Deu zebra: Dilma derrota urubuzada na festa da Copa

Tudo foi planejado e feito para derrubar os índices de Dilma Rousseff nas pesquisas durante o anunciado fracasso do governo na organização da Copa no Brasil. Deu zebra: saiu tudo errado para os pregadores apocalípticos da urubuzada midiático-empresarial-partidária, como mostra a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, três semanas após o início da competição.

Não só a presidente candidata à reeleição subiu quatro pontos em relação à pesquisa anterior, voltando aos 38 % que tinha em abril, antes da onda de protestos e greves selvagens estimulados pela velha imprensa, como seus principais adversários, o tucano Aécio Neves (20%) e Eduardo Campos (9%), do PSB, continuaram empacados, crescendo apenas um ponto na comparação com os índices de junho.

Quando Dilma disse e repetiu que esta seria a "Copa das Copas", caíram matando na presidente e chegaram ao delírio quando ela foi vaiada e xingada na abertura do Mundial no Itaquerão. Pois agora que a Copa no Brasil está sendo celebrada unanimemente no mundo inteiro como a maior de todos os tempos, dentro e fora dos gramados, o que vão dizer?

"Copa melhora o humor do país, e Dilma cresce", diz a manchete do jornal que promoveu a pesquisa, a mesma Folha que, até a véspera do jogo inaugural contra a Croácia, foi o mais ácido crítico das ações do governo desde a escolha do nosso país para sediar o evento, em 2007. "A probabilidade de que a presidente tenha crescido, porém, é maior do que a de que nada tenha acontecido", conforma-se o instituto de pesquisas, ao apontar a variação dos números no limite das margens de erro.

Seus concorrentes do Instituto Millenium foram na mesma linha para justificar o cavalo de pau que a realidade dos fatos deu nas expectativas funéreas turbinadas pelo noticiário da turma do "quanto pior, melhor para nós". E quem foi que criou o clima de mau humor generalizado antes da bola rolar? Foi a imprensa estrangeira, como querem dizer agora?

Como o "Não vai ter Copa" não deu certo, vão inventar o que agora: o "Não vai ter Eleições" ou o "Não vai ter Olimpíadas"?

Sim, também acho que não se deve confundir futebol com política, mas de quem partiu a iniciativa de misturar as coisas e apontar o fracasso da Copa no Brasil como o fracasso do governo petista? Até agora, não vi nenhuma ação do governo, além dos desabafos da presidente contra a urubuzada, para faturar o sucesso, mas também não vi ninguém vir a público para pedir desculpas pelos prejuízos causados durante os últimos meses pelo bombardeio midiático à imagem do país.

O resultado está aí no Datafolha:  60% dos entrevistados disseram que estão orgulhosos com a organização da Copa no Brasil, 65% ficaram com vergonha dos protestos e 76% condenaram as ofensas feitas à presidente da República. Quer dizer, Dilma fez barba, bigode e cabelo nos adversários, como se costuma dizer na linguagem dos estádios.

A vergonha do Ronaldo Fenômeno, agora grande empresário e comentarista gaguejante da Globo, em poucos dias transformou-se no orgulho da grande maioria dos brasileiros, que também não confundem futebol com política, nem gol com voto, nem Dilma com Felipão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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felipao Vamos baixar a bola e levantar a cabeça, moçada

Que se passa com os meninos da nossa seleção e também com a torcida brasileira? Aonde foi parar aquela velha alegria, a confiança no melhor futebol do mundo, na grande festa do futebol? A 48 horas do jogo contra a Colômbia pelas quartas de final, a julgar pelas caras tristes dos jogadores e previsões pessimistas da crônica esportiva, parece que já perdemos e estamos fora da Copa, tal o clima de fim de feira que se criou a partir de sábado, quando o time de Felipão tomou um nó do Chile e só se classificou por milagre. Ninguém é obrigado a ganhar, mas também não estamos condenados a perder.

Tudo bem que nosso retrospecto não é bom, com apenas duas vitórias e dois empates sofridos, mas também não tem nenhum bicho-papão neste Mundial, e todos penaram para ficar entre os oito finalistas. Notei que tinha alguma coisa errada no momento em que vi os jogadores em  fila no corredor do vestiário do Mineirão, prontos para entrar em campo, no jogo das oitavas.

