Quem um dia poderia imaginar, até poucos anos atrás, que teríamos neste momento, a 45 dias das eleições, duas mulheres disputando quem vai ser a próxima presidente da República do Brasil?
Por uma dessas boas sortes do destino, tive a oportunidade de trabalhar com ambas durante os dois primeiros anos do governo Lula, em que elas foram ministras de Estado e eu secretário de Imprensa da Presidência. Aprendi a admirá-las pela força com que defendem suas convicções, muitas vezes opostas, e posso dizer que ficamos bons amigos.
As vidas da economista mineira Dilma Vana Rousseff, 66, e da ambientalista acreana Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, 56, tão iguais e tão diferentes, dariam um belo e emocionante filme.
Não gosto de fazer comparações entre pessoas, e muito menos julgá-las, nem é este o objetivo deste texto. Quero apenas contar um pouco do que sei sobre a trajetória e a personalidade destas duas figuras absolutamente incomuns, que construíram seus próprios caminhos com muita luta, determinação e sofrimento, cada uma do seu jeito.
Conheci Marina primeiro, nas campanhas presidenciais do Lula, lá pelo final dos anos 80 do século passado, e logo ela me chamou a atenção nos vários encontros dos "povos da floresta", em Rio Branco, no Acre, por sua figura frágil, ar místico, voz fina, mas sempre firme, cabelos presos e figurinos étnicos, muito carismática.
Conversei com Dilma pela primeira vez no período de transição do governo FHC para o de Lula, no final de 2002, quando trabalhamos juntos no prédio do Centro Cultural do Banco do Brasil. Não era de dar intimidade a ninguém, sempre muito séria e objetiva em suas roupas de executiva, cabelos armados, só falava de trabalho, carregando planilhas e seu inseparável laptop.
Figuras humanas bem diferentes, como se pode notar, mas também com muitas coisas em comum. Elas não gostam de ser contrariadas, sempre carregam verdades definitivas, parecem estar cumprindo uma missão terrena ou divina. O mundo delas se divide entre quem manda e quem obedece. Não tem conversa. Por isso mesmo, não custaram a se estranhar logo nos primeiros meses de governo.
As divergências entre elas eram muitas, mas podem ser resumidas num ponto- chave: Dilma era o que se pode chamar de desenvolvimentista, ao lutar por grandes obras e projetos no Ministério de Minas e Energia, batendo de frente com o conservacionismo de Marina, que sempre se dedicou a defender com unhas e dentes o meio ambiente, desde os tempos de líder seringueira ao lado de Chico Mendes.
Em razão disso, não foram poucas as vezes em que Marina foi se queixar a Lula e pedir demissão do cargo. Acabou ficando até meados de 2008. Saiu do governo e, ao mesmo tempo, do PT, para se candidatar a presidente da República pelo PV, em 2010, quando enfrentou Dilma pela primeira vez, e acabou provocando um segundo turno na eleição, ao obter 19% dos votos, tornando-se a grande surpresa daquela campanha.
Dilma tinha assumido a chefia da Casa Civil, o cargo mais importante do governo depois do presidente, em 2005, no auge da crise do mensalão, em que foi chamada para ocupar o lugar de José Dirceu. Poucos meses depois, Lula me confidenciou que tinha encontrado nela a candidata ideal para disputar a sucessão dele. No papel de gerente geral do governo, foi convocada por Lula para comandar o PAC no segundo mandato, principal bandeira da sua primeira campanha eleitoral disputada na vida. E assim se tornou a primeira mulher eleita presidente da República, um projeto que nunca fez parte da sua vida.
Ao contrário, Marina não pensa em outra coisa desde que deixou o PT. Sem espaço no PV após a campanha de 2010, resolveu criar seu próprio partido, chamado de Rede Sustentabilidade, para concorrer novamente em 2014, mas não conseguiu o registro a tempo de disputar as eleições. Com seu grupo de seguidores, conhecidos por "marinistas" e "sonháticos", resolveu se abrigar provisoriamente no PSB de Eduardo Campos, que já estava em campanha presidencial e a recebeu de braços abertos para ser sua vice. Do outro lado, não se conhecem "dilmistas".
