São Paulo de Ceni & Leco segue rumo à degola

Eles conseguiram. Com tantos erros na compra e venda de jogadores, escalações e substituições, a pomposa dupla Ceni & Leco, que transformou o Morumbi em armazém de secos e molhados, está levando o tricampeão mundial para a zona da degola rumo à Segundona do Brasileirão, algo inédito na história do clube.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o presidente de 78 anos, e Rogério Ceni, o técnico estreante, comandantes do desastre, saíram de campo após o quinto jogo sem vitória sob uma sonora vaia da torcida e gritos de "time sem vergonha", mas não perderam a pose.

A cada fracasso, acham que o time está jogando melhor, e só não ganha por falta de sorte, embora o indigente futebol mostrado em campo desde o início do ano só não seja pior do que as impagáveis entrevistas.

Depois de achar um gol com Jucilei logo no início da partida contra o Fluminense jogando no Morumbi, em vez de partir para cima, o São Paulo voltou ao mesmo tico-tico de sempre no meio de campo até levar o empate em mais uma bobeada da defesa.

Os são-paulinos podem se preparar para o pior por um bom tempo. Reeleito presidente até dezembro de 2020, Leco jogou todas as suas fichas no "Mito", o eterno goleiro do São Paulo, que nunca tinha treinado um time de futebol.

Com o poder que desfruta no clube, é mais fácil Rogério Ceni demitir seu amigo Leco do que acontecer o contrário.

Se fosse outro o técnico, já teria dançado faz tempo, depois de conquistar apenas 11 pontos em 30 disputados, somente um à frente de Bahia e Atlético Mineiro, que ainda iriam jogar à noite.

Leco se especializou em vender jovens revelações das equipes de base antes de se firmarem como titulares e, em troca, comprar jogadores meia boca já bastante rodados como este Lucas Pratto, que fica mais tempo no chão do que em pé, não ganha uma disputa de bola e passa o jogo inteiro reclamando do juiz.

Em parceria com o estrategista Rogério Ceni, que até agora não definiu um padrão de jogo para o time, o presidente Leco tornou-se conhecido no mercado da bola por comprar caro e vender barato, piorando o elenco a cada nova negociação.

Enquanto isso, gastando muito menos, o Corinthians do competente e humilde Fábio Carille vai a Porto Alegre, mete 1 a 0 no Grêmio em plena casa do adversário e abre quatro pontos de vantagem na liderança do campeonato.

Quem é que vai aguentar o Heródoto Barbeiro agora? É triste essa vida de são-paulino com o time nas mãos desta elegante turma de finórios do futebol.

Que saudades do Muricy Ramalho, o técnico que não dava confiança pra cartola.

E vida que segue.