corinthians Chega de passar vergonha: vou virar corintiano

Espero que a querida neta Bebel, são-paulina de fé desde pequenina, por minha culpa, não leia este post.

Com  sua alma inocente de criança, ela continua colocando o uniforme completo do tricolor em dia de jogo, canta o hino, compra brigas na escola, vibra com cada gol e chora nas derrotas, exatamente como eu fazia quando tinha a idade dela e meu pai me levava aos estádios. Eu desisti.

Por sorte, como era hora de trabalho, não assisti ao último vexame do São Paulo no Morumbi, ao empatar quinta-feira com o lanterna do Brasileirão na estréia do novo técnico, mas na véspera deu para ver o segundo tempo do jogo em que o invicto Corinthians sem estrelas deu um baile no Palmeiras e abriu 16 pontos de vantagem sobre o rival milionário.

Não adianta trocar o técnico, se os manda-chuvas e os jogadores continuam os mesmos. À torcida, só resta ficar na arquibancada xingando e vaiando, de longe, sem influir no resultado.

Este São Paulo de Leco e companhia bela, em sua marcha batida para a segunda divisão, é um perfeito exemplo da soberba decadente de velhos donos do poder com prazo de validade vencido.

De outro lado, dá gosto ver o histórico inimigo do São Paulo jogar, uma orquestra muito humilde e afinada, que parece até time europeu, enquanto meu ex-clube só me faz passar vergonha. Para que continuar sofrendo?

No país do troca-troca, infestado de idiotas sem caráter e sem modéstia, os cartolas que transformaram o clube num balcão de negócios não merecem a torcida da Bebel.

Se o Heródoto Barbeiro, o Juca Kfouri e o Washington Olivetto deixarem, vou virar corintiano. Chega de passar vergonha.

Bola pra frente.

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