No mesmo dia em que Lula foi novamente denunciado na Justiça e se tornou réu pela sétima vez, agora em inquérito da Operação Zelotes, nova pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em parceria com o instituto MDA, mostra que o ex-presidente continua liderando com folga a corrida para as eleições de 2018.

Lula não só venceria em todos os cenários possíveis de primeiro e segundo turno, como cresceu quase quatro pontos na pesquisa de intenção de voto espontânea, passando de 16,6%, em fevereiro,  para 20,2% agora.

Neste período, o ex-presidente, foi condenado em primeira instância a nove anos e meio de prisão, no caso do triplex do Guarujá, prestou depoimento em outro processo ao juiz Sergio Moro e fez uma caravana de três semanas viajando de ônibus por todos os estados do Nordeste.

A pesquisa revela também que a candidatura do ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro, deputado federal pelo Rio, cresceu de 6,5% para 10,9%, e consolidou-se como principal opositor de Lula, bem à frente dos demais concorrentes.

Em terceiro lugar na espontânea, aparece pela primeira vez o nome do tucano João Doria, prefeito de São Paulo, com 2,4% (tinha 0,3% em fevereiro).

Nos três cenários da pesquisa estimulada para o primeiro turno, Lula fica acima dos 30%:

Cenário 1: Lula 32,4%, Bolsonaro 19,8%, Marina Silva 12,1%, Ciro Gomes 5,3% e Aécio Neves 3,2%. Brancos, nulos e indecisos: 27,2%.

Cenário 2: Lula 32,0%, Bolsonaro 19,4%, Marina 11,4%, Geraldo Alckmin 8,7% e Ciro Gomes 4,6%. Brancos, nulos e indecisos: 23,4%.

Cenário 3: Lula 32,7%. Bolsonaro 18,4%, Marina 12,0%, João Doria 9,4% e Ciro Gomes 5,2%. Brancos, nulos e indecisos: 22,3%.

No segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 40,5% a 28,5%; Marina por 39,8% a 25,8% e Doria por 41,6% a 25,2%.

Se Lula for mesmo impedido pela Justiça de ser candidato, o que é considerado cada vez mais provável, Jair Bolsonaro bateria todos os demais concorrentes e só perderia por pequena margem para Marina Silva, que ainda não decidiu sua candidatura: 29,2% a 27,9%.

Claro que faltando pouco mais de um ano para a  eleição, com o quadro de candidatos ainda indefinido, esta pesquisa é apenas um indicador do momento e pode mudar radicalmente com o início da campanha oficial no rádio e na TV, como já aconteceu em outras disputas presidenciais.

Chama a atenção, no entanto, a resiliência da candidatura do ex-presidente Lula, alvo constante de denúncias na Justiça, agora também da delação do ex-ministro Antonio Palocci, e de manchetes negativas na imprensa.

Para efeito de comparação, aguarda-se agora a divulgação de novas pesquisas pelos dois principais institutos, o Datafolha e o Ibope, que mantêm obsequioso silêncio.

Vida que segue.

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