Como já se podia prever, a primeira pesquisa pós-tragédia mostra um crescimento do PSB, com Marina Silva em lugar de Eduardo Campos. A surpresa foi outra: Dilma Rousseff e Aécio Neves não perderam nenhum voto, ficando exatamente onde estavam na pesquisa anterior (ver matéria no R7).
Politicologos, pesquisólogos, futurólogos e profetas em geral, passaram os últimos dias especulando sobre quem perderia mais votos para Marina, se Dilma ou Aécio. Pois erraram todos, como mostra a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. Por isso, acho melhor fazer previsões só depois do fato consumado, como ensinava Marco Maciel, velho sábio pernambucano.
Eduardo Campos tinha 8% na última pesquisa e Marina Silva surge agora com 21%, um vigoroso crescimento de 13 pontos percentuais para o candidato da chamada "terceira via". De onde vieram então estes votos?
É só fazer algumas contas bem simples.
Em julho, o contingente de eleitores sem candidato que votariam em branco ou nulo era de 13%; não sabiam quem escolher eram 13% e aqueles dispostos a sufragar candidatos nanicos chegavam a 8%. Somando tudo, dava 35% de eleitores que não votariam em Dilma, Aécio e Eduardo.
Agora, a soma deste contingente de eleitores é de 22%: 9% ainda não sabem; 8% preferem votar branco ou nulo e apenas 5% em nanicos.
A diferença entre uma pesquisa e outra é de 13 pontos percentuais, portanto — ou seja, exatamente o total de intenções de voto (21%) que Marina tem a mais do que Eduardo Campos registrava (8%), às vésperas do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que começa amanhã.
Claro que a tragédia aérea em que o presidenciável do PSB morreu na quarta-feira passada deve ter forte influência nestes números que provocam uma reviravolta no quadro sucessório, mas há outros motivos a se levar em conta.
Assim como acontece com os acidentes aéreos, mudanças bruscas de rota são causadas por um conjunto de fatores, e não um só. Neste caso, não podemos esquecer o "recall" de Marina Silva, que teve 19% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial de 2010, depois de trocar o PT pelo PV para ser candidata, apenas dois a menos do que nesta pesquisa de agosto de 2014, a 47 dias da eleição.
A entrada de Marina na campanha como candidata a presidente ungida pela família Campos e pelo PSB também não foi surpresa para ninguém, como já havia antecipado aqui na última sexta-feira (ver post).
Além disso, Marina tinha 27% das intenções de voto em abril, na última vez em que seu nome apareceu na lista de candidatos nas pesquisas, antes da oficialização da chapa do PSB encabeçada por Eduardo, com a ex-senadora no papel de vice.
A troca do presidenciável do PSB, da forma trágica como aconteceu, foi um fato tão inesperado que torna agora mais difícil o trabalho dos analistas do futuro, mas não deve ser atribuída à "providência divina", como fez Marina Silva na sexta-feira.
Na verdade, ela não embarcou no voo fatídico de Eduardo porque não queria se encontrar com o correligionário Márcio França para evitar constrangimentos. Márcio era o responsável pela agenda daquele dia na Baixada Santista, seu principal reduto eleitoral, e pela aliança do PSB com o PSDB em São Paulo, o que lhe garantiu o lugar de vice na chapa do governador Geraldo Alckmin.
Administrar agora estas alianças heterodoxas firmadas por Eduardo contra a vontade de Marina — no Rio, por exemplo, o PSB apoia Lindberg Farias, do PT, para governador — é agora um dos primeiros desafios de Marina, que pode crescer ainda mais nas próximas pesquisas, diante do clima emotivo que tomou conta da campanha após os comoventes funerais de Eduardo Campos, no Recife, que duraram todo o domingo, e deram à candidata do PSB o protagonismo na mídia.
Neste primeiro momento, Marina já aparece um ponto à frente de Aécio (21% a 20%), no primeiro turno, e com uma vantagem de quatro pontos sobre Dilma (47% a 43%) num agora quase inevitável segundo turno. Se acontecer, e o adversário de Dilma for Aécio, a presidente derrotaria o tucano por 47% a 38%.
