chico Novo nome pode entrar na roda: Chico Alencar

Chico Alencar, deputado federal pelo PSOL (Foto: Gustavo Lima/29.09.2015/Agência Câmara)

Seu nome nunca entrou nas listas de pesquisas sobre presidenciáveis. Nem ele mesmo sabe se será candidato e a qual cargo em 2018.

Por enquanto, o deputado federal Chico Alencar, do PSOL do Rio, está consultando um grupo de amigos sobre qual rumo deve tomar na vida.

Assim como ele, também os amigos estão divididos diante das possibilidades colocadas: ser candidato a senador, governador ou presidente da República.

Por que não? Se a cada dia surgem novas especulações sobre nomes de possíveis candidatos, e até Tasso Jereissati já entrou na roda de presidenciáveis tucanos, tudo é possível.

Concorrer a qualquer cargo público não é pecado, depende das intenções do candidato.

Melhor do que ninguém, Chico sabe que não reúne condições objetivas _ recursos, alianças, tempo de TV _ para ser um nome competitivo em 2018, mas mesmo assim ele não descarta a hipótese.

Se não é para ganhar, por que então ser candidato?, poderão perguntar os mais céticos.

Tipos sonhadores como este parlamentar atípico, que só fala o que pensa, professor de História ligado a movimentos sociais, não miram apenas na próxima eleição, mas nas futuras gerações.

Lula também não reunia estas condições objetivas quando se candidatou a presidente pela primeira vez por um então pequeno partido de esquerda, o PT, em 1989.

Contra todas as as previsões iniciais, chegou ao segundo turno e perdeu por pouco para Collor. Só chegaria à vitória e se tornaria presidente depois de ser derrotado duas vezes por FHC.

Neste momento, o cenário para o ano que vem está absolutamente indefinido. Não se sabe ainda quem poderá ou não ser candidato, embora alguns já estejam em plena campanha.

Podem surgir novos nomes de quem não tinha aparecido nos radares até agora, e dar uma zebra, como foi o próprio Collor, que não estava entre os favoritos quando começou a campanha da primeira eleição direta após a ditadura.

Aquela, é verdade, foi uma eleição solteira, em que só se votou no presidente da República, e não era tão grande a força das alianças políticas.

Também não existiam as redes sociais, que foram ganhando relevância nos últimos anos e poderão ter um papel importante em 2018, contrapondo-se à mídia tradicional, que apoiou Collor abertamente quase três décadas atrás.

No caso de Chico Alencar, o que o move é, principalmente, a possibilidade de participar do debate nacional, apresentar as propostas do seu partido e semear novas ideias para a sociedade do futuro.

Como este bom samaritano, respeitado até pelos adversários, tem o salutar hábito de ouvir os outros e não ser dono da verdade, pode vir a ser o fato novo numa campanha até aqui marcada pelo Fla-Flu de sempre.

Vida que segue.