mecânico. A tradiconal elite paulista, por exemplo, além de ser toda Vanneldizada, esta toda efeagagada.

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  • Victor Hugo
    - 15 de fevereiro de 2013 - 14:19

    Vannelder, esse seu discurso fútil e enganoso impingiu sofrimentos e privações indescritíveis a milhões de brasileiros das classes menos favorecidas até o ano de 2002. Mas os tempos mudaram e os desinformados pela Veja, Folham e JN, como voce, não foram avisados. Agora o povo tem a verdade dos fatos e o dia a dia de cada um pra confrontar com "tua" ladainha cansativa. E se voce quizer fazer um favor aos marqueteiros do PT, continue a repeti-la, aumentando a intensidade sempre as vésperas de eleições, de preferência, identificando-se como admirador de José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, etc . . . Esteja certo de contar com nossa eterna gratidão. Abração, Vannelder.

    Responder
  • Vannelder
    - 15 de fevereiro de 2013 - 11:22

    Que o Mantega viaja faz tempo, isso é fato. Ano passado falou que o Brasil ia ter um PIBÃO. Ou seja, ele viajou legal, maior vianjadão. No fim do ano o PIB mal chegou a 1% e olhe lá. O equilíbrio fiscal não é um trunfo, é um TRUQUE contábil envolvendo o Tesouro, o BNDES, a Caixa, que ele acha que ninguém percebeu. Concessão é pura privatização endemoninhada pelo esquerdismo barato em época de eleição e utilizada descaradamente após a eleição. Aliás acho que ficaria mais bonito, em vez de rotular a privatização de concessão, chamá-la de CONCEIÇÃO, como um dia cantou o Cauby. É isso, o Mantega é o nosso Cauby da Economia! A inflação alta, a estagnação da produção industrial, a desvalorização da Eletrobrás e da Petrobrás, e o desemprego voltando.....é Cauby da Economia você tem mais é que cantar lá fora: "Conceição, (Eu me lembro muito bem), vivia no Brasil a sonhar, com um PIB que o Brasil hoje não tem . . ..."

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  • Maria
    - 15 de fevereiro de 2013 - 03:02

    Vaidades pessoais, conchavos políticos, "y otras cositas más", assim caminha "este país".

    Responder
  • divaldo
    - 15 de fevereiro de 2013 - 00:40

    O Ministro da Fazenda Guido Mantega é como um meio campista que sabe conduzir a bola e distribuí-la com classe e então em time que está ganhando mexer porque?

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  • Durvaldisko
    - 14 de fevereiro de 2013 - 20:58

    Interessante sugestão. Propor Charles Heidseck, esse é o nome do papa,pois não, substituir o Guido na fazenda. O ex-papa tornar-se-ia fazendeiro,num pais tropical,abençoado por Deus(olha o patrão ai, gente!) e bonito por natureza. Abria uma filial da I.O.R e contratava o Ives Gandra para rezar as missas por ele,porque papa é infalível ,mas não é de ferro.

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  • José c.lima
    - 14 de fevereiro de 2013 - 17:54

    Infelizmente ele fica. A Presidente precisa coragem e desprendimento do PT e o quanto antes livrar-se de Sr. Mantega para o nossobem. O País ta parado. A inflação esta ai para qualquer ver, talvez sangue novo e idéias progressistas melhorem nossa vida.

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  • RGS
    - 14 de fevereiro de 2013 - 16:28

    Caso houvessem uma renúncia da parte deste ministro - Não teria um impacto semelhante á renúncia do papa.O Brasil é considerado o país(proporcionalmente) com o maior número de católicos do mundo.Sem contar na influência política do "sumo pontífíce".Não acredito que permanecendo o ministro Mantega na pasta, ou deixando-a, haverá grandes mudanças na econômia do país.

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