Já deu, Aidar. Está na hora de um PDV no Morumbi

Foto do jogo em que a Ponte Preta derrotou o São Paulo no campeonato brasileiro

Em entrevista exclusiva ao programa Esporte Fantástico, da TV Record, neste final de semana, Muricy Ramalho foi direto ao ponto, revelando como encontrou o elenco em 2013, quando foi contratado para salvar o São Paulo do rebaixamento.

"Tinha jogador que não queria jogar um jogo, outro não queria viajar. Tinha gente que simulava lesão, forçava cartão".

Dois anos depois, a situação parece não ter mudado. Entrou nova diretoria, Muricy foi embora, mas a maioria dos jogadores, que continuam os mesmos, não demonstra muita vontade de jogar bola, como vimos ainda neste domingo no jogo contra a Ponte Preta, em Campinas.

Dá a impressão de que estes atletas profissionais, muito bem pagos, aliás, para vestir a camisa do glorioso tricolor, já entram em campo cansados, não vendo a hora do jogo acabar, não se importando muito com o resultado. Tomam um gol e não reagem. Ficam trocando passes laterais no meio de campo, recuam para o goleiro. Perderam só por 1 a 0, mas poderia ter sido de muito mais, como até o presidente Carlos Miguel Aidar reconheceu depois do jogo.

Mais uma vez, o melhor jogador em campo foi Rogério Ceni, já com aposentadoria confirmada para agosto, que evitou uma goleada. O grande ídolo do Morumbi poderia aproveitar e levar alguns colegas para montar um time de ex-jogadores em atividade.

Já que eles não querem jogar e o São Paulo está no vermelho, com dívidas crescentes, o clube poderia propor ao seu milionário elenco um PDV, o Plano de Demissão Voluntária que as empresas costumam propor aos seus funcionários em momentos de crise e corte de despesas. Isso poderia valer também para a própria diretoria. Mesmo não sendo remunerados, os cartolas do Morumbi causam um enorme prejuízo ao clube, e poderiam fazer outra coisa na vida.

Tem jogadores ali, que de tão medíocres, como os zagueiros Reinaldo e Paulo Miranda, jamais deveriam ter sido contratados, mas entra ano, sai ano, eles continuam em campo, para a alegria dos adversários.

Se Alexandre Pato não servia para o Corinthians, que continua lhe pagando R$ 400 mil por mês para não aparecer no clube, também não poderia jogar no São Paulo, que lhe paga outros R$ 400 mil, para entrar em campo cheio de pose como se estivesse fazendo um grande favor à torcida.

O estrategista interino Milton Cruz, que anda errando muito, tanto na escalação como nas substituições, quando vê que a coisa está feia, e o time não consegue dar um único chute a gol, sempre recorre ao seu grande trunfo no banco, o outrora "fabuloso" Luis Fabiano, com o prazo de validade vencido há muito tempo. Vive machucado ou suspenso e, quando entra em campo, só fica reclamando do juiz até levar um cartão.

Ainda bem que o jogo foi com portões fechados para ninguém ver de perto mais este vexame. Resultado: o jogo teve uma arrecadação negativa de menos R$ 36 mil, mais um recorde do futebol brasileiro comandado por Marco Polo Del Nero & Cia. Por falar nisso, um PDV iria bem também na CBF, agora sob a direção artística do camaleão Walter Feldman.

Em tempo: minha solidariedade ao amigo Juca Kfouri, que se encontra numa UTI, recuperando-se de complicações pós-operatórias. Vi agora que, no final de semana, este bravo jornalista foi agredido de forma grosseira em artigo assinado por Walter Feldman. Este é o retrato emblemático da "nova CBF". Como costumo dizer, sempre dá para piorar.

Força, Juca!

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