Como aconteceu nos seis anos em que conviveram na Esplanada dos Ministérios, disputando posições e projetos diferentes no governo Lula, montadas em suas certezas, que não abrem muito espaço para o diálogo e o contraditório, agora Marina e Dilma estão frente a frente outra vez. A última pesquisa Datafolha mostra que ambas podem ir para o segundo turno, hoje numa situação de empate técnico, com leve vantagem de Marina, prometendo luta renhida até o final.
Quem ficou numa situação bastante difícil foi o tucano Aécio Neves, único homem ainda na disputa entre os candidatos competitivos. Ensanduichado entre duas mulheres, vai ter que bater nelas para cavar um lugar no segundo turno, ou ficará fora dele, e isso não pega bem num país machista como o nosso, onde ainda está em vigor a Lei Maria da Penha. Como esse filme vai acabar, eu não sei, mas certamente viveremos fortes emoções nos próximos 45 dias. Preparem seus corações!


"Dilma e Marina, tão iguais e tão diferentes"
19 de August de 2014 às 11:37 - Postado por rkotscho
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Há um texto no site socialistamorena em que Cynara Menezes faz uma contundente análise das entrevistas no JN. Oportuna nesse contexto no qual o voto é livre cabendo ao eleitor não dar satisfação a ninguém concomitante com a liberdade de expressão quando a crítica pode ser instrumento para os candidatos e seus respectivos assessores quando não perceberem o que os críticos e comentaristas percebem. No dia seguinte à entrevista da presidente Dilma Rousseff, o índice Bovespa subiu em função da baixa performance da entrevistada. Essa percepção não vem de graça, pois foi construída desde a infância e adolescência quando liamos Guimarães Rosa, Camus, dentre outros.
Direto da fonte caudalosa do Mestre, no rio Balaio, esse rio logo acima, que verte informação ao invés de água, não podendo portanto ajudar Chuchu com o Cantareira, vejo-as, tão iguais no defeito majestático e tão diferentes nas qualidades. Na essência, uma nasceu para fazer acontecer, a outra, para causar com o acontecer. Santo Antônio, Jirau e os bagres, no rio Madeira, que o digam. Né, não, "ex-chefão" das duas?
Quero transcrever aqui o comentário que li no site tijolaco.com.br do internauta Diego Paes de Vasconcelos que fala sobre como será o governo Marina, se ela, por uma grande infelicidade, vencer as eleições de 2014: "Marina representa a volta do Brasil Colônia. Levitando na sua aura de realeza, Marina da Silva irá servir perfeitamente como uma Rainha de Copas para agraciar cada setor da alta burguesia brasileira. Acreditando que sua "sobrevivência" (na verdade sua fuga do encontro com Alckmin) deveu-se à Providência Divina, assim como príncipes, princesas nascem escolhidos pelo próprio Deus para serem reis. Um governo de Marina não será de coalizão, de acordos, de "fazer política", será um governo para entregar o Brasil de porteiras fechadas. Primeiro as ONGs americanas e europeias que querem transformar a Amazônia em reserva da biosfera para eles poderem explorar. Assim já fazem em muitas reservas indígenas, onde lutam a qualquer custo pro governo brasileiro não legislar nessas imensas áreas da região Amazônica. Marina acredita que a região Amazônica, e aí incluindo os países vizinhos, é na verdade uma grande ilha de Avatar. Dali, todo o seu poder soberano e divino será emanado para salvar o resto da humanidade da perversidade do homem, do capital, do consumo, do desenvolvimento e igualdade social. Segundo, ela é contra o desenvolvimento sócio-econômico industrial do Brasil. Para ela e seus assessores econômicos os brasileiros vivem uma sede por consumismo, taí mais uma contradição da candidata - ao comungar da fé neopentecostal, logo comunga da Teologia da Prosperidade - e ela é contra a prosperidade, vulgo consumo, do povo brasileiro. Terceiro, Marina é totalmente contra a única indústria brasileira que vem segurando nossa economia há décadas, ainda mais depois do desmonte do Estado nos