Acabei de receber, e reproduzo abaixo, carta enviada pela primeira-dama do Estado, Deuzeni Goldman, presidente do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP), em que ela explica as obras que estão sendo feitas no local e dá detalhes dos planos de revitalização deste espaço público, tema de post publicado esta semana no Balaio, que já provocou a manifestação de 139 leitores.

Com as informações agora fornecidas oficialmente, creio que o blog cumpre sua função de abrir espaço para debater temas de interesse público e esclarecer eventuais dúvidas sobre o que está acontecendo no parque.

Abaixo, publico a íntegra da carta de Deuzeni Goldman:

"Desde que assumi a presidência do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp), no dia 07 de abril, tomei como meta manter em funcionamento todos os programas sociais já existentes e revitalizar o Parque da Água Branca, espaço que considero privilegiado na cidade de São Paulo.

Eu mesma já freqüentei muito esse local, com meus filhos, na época em que morava no bairro e acho que o ambiente rural, aconchegante e encantado do parque deve ser mantido. O projeto de Revitalização do Parque da Água Branca inclui a recuperação de espaços físicos que se encontram degradados, a implantação de uma programação cultural gratuita para a população, a renovação do paisagismo, a iluminação do parque e a construção de novas galerias pluviais e ralos.

Vejo que muitos freqüentadores do parque estão questionando as obras realizadas e por isso gostaria de explicá-las.

A Praça de Alimentação que está pronta, aguardando apenas o processo licitatório, abrigará quiosques de sorvete artesanal, milho e derivados, sanduiches naturais e uma lanchonete. Isso quer dizer que o local não será uma praça de alimentação como as existentes em shoppings centers. Os carrinhos de pipoca e de sorvete que circulam pelo parque continuarão a circular normalmente para atender a população.

A iluminação do Parque, que vai possibilitar que ele funcione até as 22 horas, vai atender uma população carente de espaços verdes e seguros para a prática de exercícios após o horário de trabalho.

A retirada de árvores do parque não está sendo realizada de maneira aleatória. Houve um estudo do Instituto Florestal, Depav e Condephaat que constatou que muitas árvores já tinham cumprido seu ciclo de vida e ofereciam riscos aos freqüentadores do parque, já que poderiam cair a qualquer momento. Além disso, uma limpeza está sendo feita em todo o parque, a fim de se retirar o mato que cresceu sem controle e as pragas que surgiram no arvoredo. Com isso as árvores vão crescer saudáveis e terão as raízes fortes e seguras.

As galinhas, galos e pavões que andam pelo parque não serão removidos daqui, eles realmente criam uma atmosfera única no local. Contudo, eles estavam se reproduzindo sem nenhum controle e, com isso, muitos pintinhos acabavam morrendo atropelados dentro do próprio parque e muitas aves, que fogem pelos portões, acabam sendo mortas nas ruas fora do parque.

Além disso, nossa idéia é revitalizar espaços bem conhecidos do parque, sem modificar suas estruturas e características, e criar novos ambientes para o público. Queremos revitalizar o Pergolado, recuperar e ampliar o Aquário (que terá espaço para peixes marinhos, peixes de rio e peixes ornamentais), criar a Praça do Orquidário (no local da antiga mini fazenda, que está inutilizada já que os animais foram proibidos no parque, pelo Ibama), criar a Praça do Café e uma Biblioteca.

Gostaria de ressaltar que algumas revitalizações já foram feitas. O Tattersal agora é o “Espaço Cultural Tattersal”. O local, que estava em desuso, agora recebe apresentações culturais, como dança e teatro, palestras educativas e serve como cinema para os freqüentadores. Inclusive durante o mês de férias as crianças e adultos puderam contar com exibições de filmes, de quarta a domingo.

Os quiosques próximos ao aquário, que abrigavam pássaros e macacos, também estavam ociosos e foram revitalizados. O local agora é a “Praça da Leitura”; são oito quiosques, coloridos internamente, com um acervo de livros de literatura, poesia, livros infantis, revistas e jornais. Monitores ficam no local de terça a domingo (dias de funcionamento) para auxiliar a população.

O Parque da Água Branca é um local democrático e pedagógico, além de ser uma jóia verde no meio do concreto da nossa cidade. Sei o quão importante ele é para muita gente e a minha intenção é melhorá-lo e torná-lo ainda mais agradável. Convido a todos para conhecer os novos locais e aproveitarem as programações culturais".

Deuzeni Goldman

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Publicado em 29/07/10 às 11h23

Tricolor tem que respeitar a camisa

77 Comentários

Costumam dizer que nós são-paulinos estamos mal acostumados com os muitos títulos que o Tricolor conquistou nos últimos anos. E é verdade. Assim como a seleção brasileira, o São Paulo não precisa nem pode ganhar sempre. Não tem nenhuma obrigação de ser mais uma vez campeão da Libertadores, até porque, com o time que tem e o futebol que está jogando, já foi até longe demais.

Uma coisa, porém, é perder um jogo ou um título. O que não pode é perder a vergonha, jogar como time pequeno para empatar ou perder de pouco, acovardar-se, entregar o campo todo para o adversário desde o primeiro minuto da partida, só se defendendo, como aconteceu na triste noite desta quarta-feira, no Beira-Rio, em que o São Paulo levou um passeio e escapou de tomar uma goleada histórica do Internacional.

