congresso 700 Reforma política já é apoiada por 7,7 milhões

Em tempo, às 14h55:

chegando da fisioterapia, fiquei sabendo que meu nome consta da lista dos 100 mais admirados jornalistas do país, entre os 55 mil profissionais em atividade,  segundo pesquisa inédita produzida por Maxpress e Jornalistas&Cia., ouvindo executivos de Comunicação Corporativa de todo o Brasil.

Fiquei num honroso 11º lugar, colocado entre dois mestres do jornalismo: José Hamilton Ribeiro e Jânio de Freitas.

Para quem está fora do mainstream das grandes redações desde 2002, quando saí da Folha para trabalhar na campanha do Lula, chega até a ser uma agradável surpresa. Não esperava tanto.

Heródoto Barbeiro e Fátima Turci, meus colegas da Record News, também estão na lista.

Meus parabéns a Ricardo Boechat e Miriam Leitão, que chegaram em primeiro lugar num empate técnico.

Para ver a lista completa:

http://emkt.jornalistasecia.com.br

É a segunda premiação que recebo esta semana. Desse jeito, vou acabar ficando mascarado...

Só tenho que, mais uma vez, agradecer a todos vocês.

Ricardo Kotscho

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Recebi na manhã desta quinta-feira do meu amigo Thomas Ferreira Jensen, valoroso combatente dos movimentos sociais, uma excelente notícia, que você não vai encontrar nos jornalões: o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político já conseguiu o apoio de exatos 7.754.436 de eleitores.

Apesar de ignorada pelos grandes meios de comunicação, a iniciativa organizada por 477 entidades dos movimentos sociais e sindicais, ultrapassou as expectativas  de participação popular nas urnas fixas espalhadas por todo o país e por meio da internet. O documento final com as assinaturas será entregue para a Presidência da República, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal nos próximos dias 14 e 15 de outubro, após um ato unificado em Brasília promovido pelas organizações que compuseram o plebiscito.

Ao fazer um balanço da campanha na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na tarde de quarta-feira, o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, mostrou a importância destes números num cenário em que a parcela conservadora da sociedade brasileira vende como negativa a ideia da participação de movimentos sociais e partidos na definição das regras do sistema político vigente no país.

"O plebiscito popular teve o caráter educativo de mostrar que há pessoas querendo modificações na política. Esse é o momento para as organizações que ainda não participam se engajem nesta luta", explicou o dirigente.

O presidente da CUT lembrou que, ao contrário do que acontece em outros países democráticos, uma consulta popular oficial tem que ser submetida ao Congresso. "Por isso, a única forma de fazer a proposta andar é pressionar por dentro e fora do Congresso e, principalmente, nas ruas, como forma de ganhar a consciência popular".

A iniciativa é encabeçada pelos deputados federais Renato Simões (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP), e foi apoiada pelas candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva. Os temas do plebiscito incluem questões relacionadas ao sistema político, como o financiamento público de campanhas, a sub-representação de mulheres, indígenas e negros no parlamento e a importância do fortalecimento das consultas populares que permitam à população participar das decisões políticas de forma efetiva.

Eu acrescentaria o fim da reeleição para todos os mandatos executivos ou legislativos, em todos os níveis, a inclusão da cláusula de barreira (número mínimo de votos nos Estados e no conjunto do país) para evitar a proliferação dos partidos de aluguel, o fim das coligações nas eleições legislativas para permitir que os governantes tenham maioria nos parlamentos e não sejam obrigados a barganhar apoios por cargos e verbas.

E o caro leitor do Balaio? Que temas propõe para serem incluídos no plebiscito da reforma política? Já procurou se informar se os candidatos que você apoia para o parlamento se comprometem a lutar por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

O maior problema, meus caros, é que a reforma política depende dos políticos _ e, se eles não forem pressionados e cobrados, jamais o farão, pela simples e boa razão de que, para eles, do jeito que está, se melhorar, estraga.

http://r7.com/t9oK