Desse jeito, vão todos ficar gordos na disputa pela candidatura tucana em 2018, que já começou.

Agora em campanha aberta, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Dória correm atrás do apoio de aliados para fortalecer suas posições na prévia do PSDB prevista para dezembro.

Por enquanto, o principal alvo é o DEM, aliado histórico do PSDB, que desta vez também está rachado sobre qual nome apoiar na campanha presidencial.

O festival de comilança começa nesta terça-feira, em Brasília, onde o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, principal liderança do DEM, vai receber Alckmin num jantar que oferecerá na sua casa.

Maia convidou não só as bancadas do DEM e do PSDB, mas também líderes da base aliada, ou seja, do Centrão.

Atento à movimentação do padrinho, agora adversário, Doria apressou-se em também marcar um jantar com o DEM, em sua casa paulistana, no próximo dia 21.

Setores do partido já tinham sondado o prefeito para trocar o PSDB pelo DEM, e a ideia é lançar sua candidatura para 2018 durante o ágape.

O curioso desta história é que o motivo do jantar é fazer uma homenagem a Rodrigo Maia, que hoje vai reunir a mesma turma em torno de Alckmin.

Na lista de convidados de Doria, estão o presidente do partido, Agripino Maia (DEM-RN) e o ministro Mendonça Filho (DEM-PE), segundo informa a coluna de Monica Bergamo.

Nesta segunda-feira, em que participaram juntos de um evento promovido pela revista Exame, em São Paulo, Alckmin e Doria já travaram uma batalha verbal à moda tucana, muito cerimoniosa, mas mostrando que estão em campos opostos.

Alckmin voltou a defender as prévias: "O partido, tendo mais de um candidato, o bom caminho é abrir a escuta".

Em entrevista ao Estadão, Doria já tinha avisado, em viagem a Paris, que não vai disputar prévias com Alckmin, e admitiu, pela primeira vez, trocar de partido, "caso alguma circunstância o impeça" de ser candidato.

No fim do dia, garantiu que vai ficar no PSDB.

No mesmo evento, Rodrigo Maia sinalizou que entre os dois prefere um candidato com perfil mais próximo ao de Alckmin. Elogiou Doria, mas disse que ninguém o consultou sobre oferecer a legenda ao prefeito.

Ainda não há jantares marcados com outro importante aliado, o PMDB, mas Romero Jucá, presidente nacional do partido e líder do governo no Senado, já mandou seu recado:

"A escolha do candidato do nosso campo será feita coletivamente. Tem que ser alguém com capacidade de ganhar a eleição".

Esse alguém, por enquanto, segundas todas as pesquisas, é João Doria, que está em campanha para 2018 desde o dia em que ganhou as eleições para prefeito.

Façam as suas apostas.

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