Feliciano vira astro e não vai querer largar o osso

Entre uma confusão e outra na sala da Comissão de Direitos Humanos, o até outro dia obscuro pastor Marco Feliciano, dono da Igreja Catedral do Aviamento Assembléia de Deus, deputado federal em primeiro mandato do Partido Social Cristão (PSC), está vivendo seus momentos de glória.

Depois de passar a semana dando entrevistas em programas populares de televisão, Feliciano é forte candidato a ser um dos Judas mais malhados neste Sábado de Aleluia, mas ele não se importa com isso.

A fama repentina que ganhou, atravessando sempre sorridente e altivo os corredores poloneses armados na Câmara desde a sua posse na presidência da comissão, deram-lhe seguidas manchetes na mídia, e era tudo o que ele queria.

Com suas posições radicais na linha da ultra direita comandada pelo ex-militar Jair Bolsonaro (PP-RJ), seu grande defensor, e de ter feito declarações de racismo e homofobia, na mesma proporção em que provocou a ira dos defensores dos direitos humanos e das minorias, o pastor Marco Feliciano certamente não perdeu nenhum adepto da sua igreja, fundada recentemente em Orlândia, já com várias filiais no interior de São Paulo, e se instalando em outros Estados _ e ainda corre o risco de multiplicar seus votos nas próximas eleições, ganhando novos fiéis que concordam com a sua pregação, agora amplificada.

Só se fala nele no Congresso Nacional, a ponto de obscurecer a atuação dos novos presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do Senado, Renan  Calheiros, recentemente eleitos, que se sentem impotentes diante do fato consumado.

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