Nada pode ser pior do que perder um filho

Demoro um pouco para entender e escrever sobre fatos que fogem à minha compreensão, como é o caso da trágica morte de Thomas, de 31 anos, filho caçula do governador Geraldo Alckmin e de dona Lu, na tarde desta quinta-feira, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Nestas horas, fico, literalmente, sem palavras, mas não posso me omitir. Ao me colocar no lugar do pai e da mãe, sinto e sofro por eles. Nada no mundo pode ser pior do que perder um filho. É algo que vai contra a ordem natural da vida.

Todos nós temos a lembrança de parentes ou amigos próximos que já passaram por esse drama. Na hora, me lembrei de dois amigos queridos, os jornalistas Fausto Camunha e Ricardo Viveiros, que também perderam filhos jovens como Thomas.

A esta altura da vida, só me abalo ainda com problemas envolvendo minhas filhas ou meus netos que eu não possa resolver. O resto a gente enfrenta sem maiores queixas como coisas do destino.

Não conheci Thomas, mas sempre tive uma boa convivência com o governador Alckmin, um homem de trato lhano e muito respeitoso, desde o tempo em que ele era conhecido como o "Geraldinho do Covas", um político simples do interior, muito religioso e apegado à família e, por isso, posso imaginar o tamanho da dor dele neste momento.

Ao governador Geraldo Alckmin e dona Lu, e a todas as famílias das vítimas do acidente com o helicóptero,  envio daqui meus mais profundos sentimentos de pesar.

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