Com o resultado de 6 a 5 a favor dos réus no final do julgamento dos embargos infringentes, que derrubou a condenação por crime de formação de quadrilha e deixou os ex-dirigentes petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares fora do regime fechado de prisão, os "black blogs" da grande mídia e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, além dos quatro ministros que o seguiram nos votos vencidos, acabaram sendo os grandes derrotados no último capítulo da novela do processo do mensalão.
O chororô começou na véspera, quando Barbosa acusou de "ato político" o voto de Luís Roberto Barroso a favor dos réus, encerrando em seguida abruptamente a sessão quando o placar era de 4 a 1, já prevendo a derrota. Como assim? Quer dizer que só quem vota de acordo com o presidente do STF pratica um "ato jurídico", como se político e midiático não tivesse sido todo o julgamento?
O presidente do STF e seus fiéis aliados jornalistas chapas pretas ficaram tão inconformados que acabaram passando recibo por não poderem escrever o final feliz que imaginavam, ou seja, com os réus atrás das grades por um longo tempo. Para Barbosa, "foi uma tarde triste". Triste para quem, se a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou contra a tese do relator do processo, que se mostrou desde o primeiro dia do julgamento, ao vivo e em cores, muito mais promotor do que juiz, fazendo parceria com o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o mesmo que engavetou o mensalão tucano?
No voto decisivo, o ministro Teori Zavascki justificou sua posição: "É difícil sustentar que o objetivo comum, que a essência do interesse dos acusados tenha sido a prática daqueles crimes. Voto pelo acolhimento dos embargos infringentes".
Inconsolável, o ministro Gilmar Mendes fez um veemente discurso no qual reiterou que "houve quadrilha" e afirmou que "o projeto era reduzir a Suprema Corte a uma Corte bolivariana", repetindo os mesmos argumentos usados nos últimos dias por blogueiros e colunistas que se empenharam até o fim em pedir a punição máxima aos petistas para dar uma ajudazinha à oposição neste ano eleitoral.
Se, em 2012, exigiam respeito à decisão do STF de condenar os réus do mensalão a altas penas, deveriam fazer o mesmo agora em que eles foram absolvidos em um dos crimes de que foram acusados. O problema é que não havendo quadrilha, não poderão mais chamar o ex-ministro José Dirceu de "chefe da quadrilha", como se habituaram a escrever.
Para fazer Justiça, apesar de toda tristeza e sem mais delongas, antes de pedir a anunciada aposentadoria precoce, Joaquim Barbosa deveria agora dar a Dirceu o mesmo direito de trabalhar fora do presídio que foi concedido aos outros réus, ainda que correndo o risco de ser criticado pela mesma imprensa que o endeusou.
Sem entrar no mérito do julgamento, já que não sou juiz nem li as trocentas mil páginas do processo, espero que, daqui para a frente, alguns ministros do STF se acalmem, e meus coleguinhas da imprensa voltem a exercer com mais civilidade, se possível sem tomar partido, a sua nobre missão de informar a sociedade sobre o que está acontecendo. Juiz é juiz, promotor é promotor e jornalista é jornalista. Simples assim. Ficaria tudo bem mais fácil, e com um clima de menos beligerância no ar. Não custa tentar.


"Mídia e Barbosa são derrotados no fim do mensalão"
27 de February de 2014 às 16:42 - Postado por rkotscho
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a parte mais engraçada desse texto é quando o autor pede isenção da imprensa, sendo que trabalhou pra um dos lados e tem um blog que apoia esse lado declaradamente. e não há nada de errado nisso, apenas é um pouco hipócrita né. quer apoiar e se declarar, ok, só não pede pros outros fazerem o que o blog mesmo não faz
Quando alguém da Justiça tenta dar viés político em seus julgamentos, ou quando um político quer desempenhar o papel da justiça, acaba no final, ficando com cara de tacho em ambos casos .