Rogério Ceni, que tem vergonha na cara, operou milagres e foi o melhor jogador em campo, evitando um vexame, saiu de campo soltando os cachorros, revoltado com a falta de apetite dos seus companheiros em busca de um resultado melhor. Do outro lado, Renan, o goleiro do Inter, saiu com o uniforme limpinho, o cabelo bem arrumado, já que o time do São Paulo simplesmente desistiu de atacar. Em 90 minutos, o time não criou uma única chance de gol.

No papel, o técnico Ricardo Gomes escalou o São Paulo no 4-4-2, mas o que se viu em campo foi um inacreditável esquema 1-10, com todo o time do meio de campo para trás. Para se ter uma idéia, Fernandão, Marlon e Dagoberto apareceram mais na área do São Paulo, ajudando a defesa, do que na área do Internacional. Nas raras vezes em que conseguiam  passar do meio de campo para o ataque, os três caiam no chão, pedindo falta. O juiz até achava graça.   

Com aquela cara feia de quem acabou de acordar e não sabe onde está, Gomes passou o jogo todo de braços cruzados, balançando a cabeça. Ao final, chegou a uma brilhante conclusão:

"Ficamos atrás demais. Não atacávamos nem contra-atacávamos. Foi um grande erro", constatou ele depois do jogo, como se fosse o ombudsman e não o técnico do São Paulo. Se não foi ele quem mandou o time jogar assim, quem foi então? Ou ele não manda mais nada e cada um faz o que quer em campo?

Quem foi que tirou o zagueiro Xandão, que vinha jogando bem, e colocou em seu lugar o Hernanes, único jogador capaz de criar alguma jogada e armar os contra-ataques, só para manter no time o intocável Richarlyson, que há muito tempo não joga nada, só leva cartão, dá pernada e passes errados?

De uma tacada, Gomes conseguiu enfraquecer a defesa, que só tinha tomado dois gols em oito jogos da Libertadores, e acabar com o meio de campo. Para quê? Para nada. Richarlyson, é verdade, corre o campo todo, mas até hoje ninguém descobriu em que posição ele joga.

Como o Inter só conseguiu marcar um gol em Porto Alegre, embora o São Paulo pedisse para tomar mais, claro que nada está decidido, e pode dar uma zebra na próxima quinta-feira no Morumbi, com o time se classificando mais uma vez para a final da Libertadores. Basta ganhar por dois gols de diferença. Acho que vai ser difícil.

Tomara que eu esteja errado, mas já ficou claro que este São Paulo de 2010 não inspira mais confiança na torcida, muito menos dá gosto de ver jogar.  Dá vergonha.

É preciso, pelo menos respeitar a camisa, quer dizer, a história do clube.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Publicado em 27/07/10 às 13h25

"Lei das Palmadas" é uma bobagem

431 Comentários

Quanto mais converso com as pessoas, mais me convenço de que esta história de que os pais precisam de uma "Lei das Palmadas" para saber como devem educar seus filhos não passa de uma grande bobagem.

Sem nem entrar no mérito do projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso no começo de julho, cabe uma simples pergunta: se por acaso esta proposta for aprovada, como poderá ser cumprida na prática?

É mais um não-assunto que está gerando uma polêmica danada no momento em que a campanha presidencial deveria  discutir os rumos e as propostas para o futuro do país. Virou manchete de jornal, capa de revista, tema de pesquisa, tudo isso para quê? Como pai e avô que se orgulha da educação das filhas e dos netos, acho até graça.  

Alguém pode imaginar uma criança indo à delegacia de polícia mais próxima para denunciar os próprios pais por ter levado um tapa na bunda? E o delegado vai lá prender os pais? A Justiça vai processá-los e tirar-lhes o pátrio poder?

O texto da lei defende "o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante". Até aí estamos todos de acordo, mas são duas situações bem diferentes, convenhamos.

"Tratamento cruel e degradante" contra qualquer pessoa é crime já previsto em lei desde sempre. Mas de que tipo de "castigo corporal" estamos falando?  

A julgar pelos resultados da pesquisa Datafolha sobre a "Lei das Palmadas" divulgados nesta segunda-feira, 72% dos pais brasileiros deveriam estar na cadeia porque foi este o percentual de entrevistados que declararam já ter sofrido algum castigo físico na vida. Eu mesmo confesso que já dei e levei algumas (poucas) palmadas.

A mesma pesquisa mostra que os pais estão batendo menos nos filhos: se 72% já levaram uns cascudos, apenas 58% declararam que também já bateram nos filhos, ou seja, de uma geração para outra, a criançada está apanhando menos para andar na linha.

Nem por isso a violência diminuiu. Ao contrário, todas as estatísticas indicam que, de ano para ano, os brasileiros estão respeitando menos a vida alheia, ficando mais violentos, matando mais por qualquer motivo ou sem motivo nenhum.

Fico pensando de que cabeça desocupada pode ter saído esta idéia, que só serve para atiçar os adversários do governo federal, dando-lhes munição para acusá-lo de querer acabar com as liberdades individuais ao intrometer o Estado na relação entre pais e filhos. Tem cabimento?

O que estamos percebendo hoje é uma clara contradição entre o mais longo período na nossa história recente de respeito às liberdades públicas _ de expressão, de organização político-partidária, religiosa e social _, enquanto se engendram restrições às liberdades individuais, como se leis deste tipo pudessem nos fazer mais felizes e saudáveis.

É claro que todos nós somos contra qualquer violência praticada contra crianças, sejam nossos filhos ou não, mas para isso já existe o Código Penal, que pune severamente estes crimes. Daí a querer tirar dos pais o direito de saber o que é melhor para educar seus filhos vai uma longa distância.