Com suas caras tensas e tristes, melancólicas mesmo, sem trocar uma palavra, sem dar um sorriso, davam a impressão de estar caminhando para o matadouro. Na hora do Hino Nacional, abraçaram-se com força e cantaram aos gritos, como se estivessem indo para a guerra. Com medo de perder, deixaram a torcida calada ao tomar o gol de empate do Chile e não conseguiam mais acertar nem a cobrança de um lateral.

Passados quatro dias, estavam com as mesmas expressões, sentados diante de Felipão no banco de reservas, durante o treinamento de terça feira, em Teresópolis. A grande novidade do dia foi a chegada de uma psicóloga como salvadora da pátria. De cara sempre enfezada, o técnico gesticulava muito, fazia mistério, mas até agora não vimos um treino coletivo para valer, capaz de ajustar o time e devolver a confiança aos jogadores. E, sem confiança, não dá nem para tomar um sorvete. Quem está precisando de um tratamento é ele, o chefão, pai de todos, à beira de um ataque de nervos.

Está na hora de todo mundo baixar a bola e levantar a cabeça. Como bem reparou meu colega Cosme Rímoli, aqui mesmo no R7, os veteranos campeões mundiais Felipão e Parreira botaram tanta pilha nos jogadores, garantindo à torcida a conquista do hexa, como se bastasse apenas cumprir a tabela, que eles foram desabando diante de tanta responsabilidade e esqueceram de jogar bola.

Meninos ricos e mimados, sempre cercados de assessores e seguranças, tornaram-se um bando de chorões na hora da onça beber água, com a nossa chique torcida calada nas arquibancadas, agora transformadas em camarotes de ópera. A grande festa da Copa continua nas ruas, calando os abutres que previam o caos, mas o povo anda meio amuado com a seleção. Ganhar ou perder é do jogo, não vai mudar as nossas vidas, nem a dos jogadores. Ninguém é obrigado a ser o herói do hexa, mas também não dá para entregar os pontos antes de entrar em campo.

Agora, não adianta lamentar que Felipão não tenha convocado este ou aquele jogador, até porque nenhum grande craque ficou de fora. Também não resolve constatar que ele cometeu um erro brutal ao não mesclar jovens talentos com profissionais mais experientes, como todo mundo faz em qualquer time ou empresa, confiando demais na sua intuição, depois da conquista da Copa das Confederações, no ano passado, praticamente com estes mesmos jogadores.

O que importa agora é ganhar da Colômbia e, embora eles sejam os favoritos na sexta-feira, pela análise fria dos números, com quatro vitórias em quatro jogos, mais gols marcados e menos sofridos, temos todas as condições de ganhar, com ou sem Neymar, que estava jogando sozinho, só tomando porrada, como já era de se esperar.

Basta parar desta frescura de complô da Fifa contra nós, deixar o nhém-nhém-nhém de lado e trabalhar duro para voltar a confiar no nosso taco, com as mudanças que já deveriam ter sido feitas no time. Nada está perdido, nada está ganho. Vamos à luta, moçada, jogando com alegria, com ousadia, com bola no chão, sem medo de perder.

Quem sabe assim, Felipão volta a dar um sorriso, sem ter que pedir ajuda a jornalistas amigos. Como repórter, do Estadão e da Folha, fiz a cobertura de dois Mundiais, na Alemanha, em 1974, e no México, em 1986, e não vi nada parecido com este palco montado na Granja Comary, que virou cenário de televisão, jogador chegando de helicóptero e andando de quadriciclo. Vamos voltar a fazer nosso arroz com feijão e pimenta, que o jogo é de taça e a gente só quer se divertir. Quem gosta de sofrer é corintiano...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ric Pesquisas mostram a pulverização dos partidos nos Estados

 

Com a Copa no Brasil pegando fogo e a Argentina jogando daqui a pouco em São Paulo, sei que pouca gente vai se interessar por este assunto. Mas, como já disse o Felipão, a vida continua fora dos gramados e é preciso ficar atento aos lances que vão definir as eleições de outubro. A partir desta terça feira, faltam apenas três meses e cinco dias para os torcedores que também são eleitores irem às urnas decidir o nosso futuro. A campanha eleitoral começa hoje, oficialmente.