Como é bela a democracia. A régua é o horizonte. Todos por ela, pois. Quero quer, que o blog do Kotscho veio exatamente para esse propósito. Tentar dar à todos a oportunidade de se expressarem na medida do possível. Não estou doente prezado "Victor Hugo" e nem sou anti-petista. Se o prezado pudesse me carimbar de anti-tucano, ai sim, estaria feliz da vida, porque tem um tucano aqui em Bauru que é candidato pela 5ª vez e não quer deixar de continuar botando seu traseiro na cadeira da Assembléia Legislativa da São Paulo. Bauru é uma cidade com mais de 200 mil eleitores e temos apenas um deputado estadual, sempre o mesmo o que é um verdadeiro escândalo politicamente falando. Existem candidatos melhores. Muito melhores. Estamos engajados na mudança desse panorama. Pelo visto Victor Hugo não colaborará nessa nossa luta contra tucano, porém as portas estão abertas para recebermos sua solidariedade. Aliás sou o que sou e não boto a mão para defender quem pretende fazer de nossa Constituição, o mesmo efeito que tem o uso do papel higiênico. Tanto isso é verdade que não tenho acanhamento em expor meu nome por completo, ou seja, mostro a cara ao me identificar, ao contrário do simples uso de "cognome". Victor não entendeu nada quando afirmo as "virtudes" de Barbosa. A fala "presidencial" foi truncada como pode observar no "comentário" posterior e para tanto pedi ao Ricardo a reconsideração pelo texto enviado. Quanto ao comentário exarado pela Srª. Edna,2, concordo inteiramente com ele. Não é em absoluto questão de "coragem" prezada comentarista. Quero crer que seja respeito recíproco entre eu e o excelente Ricardo Kotscho. No tempo do Ricardo, o PT vivenciou sua melhor era. Hoje, ressentido da ausência de verdadeiros líderes de massa, vivencia uma era de dificuldades. Espero que seja momentânea. Aliás para a grande maioria dos brasileiros. Deu hoje, 03/03/14 no "Globo" que a maioria do eleitorado de Dilma tem entre 25 e 34 anos, possui ensino médio e renda familiar mensal baixa, cerca de R$.1.448,00.A presidente Dilma é a líder em intenções de votos para as eleições deste ano, somando 47%, o suficiente para vencer no primeiro turno, foi o que informou a Folha de S. Paulo de domingo último.
Sr.Nicanor Amaro da Silva,li o seu comentário e *confesso* que me surpreendi com a sua coragem(principalmente nesse blog) em citar as qualidades do Ministro Joaquim Barbosa. Apesar de que essas qualidades deveriam ser obrigações de qualquer ser humano:mas é tão difícil,mas tão dificil nos encontramos *alguem* com elas. Quanto ao temperamento *mercurial* que ele tem,é até desculpavel para uma pessoa que tem*ESSAS QUALIDADES*. O que me desagrada é se por acaso *ele* candidatar - se a qualquer cargo político:O MEU VOTO ELE NÃO TERÁ,pois querendo ou não com o tempo *ele* entrará no mesmo *saco corrupto em que os outros políticos encontram - se*. Eu até consigo acreditar que poucos quando ingressam na política entrem bem intencionados mas:SE ELES NÃO ADAPTAREM - SE AO MEIO,SERÃO HOSTILIZADOS.
Nicanor, eu tenho pena de anti-Petistas doentes como VOCE, que têm no Barbosão a melhor aposta pra derrotar, nas urnas, o Partido dos Trabalhadores. Tire o cavalinho da chuva, pois não há a menor chance do gaguinho do STF, que voce chamou de desequilibrado no comentário inconcluso, candidatar-se a presidente em 2018. Se se atrever, formando chapa com imprestráveis como Aécio ou Alckmin, o PT vai de Lula-Ricardo Lewandowski. Tem jeito não, Nicanor. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega !!!!! Boa noite, Nica. Boa semana, Balaieiros.
