DSD Veja quem está otimista com o futuro do Brasil

"O barco do Brasil não está afundando. Existem poucos lugares no mundo para ser tão otimista como no Brasil".

Quem será o autor desta frase? Certamente não é de nenhum político, empresário ou economista brasileiro, muito menos de algum colunista da nossa grande imprensa.

E quem terá feito esta previsão: "Economia brasileira pode se recuperar com facilidade. Está havendo um excesso de pessimismo sobre o Brasil"?

A primeira afirmação é do ex-presidente americano Bill Clinton, amigão do ex-presidente FHC, que pensa exatamente o contrário.

A segunda foi feita pelo economista americano Paul Krugman, premiado com o Nobel.

Ambos fizeram estas afirmações aqui no Brasil, em Brasília, durante o 10º Encontro Nacional da Indústria promovido pela CNI para uma platéia de incrédulos empresários, mas não tiveram muita repercussão na mídia nativa. Se tivessem falado mal do Brasil e do governo, certamente mereceriam mais destaque.

Clinton falou no encerramento do encontro, na quinta-feira, segundo a Agência Brasil, onde encontrei suas declarações:

"Eu conclamo vocês a refletir sobre as notáveis mudanças que ocorreram no país nos últimos 20 anos". Citou como exemplos o "sucesso dramático" do Brasil em diversificar a economia e conter a devastação de florestas tropicais.

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Segundo ele, "é natural que eventos negativos dominem as manchetes, mas o futuro é forjado pelas perspectivas de longo prazo". Aos que não acreditam nisso, o ex-presidente americano recomendou a leitura do livro A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, um microbiologista que narra como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação.

"O mundo pertence aos cooperadores", concluiu Clinton. É exatamente o que está faltando por aqui nestes tempos de Fla-Flu do salve-se-quem-puder, em que impera o ódio, a desesperança e a total falta de compromisso com o futuro da Nação, alargando a desigualdade social no abismo aberto entre o mundo político e a realidade.

Como se tivessem combinado suas falas, o economista Paulo Krugman foi na mesma linha, deixando-nos esta singela lição: "Este país tem tudo para sair da atual crise quando a inflação cair e o Banco Central puder reduzir as taxas de juros".

Quem, quando e como pode fazer isso?

Vamos pensar nas respostas ao final desta semana agitada que, apesar de tudo, terminou melhor do que começou.

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