Pode chegar a 13 o número de ministérios do governo Dilma que terão novos titulares a partir do começo de fevereiro, o prazo que a própria presidente se deu para fazer a reforma anunciada desde o ano passado em função do ano eleitoral. Dilma viaja dia 22 para Davos, na Suíça, onde participa pela primeira vez do Fórum Econômico Mundial, depois vai a Cuba e, na volta, anuncia as mudanças que vão atingir um terço dos seus 39 ministérios.
São eles: Casa Civil, Direitos Humanos, Reforma Agrária, Saúde, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Turismo, Agricultura, Cidades, Portos, Integração Nacional, Pesca, Educação e, provavelmente, Relações Institucionais. A principal mudança é a ida de Aloizio Mercadante para a Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann, candidata ao governo do Paraná, onde o atual ministro da Educação vai ter um papel mais político do que administrativo, com a missão de fazer a ponte entre o PT e os partidos da base aliada, de olho na campanha eleitoral.
Ainda há vários nós a desatar até fechar os nomes e partidos que ocuparão estes ministérios porque, ao contrário do que ocorreu no começo do governo, a lógica desta vez é outra: em lugar de um ministério congressual para garantir maioria na Câmara e no Senado, agora teremos um ministério eleitoral, em que o mais importante será garantir tempo de televisão e palanques regionais fortes para a reeleição de Dilma.
Logo na primeira reunião do ano para tratar da reforma, no entanto, com o vice-presidente Michel Temer, na segunda-feira, surgiu o primeiro impasse: maior partido da base aliada, o PMDB quer porque quer mais um ministério, além dos cinco que já tem, de preferência o da Integração Nacional, mas Dilma resiste a atender este pedido. O principal obstáculo para um acordo, como de costume, é o líder da bancada na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que dá mais trabalho ao governo do que todos os líderes da oposição juntos, e já marcou uma reunião para discutir o assunto na quarta-feira.
Dilma também terá que resolver ainda o que fazer com o ministério de Relações Institucionais, que ganhará um papel mais importante no ano eleitoral. A atual ocupante, Ideli Salvatti, que pretendia se candidatar ao Senado por Santa Catarina, perdeu a convenção regional do partido, e agora não quer deixar o governo. Mas seu lugar é reivindicado pelo PT, que até já indicou o nome do deputado Ricardo Berzoini, de São Paulo. Muito próxima a Dilma, Ideli poderá ser remanejada para outro ministério.
O mais importante para a presidente, no momento, é definir os ministérios dos partidos que estão fora do governo, mas já anunciaram que vão apoiar a sua reeleição: o PTB, o Pros (dos irmãos Cid e Ciro Gomes) e o PSD, que já tem o Ministério das Micro e Pequenas Empresas, com Guilherme Afif, mas ele é considerado da cota pessoal de Dilma.
A maior novidade da equipe reformada, que não deve trazer grandes surpresas, é o empresário Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas e vice-presidente da Fiesp, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que Dilma gostaria muito de levar para o seu governo na vaga que será deixada no Ministério do Desenvolvimento por Fernando Pimentel, candidato ao governo de Minas. Afinal, melhorar a relação do governo com o empresariado, especialmente o paulista, é o grande desafio da presidente Dilma neste último ano de mandato.


"Dilma pode mudar até um terço do ministério em fevereiro"
14 de January de 2014 às 11:40 - Postado por rkotscho
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Faz parte do *pacote de todos os políticos* que estão disputando eleições. Nessas horas *ISSO* vira coração de mãe:tem sempre espaço para mais um,e ai dos governos que não mudem os Ministérios.
Querido colega Aloisio, não seria assim tão culpar a Globo pela seca no nordeste mas esta midia juntamente com a pholha ( com ph mesmo), com o Estadão, a Veja e outros órgãos da imprensa escrita e falada, juntamente com a oposição ou o PIG atualmente os causadores da nossa ausencia dentre as grandes nações porque apoiaram a tal de "ditabranda" e o Brasil vem marcando passo na senda do progresso desde então. Hoje, se não fosse eles, seríamos o tal de gigante acordado e o nosso povo vivendo bem mais feliz. Só não somos um Haiti gigante adormecido graças ao Lula e a Dilma e com um poder notável em recursos naturais, "uma vergonha".
H Menon jr-cara vc precisa de um psiquiatra urgente,vc é petista?se for ta ok,pq pra petista a culpa das mazelas são sempre dos outros mesmo quando não são oposição,só falta culpar a globo pela seca no nordeste,é o fim do mundo.
Bem que o Pardalzinho alertou ontem, e hoje não deu outra... A Folha/UOL e o portal da Globo já estão organizando "rolezinhos"em Shoppings por todo o Brasil. Ai que saudade de Millor que tinha o pensamento certo do que é a mídia brasileira: Para os jornalistas cínicos que adoram citar a frase de Millôr Fernandes (“jornalismo é de oposição, o resto é armazém de secos e molhados”) sem contextualizá-la ou refletir a respeito (prometo desenvolver o tema em um artigo a ser publicado brevemente), reproduzo trechos da avaliação do próprio sobre a mídia brasileira. Constam de um entrevista posteriormente publicada em livro: “A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime”
O Mercadante devia ganhar um nobel,de tantas qualidades que o cara tem,já foi ministro da ciencia e tecnologia,educação e agora da casa civil,fora a habilidade de fabricar dossies(dos aloprados,lembram?).Esse é o PT,pouco importa a capacidade tecnica,o que importa é manter o seu projeto de governo,que é um só:ficar no poder a qualquer custo,e o povo que se lasque!Ha praticamente 1 ano da eleição,o Brasil com tantos problemas e a unica medida concreta é a manutenção no poder,para garantir o cabidão de emprego do PT.
Se a reforma fosse séria, ela diminuiria para 17 ou 18 ministérios e demitiria a diretoria da CAIXA pela tentativa de "tungar" dinheiro dos poupadores.
O mensalão acabou? Acho que não, os partidos se vendem por uma boquinha.
Desculpe, Kotscho... Mas em ano com eleições majoritárias, qual a novidade? A maioria que está saindo é para concorrer a governador ou senador. Pegue os 5 últimos governos e verá que não deve ter sido muito diferente. Vida que segue...
Essa manobra é única e exclusivamente com caráter eleitoreiro. No que se refere a questão da gestão, não vai mudar nada: continuará tão incompetente, inepta e ineficiente como sempre foi. Ainda bem que em 1º de janeiro de 2015 essa turma irá cantar noutra freguesia.