Prezado Ricardo. O "comentário" (quanta pretensão...) que lhe enviei em 01/3, logo abaixo, ficou inconcluso. Fi-lo mais extenso e por obra dessa miscelânea que é a maravilhosa tecnologia, algo saiu em desacordo, razão pelo qual peço-lhe consentimento em refazê-lo. Aqui vai: Quem conhece Joaquim Barbosa de perto, assegura: não é desonesto, não é malicioso, não se mete em negócios obscuros e nem em más companhias. É pessoa de difícil convívio com seus pares principalmente. Suas declarações, onde na minha opinião, excede o devido respeito à dignidade da toga, vem à mente, à minha mente, a possibilidade da construção definitiva de uma estratégia para justificar argumentos futuros da descontinuidade no STF antes mesmo do seu mandato na presidência da Instituição. É uma possibilidade, tanto que hoje, 02/3/2014, João Bosco no Estadão, em subtítulo "Em baixa" afirma que para os apostadores na sua saída do tribunal, esse "imbróglio" foi o tom de despedida. Concordo com esses "apostadores". Por outro lado, sua eventual candidatura a senador pelo estado do Rio de Janeiro tem tudo para dar certo. Desde que seja pelo estado do Rio de Janeiro bem entendido. Pelo perfil do eleitorado carioca, ("deixa a vida me levar...") sua eleição é quase que uma pude de 10... Barbosa consagrado nas urnas, terá por, no mínimo, oito anos à sua disposição, o discurso e a tribuna e principalmente o voto. Daí para a reflexão dos discursos adotados pelo Partido Republicano dos Estados Unidos, sob inspiração do Tea Party é um pulo no imaginário de um sonho que poderá estar prestes a ser realizado...Com relação às efusivas manifestações de alegria da simbologia do fim da pena de "formação de quadrilha", segundo o ministro Marco Aurélio Mello, "pode reforçar a visão leiga de um julgamento político, mas não muda a realidade prisio0nal". Os condenados terão de cumprir a pena pelo prazo suficiente "ainda que tenham reduzido significativamente o período prisional". Comentaristas políticos opinam que "a sentença de morte política" é uma realidade que só petistas não querem admitir. A biografia desses políticos encontram-se manchadas indelevelmente para toda a vida, já que o "desgaste está precificado desde as condenações e refletido nas pesquisas que registram o apoio de 86% dos brasileiros às prisões, índice que sobe para 87% entre os simpatizantes do partido". Não é pouca coisa, e a deficiência visual dos petistas a esses percentuais. É uma realidade o que é lamentável, já que a história do Partido registrou no antanho uma aceitação sensacional. O PT tem por hábito, propagar tudo que lhe seja favorável, o que é um direito seu. Porém não pode omitir e tentar esconder os malfeitos praticados. Nem o PT nem os tucanos e nem qualquer outro. Que o diga os tucanos paulistas com o escândalo rodoferroviário atual. Os petistas afirmam que o julgamento dos agora ex-quadrilheiros foi político, "foi a maior farsa política da história do País". No voto do ministro paulista Celso de Mello a "maior farsa da história, foi protagonizada pelos eleitos para servir o País e que dele se locupletaram por um bom tempo". Resta ao PT, agora, mirar no mensalão mineiro, na tentativa de diferenciarem na escala entre tucanos e petistas, siameses moldados com farinha do mesmo saco.
No meu ponto de vista pessoal o ministro Luis Barroso e demais cinco eminencias acertaram as barberagens que o Gilmar Mendes e o J.B. fizeram neste suposto mensalão. É dificil crer como altos magistrados puderam enveredar por um caminho tão tortuoso sendo necessário colegas mais acordatos com o direito ciencia consertar o erro. Ficou para eles, pior o enrredo que o soneto e se houve tristezas de um lado, para o outro não houve alegrias mesmo porque eles tiveram que fazer do direito, o direito dos supostos criminosos do suposto mensalão do PT. Lamentável! Me sinto envergonhado por eles, ainda bem que não sou advogado e se fosse rasgaria meu diploma e pediria baixa na OAB.