Ao mesmo tempo, uma informação que passou meio escondida nas análises da pesquisa, mas pode influir nas próximas, mostrou o crescimento de 6% nos índices de aprovação do governo Dilma, que passaram de 32% de ótimo e bom, em julho, para 38%, agora, enquanto a avaliação de ruim e péssimo registrava uma queda também de 6% (caiu de 29% para 23%).
Muita calma nesta hora. Melhor é esperar a poeira assentar e avaliar a repercussão dos primeiros programas dos candidatos na televisão, em que Dilma tem o dobro do tempo dos seus dois adversários somados. A próxima pesquisa do Ibope só está prevista para setembro.


"Com Marina, PSB sobe, mas Aécio e Dilma não caem"
18 de August de 2014 às 13:29 - Postado por rkotscho
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"SENHOR MARCIO DA COSTA,*EU* a altura do campeonato estou concordando com o SENHOR EVERALDO:OS PAULISTANOS REALMENTE SÃO BURROS." Conseguem se livrar do *KASSAB KASSETA e colocam no lugar o HADDAD...é pra matar!!!!!
Na verdade vejo que Marina tem muito a subir, em cima da Dilma, no NE.Nessa região, onde Aécio tem apenas 12% dos votos ele não tem muito a perder. No maior colégio eleitoral do país, região Sudeste, , Aécio ainda vai subir muito. A favor de Dilma seu tempo de horário gratuito. Esa coisa vai embolar tudo.
É preciso lembrar aos aloprados antipetistas que, de agora para a frente, os eleitores brasileiros terão sempre o PT como uma alternativa para dar o seu voto, exceto o eleitor paulista por ser acabrestado pelo PIG, e que para burros so faltam os chifres. Somos conscientes que o PT não permanecerá no poder eternamente, mas temos capital humano, tipo Haddad, para socorrer, mesmo os aloprados que são contra, quando estiverem gritando: VOLTA PT !!! Se a Margarina, desculpa, Marina for eleita, este grito será ouvido em menos de um ano de seu governo, e justamente pelos idiotas que nela votarem. Né não Ênio ???
Daqui a quinze ou vinte dias ninguém mais vai lembrar da trágica morte de Eduardo Campos. Com a economia brasileira morna, porém com o pleno emprego, Dilma leva no primeiro turno. Quem viver verá.v
Se a farsa midiática e Hollywoodiana do mensalão não impediu a reeleição de Lula, se a bolinha de papel que rachou o crânio do Serra somado ao apoio de Malafaia e Bento XVI não impediram a eleição de Dilma, Marina Silva é que vai impedir-lhe a a reeleição ? Ora, vão ver se estou na esquina, bando de tolos !!!!
Só não entendi por que não fizeram uma simulação entre Marina e Aécio...E a explicação do JN, sobre o assunto? "...não foi feita uma simulação entre Aécio e Marina porque Marina não é oficialmente candidata". Oi??? Quer dizer que simulação com Dilma tem, mas com Aécio não??? Como assim Brasil??? Alguém explica?? E alguém pode acreditar que essa pesquisa feita na porta de um cemitério é fidedigna?? Até eu que sou Dilma de coração se me entrevistassem naquele momento era bem capaz de dizer que votaria em Marina, no calor da emoção a gente diz qualquer bobagem...