Passada a régua nas convenções partidárias que definiram candidaturas e alianças nos 23 Estados e na disputa nacional, já dá para ter uma ideia da pulverização partidária que marca as eleições deste ano. Com mais de 30 partidos registrados no TSE _ duvido que algum leitor saiba o que querem dizer as siglas de todos eles _ um levantamento das pesquisas já publicadas sobre os principais candidatos nos dez maiores colégios eleitorais do país revela que nenhum dos grandes partidos está na liderança em mais do que dois Estados.

O PSDB está na frente em São Paulo, com Geraldo Alckmin, e em Goiás, com Marconi Perillo, dois candidatos à reeleição. Principal aliado do governo Dilma, o PMDB lidera no Ceará, com Eunício Oliveira, e no Pará, com Hélder Barbalho.

Fora isso, cada partido ponteia em apenas um Estado cada um: PT, em Minas (Fernando Pimentel); PSD, em Santa Catarina (Raimundo Colombo); PR, no Rio de Janeiro (Anthony Garotinho); DEM, na Bahia (Paulo Souto); PC do B, no Maranhão (Flávio Dino) e PTB, em Pernambuco (Armando Monteiro Neto). O PSB, do presidenciável Eduardo Campos, não tem por enquanto candidato competitivo em nenhum Estado, mostrando a fragilidade das alianças feitas pela chamada terceira via no plano federal, atraindo apenas partidos nanicos.

Claro que este quadro pode mudar quando começarem as campanhas para valer, em agosto, com o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Dificilmente, porém, pelo que vimos até agora, teremos grandes surpresas ou novidades. Em sua maioria, os líderes nas pesquisas carregam nomes ou sobrenomes de velhos carnavais já bastante conhecidos do eleitorado.

A registrar como fora da curva, apenas a indigente campanha do PT em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, onde, até o momento, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato bancado por Lula, ostenta um índice de partido nanico: apenas 3% no último Datafolha. A situação é tão grave, faltando pouco tempo para a eleição, que até o PP de Paulo Maluf abandonou o barco petista e aderiu a Paulo Skaf, do PMDB, segundo colocado nas pesquisas.

 

No fim, Serra conseguiu

serra hg 20091904 Pesquisas mostram a pulverização dos partidos nos Estados

Já na prorrogação do tempo regulamentar, como tem acontecido muito na Copa, o ex-governador paulista José Serra, depois de provocar um salseiro na chapa sonhada por Geraldo Alckmin, levando à debandada do PSD de Gilberto Kassab para o PMDB, conseguiu o que queria.

Em reunião com os caciques tucanos que avançou pela madrugada, Serra foi lançado como candidato único ao Senado na aliança liderada pelo PSDB, tendo na suplência seu desafeto político José Aníbal, que também cobiçava a vaga.

Foi a sua segunda vitória seguida em dois dias: na segunda-feira, ele havia conseguido emplacar seu aliado Aloysio Nunes Ferreira, senador tucano de São Paulo, como vice na chapa presidencial de Aécio Neves.

Quem sabe agora o PSDB consiga, finalmente, a tão sonhada unidade partidária que faltou nas últimas campanhas. Personagem noturno, Serra pode repetir que não há nada como um dia após o outro, com uma noite no meio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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aecio serra fh Maior inimigo dos tucanos é um outro tucano

 

 

Em tempo (atualizado às 13h30):

Aécio Neves confirmou, após reunião da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília, o nome do senador Aloysio Nunes Ferreira como candidato a vice na sua chapa.

***

Parece sina. A cada eleição presidencial, a história se repete: os tucanos não conseguem se entender para escolher o nome do vice e ficam discutindo a relação até o último segundo. Depois de promover um grande suspense na semana passada, anunciando uma possível surpresa que poderia ser "até uma mulher", Aécio Neves passou esta madrugada de domingo para segunda-feira acertando com o ex-presidente FHC e o governador Geraldo Alckmin quem deveria ser seu companheiro de chapa.

O nome ainda não havia sido anunciado até o meio-dia de hoje, quando comecei a escrever, mas tudo leva a crer que os três se fixaram mesmo numa chapa puro-sangue, com o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira de vice, o primeiro nome que havia sido cogitado quando se consolidou a candidatura de Aécio e começou a disputa pela vaga.