Melhor comentário que eu li neste final de semana. Para o triste partidário juiz que só enxerga o PT e esquece completamente o PSDB. O pseudo juiz não tem vergonha na cara. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/131932/Lassance-coisas-de-que-JB-se-esqueceu-de-ficar-triste.htm 1 DE MARÇO DE 2014 ÀS 16:32 247 - "É curioso como Joaquim Barbosa se mostra triste com algumas coisas, e não com outras", analisa o cientista político Antonio Lassance, a respeito do presidente do Supremo Tribunal Federal. Apenas um exemplo: houve alguma tristeza por parte do ministro pelo fato de o mensalão tucano não atribuir crime de quadrilha a Eduardo Azeredo e companhia? Abaixo, mais alguns: Coisas de que Joaquim Barbosa se esqueceu de ficar triste, artigo publicado no site Carta Maior O presidente do Supremo, relator da AP 470, esbravejador-geral da Nação, candidato em campanha a um cargo sabe-se lá do que nas eleições de outubro, decretou solenemente: "É uma tarde triste para o Supremo". É curioso como Joaquim Barbosa se mostra triste com algumas coisas, e não com outras. Alguém o viu expressar tristeza com o fato de o processo contra o mensalão tucano não atribuir o mesmo crime de quadrilha a Eduardo Azeredo (PSDB-MG) & Companhia Limitada? O inquérito da Procuradoria-Geral da República (INQ 2.280, hoje Ação Penal 536), que sustenta a denúncia contra Azeredo, foi apresentado pelo mesmo Procurador (Roberto Gurgel), ao mesmo STF que julgou o mensalão petista, e caiu nas mãos do mesmo relator, ele mesmo, Joaquim Barbosa. O que dizia o Procurador? Que o mensalão tucano "retrata a mesma estrutura operacional de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e simulação de empréstimos bancários objeto da denúncia que deu causa a ação penal 470, recebida por essa Corte Suprema, e envolve basicamente as mesmas empresas do grupo de Marcos Valério e o mesmo grupo financeiro (Banco Rural)". Se é tudo a mesma coisa, se são os mesmos crimes, praticados pelas mesmas empresas, com o mesmo operador, cadê o crime de quadrilha, de que Barbosa faz tanta questão para os petistas? Alguém viu o presidente do Supremo expressar sua tristeza sobre o assunto? Alguém o viu decretar a tristeza no STF quando o processo contra os tucanos, ao contrário do ocorrido com a AP 470, foi desmembrado, tirando do STF uma parte da responsabilidade por seu julgamento? Talvez muitos não se lembrem, mas as decisões de desmembrar o processo do mensalão tucano e de livrar Azeredo e os demais da imputação do crime de quadrilha partiram do próprio Joaquim Barbosa. Foi ele o primeiro relator do mensalão tucano. Foi ele quem recomendou tratamento distinto aos tucanos. Justificou, sem qualquer prurido, que os réus estariam livres da imputação do crime de formação de quadrilha "até mesmo porque já estaria prescrito pela pena em abstrato", disse e escreveu Barbosa, em uma dessas tardes tristes. Mais que isso, livrou os tucanos também da imputação de corrupção ativa e corrupção passiva. O que se tem visto, reiteradamente, são dois pesos, duas medidas e um espetáculo de arbítrio de um presidente que resolveu usar o plenário do STF como tribuna para uma campanha eleitoral antecipada de sua possível e badalada candidatura, sabe-se lá por qual "partido de mentirinha", como ele mesmo qualificou a todos. E as tantas outras tristezas não decretadas? Vimos a maioria que compõe hoje o STF ser destratada como se fosse cúmplice de um crime; um outro bando de criminosos, portanto, simplesmente por divergirem de seu presidente e derrotá-lo quanto a uma única acusação da AP 470. Que exemplo! Sempre que um ministro do Supremo, seja ele quem for, trocar argumentos por agressões, será uma tarde triste para o Supremo. Há uma avalanche de questões importantes, que dormem há décadas no STF, e que seriam suficientes para que se decretasse que todas as suas tardes