anos 90. Por ela o Brasil deixaria de exportar comodities ontem. Soja, cana, milho, laranja, carne, aves, suinos, nem pensar.... São negócios que "destroem" o meio ambiente. Em seu discurso "sonhático" o ideal seria vivermos em ecovilas, cada um produzindo o necessário para sua subsistência. Por um lado seria até interessante, poderíamos viver na pele cenas do Senhor dos Anéis e Guerra dos Tronos, onde o comércio e toda a vida urbana gira em torno de feiras e escambo. O Brasil Colônia de Marina terá suas próprias Capitânias Hereditárias. A divisão do país pela ambientalista e pelo seu (sic) PSB já foi feita: Em SP apoia Alckmin, em SC os Bornhausen , no Piauí Heráclito Fortes, em PE estão de braços dados com Jarbas Vasconcelos. Em MG, AL e RJ outras parcerias polêmicas. Ou seja, seu canto de sereia da "nova política" dura até o primeiro parágrafo da sua candidatura. Suas articulações e coligações de novas só tem o marketing antipolítico usado desde os protestos de 2013 quando um dirigente da Rede quebrou os vitrais do Palácio do Itamaraty. Com Marina voltaremos ao Brasil "Sem luz para todos"; para ela o Estado vem gastando muito com saúde, educação, obras de infraestrutura, geração de energia, crescimento de salário e do poder de compra. O importante para Marina é o Brasil seguir pagando juros altíssimos de su dívida para alegrar seus parceiros banqueiros". É isso aí. E confirmando minha desconfiança que há interesses internacionais nessa eleição de Marina é só ler a última notícia no site brasil247.com de que o banco americano Brown Brothers Harriman (BBH) está entusiasmadíssimo com a possibilidade de Marina estar com chance de se eleger. Portanto, nessa eleição vamos decidir o que queremos: um Brasil para os brasileiros ou um Brasil para os outros povos se enriquecerem.
Engraçado o PT precisa sair porque já governa a 12 anos, mas o PSDB pode ficar em São Paulo por tempo indeterminado, Uai sô cadê a alternância de poder?
Kotcho, tenho uma teoria peculiar, PT e PSDB são primos brigados, a unica forma de reconciliação é, Marina ganhar e governar com esses dois partidos, e mandar os "partidos" fisiologicos para a oposição, seria mamão com açucar para os proximos 30 anos.
Quero assistir de camarote, nobre Kotscho, a verdadeira briga de foice dentro de elevador (no escuro), que será a postura dos colunistas da grande Imprensa Familiar nos próximos dias. Continuarão com a conversinha mole de que o importante é tirar o PT do Poder? Ou esquecerão rapidamente a tragicomédia encenada no funeral de Eduardo Campos e tentarão desconstruir rapidamente Marina em pról de Aécio? Aliás, a movimentação das equipes já começou. A Folha, por suas ligações umbilicais com Serra, que não está nem aí para Aécio, continua assoprando forte a brasa chamada Marina. Para eles (entenda-se Dr. Otavinho) derrotar Lula é a meta obsessiva de sempre. Já a Editora Abril, com sua Veja, tem fortes ligações orgânicas com o PSDB, e não apenas com Serra - e já começou a tentar solapar a imagem de Marina com a tradicional deselegância. E resta então o que de fato conta e interessa, a Rede Globo, ladina e malandra, esperando a poeira baixar para então definir sua escolha final - claro, para ela é importante tirar o PT; mas sabe, por experiência própria com Collor, que eleger um Presidente sem respaldo partidário forte, pode ser um tiro no pé; daí penso que tentarão usar Marina apenas para que Aécio possa disputar o 2o Turno. Claro... isso tudo com a tradicional colaboração dos Institutos de Pesquisa a elas vinculados. De qualquer forma, e sempre, o tiro pode sair pela culatra. É só conferir hoje os comentários dos colunistas do UOL/Folha para constatar que o programa do PT de ontem no Horário Gratuito deve ter assustado. Perderam o monopólio da Propaganda Gratuita e agora estão metidos numa dupla missão... detonar o PT (que já tem como contra-atacar no Horário Gratuito) e, ao mesmo tempo, escolher seu candidato para o 2o Turno (claro... caso haja). Jogo duro...
