aecio Pesquisas fazem Aécio sair da toca e propor pauta única

O senador Aécio Neves

Não é nada, não é nada, mas pode ser o pontapé inicial de uma nova postura da oposição para mostrar que não está interessada só em derrubar o governo, mas também tem propostas para o País enfrentar a crise.

Ainda antes do Carnaval, no último dia 3, o tucano Aécio Neves, presidente do maior partido de oposição, procurou o presidente do Senado, Renan Calheiros, propondo uma reunião dos lideres partidários para definir os projetos prioritários no primeiro semestre (depois disso, como sabemos, os parlamentares estarão envolvidos com a campanha eleitoral). A reunião já foi marcada por Renan para a próxima terça-feira, dia 16.

Sob o título "Aécio propõe que Senado defina pauta única de prioridades", o informativo do PSDB-MG anunciou que a proposta é a "definição conjunta pelas bancadas aliadas do governo e da oposição em torno de uma agenda com temas relevantes para ajudar o país a superar o grave momento de crise econômica".

A iniciativa de Aécio surgiu logo após o discurso de Dilma Rousseff na reabertura do Congresso Nacional, no qual a presidente se mostrou aberta ao diálogo e propôs uma parceria a todos os setores políticos, mas o que motivou o senador mineiro não foi só isso, como informa Ilimar Franco em sua coluna desta quinta-feira em O Globo:

"Pautada em pesquisas que apontam a necessidade de ter uma postura mais propositiva do que a de tocar fogo no circo, a oposição lança seu novo discurso, com o qual pretende atravessar 2016".

Entre os itens da agenda do PSDB, está o projeto de lei que estabelece maior rigor e transparência nas estatais. "Tenho certeza de que, dessa forma, chegaríamos ao plenário não só com os parlamentares preparados para o debate, mas atendidos, senão na totalidade, naquilo que é prioritário. Cada bancada poderia já cuidar disso, priorizando aqueles temas que são realmente para elas essenciais e mais relevantes", justificou Aécio.

Esta é até agora a melhor notícia do ano político que está começando. Era isso que há muito tempo se esperava dos partidos de oposição porque não podemos continuar com a pauta limitada a ajuste fiscal, impeachment, cassação de Eduardo Cunha, Lava Jato, cerco a Lula e todas aquelas notícias enguiçadas desde o ano passado.

Vida que segue.

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