brasil nunca Brasil Nunca Mais Digital agora é livre para todos

Para quem quiser saber o que aconteceu no nosso país durante a ditadura militar inaugurada com o golpe de 1964, da qual ainda tem (felizmente pouca) gente que sente saudades, esta sexta-feira marca um evento muito importante na nossa história: o lançamento na internet do Brasil Nunca Mais Digital, com a íntegra do acervo reunido no projeto Brasil Nunca Mais, o livro produzido pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, nos anos 80 do século passado.

Qualquer pesquisador no mundo terá acesso ao conjunto de processos e relatórios que serviram de base para o livro Brasil Nunca Mais, com um total de cerca de 900 mil páginas. Produzido na clandestinidade ainda durante a ditadura por um grupo de religiosos, jornalistas, historiadores, arquivistas e outros profissionais, o projeto é considerado até hoje a maior iniciativa da sociedade civil no Brasil em prol do direito à verdade, revelando detalhes da prática da tortura como instrumento de perseguição à dissidência política durante o regime militar.

Tenho muito orgulho de ter participado do trabalho do projeto original do Brasil Nunca Mais, ao lado de velhos amigos como D. Paulo, James Wright e Frei Betto, no tempo em que contar a verdade ainda era correr risco de vida (hoje em dia diz-se risco de morte). O exemplo dos anos 80 inspirou o BNM Digital que também é resultado da parceria de várias entidades  e personalidades comprometidas com a promoção dos direitos humanos no país:

Ministério Público Federal

Armazém Memória

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Instituto de Políticas Relacionais

Conselho Mundial de Igrejas

Comissão Nacional da Verdade

OAB/RJ

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Universidade de Campinas (Arquivo Edgard Leuenroth)

Universidade Mackenzie de São Paulo

Center for Research Libraries

Arquivo Nacional

Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia.

O projeto recebeu também apoio do Superior Tribunal Militar e do Consulado Brasileiro em Chicago.

Como é bom poder agora viver num país em que é possível divulgar o nome de todos os participantes deste projeto. Agradeço ao Procurador Regional da República, Marlon Alberto Weichert, pela gentileza de me enviar o convite para este ato, marcado para as 10 horas desta sexta-feira, no auditório da sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, à avenida Brigadeiro Luiz Antônio, 2020, São Paulo.

Assista ao vídeo sobre o assunto:

http://r7.com/C5vX