Em todas as classes sociais, o que tem acontecido é uma crescente leniência dos pais ao estabelecer parâmetros sobre o que seus pimpolhos podem ou não fazer, quais os direitos e os deveres para se viver em sociedade, respeitando as leis já existentes.

A maior prova disso é o desrespeito aos professores, vítimas até de agressões dos alunos, que se sentem protegidos pelos pais para fazer o que bem entendem. É isso que acaba levando a assassinatos como o que vitimou o filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado durante um racha num túnel interditado no Rio de Janeiro.

Cada um tem seu jeito de educar os filhos. Isso varia muito até dentro de uma mesma família. Pais e mães muitas vezes discordam sobre os corretivos que devem aplicar quando os filhos não os obedecem, não querem estudar ou comer, não cumprem horários, não saem da frente da televisão ou do videogme.

Dar um beliscão ou um tapa na bunda, colocar de castigo ou cortar a mesada? Não existe uma receita pronta que sirva para todos. Antes de mais nada, é preciso ter bom senso, dedicar mais tempo a conversar com os filhos e educá-los pelo exemplo, o que os pais que vivem nas grandes cidades têm feito cada vez menos, deixando tudo por conta das escolas.

Assim, muitas vezes, o último recurso, que é o castigo, acaba sendo o primeiro. E as crianças vão descontar suas frustrações e revoltas em cima dos professores, que nada podem fazer, criando-se um círculo vicioso que nenhuma lei vai cortar. Não sei qual a melhor solução, mas não é, certamente, punindo os pais com a "Lei das Palmadas" que vamos melhorar o nível educacional dos nossos jovens e construir uma sociedade menos violenta, mais fraterna.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Caros leitores,

para aqueles que se dispõem a ajudar a luta pela preservação do Parque da Água Branca, a Malu Genevois me autorizou a passar seu e-mail pessoal:

malu.genevois@uol.com.br

Toda colaboração será bem-vinda.

Abraços,

Ricardo Kotscho

***

Quatro meses atrás, também numa segunda-feira, publiquei aqui o apelo que recebi da amiga Malu Genevois, uma antiga moradora de Perdizes preocupada com o que está acontecendo no Parque da Água Branca, na zona oeste, um dos últimos espaços verdes da cidade onde as pessoas podem passear e as crianças brincar em meio a bichos e plantas que só costumam ver na televisão.

Em março, ela denunciou que estavam sumindo do parque os pavões e as galinhas d´angola. Foi reclamar com o administrador do parque e ficou sabendo que existiam planos de abrir ali uma praça de alimentação e não poderiam fazê-lo com os bichos andando soltos entre as mesas.

Frequentadora do parque há mais de 20 anos, onde habituou-se a fazer suas caminhadas matinais, nos últimos dias Malu percebeu que estão acabando também com as árvores. Li em algum lugar que a nova administração estadual pretende construir no parque um centro de música ou algo do gênero.

Este é um dos mais antigos parques da cidade e resistiu bravamente à especulação mobiliária, aos enormes prédios que brotaram à sua volta. Quem foi consultado para se mudar a destinação dada àquela renitente área verde urbana?

Ao que parece, ninguém. Cada um que assume o poder sente-se no direito de fazer o que quer com um bem público. Por ser uma cidadã que luta por seus direitos, Malu Genevois mais uma vez vai à luta: enviou neste fim de semana uma mensagem, que reproduzo abaixo, a uma rede de 60 amigos e à Ouvidoria da Secretaria da Agricultura, desde sempre responsável pelo Parque da Água Branca.

Caros leitores: leiam abaixo o relato de Malu e vejam o que cada um pode fazer para salvar os bichos e as árvores que ainda restam no parque.

Amigas e amigos,

 Continuo curtindo muito o Parque da Água Branca, onde faço minhas caminhadas em meio a muito verde e cantos de bichos. Mas estou preocupada, e é por isso que escrevo essa mensagem.

Depois de sumir com grande parte dos animais que encantam tanta gente (miúda e graúda), a atual administração está sumindo com a vegetação... Além de tirarem arbustos e arvoredos por todos os lados, agora são as palmeiras!

Entre as duas entradas do Parque que dão para a Rua Ministro Godoy, há uma área que ERA coberta por densa vegetação (dizem alguns que vegetação nativa, como a do Parque Trianon). São muitas árvores e, embaixo delas, uma quantidade enorme de palmeiras. Pois essas palmeiras estão sendo podadas rente ao chão! Uma barbaridade!!! Lá estão as motosserras a mil por hora, para deixar o parque “arrumadinho”. Agora, a gente enxerga o outro lado, pois não há mais arbustos nem palmeiras...

Se fosse um terreno particular, certamente a devastação seria barrada por um inspetor, que viria examinar o que estão derrubando e publicaria um veredito técnico; infelizmente, como é área pública, fazem o que bem entendem, sem dar a mínima satisfação...

Na opinião de alguns freqüentadores, a nova administração quer abrir o Parque à noite, e por esse motivo não quer deixar lugares onde alguém possa se esconder. Se for verdade, é um absurdo!

Mas mesmo se não for essa a razão, estou preocupada com outra área.

É aquela que fica atrás do lago, da casa do caboclo e dos coqueiros. Uma área linda, que garante o ar puro aos passantes, a reunião de pássaros que cantam tão animados, os cheiros de vegetação molhada quando chega o sol, enfim, um pedaço que empresta ao Parque essa sua vocação de “oásis” no meio de tanto asfalto! Será possível que vão fazer a mesma coisa e derrubar palmeiras, arvoredos e arbustos dali também???

