Tinha tudo para ser uma grande festa Tricolor no Morumbi lotado por mais um público recorde na manhã deste domingo.

Até a metade do segundo tempo, o São Paulo vinha fazendo sua melhor partida sob o comando de Dorival Júnior, dominava completamente o líder Corinthians e estava mais perto de fazer o segundo gol do que o adversário de chegar ao empate.

Foi aí que Dorival resolveu inventar, desmontou o meio de campo tirando Cuevas e Lucas Fernandes e entregou o ouro a Fabio Carille, que trocou o volante Gabriel pelo atacante Clayson.

Quase ao mesmo tempo, as substituições feitas pelos dois técnicos abriram espaço para o Corinthians atacar e deram chance para a defesa do São Paulo fazer mais uma lambança federal.

Dorival trocou Cuevas por Jucilei e Lucas Fernandes por Denilson para quê?

Boleiro à moda antiga, tão sério quanto burocrático, longe de ser um estrategista, se ficasse só no arroz com feijão para reforçar a defesa, o técnico poderia ter colocado em campo o velho guerreiro Lugano, que a torcida pedia.

Não deu outra: o Corinthians tomou conta do meio de campo e ficou rondando a área do São Paulo.

Sem cobertura, Júnior Tavares bobeou e perdeu a bola para Rodriguinho na linha de fundo, Arboleda deu uma furada monumental, os outros bateram cabeça e a bola sobrou para Clayson fazer um belo gol quando os são-paulinos já estavam comemorando nas arquibancadas.

Costuma-se dizer que um grande clássico é decidido nos detalhes _ e foi o que aconteceu.

Os detalhes desta vez foram as substituições erradas feitas por Dorival, deixando escapar uma vitória que parecia certa e prolongando a agonia do Tricolor.

Com o Corinthians não se brinca, aprendeu o técnico tarde demais, mas, em vez de admitir a sua responsabilidade, Dorival Júnior colocou a culpa no juiz, Wagner do Nascimento Magalhães, tão ruim quanto os outros neste Brasileirão.

Ao final do campeonato, se o São Paulo não conseguir fugir do rebaixamento, ninguém vai se lembrar do nome deste juiz, mas sim do técnico que resolveu inventar na hora errada e desta inacreditável defesa, a pior que já passou pelo Morumbi.

Vida que segue.

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