são tristes. Não só há decisões, certas para uns, erradas para outros. Há sempre uma tarde triste no STF pela falta de julgamentos importantes. Cerca de metade das ações de inconstitucionalidade impetradas junto ao Supremo simplesmente não são julgadas. Dessas, a maioria simplesmente é extinta por perda de objeto. Ou seja, o longo tempo decorrido é quem cuida de dar cabo da ação, tornando qualquer decisão desnecessária ou inaplicável. Joaquim Barbosa se esquece de ficar triste com essa situação e de decretar seu luto imperial. Por exemplo, o STF ainda não julgou as ações feitas por correntistas de poupança contra planos econômicos, alguns da década de 1980. Tal julgamento tem sido sucessivamente adiado. Triste. Quem sabe, semana que vem? É triste, por exemplo, a demora do STF em julgar a Lei do Piso salarial nacional dos professores. Nada acontece com prefeitos e governadores que se recusam a pagar o piso salarial, enquanto o Supremo não decide a questão. Até agora, o assunto sequer entrou em pauta. Triste. Muito mais triste foi a tarde em que auditores fiscais do trabalho, procuradores do trabalho, militantes de direitos humanos, sindicalistas e até o ministro do Trabalho, Manoel Dias, se reuniram em frente ao Supremo para chorar pelos dez anos de impunidade da Chacina de Unaí-MG. Fazendeiros acusados da prática de trabalho escravo contrataram pistoleiros que tiraram a vida de quatro funcionários do Ministério do Trabalho que investigavam as denúncias. Nenhum dos ministros cheios de arroubos com o suposto crime de quadrilha esboçou tristeza igual com a impunidade de um crime de assassinato. Até o momento, aguardamos discursos inflamados contra esse crime que envergonha o país, acobertado por aberrações processuais judiciárias, uma delas estacionada no STF. Quilombolas e indígenas: que esperem sentados? Tristes foram também os quase cinco anos que o Supremo demorou para simplesmente publicar o acórdão (ou seja, o texto definitivo com a decisão final tomada em 2009) sobre a demarcação da reserva indígena de Raposa Serra do Sol (RR). Pior: ao ser publicado, o STF frisou que a decisão não serve de precedente para outras áreas. Triste. Faltou ainda, a Joaquim Barbosa e a outros ministros inflamados, uma mesma tristeza, uma mesma indignação e um mesmo empenho para que o STF decida, de uma vez por todas, em favor da demarcação de terras quilombolas. Seus processos, como tantos outros milhares, aguardam julgamento. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade foi ajuizada pelo DEM contra o decreto do presidente Lula, de 2003, que regulamentava a identificação, o reconhecimento, a delimitação, a demarcação e a titulação das terras ocupadas por essas comunidades que se embrenharam pelo interior do território nacional para fugir da escravidão. Por pouco não se deu algo ainda mais escabroso, pois o ministro relator de então, Cezar Pelluso, havia dado razão aos argumentos do DEM impugnando o ato. A propósito, na mesma tarde em que o STF julgou e afastou a imputação do crime de quadrilha aos réus da AP 470, o mesmo Joaquim Barbosa impediu a completa reintegração de posse em favor dos Tupinambás de Olivença, Bahia. A área dos índios estava sendo reconhecida e demarcada pela Funai. Joaquim Barbosa, tão apressado em algumas coisas, achou melhor deixar para depois. Ora, mas o que são uns meses ou até anos para quem já esperou tantos séculos para ter direitos reconhecidos? Realmente, mais uma tarde triste para o Supremo. Apesar de você A célebre música de Chico Buarque, "Apesar de você", embora feita na ditadura, ainda cai bem para enfrentarmos descomposturas autoritárias desse naipe. Diz a música, entre outras coisas: "Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão" "Você que inventou a tristeza Ora, tenha a fineza De desinventar" "Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia".