Você, que está lendo essa mensagem, pode perguntar se já me informei, se já fui à Administração para saber a versão oficial. Já fui sim, antes de março, quando publiquei o texto sobre o sumiço dos bichos. Naquela ocasião, não tive respostas nem do administrador nem da Associação de Amigos do Parque. Melhor dizendo, não consegui saber o que pretendiam, faltou ouvir de quem cuida de um espaço público a prestação de contas que uma cidadã tem todo o direito de pedir e de ser atendida. Só me disseram que o Parque ia melhorar, que tudo ia ficar bem (...). Mas como e o que pretendiam, impossível saber...

Estou relatando tudo isso na esperança de divulgar o problema para outras pessoas e encontrar quem conheça alguém com quem falar que possa parar com isso, alguém que possa informar o que vai ser feito, alguém a quem escrever, a quem telefonar, alguém que vá até lá e constate o que está acontecendo. Tudo o que for possível! Você que se importa com o Parque, procure fazer tudo o que estiver a seu alcance para preservar esse nosso oásis! Como as motosserras vão recomeçar amanhã (2ª feira) a sua lida devastadora, tem que ser URGENTE, para continuarmos contando com um espaço verde – e não com uma praça de chão batido!

Abraço,

Malu

Em tempo: mal acabei de publicar o post acima, recebi mensagem de outro amigo, Antonio Carlos Fester, meu contemporâneo da Comissão de Justiça e Paz e coordenador do nosso Grupo de Oração, informando que hoje é o Dia dos Avós. Nem sabia que tinha isso. Sei que estou labutando em causa própria, mas vale a pena ler o texto que ele encontrou no site www.amaivos.com.br contando como esta história surgiu: 

  

-->

26 de Julho
São Joaquim e Santa Ana (séc. I a.c.)
A devoção a São Joaquim e Santa Ana vem do século VI, e, conforme a tradição, seriam eles os pais de Maria e, conseqüentemente, os avós de Jesus Cristo. O casal, que vivia em Nazaré, era humilhado por não possuir filhos. Joaquim, por não mais suportar a pressão da sociedade de sua época, foi para o deserto onde rezou e jejuou por quarenta dias. Ao fim desse tempo, um anjo de Senhor lhe apareceu e comunicou que Ana estava grávida.O casal, em sinal de gratidão a Deus pela graça que recebida, prometeu que dariam à criança uma educação religiosa primorosa. E assim o fizeram: Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho.Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

Santificando minha vida:
Joaquim e Ana nos dão um exemplo de serviço e amor a Deus, perdurado nas atitudes de Maria e, certamente, na educação do próprio Menino Jesus. Tenho preocupação com a qualidade da educação que dedico aos meus filhos? Sou grato ao que recebi de meus pais?
 
 

 

Oração a São Joaquim e Santa Ana:
Ó beatíssimos pais da Mãe de Deus, S. Joaquim e Santana, eu vos saúdo e bendigo com devoção e amor. Alegro-me de todo o coração pela vossa glória e por aquela sublime prerrogativa pela qual Deus vos escolheu para serdes pais da Mãe de Deus, Maria Santíssima.
Rogai por mim a Jesus e a Maria para que eu os agrade em tudo. Tende piedade de mim como os pais têm de seus filhos. Sede consoladores na vida e na morte. Assisti-me em minha última agonia, para que dignamente receba os santos sacramentos da Igreja e, partindo deste mundo com o coração contrito possa chegar ao céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Amém.
<!--

 

       
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Publicado em 24/07/10 às 09h22

Datafolha X Vox: que se passa?

415 Comentários

Atualizado às 8h55 de 25.7

Caros leitores,

no final deste post, vocês vão encontrar a "convocatória" enviada pelo nosso amigo Enio Barroso Filho para o encontro do próximo dia 11 de setembro, em que vamos comemorar os dois anos do Balaio.

É uma iniciativa do pessoal do "Boteco do Balaio", uma filial deste blog criada ano passado no Google por um grupo de leitores para tornar mais real este nosso mundo virtual.

Convido a todos, novos e antigos leitores, a participar da organização desta festa.

Bom domingo.

Abraços,

Ricardo Kotscho

*** 

É normal que dois institutos de pesquisa apresentem resultados diferentes, mesmo que os levantamentos tenham sido feitos na mesma semana. Estranho é quando apresentam resultados absolutamente iguais, tanto no primeiro como no segundo turno, como aconteceu recentemente com os empates apontados por Datafolha e Ibope.

Mas os mais recentes levantamentos divulgados na sexta-feira pelo Vox Populi (pesquisa encomendada por TV Bandeirantes e iG), e neste sábado pelo Datafolha, nos mostram números tão díspares que a gente começa a se perguntar o que estará acontecendo com os institutos na campanha presidencial deste ano. Tem alguma coisa errada.

Fora de qualquer margem de erro nas duas pesquisas, a diferença somada chega a 9 pontos, como podemos observar nos números apresentados:

Vox Populi: Dilma 41 X Serra 33 (margem de errro de 1,8 ponto)

 Datafolha: Serra 37 X Dilma 36 (margem de erro de 2 pontos)

Ou seja: no Vox Populi, a diferença é de 8 pontos a favor de Dilma; no Datafolha, Serra aparece um ponto à frente, o chamado empate técnico. Pelos números do Vox, Dilma estaria a um passo de levar a eleição no primeiro turno.  

Que se passa? O principal motivo sempre apontado quando aparecem números tão conflitantes é a diferença na metodologia utilizada pelos dois institutos. Acontece que, tanto Vox Populi como Datafolha, não mudaram suas metodologias, são as mesmas de sempre.