Olha só a diferença entre Marina e Dilma, conforme ressaltou o comentarista Pietro no site tijolaco.com.br: "Não foi Dilma que queria chegar à presidência, foi a presidência que chegou até ela". É a mais pura verdade. Ela não queria mas o Lula a convenceu a aceitar a concorrer ao cargo e desde então tem trabalhado incansavelmente para cumprir com todos os compromissos que assumiu. Enquanto a mídia ficava batendo na mesma tecla todo dia dizendo que a Copa seria um fracasso, Dilma trabalhou feito formiguinha para entregar todos os estádios a tempo para a realização do evento. E foi um sucesso. Esta fazendo um trabalho suado para controlar a inflação e mantendo o emprego em alta, entregando milhares de casas e apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, Programa Águia para Todos, o ano que vem estará sendo entregue a tão cobrada obra Transposição do Rio São Francisco, Ciências sem Fronteiras, Prouni, Pronatec e tantas outras obras que vão ser mostradas na propaganda eleitoral. Enquanto que Marina, a ressentida por ter sido preterida à Dilma, quis porque quis criar até um partido pra chamar de seu para poder concorrer a presidência e não conseguiu. E agora com a morte de Campos fica dizendo que foi "providência divina" a chance que está tendo agora de assumir o lugar dele. Nas fotos que vi de Marina no velório foi chocante vê-la dando sorrisinhos marotos, acenando para o público como se estivesse num showmício e parecia não conseguir se conter tamanha sua alegria por estar tendo a chance de realizar o seu tão incansável sonho de ser a próxima Presidente da República. Agora vamos ver se ela vai conseguir chegar lá, com toda a sua incompetência e despreparo, pois pra exercer a presidência, principalmente de um país como o Brasil, precisa-se contar com muito mais do que sorte e providências divinas.
gostaria de lembrar a todos que acontecerá ainda vários debates entre os candidatos e que eles muitas vezes são decisivos,principalmente quando a diferença é apertada.
Mestre balaieiro, quem diria! Em menos de uma semana, o Brasil da jabuticaba e do Jabuti em árvore, lançou duas novas pérolas políticas, o "enterromício", pelo PSB e Marina e a pesquisa "boca de urna fúnebre", também conhecida por "boca de túmulo", pelo Datafolha. E o pior para os conscientes e inconscientes da Casa Grande, apesar de todos esses midiáticos efeitos especiais, Dilma passa finalmente a ter voz a partir de amanhã, para informar aos brasileiros, vítimas do terrorismo da desinformação da mídia familiar, o que andou fazendo nesses últimos tempos, e o melhor, chega, chegando com 41% nas pesquisas "boca de povo", as que valem de fato, mas não são divulgadas.
Pesquisa feita na porta do velorio não serve pra nada. A possibilidade de Dilma ganhar no primeiro turno não esta descartada. Aécio não o Serra. Se a midia golpista continuar enchendo a bola da Marina, Aécio vai despencar.
Vale lembrar que a diferença entre Eduardo Campos (8%) e Marina Silva (21%) não é de 13% e sim 13 pontos percentuais.
Caro Ricardo. Sempre leio seus comentários que sempre são muito pertinentes, mas como psicólogo há mais de 30 anos não posso deixar passar em branco a sua afirmação de que nós fazemos previsões como os outros que o senhor relacionou. A nossa profissão é de grande responsabilidade, como com certeza a de jornalista. O Sr. também com tantos anos de profissão deveria ter um pouco mais de respeito quando de seus comentários e não incluir-nos no mesmo balaio de outros só para poder escrever uma matéria. Pense e releia sempre o que escreve.
