Acabei de assistir agora à belíssima festa da vitória do Chile, pela primeira vez campeão da Copa América, em pleno Estádio Nacional, aquele mesmo de tão tristes lembranças. Foi emocionante de ver, uma comemoração como faz muito tempo não acontecia no mundo do futebol.

No meio da torcida, ninguém parecia mais feliz do que a presidente Michelle Bachelet, com a camisa vermelha da sua seleção, sem seguranças por perto, balançando sem parar a bandeira chilena. Do torturador general Pinochet à democrata Bachelet, que grande diferença, que fantástica virada deu o Chile!

No palco armado à beira do gramado para a entrega de medalhas e troféus, os jogadores chilenos estavam cercados por suas famílias, carregando filhos no colo, enquanto a torcida, que superlotou o estádio, não parava de cantar e agitar bandeiras.

Para completar a alegria deste povo, a dramática vitória foi conquistada contra a Argentina, um inimigo histórico dentro e fora de campo. Depois dos 120 minutos sem gols na decisão disputada pau a pau, com muita garra, técnica e aplicação tática, o título veio nos pênaltis, fazendo justiça ao time do técnico Jorge Sampaoli, o argentino que deu outra cara ao futebol chileno nesta sua primeira grande conquista.

Viva o Chile, grande campeão da América!

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