Enquanto o Datafolha faz seus levantamentos em lugares públicos de grande movimento, entrevistando aleatoriamente os transeuntes, o Vox vai às casas das pessoas, tanto nas áreas urbanas como nas rurais.

Pode residir aí o diferencial: ninguém vai mandar um pesquisador para o meio do mato onde não há circulação de pessoas. Nos pequenos municípios, que eu conheço bem, só há maior movimento nas áreas urbanas nos finais de semana, em dias de feira _ e os dois levantamentos foram feitos em dias úteis.   

Mesmo assim, desta vez ficou muito grande o abismo que separa os dois institutos. Descarto a conclusão simplista feita por muitas pessoas de que um é pró-Serra e o outro pró-Dilma, até porque o faturamento destas empresas e a sua sobrevivência dependem basicamente da sua credibilidade.  

Minha mulher, a pesquisadora Mara Kotscho, foi uma das fundadoras do Datafolha e eu fui testemunha da seriedade dos profissionais deste instituto nos muitos anos em que trabalhei no jornal. De outro lado, tenho o maior respeito por Marcos Coimbra, o responsável pelo Vox Populi. Daí a minha estranheza com estes últimos resultados.

Fora estes levantamentos que vêm a público, as campanhas dos principais candidatos dispõem de pesquisas constantes, o chamado "trakking", com um acompanhamento quase diário das oscilações dos números. Os candidatos e seus marqueteiros sempre sabem antes do que nós o que está mudando nos gráficos de intenções de voto. Por isso, eles mudam suas estratégias de acordo com o humor dos eleitores.

Foi o que aconteceu nos últimos dias, quando o candidato da oposição demo-tucana abandonou sua versão "Serrinha Paz e Amor", enaltecendo Lula quando vai ao Nordeste, onde ele é mais fraco, e batendo de leve no governo e na sua candidata quando vai ao Sul, seu principal reduto eleitoral.

A partir da desastrada entrevista do vice Indio da Costa no último final de semana, em que associou o governo e o PT às Farc e ao narcotráfico, Serra se viu na obrigação de defendê-lo e também partir para o ataque, saindo dos cuidados recomendados por seus marqueteiros para não bater de frente com a popularidade do presidente Lula.

Neste ponto, pelo menos, o Vox Populi e o Datafolha estão de acordo. Lula mantém 78% de aprovação no Vox, com apenas 3% de ruim e péssimo, e 77% no Datafolha, que dá 4% de ruim e péssimo. Na pesquisa espontânea do Datafolha, Lula ainda aparece com 4% das intenções de voto, "candidato do Lula" com 3 e "candidato do PT com 1 _ números que tendem a ser incorporados aos 21% de Dilma (contra 16% de Serra).

Também com seus números nas mãos, Dilma Roussef fez o caminho inverso: baixou a bola, viajou menos e colocou a campanha em banho maria, preparando-se para os próximos embates na televisão. Para ela, ao que parece, quanto menos marola, a esta altura da disputa, melhor.

Nos dois institutos, Dilma aparece na frente tanto na pesquisa espontânea como na projeção para o segundo turno, e com a menor rejeição (Serra tem 26% e, Dilma, 19%) _ três importantes fatores que pesam na balança a seu favor. Marina Silva, a terceira via, continua praticamente no mesmo lugar, desde que lançou a sua candidatura no ano passado: tem 8% no Vox e 10% no Datafolha. Os nanicos não passam de 2%.

Agora, só nos resta esperar pelo próximo Ibope para, quem sabe, desempatar esta guerra de números, a apenas nove semanas das eleições.  Na opinião dos caros leitores, quem está certo: o Vox Populi ou o Datafolha?

Em tempo 1: a esta altura, mais de três da tarde do sábado, vocês já devem estar sabendo, mas não posso deixar de registrar. Depois toda a lambança feita pelo Ricardo Teixeira com o Muricy Ramalho na véspera, o Mano Menezes aceitou ser o novo técnico da seleção. Resta saber quanto tempo ele vai aguentar. A seleção virou mesmo brincadeira da CBF.

Em tempo 2: segue abaixo mensagem que recebi do amigo e leitor Enio Barroso Filho para darmos início à organização do nosso segundo encontro para comemorar os dois anos do Balaio, no próximo dia 11 de setembro.

CONVOCATÓRIA PARA A FESTA DE 2° ANIVERSÁRIO DO BALAIO DO KOTSCHO

Amigos Balaieiros,
No proximo dia 11 de Setembro, o Blog Balaio do Kotscho completará dois anos !!!
No ano passado, comemoramos com o primeiro Encontrão de leitores e veio gente de todo lugar, inclusive o Everaldo e o Sampaio que se deslocaram de Goiânia até São Paulo dirigindo o seu carro só para estarmos juntos e nos conhecermos pessoalmente. O Sergio Fioravante Alvarez veio lá de Americana assim como o Robson de Campinas, a Aliz de São Roque e outros que vieram do Rio de Janeiro e de outras cidades. Foi lindo !!!
Queremos replay !!!
Como este ano a data cairá em um sábado poderíamos fazer a festa durante a tarde estendendo até o quanto aguentarmos !!!
Disponibilizo aqui o meu e-mail para que todos se manifestem confirmando a participação para que até lá tenhamos idéia de quantos seremos e escolhermos juntos um local apropriado. 
Façam sugestões de um local que seja acessível, tanto na localização como de bons preços, que tenha musica ao vivo sem ser barulhento, que possua a forma em que "cada um paga a sua" e cuja liberdade possa ser extendida também aos minoritários fumantes.
ESTA CONVOCATÓRIA É IMPERATIVA !!!
artigo 1° - Não será permitida a desconsideração de qualquer das amizades construídas aqui durante esses dois anos já que no Balaio cabe de tudo e é de todos. As diferenças deverão ser explicitadas ao vivo e não mais virtualmente. AMIZADE INDEPENDE DE IDEOLOGIA !!! Todos deverão se abraçar !!! Beijar também pode !!! Apertos só para quem estiver frouxo !!!
artigo 2° - Revogam-se quaisquer disposições ao contrário.
Abraços ainda que virtuais até lá !!!
Enio
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Caros leitores,

