A um ano da eleição, chances de Haddad vão diminuindo

Faltando um ano para as eleições municipais, Fernando Haddad vive o pior momento da sua gestão e, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, tem poucas chances de ser reeleito.

O prefeito petista é rejeitado por quase metade da população: 49% dos eleitores consideram seu governo péssimo ou ruim, o índice mais alto desde a posse, e a aprovação caiu para 15%. Com estes números, especialistas em análise de pesquisas consideram praticamente impossível a sua reeleição. Em setembro do ano passado, Haddad tinha 28% de rejeição e 22% de aprovação.

Ainda está indefinido o quadro da disputa sucessória, mas neste momento dois nomes despontam como os mais fortes para irem ao segundo turno: Marta Suplicy, que este ano trocou o PT pelo PMDB, e Celso Russomanno, do PRB, que chegou a liderar a corrida por algum tempo e ficou em terceiro na eleição de 2012.

Haddad tentou fechar uma aliança com o PMDB, ao levar Gabriel Chalita para ser secretário da Educação, com planos de lançá-lo como vice em sua chapa. Com Marta candidata, porém, como parece certo, e a queda constante na sua popularidade, o prefeito tem encontrado grandes dificuldades para manter os atuais aliados e conquistar outros apoios.  O PMDB já está desembarcando.

Na eleição passada, quando seu nome ainda era desconhecido da maioria do eleitorado, Fernando Haddad começou na rabeira das pesquisas e só na reta final cresceu para ganhar do tucano José Serra, no segundo turno. Agora, a situação é inversa: todo mundo já conhece o prefeito, e este parece ser o principal motivo da sua rejeição.

Com um crescente elenco de pré-candidatos, sem ter nenhum considerado competitivo, desta vez o PSDB não parece ser o principal adversário do prefeito, mas o seu próprio partido. Para quem ouve seus assessores mais próximos, a culpa de tudo é do PT, rejeitado pela maioria dos paulistanos, e do governo federal que, com a crise econômica, não entregou as verbas prometidas para a cidade durante a campanha de 2012.

O fato é que, nestes três anos à frente da Prefeitura, o petista ainda não conseguiu fixar uma única marca da sua administração, além das polêmicas provocadas no trânsito, com a multiplicação de ciclovias, o fechamento da avenida Paulista aos domingos e a redução da velocidade dos carros, medidas que dividem os paulistanos, como mostra o Datafolha.

Fica a dica

Quem me deu a dica foi minha filha caçula, a Carol. Na casa dela sempre tem flores, em vasinhos espalhados pela casa. Quem as fornece toda semana é "A Bela do Dia", um grupo formado por jovens, que só fazem as entregas de bicicleta.

"Por que não temos mais flores no dia-a-dia, apenas em ocasiões especiais?", perguntaram-se as amigas Marina e Tatiana. Em abril de 2013, saiu a primeira bicicleta. E não pararam mais.

Outro dia, comentei aqui que, em vez de ficar reclamando da crise, melhor é procurar novas maneiras de melhorar a renda. Esta, por exemplo, é uma bela ideia.

Para quem quiser mais informações:

flores@abeladodia

http://r7.com/aGek