fufuca Viagens e feriadão: risco de perder mais 2 semanas

O deputado federal André Fufuca (Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente Michel Temer inicia nesta terça-feira viagem oficial à China, de onde só deve voltar dia 6 de setembro, na véspera do feriadão da Independência.

Principal mentor da reforma política, o ministro Gilmar Mendes já está novamente em Portugal e sua volta é prevista para o final de semana do feriadão que deve esvaziar Brasília.

Orçamento para 2018, reformas política e da Previdência, pacote de privatizações, tudo vai ter que esperar a volta deles.

Podemos perder mais duas semanas e só faltam quatro meses para 2017 acabar.

Temer viaja acompanhado de cinco ministros e quatro parlamentares, entre eles, o vice-presidente da Câmara, o folclórico Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Como Rodrigo Maia ficará no lugar de Temer no Planalto, quem vai comandar a Câmara até lá será o deputado André Fufuca (PP-MA), que se notabilizou na tropa de choque de Eduardo Cunha.

Cada vez mais descartada a possibilidade de se votar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo quer priorizar a agenda das privatizações e concessões, a nova bandeira da salvação nacional.

É por isso que vender este pacote na China se tornou o principal objetivo da viagem oficial do presidente, que também participará da reunião anual dos Brics naquele país.

Por aqui, a "reforma política" também encalhou. Por falta de consenso, não há como aprovar nada por enquanto, segundo a última avaliação de Rodrigo Maia.

A primeira votação no plenário da Câmara só deverá acontecer na terceira semana de setembro e ainda faltarão mais duas no Senado.

Para esta terça-feira, Maia convocou mais uma reunião de líderes na tentativa de chegar a algum acordo.

Com Fufuca na presidência da Câmara, Temer na China, Mendes em Portugal e Maia no Palácio do Planalto, vai ser difícil aprovar qualquer coisa.

Este é o cenário para a semana que começa hoje com uma em cada quatro cidades brasileiras em situação de emergência devido à estiagem prolongada (71%) ou a inundações (29%), que levaram 1.296 municípios a pedir socorro ao governo federal.

Apertem os cintos.

Vida que segue.

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