foi o tempo de eu sair para pagar algumas contas, e já mudou tudo de novo. O Fluminense não liberou Muricy Ramalho, que tem contrato com o clube até o final do ano e ele decidiu ficar no clube. A escolha do novo técnico da seleção brasileira volta à estaca zero. Justamente agora que o Ricardo Teixeira acertou uma, e o povo aprovou, deu zebra.

Da minha parte, não tenho palpite: o que vocês acham que vai contecer agora?

Abraços,

Ricardo Kotscho

***

Em 2005, Muricy Ramalho, então técnico do Internacional, já havia sido eleito o melhor técnico do Brasileirão. Mas, depois do vexame do Brasil de Parreira  na Copa da Alemanha, no ano seguinte, Ricardo Teixeira, o eterno presidente da CBF, surpreendeu todo mundo ao inventar Dunga como técnico da seleção brasileira. O currículo dele como treinador ainda era uma folha de papel em branco.   

Muricy repetiria a dose nos três anos seguintes, sendo novamente eleito o melhor treinador do país, quando conquistou o tricampeonato brasileiro pelo São Paulo. Com quatro anos de atraso, após a eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa da África do Sul, agora o mesmo Teixeira chama Muricy para assumir o comando da seleção.

Qual o critério? Na maior cara de pau, depois de tomar um café da manhã com Muricy no Itanhangá, um clube de golfe, como convém a um neo-aristocrata, Teixeira justificou a indicação de Muricy pelo "currículo do técnico". Será que só agora o manda-chuva da CBF descobriu que este é um técnico vencedor, com perfil talhado para renovar não só o elenco, mas os usos e costumes da nossa seleção?

Se não receber carta branca para trabalhar e montar a comissão técnica à sua maneira, temo pelo futuro do meu amigo. Desconfio que Teixeira pode ter gostado dos muitos títulos estaduais e nacionais já conquistados por Muricy, mas não recebeu informações suficientes sobre a personalidade do técnico para saber com quem está lidando.

Muricy é jogo duro. Com este treinador, tudo tem que ser do jeito que ele quer, do corte do gramado de treinamentos à alimentação dos jogadores. Nunca aceitou palpites de dirigentes, quer distância das diretorias, não entra em cambalachos, não faz média com jornalistas _ é, literalmente, um bicho do mato.

Não por acaso o lugar onde mais gosta de ficar quando não está trabalhando _ e ele gosta de trabalhar muito _ é no seu sítio perto de São Paulo, com a família e uns poucos amigos antigos, longe  de qualquer holofote ou bochicho.

Conheço Muricy deste o tempo em que ele surgiu como a grande revelação do meio de campo do São Paulo, nos anos 70. Só não foi para a seleção na Copa de 78 na Argentina por causa de um problema no joelho que o fez encerrar precocemente sua carreira de jogador.

Depois, como técnico, seria campeão por times de vários Estados, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, conquistou títulos no México e até na China, sem nunca aprender a levar desaforos para casa.

Durante uma longa entrevista que concedeu para a revista Brasileiros, no começo do ano passado, no CT do São Paulo, na Barra Funda, Muricy Ramalho fez uma viagem pela sua vida desde os tempos em que, ainda menino, foi jogar no dente-de-leite do seu time do coração, até a conquista do tri brasileiro pelo mesmo São Paulo. Várias vezes ele se referiu a seu grande mestre, Telê Santana, de quem foi assistente e depois substituto no Morumbi.

Para ler a entrevista completa: http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/19/textos/499/

Muricy tem verdadeira idolatria por Telê, que perdeu duas Copas no comando da seleção, em 1982 e 1986, mas até hoje é venerado como um dos melhores treinadores da história do futebol-arte, o oposto deste futebol retrancado e burocrático, chato e previsível, triste mesmo, que o Brasil vem jogando faz tempo.

Boa sorte, caro Muricy. Se você se inspirar no velho Telê, que também não era de abanar o rabo para os poderosos e humilhar os subalternos, quem sabe o Brasil volte a jogar como o Brasil de antigamente, que a torcida quer ver de novo em campo, encantando as platéias do mundo e levantando canecos, se possível.

Tua chance é agora, tem que aproveitar. No próximo dia 10, teremos o primeiro amistoso da seleção pós-Copa, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey. A CBF já decidiu que só deverão ser convocados jogadores em atividade no Brasil. Pois, então: foi exatamente isso que sugeri aqui no Balaio logo após a derrota contra a Holanda para dar início à prometida renovação da seleção brasileira.  

Desta vez, Ricardo Teixeira acertou na escolha do técnico. É só deixar ele trabalhar. Antes tarde do que nunca.

Em tempo: se bem que, como são-paulino, eu teria achado melhor o Ricardo Teixeira chamar o Ricardo Gomes para a seleção. Era um dos cotados... E, agora, para completar, já estão falando em contratar o Dunga para o lugar do Gomes... Não seria melhor ter ficado com o Muricy? Se ainda estivesse no São Paulo, talvez a CBF nem se lembrasse dele...