"(Dilma) ficou na retranca em sua própria casa e se deixou intimidar por um jornalista da globo" "Marina Silva poderá ter uma participação qualitativa desde que não se deixe entrar no blablá trivial da política brasileira protagonizado por PT e PSDB levando demais siglas ao mau exemplo do nada" (Dalvo - 19 de agosto de 2014 - 18:03) /// Dalvo, com todo respeito, seu texto é estapafúrdio, sem pé nem cabeça. Chamar os estúdios da Globo de "casa da Dilma" é de lascar. Voce devia pensar duas vezes antes de enviar um comentário destes. Vote no Aécio ou na Marina, se te apetece, mas poupe-nos de semelhantes baboseiras. /// Everaldo, Enio e mpp, parabéns pelos comentários. /// Marita, se o Everaldo nos der a honra de ser o padrinho eu topo (rsrsrs).
Estava na casa de amigos e fui obrigado a assistir o que tinha na cabeça de não ver em nenhum dia dessa campanha ou seja, esse tal de programa eleitoral. Conheço todos os principais candidatos e essa baboseira de marqueteiros me irrita profundamente. Mas o programa do Aécio foi de uma competência extraordinária. Para um desconhecido de 40% da população ele se apresentou de forma impecável, sério, sem populismo e dando seu recado . Parabéns.
Gostei de sua análise. Elas são iguais no sentido de serem "turronas" em defender aquilo em que acreditam. Mas o que é melhor para o país? Uma desenvolvimentista ou uma conservadorista? Vc disse uma verdade: Dilma não tinha como projeto de vida ser a Presidente do Brasil, ao contrário de Marina. Nessa sofreguidão da Marina para concorrer ao cargo máximo do país ela se submeteu até a ficar como vice de Eduardo Campos. Sabe-se que Campos estava em conversações com Caiado para ser seu vice e Marina "atropelou" essas conversações para compor a chapa com Campos. E vejo, com muita preocupação, essas ligações da Marina com as ONGs internacionais. São milhares atuando no país. Elas dizem que estão aqui para salvar as nossas florestas. Será? Marina é muito paparicada por essas ONGs. E li um artigo do jornalista Mauro Santayanna dizendo que Marina conta com o apoio até do político americano Al Gore e citou uma frase que ele disse: "Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós". A Amazônia não é só o "pulmão do mundo", ela tem muitas riquezas minerais que muitos brasileiros ignoram e que valem milhões ou trilhões de dólares, segundo os entendidos. E aí, chego a seguinte conclusão: Marina na presidência, caminho livre para essas ONGs dilapidarem nossas reservas minerais.
Prezado Kotscho, sempre certeiro, não é? Estou sem seus contatos diretos e tenho um recado do Nilmário pra vc. Logo que possa, retorne. Abração, Tibúrcio.
TÃO DIFERENTES!!!!!!!!!!!!!! Enquanto a Presidenta Dilma tem como características em sua personalidade a gratidão, a competência, a convicção e o dinamismo, essa outra tem, no ressentimento, a obviedade de estar em qualquer partido, desde que seja para estar contra a Presidenta, além de só sabe falar e, principalmente, usando sua palavra chave: sustentabilidade. Será que ela sabe administrar alguma coisa, a casa dela, por exemplo? Onde ela vai apanhar emprestado algum percentual (ainda que pequeno) da classe e elegância da Presidenta Dilma Roussef? Votar em marina silva para presidente é estar "ruim da cabeça"... rsrs
Sinceramente, não vejo como há expectativa para um segundo turno com Aécio. É inegável o avanço e a seriedade que representam Marina e Dilma. Não tem playboy, não tem farras, não tem desajustes no comportamento; são mulheres marcadas pelo trabalho e por suas posições frente às questões sociais brasileiras. Finalmente, nós brasileiros temos a oportunidade digna de escolher dentro do campo das idéias e das propostas e livres do choramingo racista tucano.