Caro jornalista, na verdade esperava por esse momento, apenas não pensava que o mesmo viria tão rapidamente, pois veio, devido a coragem de alguns seu discernimento, ao mesmo tempo não precisando agradar a ou b, apenas olhando e analisando o riscado. Fez bem para nós que lutamos e sabemos que foi um julgamento político e temeroso, pois existem várias coisas que agora deverão ir a luz das análises, varios processos escondidos ou esquecidos.Sim, o grande Estadista, colocou o Ministro Barbosa como representante da nossa etnia, : os negros, mas o mesmo negou seus irmãos étnicos, querendo destruir um partido de massas, da base, portanto o mesmo passou a representar a elite a casa grande, deixando a Senzala ao Deus dará. Quando o mesmo tomou posse como presidente, como liderança negra, fui convidado ir a Brasília no grande festão, diziam,é a festa da raça. Lá compareceram artista, cantores, grandes personalidades do mundo acadêmico, eu simplesmente recusei o convite e a oferta, simplesmente dizendo, Esse ministro não me representa, fui duramente criticado, mas mantive e mantenho a coerência e determinismo. Quando houve a condenaçao, não escondo ser petista e propago tal ideia e pontos de vistas do partido, mas encontraram nele a força necessária para destruir um partido construido pelo inteligente operário, na verdade atingindo as principais lideranças partidárias da época, o Presidente não poderia escolher o seu sucessor, mas o mesmo é inteligente e tira da manga a Sucessora,mulher de pulso, dedicada e inteligente, aí a revolta mais aumenta, pois acredito que o próprio Ministro queria sentar em tal cadeira, reservada a poucos e são poucos os bons que a ocuparam e ocupam. Agora, estou feliz, contente e acredito que a justiça começa a ser feita. Barbosa não me REPRESENTA, ele mesmo colocou um ponto final em sua vida pública e política, por ventura conheces algum político que fez beicinho para o Estadista e se deu bem?...,...,..., eis aí a senhora e Eloisa a senhora Marina, etc. Palmas pra todos nós, que esperamos pela justiça e sa- bemos que o Brasil tomou novos rumos após o governo do Presidente Lula, avante, cabeça erguida, iremos nós os idealizadores de uma pátria grande, como diz O grande Sacerdote Pedro Casaldaliga. Abraços, voltastes, trazendo boas notícias e acontecimento.Até os juristas de oposição ao partido dos trabalhadores disseram que houve um julgamento de exceção.
Bom retorno, Kotscho. Outro assunto:..um verdadeiro tapa na cara da Veja: A socióloga Sílvia Viana é doutora pela USP e autora do livro “Rituais de sofrimento”. Procurada pela Veja para conceder uma entrevista sobre o BBB 14, ela negou o pedido. Mas não foi um simples não, foi uma aula, curta e rápida, do que é a “coisa feita em papel couché”. Leia abaixo sua resposta à solicitação de Veja enviada por e-mail ao jornalista encarregado da tarefa de convidá-la. “Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a 'Veja' uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas. Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na 'Veja' a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus. Dito isso, minha resposta é: Preferiria não. Atenciosamente, Sílvia Viana”
H Menon Jr. das 17h12, 28.02.2014 disse tudo. E agora, o nosso deslumbrado Barbosa visto como herói por alguns, não foi capaz de "engolir o sapo" que lhe impuseram com essa derrota. Ele teve o descaramento de insultar seus pares e até atingir a presidente Dilma lançando suspeitas sobre as escolhas dos novos juízes para o stf. Vá morar em Miami, Barbosa, pois o Brasil não precisa de pessoas como você.
Ricardo...estava ali deitado, no meu micro smartphone, quando cheguei neste video: http://www.youtube.com/watch?v=RM2Aio9mvNE, como o jurado, também chorei. Levantei, fui na varanda, fumei um cigarrinho, observei uma pequena estrela que insistia em ser vista por mim por uma fenda nas nuvens, e me deu vontade de postar aqui este comentário. Um verdadeiro juiz, um grande juiz, ao apenar um réu, o faz com lágrimas na alma, não sente prazer ao consumar o crime. A pena que recebe o réu não precisa ser acrescida do ódio de quem o aplica, pois este não esta prescrito nos códigos, nas leis. ...é isto...não precisa liberar o comentário...quis apenas compartilhar um lindo momento que vivi nesta madrugada. Um abração a todos amigos petralhas, em especial ao meu irmão Ênio.
