doria Doria avisa: não vai ter aumento para ninguém

Doria no Roda Viva (Foto: Reprodução/Cultura)

No mesmo estilo direto "pá-pum, sim ou não" que adotou em sua vitoriosa campanha, o prefeito eleito João Doria, em entrevista ao programa "Roda Viva", na noite de segunda-feira, já avisou: não, não vai dar nenhum aumento ao funcionalismo público em 2017.

Em compensação, confirmou que não haverá aumento de tarifas de ônibus, que permanecerão congeladas no próximo ano.

A única coisa que vai aumentar com o novo prefeito, que assume no dia 1º de janeiro, é a velocidade nas marginais, uma das promessas de campanha.

Cada vez vai ficando mais claro, para quem não o conhecia antes de ser candidato pela primeira vez na vida, que João Doria reúne três personas numa só.

Na mesma entrevista, ele se definiu como liberal na economia, ao defender privatizações e concessões, e social democrata na política porque é filiado ao PSDB desde 2001, o que não quer dizer muita coisa em termos de definição ideológica.

Repetiu mais mil vezes que é gestor e não político, embora tenha sido um legítimo tucano ao falar dos presidenciáveis do partido: elogiou os três (seu padrinho Alckmin, Aécio e Serra) e defendeu prévias. "A eleição de 2018 ainda está muito longe", desconversou, embora não se fale de outra coisa no PSDB.

Se não era político, aprendeu rapidinho. Na campanha e depois de eleito, em duas entrevistas ao Jornal da Record News, declarou peremptoriamente que cumprirá os quatro anos de mandato como prefeito e não abandonará o cargo na metade para ser candidato a governador em 2018.

No "Roda Viva", foi menos objetivo sobre seu futuro político. Não quis descartar uma candidatura a governador. Só não disse quando. Deixou o futuro em aberto. E elogiou tanto o "espírito republicano" do prefeito petista Fernando Haddad que não deverá surpreender ninguém se, numa próxima eleição, os dois estiverem do mesmo lado.

Em política, como se sabe, tudo é possível.

E vamos que vamos.