"E *EU*...dou uma pela outra e não quero troco."
Assisti à entrevista ontem da presidente Dilma Rousseff. Impressionante a dificuldade que ela tem para se expressar e, portanto, transmitir suas idéias. Ficou na retranca em sua própria casa e se deixou intimidar por um jornalista da globo: absurdo e constrangedor para uma presidente da república que tem larga e longa experiência no governo desde sua participação em governo estadual no Rio Grande do Sul. Chama a atenção para a falta de assessoria eficiente. Onde estão os assessores da presidente que não fazem exercícios de retórica com ela? Ponham uns vídeos do Leonel Brizola para ela assisti-los. Lula tem que dar aulas à sua candidata, pois nesta eleição é pouco provável que haja voto automático. Nesse quesito, Marina Silva e Aécio são objetivos. Dilma não traz dados e nem se expressa como gestora e nem mostra eficácia de seu governo. Será que não as tem ou é pura inabilidade retórica da presidente Dilma? Coitada da presidente em debates que em breve as tvs estarão transmitindo. Já a eleição de Marina Silva livrará a sociedade brasileira desse 6 por meia dúzia retórico e de acusações mútuas de PT e PSDB. Marina pode arejar o ambiente político trazendo uma agenda propositiva e tirando os dois caciques de cena pelo menos por enquanto: PT e PSDB. A entrada de Marina e o imediato terceiro lugar de Aécio Neves pode revelar o cansaço do eleitor brasileiro da dupla PT/PSDB que se revelou uma dualidade que tem ido do nada a lugar nenhum. Marina Silva poderá ter uma participação qualitativa desde que não se deixe entrar no blablá trivial da política brasileira protagonizado por PT e PSDB levando demais siglas ao mau exemplo do nada.
Com todo respeito aos ideais de Marina, o fato é que ela não está preparada para a Presidencia. Sua capacidade me parece ficar longe disto.Suas idéias são inexequiveis.Também respeito os bagres que com certeza podem copular em outras águas, mas voltar ao tempo da lamparina é demais. Para encerrar,Aécio está longe de estar morto.
Lula perdeu a oportunidade de garantir mais oito anos para implementar, seja lá o que for, o seu projeto de país e de futuro. Dilma é, sim, uma espécie de "Serra de saias"; desenvolvimentista, um tipo de tecnocrata do desenvolvimento; conceito, aliás, que também fazia parte da visão de futuro dos militares alinhados com Geisel. O que não quer dizer, óbvio, que Dilma tivesse ou tenha algo que ver com a concepção macroeconômica dos "Delfim boys", embora Delfim Neto, volta e meia, pincela na Carta Capital os seus palpites sobre o que fazer ou não fazer nos governos petistas. Marina é, sim, uma espécie de "Lula de saias"; bem ou mal, encarando algo novo, mesmo que essa "novidade" não tenha forma, nem seja tão nova assim; contudo, foi entre os "desalentados" com o "que está aí", onde logrou capturar os votos que a colocam, sem sombra de dúvidas, no segundo turno. Um enfrentamento entre Marina e Dilma é claramente favorável a Marina. Isso, Lula e o PT não esperavam, mais. Tanto que tudo foi feito para alijar Marina do "grid" de largada, porque já se dispunha dos indicadores que a levariam, fatalmente, ao segundo turno. Algo que Lula nunca quis, porque antecipava as enormes dificuldades que sua "criatura" enfrentaria. Não se pode lidar com os fatos. E os fatos apontam para um cenário francamente favorável a Marina. Se isso é bom ou ruim para os brasileiros e brasileiras, ou para o país, ninguém haverá de sabê-lo. Não há a menor dúvida, entretanto, de que isso significa uma derrota monumental de Lula e do PT; muito pior do que os 7 a 1, humilhantes, impostos pelos germânicos à uma canarinha desfigurada dos seus dias de "esquadrão de ouro". Lula, a essa altura, deve estar lamentando não ter entrado no jogo eleitoral para garantir o seu legado. Somente Lula seria invencível e capaz de liquidar o sufrágio majoritário no primeiro turno.
