Em tempo (atualizado às 18h10):

Foi tudo adiado para a próxima semana. Continua na sessão de quarta-feira a análise sobre os embargos infringentes que podem mudar o destino dos reús condenados no mensalão. A sugestão foi feita pelo ministro Luis Roberto Barroso e aceita pelo presidente Joaquim Barbosa para que os advogados tenham tempo de preparar a defesa dos seus clientes.

Pouco antes, Joaquim bbarbosa já havia rejeitado os agravos regimentais apresentados pelos advogados de Delúblio Soares, Pedro Corrêa e Criostiano Paes, em que eles contestavam a decisão monocrática do relator e atual presidente do STF que qualificou como "incabíveis" os embargos infringentes. Barbosa não voltou atrás em sua recusa, mas agora a decisão dependerá da maioria dos 11 ministros do STF.

O julgamento do mensalão já completou um ano e promoveu mais de 50 sessões. Se os em bargos infringentes forem aceitos, poderá terimnar só no final de 2014.

***

Enquanto o país aguarda uma definição sobre a sessão de julgamento do mensalão nesta quinta-feira, que poderá ser a última, e como eu não tenho a menor ideia do que vai acontecer, aproveito para fazer um convite aos leitores que ficarão em São Paulo neste final de semana de 7 de setembro. Volto a atualizar o blog mais tarde, assim que tivermos o resultado do julgamento dos embargos no Supremo Tribunal Federal.

Começa amanhã, às 12h30, no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, o II Salão Nacional do Jornalista Escritor, do qual Heródoto Barbeiro, o apresentador do Jornal da Record News, e eu vamos participar. Com a presença do prefeito Fernando Haddad, a solenidade de abertura prestará uma homenagem à família de Graciliano Ramos, representada pelo neto do autor, o também escritor Ricardo Ramos Filho, pelos 80 anos de lançamento do romance Caetés.

A primeira mesa de debates, a partir das 14 horas, contará com Juca Kfouri e Heródoto Barbeiro, sob a mediação de Sergio Gomes, da Oboré Editorial. Às 16h30, Eliane Brum e José Nêumanne Pinto serão entrevistados por Fernando Mitre; e Antônio Torres e Miriam Leitão, entrevistados pelo presidente do Memorial da América Latina, cineasta João Batista de Andrade.

No sábado, as sessões começam às 11 horas, com Cassiano Elek Machado, da Folha, e Hélio Campos Mello, da revista Brasileiros, que vão debater o tema "A reportagem hoje", com mediação do jornalista e editor Quartim de Moraes. Na parte da tarde, às 14 horas, Fernando Morais e Ricardo Ramos serão entrevistados por Regina Echeverria; às 16h30, é a vez Alberto Dines e Lira Neto, com moderação de Florestan Fernandes Júnior e, às 19 horas, estarei ao lado de Mino Carta, tendo na coordenação o professor Carlos Chaparro.

No domingo, às 11 horas, os editores Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, e Carlos Andreazza, da Record, debaterão o tema "O livro na estante", com mediação de Claudiney Ferreira, do Itaú Cultural. Às 14 horas, o debate é entre Domingos Meirelles e Carlos Moraes, sob a coordenação de Nildo Carlos Oliveira; às 16h30, a mesa terá Moacir Assunção e Ricardo Viveiros, com mediação de Assis Ângelo, do Instituto Memória Brasil. O último debate do dia é com Caco Barcellos e Ivan Marsigilia, às 19 horas, com moderação do poeta Fernando Coelho.

Estão previstas 25 sessões de autógrafos, com a participação de 40 jornalistas escritores, além dos que participarão dos debates. Segundo o curador do II Salão, o jornalista e escritor Audálio Dantas, as discussões girarão em torno dos seguintes temas:

"O tema central do II Salão Nacional do Jornalista Escritor é o livro-reportagem, que ocupa cada vez mais espaço nos catálogos das editoras, algumas das quais, pode-se dizer, são especializadas no gênero, como é o caso da Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato. Outras, entre as maiores, destacam editores-executivos que cuidam exclusivamente de livros de jornalistas, tanto os de reportagem como os de outros gêneros, que vão da biografia à história e à ficção.

A forte presença de jornalistas em livro, hoje, se deve em grande parte ao encolhimento do espaço para a grande reportagem nos veículos de comunicação de massa _ jornais, revistas, rádio e televisão. Muitos dos livros publicados ultimamente aparecem com frequência nas listas dos mais vendidos. O mesmo acontece com os trabalhos de outros jornalistas que vão além da reportagem e se tornam campeões de vendas em outros gêneros, principalmente a biografia e a história. Entre outros, destacam-se os livros de Fernando Morais e Laurentino Gomes.

A discussão do livro-reportagem faz parte de um tema mais amplo, jornalismo e literatura. Vamos discutir os limites e as aproximações entre esses dois gêneros, onde começam e terminam um e outro, e como, em muitos casos, os dois se misturam.

Faculdades de jornalismo vêm incluindo nas grades curriculares a disciplina Jornalismo Literário, o que, por si só, enseja uma discussão: o jornalismo, que por definição é informação, pode ser ao mesmo tempo literário?

Cabe aqui outra pergunta: pode-se atribuir à narrativa jornalística baseada em pesquisa histórica e utilização de elementos literários o sucesso de livros como os de Laurentino Gomes sobre história brasileira? Ou esse êxito, nunca alcançado por historiadores, resulta do modo de narrar do jornalista?

O evento é aberto para o público em geral, e não apenas para jornalistas, escritores e estudantes. E a entrada é franca. Mais informações:

www.megabrasil.com.br

http://r7.com/3Ao4