ap Por que índígenas são contra Copa? Fracasso gera conflito

Por acaso alguma aldeia indígena foi derrubada para a construção dos novos estádios da Copa? Então o que aqueles índios armados e vestidos a caráter fantasiados para a guerra estavam fazendo lá? Nas imagens do confronto entre manifestantes e a PM nesta terça-feira em Brasília, destacam-se indígenas nativos apontando seus arcos contra os policiais, em frente ao Estádio Nacional, deixando um deles ferido. O autor do disparo foi preso e solto, logo em seguida, porque índios são inimputáveis.

A covardia dos organizadores do "Comitê Copa Pra Quem", mais um protesto fracassado a duas semanas do início do Mundial, só pode ser comparada à da bandidagem organizada que utiliza menores para praticar crimes que ficam impunes. Como são ignorados pela população, e já não conseguem organizar grandes atos, os líderes anônimos destes vândalos agora convocam outras "categorias" para engrossar suas manifestações.

Em Brasília, de acordo com a PM, não havia mais do que mil pessoas no auge do protesto, sendo que 300 eram índios. A eles se juntou um punhado de sem-teto e, pronto, estava montada a baderna que paralisou a capital do país bem hora em que os trabalhadores tentavam voltar para casa no final da tarde.

Com o confronto armado na tentativa de invadir a área do estádio, voaram bombas de gás lacrimogêneo, de um lado, com a cavalaria da PM à frente, e paus, pedras e flechadas, do outro. Para quem quer se aproveitar da Copa no Brasil com o único objetivo de criar um clima de medo e insegurança na população, e detonar a imagem do país lá fora, foi mais um prato cheio.

Se o objetivo dos caciques era protestar contra mudanças na demarcação das terras indígenas, por que não fizeram seu protesto diante da Funai ou do Ministério da Justiça? Quem os levou a pegar uma carona no protesto contra a Copa? Ou aconteceu tudo por acaso? A este cenário de guerra juntam-se as greves selvagens que pipocam nos transportes e no ensino públicos, deixando a população a pé e os estudantes sem aulas, na antevéspera do início da Copa.

Quem ganha com isso?

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