Assusta-me,Marina. Essa inescrutável figura incapaz de empolgar quem tem a mínima noção do que é administrar este país continente,cobiçado por fora e por dentro. Essa "aliança" entre a Natura ,Itaú e ela,é tão absurda quanto a consistência dos seus discursos. O que se pode esperar dessa plataforma teratológica? Comparo seus seguidores as hordas de crentes que seguiram Antonio Conselheiro,aos confins da Bahia,supondo éden,paraíso ou uma simples "data" de terra e seu líder dotado de poderes espirituais. Messias é recorrente em todas as civilizações assim como, a mandala ,identificada como universal no inconsciente humano, por Jung. Portanto,com esse hiato,já recorrente ,na nossa história,o vice que substitui o titular,rumamos,literalmente para mais uma emocionante montanha russa .
Estou de acordo cv rkotscho mais eu acho essa pesquisa errada pq no Nordeste quem perde voto e a Dilma n Aecio.
Caro Kotscho Preferi não comentar nada na internet em relação a morte de Eduardo Campos por duas razões, a primeira é por respeito aos funerais deste grande brasileiro e a segunda é por - apesar das suas qualidades - considera-lo desde o início desta campanha, um ator insignificante no quadro sucessório que pode até ter conseguido chegar a Petrolina-PE mas jamais passou de Juazeiro-BA. Mas agora a campanha começou para valer. Até ontem a noite, a mídia politizada (capitaneada pela Globo) falou sozinha e ditou como quis as suas preferências culminando por essa "entrevista" histórica do Willian Bonner no JN. O "mocinho" era o entrevistador e a entrevistada ao mesmo tempo, interrompeu a Presidenta da República Dilma Rousseff por mais de 20 vezes durante os quinze minutos estipulados numa agressividade jamais vista em outras campanhas eleitorais cobertas pela TV brasileira !!! UM ASSOMBRO DE ARROGÂNCIA E PREPOTÊNCIA desta escória que hoje diz praticar jornalismo dentro daquele "ofidiário" global do tal do Ali Kamel. Como não tinha "crime" para pregar na testa da Presidenta Dilma (como já havia feito com o Aécio e o Dudu) tentou acusa-la pelos "crimes" dos outros !!! SE FERROU !!! A Dilma não se deixou envolver pelo clima do "aqui quem manda sou eu" do Jornal nacional da Globo !!! Nos intervalos que lhe restaram do espetáculo burro do Willian Bonner ela até que passou bem o seu recado. Respondeu o que lhe foi possível (ou permitido) e até chegou a falar de futuro. Mas a partir de hoje a coisa muda e inverte a mão ---> COMEÇOU O PROGRAMA DO JOÃO SANTANA !!! Quem viu o primeiro duvido que não se emocionou pra valer !!! PERFEITO !!! Uma obra de arte em termos de marketing político !!! Agora quanto a Marina.... sinto muito, a "emoção" da moça é apenas mais um produto novelístico fabricado no Projac e mais nada !!! Já a emoção de Dilma e Lula É REAL, a gente a sente no bolso, na carne, no coração e na alma !!!
A Dilma é um fiasco,só se defendeu no JN ontem,despreparo e enrolação total,por isso que o Brasil tá essa maravilha,vai-se tarde tia Dilma....