Mais uma vez, como aconteceu em campanhas passadas, no epicentro do imbróglio apareceu o ex-governador paulista José Serra, duas vezes derrotado como candidato presidencial do PSDB, após superar Aécio Neves nas disputas internas. Bem que Serra gostaria de ser de novo o presidenciável tucano, mas logo desistiu, ainda no ano passado, ao se convencer de que ficou em franca minoria no partido.

A partir daí, recomeçou a ciranda de sempre, com as especulações em torno do nome do ex-governador, alimentadas por seus seguidores, até o último momento permitido pelos prazos da Justiça Eleitoral. FHC e Alckmin ainda tentaram fazer dele o vice de Aécio, mas o senador mineiro, seu maior inimigo cordial, não podia nem ouvir falar nesta possibilidade. Tudo menos isso.

Aécio queria que Serra fosse candidato ao Senado na chapa de Alckmin, e ele até topou, mas surgiram muitas pedras no caminho _ e o eterno candidato a tudo não queria correr o risco de perder mais uma disputa majoritária. Queria ser o candidato único na aliança do PSDB paulista.

O ex-prefeito Gilberto Kassab, que cobiçava ser vice na chapa de Alckmin para levar seu PSD a se unir aos tucanos, embora apoie Dilma na eleição presidencial, perdeu a boquinha quando o governador fechou acordo com o PSB do presidenciável Eduardo Campos, que indicou o deputado federal Márcio França para o lugar. Restava a Kassab a vaga de candidato ao Senado na chapa PSDB-PSD, mas aí quem rodou a baiana foi Serra por não aceitar esta infidelidade do afilhado político que deixou em seu lugar, quando largou a Prefeitura para disputar o governo do Estado. E foi lhe comunicar isso pessoalmente ao interpela-lo no apartamento do ex-prefeito.

Mágoas passadas são o pano de fundo desta confusão toda no arraial tucano. Na eleição municipal de 2008, Serra apoiou Kassab para prefeito, embora o candidato tucano fosse Alckmin, que ficou de fora do segundo turno. Serra, por sua vez, não se conforma até hoje por não ter recebido o esperado apoio de Aécio em Minas, onde perdeu feio nas duas disputas presidenciais contra Lula e Dilma.

Agora, chegou a hora de Serra se vingar de todos de uma vez, cuidando apenas da sua campanha a deputado federal, a única possibilidade que lhe restou para continuar na política. Resumo da ópera: Gilberto Kassab largou os tucanos e levou seu partido para Paulo Skaf, o principal adversário de Alckmin, e ainda não se sabe quem será o candidato do PSDB de São Paulo ao Senado.

O leitor está achando este todo enredo muito confuso? Pois eu também, mas o PSDB é assim mesmo: o maior inimigo dos tucanos é sempre um outro tucano. Nem precisam de adversários.

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FOTO 1 Mudaram o Não vai ter Copa pelo Não vai ter Hexa

Eles não esquecem, não perdoam e não aprendem. E não desistem. Para a nossa mídia familiar e os coxinhas tucanos da elite que vão aos estádios da Copa, como mostra a Folha deste domingo, o Brasil simplesmente não pode dar certo, nem dentro nem fora do campo.

Sem jogar nenhuma maravilha, a seleção brasileira vinha fazendo sua melhor partida até aqui, contra o Chile, neste sábado, no Mineirão, até marcar o primeiro gol. Parecia até que seria fácil a classificação para as quartas de final. De repente, numa bobeada grotesca de Hulk, que deu de presente o gol de empate para La Roja, até então assustada em campo, mudou tudo. A nossa torcida chique silenciou, a seleção de Felipão se perdeu, e os chilenos tomaram conta da festa.

Nas praias do Nordeste, os bugueiros (não confundir com blogueiros) costumam perguntar ao turista se prefere fazer os passeios pelas dunas com emoção ou sem emoção. Para nós, ninguém perguntou nada, mas a teimosia do nosso técnico em não mexer no time quando as coisas não estão dando certo, mantendo dois laterais que não marcam nem atacam, e deixam avenidas às suas costas, um meio de campo sem criatividade e o cone Fred estático no meio do ataque, fez do jogo um sofrimento sem fim até a cobrança do último pênalti.

Vejam como é a vida: pois foi esta mesma teimosia mostrada por Felipão ao manter Julio César no gol, contra a vontade de 10 entre 10 comentaristas e torcedores, porém, que acabou sendo o principal responsável pelo Brasil garantir a vaga para a próxima fase. Em lugar de Neymar, que joga numa solidão danada, o herói desta vez foi Julio César, o goleiro crucificado pela nossa eliminação no jogo contra a Holanda, na Copa de 2010.