"Caro MOSQUIM,*esse* é o meu ponto de vista,respeito muito,mas muito mesmo o *TEU PONTO DE VISTA E OS DEMAIS*". MAS: feliz ou infelizmente para você ou para os demais *NÃO* vou retirar uma virgula do *EU* escrevi. Outra coisa *EU* não sou contra o PT,*EU sou contra a qualquer *letrinha* que infelizmente se instalar no *planalto central*. "Quanto alguns *personagens tirarem os sapatos ou as roupas*,para mim pouco importa,detesto todos *ELES SEM EXCEÇÃO*". O que mais me revolta é *EU* ser obrigada a sair da minha casa e ter que votar no menos pior,isto é quando existe *UM MENOS PIOR*. UM ABRAÇO.EDNA,2
É espantosa a perspectiva da justificação de Barbosa, senão de extrema gravidade, caso o relato do repórter Felipe Recondo do ESTADÃO, na data de HOJE, 28/02/14, não venha a ser desmentido pelo próprio presidente do STF. Aliás, na hipótese do ministro-presidente do STF não desconstituir a matéria do repórter do ESTADÃO, não teria mais condições de realizar quaisquer pronunciamentos de ora em diante, a respeito do conceito fixado por Roberto Jefferson (mensalão), e depois adotado por Joaquim Barbosa. TRANSCREVE-SE PARTE DA MATÉRIA DO ESTADÃO: "O jornal O Estado de S. Paulo publicou, no dia 26 de março de 2011, uma matéria que expunha as preocupações que vinham de dentro do Supremo. O título era: "Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão". Dias depois, o assunto provocava debates na televisão. Novamente, Joaquim Barbosa, de pé em seu gabinete, pergunta de onde saiu aquela informação. A pergunta era surpreendente. Afinal, a informação tinha saído de sua boca. Ele então questiona com certa ironia: "E se eu der (como pena) 2 anos e 1 semana?". Barroso não sabia dessa conversa ao atribuir ao tribunal uma manobra para punir José Dirceu e companhia e manter vivo um dos símbolos do escândalo: a quadrilha montada no centro do governo Lula para a compra de apoio político no Congresso Nacional. Barbosa, por sua vez, nunca admitira o que falava em reserva. Na quarta-feira, para a crítica de muitos, falou com a sinceridade que lhe é peculiar. Sim, ele calculara as penas para evitar a prescrição. "Ora!".". (Felipe Recondo é repórter do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília).
Boa noite, meu amigo RK e a todos os comentaristas. Lindo aquele Brasão da República o fundo da foto, né? Mas, é a única coisa de interessante que vejo para comentar. Está difícil...
A turma do quanto pior melhor vai passar um Carnaval bem desanimado... Bem feito; torcer contra raramente funciona e quando funciona tem um gosto amargo. Parabéns ao H Menon Jr. das 17:12 hs., que fez uma análise perfeita desta cascavel venenosa e ingrata chamada Joaquim Barbosa. Bom Carnaval a toda a turma do Balaio.