Os dilemas de Marina O desespero midiático para fazer de Marina Silva a sucessora da “terceira via” eleitoral subestima as dificuldades da tarefa. Assumir o vácuo deixado pela morte de Eduardo Campos não será fenômeno tão natural como pretendem os oposicionistas. Menos ainda a transformação do luto em combustível para uma arrancada rumo ao segundo turno. Campos aglutinava as facções tucanas e governistas do PSB, ambas com líderes resistentes à ex-senadora. Sem elos históricos ou orgânicos na militância regional, Marina amargará a falta de comprometimento dos candidatos pessebistas em colégios eleitorais importantes, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Para ultrapassar Aécio Neves, Marina precisa triplicar as preferências declaradas na sua chapa atual. Mas não pode roubar eleitores do tucano, pois a transferência ajudaria a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Isso equivale a conquistar os indecisos e a pequena parcela dos votos inconvictos declarados à petista, em só quarenta dias de propaganda eletrônica, com menos de um quinto do tempo utilizado pela presidenta. A coroação como salvadora do oposicionismo é incômoda para Marina. Quanto mais sua candidatura se mostra viável, maior a migração do voto antipetista concentrado em Aécio (o eleitorado de ambos tem perfil muito parecido, aliás). O movimento, além de preservar o quadro atual, favorável a Dilma, ideologiza excessivamente a imagem pública de Marina, indispondo-a com a juventude cética e desejosa de novidades. Se confrontar o tucano, ela mergulhará numa desgastante briga paralela com o PSDB. Resumindo, mesmo que Marina viabilize o segundo turno, sua continuidade na disputa ainda parece incerta, senão improvável. Caso não supere Aécio, ela prejudicará as chances da oposição e será responsabilizada por isso. http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/
a midia so nao coclocou em 1 pagina ki o pt foi o responssavel péla tragedia com o avioa pq a beneficiada foi marina mais se adilma subir nas pesquissas a culapa da queda vai ser do pt
Kotcho, a avaliação do governo Dilma sobe 6% mas ela não ganha voto, entre os evangelicos, Pastor Everaldo não perde voto, todos indeciso, brancos nulos, e em transito, migraram para Marina. Nem Aécio levou a serio essa pesquisa feita na porta do cemitério em Recife, pois ele garante que vai pro segundo turno.
Ao contrário, Kotscho! Dilma tem de ser substituída por Lula, imediatamente. O jogo virou, porque o vento virou, completamente. Dilma é o maior risco que Lula, o PT e o futuro de ambos correm, desde já. A entrada de Marina modifica, completamente a perspectiva eleitoral. Se Dilma já vinha mal das pernas, e vinha, isso é um fato, o que dizer, agora? Lula e tão-somente Lula dispõe dos recursos de apelo popular e carisma suficientes para liquidar a fatura eleitoral em primeiro turno. Se a eleição for para o segundo turno, e está claro como o sol do meio dia que irá, então a derrota de Dilma já se encontra anunciada, mesmo antes da corrida eleitoral. Uma coisa foi a Dilma desconhecida apoiada por Lula do alto da sua maiúscula popularidade em 2010, a reboque de um crescimento do PIB de mais de 7%. Outra coisa é Lula fora do poder, com Haddad e Padilha patinando a olhos vistos, tendo que alavancar um mandato com crescimento médio do PIB de 1%, menor do que a metade do obtido pela Era Maldita. É fácil para oposição dizer que Dilma não é Lula, e Eduardo Campos, nitidamente, o fazia. É o que a oposição fará: uma coisa é Lula, a outra é Dilma. Lula tem de voltar, imediatamente, para assumir a cabeça da chapa. E Dilma tem de ter a humildade de reconhecer que se não o fizer, não só será atropelada pelo caminhão de mudanças que ocorreram com a tragédia aérea, mas será a responsável por enterrar Lula e o futuro do PT. A conjuntura mudou e estão claros os sinais de uma insatisfação estrutural nos humores da opinião pública, com ou sem comoções. Só o "mito" de Lula é capaz de dar um freio de arrumação nas expectativas e passar a régua no pessimismo ululante, seja o estimulado pela midiocracia anti-PT e anti-Lula, seja o concretamente decorrente das baixíssimas taxas de crescimento do produto interno bruto e da renda social disponível. Lula de novo, JÁ.
Prezado Kotscho: O que chama a atenção nessa pesquisa é a velocidade com que se apresentam os resultados tão esperados pela oposição, pela grande mídia e pelos segmentos muito fortes que dão as cartas na economia nacional, mesmo que eles tenham chegado de forma involuntária. O “fato novo”, “o salto da natureza”, provocado pelo trágico acidente aéreo, vai sendo instrumentalizado, passo a passo, por candidaturas e agregados que tem por objetivo principal barrar a reeleição da Presidente Dilma e, por sua vez, impedir um quarto governo do PT e de seus aliados.
INOVAÇÃO da Folha... Pesquisa de boca de caixão. É muita safadeza...