Quem poderia imaginar uma reviravolta dessas? Só conheci uma pessoa, além de Felipão, que defendeu Julio César antes e durante o jogo, a minha amiga Ana Paula Padrão, com quem assisti ao jogo ao lado de outros amigos aqui no bar da esquina. Até o Sebastian, meu primo alemão que vive nos Estados Unidos e está adorando o Brasil, acabou sofrendo junto, cada vez que errávamos mais um passe e o time simplesmente não conseguia chegar ao gol do Chile. "Eu não disse?" comemorou a Ana Paula ao ver Julio César fazer uma defesa impossível e depois defender dois pênaltis.

Se já não era muito grande a confiança na conquista de mais um título porque esta Copa revelou ótimas seleções, como a da Colômbia, que estão jogando um futebol melhor do que o nosso no momento, agora a urubuzada da imprensa deitou e rolou diante das dificuldades que encontramos, depois de muita emoção, para seguir em frente na Copa. E tem graça futebol sem surpresas e emoções?

Após passar o ano inteiro jogando no "Não vai ter Copa" e batendo pesado no governo, que seria incapaz de organizar um evento como esse sem colocar em risco os torcedores nativos e as seleções visitantes, além dos cofres públicos, eles acabaram se rendendo à grande festa em que se transformou esta Copa no Brasil, e até já estão fazendo autocríticas envergonhadas sobre o erro das suas previsões apocalíticas. Agora, com a maior cara de pau, simplesmente colocam a culpa na "imprensa estrangeira", como se não tivessem sido eles próprios que alimentaram o noticiário negativo desde que o Brasil foi escolhido, sete anos atrás, para sediar a Copa.

Como se dissessem, tudo bem, a Copa é um sucesso, mas vocês vão ver a ressaca que virá depois, agora jogam tudo nas fragilidades da nossa seleção, mudando o discurso para "Não vai ter hexa". Felipão pode até ter um estalo e acertar o time para o próximo jogo que eles vão continuar torcendo contra e anunciando o fim do mundo. Se fora de campo tudo está funcionando muito bem, então dentro do campo tem que dar tudo errado.

Ganhar ou não o hexa pode depender de mil coisas, inclusive da sorte na cobrança de pênaltis e das virtudes de adversários cada vez mais fortes daqui para a frente. Como disse um amuado Felipão na véspera do jogo, se perdermos, não vai ser nenhuma tragédia, e a vida vai seguir em frente. Só uma certeza eu tenho: para quem jogou tudo no caos para desgastar o governo e ficou até com vergonha do Brasil, no entanto, esta Copa já foi perdida. Eles parecem ter nascido para perder.

Que venha a Colômbia!

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tecnicos Copa dos gols deve ensinar nossos professores

É gritante a diferença entre o futebol ofensivo e cheio de gols a que estamos assistindo neste Mundial e o futebolzinho chato, previsível e burocrático apresentado pelos nossos principais clubes na primeira fase do Brasileirão. Parece até que é um outro esporte.

Agora que gostamos tanto de ver a bola correr com rapidez da defesa para o ataque, com chutes de qualquer distância e lugar, sem aquela irritante troca de passes na defesa e no meio de campo a que já estávamos acostumados, vai ser difícil voltar a ver nossos times jogando para fazer um golzinho e ficar o resto da partida na retranca para garantir o resultado.

Este primeiro dia sem jogo desde o início da Copa no Brasil é um bom momento para que os nossos treinadores façam uma reflexão sobre o abismo entre o futebol praticado aqui, que já foi modelo para o mundo, e o que seleções sem a mesma tradição e talento vieram nos mostrar. Deveriam passar a sexta-feira inteira revendo os grandes jogos, que foram muitos, para descobrir como se busca com rapidez e eficiência o principal objetivo de um jogo de futebol, que é fazer gols, a grande alegria de qualquer torcida em qualquer lugar.

Com 136 gols marcados em 48 jogos, a primeira fase do Mundial mostra a média de 2,83 por partida, a maior já registrada desde a Copa do tri, em 1970, no México. Enquanto isso, a primeira fase do Brasileirão teve a média de gols mais baixa desde que passou a ser disputado por pontos corridos, em 2003:  apenas 2,14.

