Acaba esta semana, no dia 7, o prazo para o Congresso Nacional terminar sua "reforma política" para que as mudanças propostas possam valer já na eleição de 2018.

Como os dias úteis das excelências costumam terminar na quinta-feira, o tempo urge e eles querem aprovar o que mais lhes interessa para renovar seus mandatos e garantir o foro privilegiado: o fundo eleitoral financiado com dinheiro público.

Fora isso, todo o tempo gasto até agora com discussões inúteis, só serviu para deixar tudo como está, com alguns remendos jogados para as próximas eleições: voto distrital misto em 2020 e cláusula de barreira de 3% só em 2030.

O problema é que há outros dois assuntos em pauta para ocupar o tempo de senadores e deputados.

No Senado, o PSDB e aliados montaram uma força-tarefa para julgar já nesta terça-feira o caso do senador afastado Aécio Neves, como querem os peemedebistas Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Braga, sem esperar pela sessão do STF marcada para o dia 11, que pode rever a decisão da Primeira Turma.

Na Câmara, prossegue a maratona de negociações da base aliada  com o governo para barrar a nova denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer.

Após reuniões no fim de semana com advogados e os dois ministros também denunciados, Eliseu Padilha e Moreira Franco, Temer decidiu não gastar os dez dias concedidos à defesa e pretende fazer isso até quarta-feira.

Se não houver nenhum fato novo, e as demandas do Centrão forem atendidas, a tendência é que sejam apenas cumpridos os prazos e os rituais como aconteceu na primeira denúncia, com a vitória de Temer no plenário.

A reprise da novela deve terminar até o final do mês, quando se espera que a Câmara possa voltar a tratar de outros temas de interesse da população.

Enquanto decidem o que vão fazer com Temer e Aécio, ninguém nem fala mais nas reformas, que, pelo jeito, devem ficar para o próximo ano, já com a campanha eleitoral pegando fogo.

E vida que segue.

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