H Menon...tú fez uma boa descrição do que aconteceu neste fato, nesta estória de mensalão, tú chegou bem perto, pois, o que ocorreu mesmo com o nosso "magistra et magistra"( tô mal de latim pacas ) ministral ministro, foi o seguinte: Tú sabe que todo indivíduo tem esta mania de querer ser "prisidente" da república, é uma forma de doidura que nem meu avô compreendia, é mais fácil se decifrar os enigmas da esfinge do que se descobrir o motivo desta paranóia. O nosso irmão Barbosão, como fala o meu amigo pastor Cabrera, depois de ter superado todos os obstáculos para chegar onde chegou, e nisto ele tem todos os méritos, temos que reconhecer que foi um batalhador,...pois é...chegou em casa no dia em que foi nomeado para o supremo, tirou o terno, a camisa, os sapatos ( o calo estava incomodando ) deu uma chegada na varandinha do apartamento, tomando um uisquim,... e aí começou os "pobrema".Aquela visão lá de cima, ministro do supremo, poderoso, etc e coisa e tali, e, como o capeta não deixa passar uma oportunidade pra criar problemas pras pessoas, mandou um capetinha muito mequetrefe sussurar no ouvido de nosso Barbosa: -Será que tú não pode voar mais alto ??? Que tal ser "prisidente"??? E com isto na cabeça, ele foi tomar um banho. ...e aí sim caro Agamenon,...é que foi o começo para as coisas ficarem pretas pro coitado do Zé Dirceu. Terminado o banho, o nosso ministro, se olhou no espelho,...passou as mãos no rosto,...deu um sorriso...e: -E num é que é mesmo negão??? Tú tem tudo pra chegar lá, um anarfa como o LULA chegou, porque é qui tú num chega??? O Brasil nunca teve um prisidente negro !!! Esta é tua Barbosão. ...o desenrolar deste momento é o que estamos assistindo...a cores. A questão da raiva Agamenon é o componente emocional que necessita ter todo candidato, tú ta vendo aí o quanto os coitados do Aecim e do Dudú estão penando por falta dele.Candidatos do nada, nada podem sentir, né não ??? Uma vez, um caba lá na minha terra contratou outro para matar um cidadão que estava incomodando sua filha, combinaram cento e cinquenta mil réis pelo serviço. Antes que o matador consumasse o ato, o pai da moça resolveu não mais matar o, agora futuro genro, porque a mocinha estava buchuda do mesmo. Mandou chamar o matadô, e lhe esplicou o ocorrido, mas o matadô lhe disse: -Coroné, agora num tem jeito não, pois já estou com uma raiva danada daquele fi d´uma égua. Foi deste jeito que aconteceu com o nosso Joaquim. Começou a ter raiva do Zé Dirceu por brincadeira, só pra se firmar como candidato, maaas...como fala a Míriam Leitão, como a inspiração foi de um capetinha mequetrefe, embriagado, não conseguiu mais se controlar, perdeu o domínio sobre si mesmo, e agora vai ser duro se livrar daquele capetinha. ÊÊÊÊ mundão véi discuncertado...né não Agamenão ???
escaparam do crime de quadrila porque o PT aparelhou o STF... Todos sabem disso, ainda assim foram condenados por corrupção e Barbosa , basta olhar nas redes sociais, é tido como herói e os mensaleiros bandidos... Quem é esclarecido e não cego ideológico sabe que PT é o partido da corrupção e safadeza , apoia ditadores e se alia a bandidos!
"Povo e Barbosa são derrotados no fim do mensalão". Quanto à mídia, a qual você refere? Aquela que é patrocinada pela estatais não foi derrotada, né? PS: Urgente!!! Barbosa para presidente.
é isso aí, Ricardo. concordo inteiramente. é muita hipocrisia elogiar o STF quando condena e censurá-lo, quando absolve. ridículos os argumentos que grassam na mídia. parece até que Barbosa e Fux não foram indicados pelo mesmo PT que indicou os demais e, inclusive, os de triste memória Ayres Brito e Peluzzo. os algozes que formaram a maioria com Gilmar, ministro com mais votos contrários no Senado, quando de sua indicação no apagar das luzes do governo FHC; com Marco Aurélio, indicado por ser primo de Collor de Melo e o Celso, decano, indicado por Sarney a quem serviu na então Consultoria Geral da República. lamentável a posição da mídia e da oposição em relação à decisão soberana da maioria do STF. certamente estão antevendo o resultado da revisão criminal que será interposta tão logo seja publicado o acórdão. alguns, principalmente Zé Dirceu e Genoino, serão absolvidos em sede de rescisória criminal e, querendo, eleitos para futuros mandatos, em 2016 ou 2018. aguardemos.