Talvez seja por isso que Felipão, que passou muito mais tempo trabalhando no exterior do que aqui, depois da conquista do tetra, em 2002, e está antenado nas mudanças táticas e técnicas operadas no futebol mundial, tenha chamado apenas quatro jogadores em atividade no país dos 23 convocados para a disputa do hexa.

Não sei de onde surgiu esta mania dos jogadores nativos de chamarem seus técnicos de "professores". Professores de quê? Técnico é técnico, professor é professor e bola é bola. Não é preciso reinventar a roda nem fazer mídia training e ficar falando difícil para montar um time competitivo que jogue para ganhar e não para não perder, e garantir assim o emprego do treinador. Mano Menezes, por exemplo, esteve dois anos à frente da seleção brasileira, convocou mais de 100 jogadores e nunca conseguiu montar um time.

Ao assumir seu lugar, em poucas semanas Felipão escalou sua seleção, que conquistou a Copa das Confederações e, com mudanças pontuais, está aí até hoje, com grandes chances de conquistar mais uma Copa. Já na reta final do primeiro turno do Brasileirão, os "professores" dos grandes times continuam escalando um time diferente a cada jogo, em busca da "formação ideal". O problema não está apenas em quem escalar, mas na mentalidade reinante na direção de todos os clubes que pagam fortunas para seus técnicos e se curvam diante de suas velhas idiossincrasias _ "o importante é não tomar gol" _ que cada vez mais afastam o público dos estádios e levam nossos melhores craques para fora do país.

Nem se trata de jogar feio ou bonito, dar ou não espetáculo, mas de ter fome de bola, jogar com garra, prazer e vergonha na cara, como têm demonstrado os jogadores desta Copa, incluindo os da seleção de Felipão. Está na hora dos milionários "professores" devolverem a alegria e a ousadia ao futebol brasileiro, soltando suas feras com um esquema tático bem definido antes de entrar em campo, em lugar de ficar gritando e xingando feito celerados à beira do gramado, durante todo o jogo.

Com a seleção erguendo ou não a taça, esta Copa pode ser um divisor de águas no futebol brasileiro. Um bom recomeço seria mandar nossos técnicos mais jovens fazerem um estágio lá fora, dispostos a aprender, deixando de lado as velhas certezas dos "professores", que estão levando os clubes à ruína. Faz muitos anos que são sempre os mesmos, revezando-se nos grandes clubes, incapazes de apresentar qualquer novidade a cada temporada.

Se os dirigentes do futebol brasileiro também são sempre os mesmos, fica difícil sair deste círculo de ferro, mas nunca é tarde.

Até a vitória, rapaziada!

 

 

 

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Quebrou a cara quem apostou no desgaste da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, a ponto de provocar uma debandada de aliados na véspera do início oficial da campanha eleitoral, na próxima semana. Em lugar da violência dos protestos e do caos da infraestrutura nas cidades-sede, previstos pela oposição e pela mídia familiar para dar um cavalo de pau nas pesquisas, a Copa no Brasil está sendo festejada aqui e no mundo todo como o melhor e mais bem organizado evento da Fifa, tanto dentro como fora do campo.

Ainda não se tem notícias de novo Ibope ou Datafolha, pesquisas que antes eram praticamente semanais, mas os levantamentos publicados nesta quinta-feira sobre o tempo de televisão destinado a cada candidato, que é o que mais importa na campanha presidencial, dão uma ampla vantagem à presidente, com as alianças praticamente já definidas.

Com 9 minutos e 41 segundos já garantidos, podendo chegar a 11min25s em cada bloco de 25 minutos, Dilma tem o triplo do tempo do seu principal adversário, o tucano Aécio Neves (3min10s), e cinco vezes o de Eduardo Campos, do PSB, que ficou com um número (1min46s) bem próximo dos nanicos.