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Publicado em 22/07/10 às 09h07

Morreu o Gordo, meu melhor amigo

65 Comentários

kotscho pessoal cortada Morreu o Gordo, meu melhor amigo

Minha neta Isabel e o Gordo, em sua última foto

Nos últimos meses, semanas, dias, o Gordo vinha definhando pouco a pouco. Já nem combinava com o nome dele. Oito anos atrás, quando minhas filhas me deram o amigo de presente no Dia dos Pais, junto com seu irmão gêmeo, o Tito, ele era um robusto Labrador de dois meses.

Gordo logo se afeiçoou comigo. Bastava eu chegar no sítio, os dois vinham correndo, mas era ele quem ficava comigo o tempo todo, não me largava. Onde eu ia, ele ia junto, corria atrás do carro quando eu ia para a cidade. Já tive muitos cachorros na vida, mas este era especial, era muito meu amigo.

Nem fazia nada para justificar esta amizade, já que os ossos que de vez em quando trazia do açougue do Valdir eram fraternalmente divididos entre todos os cachorros do sítio. Mas o Gordo era o único que vinha me agradecer. Tinha mania de ficar me lambendo. Era tão apegado que não me dava folga nem na hora de escrever. "Sai, Gordo!", cansei de lhe pedir, em vão.

Ficava me cutucando com o focinho, como se quisesse me dizer pra largar o computador e ir passear com ele. Na hora das refeições, plantava-se ao lado da minha cadeira esperando a sua parte. Assistiu a muitos jogos na televisão junto comigo. Ainda outro dia, vimos juntos o Brasil perder para a Holanda na Copa, só nós dois na casa do sítio, sem poder fazer nada para evitar o desastre.

No dia seguinte, a familia toda veio passar as férias aqui, e eu voltava só nos finais de semana, mas desta vez resolvi ficar mais alguns dias. O Gordo não me pediu nada, mas eu senti que precisava da minha companhia. Nenhum veterinário conseguia descobrir o que ele tinha. Conformado, tomava todos os remédios que lhe davam, sem reclamar, sem resultado.

Às sete da manhã desta quinta-feira, os outros cachorros do sítio começaram a uivar na varanda, latindo um choro sentido, seguido de um silêncio profundo, anunciando o pior.

"O Gordo morreu!", veio nos avisar Carolina, a filha caçula, que sempre cuida dos cachorros quando eles ficam doentes. Eu já esperava, mas não queria que isto fosse verdade. Posso dizer que o Gordo era meu melhor amigo, sem desfazer dos demais. Era meu amigo de graça, nada fiz por merecer. Se um dia todos os meus amigos me deixarem, Gordo certamente seria o último a ficar a meu lado.

Tito agora fica andando de um lado para outro, perdido. Foi tudo muito rápido. Logo chegou o Lourival, nosso caseiro que nasceu aqui mesmo no sítio, e tomou as providências do funeral. Pela janela da cozinha, vi-o levando o Gordo embora num carrinho de mão. Mara, minha mulher, sempre muito prática, cuidou de lavar a varanda. Carolina nada mais disse, recolheu-se ao quarto.

Fiquei sem meu bom amigo de todas as horas em Porangaba, fiel como só os cães sabem ser, nas poucas horas que ultimamente tenho passado no sítio. A gente faz tantas coisas que depois se arrepende de não ter dado atenção às mais importantes, como cuidar mais de quem só nos quer bem. O silêncio só é quebrado pelos passarinhos e pelo galo, que hoje acordou assanhado. Enquanto escrevo, agora é o Tito quem fica me olhando.

Daqui a pouco volto para São Paulo. Vida que segue.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Atualizado às 10h40 de 20.7

Caros leitores,

bem que tentei manter a atualização do blog e fazer a moderação de comentários aqui no sítio onde a família está passando as férias, em Porangaba, mas vou desistir. A conexão da Claro é lenta demais e cai a toda hora. Acabo passando o dia todo no computador, remando contra a maré, e fico sem tempo nem para brincar com os netos. Vou dar um tempo. Volto a São Paulo na quinta-feira e lá retomo o trabalho normal no Balaio.

Grato pela compreensão,

Ricardo Kotscho

*** 

Os leitores mais atentos devem ter notado que, desde a sua surpreendente indicação para vice de José Serra, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) sumiu de cena. Estava confinado em São Paulo numa imersão com os marqueteiros da campanha tucana para conhecer a obra e o pensamento político do candidato, com o objetivo de afinar seu discurso com o de Serra.

Parece que não funcionou. Indio reapareceu no noticiário neste final de semana, atirando para todos os lados, na contra-mão da estratégia da campanha demo-tucana, que tem evitado ataques mais duros aos adversários petistas.

Em reportagem de Bernardo Mello Franco, a Folha garimpou uma entrevista transmitida ao vivo a usuários do portal "Mobiliza PSDB", em que ele acusa o PT de ser ligado com o narcotráfico e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colombia (Farc).

"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", disparou Indio, no mesmo tom de alguns blogueiros da direita festiva que se dedicam full-time a detonar a campanha de Dilma Roussef.

A intenção de Indio de mostrar a que veio já ficou clara logo no começo da entrevista quando Indio pediu perguntas "picantes" aos internautas, e ele não deixou por menos nas respostas.  

