A um ano do início da campanha municipal de 2016, o quadro sucessório na maior cidade do país está completamente indefinido. Ainda não se sabe sequer se o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, muito mal avaliado em todas as pesquisas, será candidato à reeleição.

A única novidade no cenário até agora, em relação à campanha anterior, é a volta da ex-prefeita Marta Suplicy, que deixou o PT no final do ano passado, mas ainda não sabe para onde vai.

Depois de dar como certa sua ida para o PSB, e até preparar festa de filiação, a ex-prefeita, ex-ministra e atual senadora entabulou negociações com o PMDB de Michel Temer, que não se mostrou muito interessado, e agora ela faz mistério sobre o seu destino.

Por enquanto, a única certeza é que o comunicador Celso Russomanno, atual deputado federal pelo PRB, será novamente candidato. Em 2012, ele foi a grande surpresa da campanha eleitoral, chegando a liderar a corrida por várias semanas, à frente de José Serra e deixando bem para trás o candidato do PT. No fim, Serra e Haddad foram para o segundo turno.

Como de costume, os tucanos ainda não encontraram um candidato. Ou melhor, o PSDB tem vários, que já estão se lançando à disputa interna, mas na verdade não conta com nenhum nome competitivo até agora. Serra, também como de costume, já garantiu que desta vez não vai entrar na disputa.

Fiel da balança, o PMDB pode compor chapa com o PT, indicando para vice Gabriel Chalita, atual secretário municipal de Cultura. Ou lançar candidatura própria, mais uma vez com Paulo Skaf, eterno presidente da Fiesp, que gostaria mesmo é de ser candidato a governador.

As fichas ainda não estão na mesa, mas a roleta já começou a girar nos bastidores. Após todos os escandalos com doações empresariais de campanha, este é outro fator de indefinição das candidaturas. Quem vai bancar esta corrida eleitoral?

Façam suas apostas.

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