Ou seja, a candidata à reeleição poderá ter quase a metade de todo o tempo reservado aos candidatos para presidente da República, que ela pretende ocupar mostrando o que foi feito no seu governo e nos dois mandatos de Lula para melhorar a vida dos brasileiros _ o seu grande trunfo eleitoral _, fazendo uma comparação com as administrações anteriores.

dilma ok Dilma domina naquilo que de fato importa: o tempo de TV

aecio ok Dilma domina naquilo que de fato importa: o tempo de TV

eduardo campos Dilma domina naquilo que de fato importa: o tempo de TV

No início da semana, quando o PTB de Roberto Jefferson pulou do barco governista para apoiar Aécio, festejou-se nos arraiais da oposição midiático-partidária-empresarial como se esta fosse uma tendência inexorável na base aliada. Não foi o que aconteceu: pelas últimas contas, Dilma tem o apoio de nove partidos, um a menos do que na aliança vitoriosa de 2010, mas com mais tempo na TV porque as bancadas aliadas têm agora maior número de deputados.

Como o prazo para a formação de alianças termina no sábado e a propaganda eleitoral no rádio e na televisão só começa em agosto, pode-se dizer que Dilma Rousseff, que mantem a liderança folgada em todas as pesquisas até aqui divulgadas, larga com grande vantagem na corrida presidencial.

Pode-se também discutir os métodos empregados nos acordos feitos para conquistar esta maioria, com a troca de ministros e a entrega de cargos para assegurar apoios partidários, mas o fato é que a candidata do PT conseguiu sobreviver, sem perder o favoritismo, a um primeiro semestre bastante difícil, tanto na economia como na articulação política, enfrentando críticas de setores do próprio partido, que só agora desistiram do "volta Lula".

Sobre os métodos utilizados para conquistar aliados, tanto no plano federal como nas campanhas estaduais, porém, ninguém poderá falar nada de ninguém, já que princípios programáticos, ética e fidelidade partidárias não são propriamente características dos políticos brasileiros (ver no post anterior: "Orgia partidária é a falência do sistema político"). A não ser que aconteça alguma tragédia, este cenário deverá permanecer congelado até a bola parar de rolar em campo, mas na campanha eleitoral, assim como na Copa, não dá ainda para dizer quem vai ganhar.

 

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siglas Orgia partidária é a falência do sistema político

Alianças partidárias são feitas em democracias modernas no mundo todo para ganhar eleições e, mais do que isso, para poder governar com maioria parlamentar. No Brasil, também sempre foi assim, mas a forma escrachada como está acontecendo este ano é outra coisa: uma completa esculhambação, um verdadeiro deboche com os eleitores, a demonstrar à exaustão a falência do nosso sistema político.

Para Eduardo Paes, prefeito do Rio que já andou por vários partidos e está no PMDB, contrariado pelas alianças feitas por seu partido na eleição estadual, trata-se de um "bacanal". Outro carioca, o líder verde Alfredo Sirkis, aliado de Marina Silva na Rede Sustentabilidade, desistiu de se candidatar nas eleições deste ano diante do que chamou de "suruba" nas alianças.

Não se trata de um fenômeno apenas carioca: a orgia partidária a que estamos assistindo nestes dias de Copa do Mundo, em que se definem as alianças para outubro, começa nas campanhas presidenciais e espalha-se por todos os Estados numa disputa insana em que as moedas de troca são o tempo de televisão e um cantinho no palanque.

Com um sistema partidário em que já desfilam mais de 30 siglas só poderia mesmo dar nisso. Depois que o antes renegado Paulo Maluf virou aliado preferencial do PT, chegamos a pensar que nada mais seria capaz de espantar os eleitores. Pois agora, estes partidos todos, que se nivelaram pelo rodapé, a cada dia se superam.

Só um exemplo tragicômico: o presidenciável Eduardo Campos, do PSB, que se apresentou na campanha como o arauto da "nova política", fechou negócio com o PT no Rio e com o PSDB em São Paulo, justamente os dois principais partidos adversários na disputa pela Presidência da República.

Mesmo quem, como eu, vive de acompanhar e comentar a cena política fica completamente perdido com o que está acontecendo. Ao voltar das duas semanas em que fiquei fora do ar e longe do noticiário, após dar uma rápida olhada nos jornais, entendi porque um terço do eleitorado ainda não tem candidato ou já decidiu votar nulo ou em branco. O voto em ninguém, a três meses da eleição, está crescendo em vez de diminuir ao contrário do que aconteceu nas campanhas anteriores.

Da forma sem vergonha como as coisas estão acontecendo nas últimas negociações para a formação das alianças federais e estaduais, se o presidente eleito, seja quem for, não liderar o projeto de uma completa reforma política-eleitoral-partidária, logo nos seus primeiros meses de governo, nós vamos acabar desmoralizando a própria democracia.

A reforma política deveria ser o tema central em todos os debates, no pouco tempo que nos resta de campanha após a Copa no Brasil, mas quem se habilita a empunhar esta bandeira, se do jeito que está eles se elegem e reelegem, dando uma banana para os eleitores, como os vereadores de São Paulo, que vetaram o feriado na cidade na última segunda-feira e depois não foram trabalhar? Virou zona.

 

 

 

 

 

 

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ok torcida Maior legado da Copa no Brasil é a força do povo

Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.

Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.

Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?

Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do "legado". Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?

A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.

Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.

Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos "formadores de opinião" abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.

Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das "manifestações pacíficas" esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.

Que tal?

Em tempo: a 18 dias do início da Copa, escrevi um texto de ficção para a revista Brasileiros que está nas bancas, com o título "Deu zebra: ganhamos e o Brasil fez bonito". Repito: trata-se de um exercício de ficção sobre um possível epílogo do Mundial.

Para acessar:

htpp://www.revistabrasileiros.com.br/2014/06/24/deu-zebra-ganhamos-e-o-brasil-fez-bonito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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2k8msgow46 9gbf119t42 file Copa é pretexto, tudo é política e objetivo é eleição

 

 

Aos leitores: favor ver o "Em tempo" no final deste texto.

Engana-se quem pensar que as greves selvagens, os protestos violentos e a baderna em geral vão parar depois da Copa. Toda a questão é política e o principal objetivo é impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. De um ano para cá, desde as tais "jornadas de junho", interesses variados se uniram para mostrar que a situação fugiu do controle nas ruas e nos fundamentos econômicos, provocando o caos nas grandes cidades, criando um clima de medo e revolta na população.

Se você repete todo dia que tudo vai mal e, depois, vai fazer uma pesquisa perguntando como estão as coisas, claro que a maioria vai dizer que as coisas vão mal. Se você só mostra problemas no governo federal e omite ou minimiza os desmandos na administração estadual, a maioria vai dizer que a presidente vai mal e o governador está muito bem.

Desta vez, o Partido da Mídia está muito mais organizado do que nas eleições anteriores, preparou-se para o tudo ou nada, unido como nunca no Instituto Millenium, e já começa a colher os frutos, como mostram as últimas pesquisas que ela própria promove.

São as tais profecias que se auto realizam e não deveriam surpreender ninguém os últimos números divulgados pelo Datafolha, mostrando a queda de Dilma em direção ao piso de popularidade de junho do ano passado, no auge das manifestações, enquanto os índices do governador Geraldo Alckmin se mantém impávidos rumo à reeleição. A culpa de tudo, como se lê no noticiário e ouve nas ruas, é do governo federal.

Claro que nada disso teria o mesmo resultado negativo para a situação e positivo para a oposição se a economia estivesse indo bem. Aí juntou a fome com a vontade de comer: deixando todos os flancos abertos na economia, sem mostrar nenhuma capacidade de reação, o governo Dilma é como aqueles times que recuam para garantir o resultado e pedem para tomar um gol. Acabam tomando.

Não é que a mídia tenha recuperado seu velho poder, mas parece óbvio que agora as condições concretas lhe são muito mais favoráveis para acabar com a hegemonia petista. Os gastos desnecessários ou superfaturados com a organização da Copa serviram apenas de pretexto para as turmas do passe livre, dos sem-teto revolucionários ou dos chantagistas sindicais, que agora resolveram reivindicar tudo de uma vez, colocando o governo contra a parede.

Depende, é claro, de qual governo estamos falando. Se a greve é dos motoristas que abandonam os ônibus atravessados no meio das ruas, um problema municipal, a Polícia Militar fica só assistindo, sem importunar ninguém. Mas se a greve é dos metroviários, um problema estadual, a mesma polícia tem ordens para baixar o cacete e acabar com os piquetes nas estações.

Este é o jogo e só não vê quem não quer ou tem algum interesse no resultado.

 

Em tempo: como a Copa está para começar e a política já entrou em obsequioso recesso, vou aproveitar para dar uma folga aos leitores nas próximas duas semanas, deixando o campo livre para meus colegas do esporte. Até a volta.

 

 

 

 

 

 

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