Na mesma linha de preservar Lula e atacar Dilma adotada por Serra, ele foi mais longe: "Quem nos garante que no dia seguinte à eleição ela não vai fazer o que no Brasil é comum entre criatura e criador? Dá um chute no Lula e vai governar sozinha, com as garras do PT por trás dela".

Devem ser as mesmas garras que apareceram na capa da Veja na semana passada, mas o vice foi tão longe que os responsáveis pela campanha tucana na internet correram para tirar do ar o vídeo da entrevista transmitida na sexta-feira à noite.

O estrago já estava feito e se tornou o principal fato político da campanha, que deve repercutir durante toda a semana. Não satisfeito, depois da entrevista Indio ainda atacou no twitter, chamando Dilma de "atéia" e "esfinge (sic) do pau oco". Ainda no domingo, o comando da campanha petista anunciou que pretende levar Indio à Justiça.

Leio no noticiário desta segunda-feira que o vice foi logo chamado de volta a São Paulo para uma revisão no QG da campanha tucana. Se a intenção era utilizá-lo para radicalizar o discurso demo-tucano e abrir a temporada de baixarias, como um franco atirador na blogosfera, algo fugiu do roteiro dos marqueteiros.

Pode-se gostar ou não do candidato, votar ou não nele para presidente, mas é preciso avisar o vice que José Serra tem uma história na política brasileira construída ao longo de mais de quatro décadas, que deve ser preservada até em respeito à sua biografia. Não é por aí.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Com pompa e circunstância, Ricardo Teixeira, o dono da CBF, anunciou, logo após a eliminação do Brasil nas quartas de final da  Copa da África do Sul, que faria uma completa renovação no nosso futebol, com a contratação de um novo técnico e a convocação de jogadores jovens para 2014.

Menos de duas semanas depois, leio aqui no iG que Teixeira vai convidar Carlos Alberto Parreira para assumir o cargo de coordenador de seleções. E ainda admite que ele pode comandar a "nova seleção" nos cinco amistosos que restam até o final de 2010.

Teixeira só pode estar de brincadeira... Parreira de volta para comandar um processo de renovação? Por que não o Zagalo? Afinal, os dois trabalharam juntos na Copa de 70 no México _ um como treinador, o outro como preparador físico.

Afinal, passaram-se apenas 40 anos. São verdadeiros revolucionários, com alguma experiência adquirida, é verdade. Como a CBF é uma entidade privada, Teixeira pode fazer o que bem quer no seu domínio particular, como se fosse a sua fazenda, sem ter que dar satisfações a ninguém. Vamos nos queixar para quem?

Não queria estragar o domingo dos caros leitores, agora que o sol voltou a brilhar em São Paulo, depois de uma semana de frio e chuva, mas não poderia ficar calado diante de tamanho disparate. Só espero que Parreira, em defesa da sua própria biografia de profissional vencedor, com seis Copas do Mundo nas costas, tenha o bom senso de não aceitar o convite.

Se fosse para assumir o trono do próprio Ricardo Teixeira, até que ele teria meu apoio. Pelo currículo, Parreira poderia perfeitamente assumir a presidência da CBF e promover uma completa reformulação do nosso futebol. Tem até pose de cartola. Mas, para comandar a seleção, melhor seria chamar alguém um pouco mais jovem capaz de devolver as esperanças ao torcedor brasileiro.

Bom domingo a todos.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Bastaram os dez jogos da 8ª rodada que reabriram o Brasileirão, após a trégua da Copa, neste meio de semana, para devolver as esperanças de que teremos um campeonato bem disputado este ano. Com Felipão agora no Palmeiras e Cuca estreando no Cruzeiro, os dois grandes times de São Paulo e Minas voltaram a entrar na briga pelo título, que até agora não tem nenhum favorito.   

Para quem viu aquela pelada de dar sono na noite de quarta-feira, em que o certinho Avaí de Antonio Lopes engoliu o manso São Paulo de Ricardo Gomes, em pleno Morumbi, fez bem aos olhos e à alma assistir no dia seguinte à bela vitória do Palmeiras contra o Santos, no Pacaembu, num jogo bem disputado e com muitos lances emocionantes.

A grande novidade do Palmeiras, que vinha caindo pelas tabelas antes da Copa, não estava em campo, mas nas arquibancadas. Só com a sua presença, o velho Felipão deu outra moral ao time, que foi para cima dos meninos de Dorival Júnior, a sensação do primeiro semestre, sem dar espaço para as suas folias.

Mesmo jogando fora de casa, o Cruzeiro, que ainda não havia se acertado este ano, meteu 2 a 0 no Atético Paranaense, em Curitiba, mostrando que, com Cuca, tem time para sonhar mais alto.

O Corinthians saiu ganhando no empate sem gols com o Ceará, jogando em Fortaleza contra a grande surpresa deste Brasileirão, que levou apenas um gol até agora. Continua na ponta da tabela, mas Mano Menezes já deve ter percebido que, sem poder contar com Ronaldo, seu time ainda não encontrou um substituto para ele no ataque.

Corinthians, Santos e, agora, também o Palmeiras são os três grandes paulistas que mostraram até agora mais condições de lutar pelos primeiros lugares ao final do Brasileirão. 

Com Ricardo Gomes firme e forte no cargo _ a não ser que o Ricardo Teixeira tenha a brilhante idéia de chamá-lo para a seleção brasileira _,  os são-paulinos não devem esperar muita coisa deste time que joga de lado, sem gana e sem criatividade, e só acorda quando está perdendo. Melhor é torcer por um milagre na Libertadores.  

Façam suas apostas, senhores: pelo futebol mostrado até agora, qual time leva mais pinta de campeão?

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes