Publicado em 07/09/10 às 12h04

Dilma abre 33 pontos; Serra cai

418 Comentários

Atualizado às 18h de 8.9

Dilma Roussef caiu de 56 para 54% e José Serra manteve os mesmos 21% na nova rodada do tracking do Voz Populi/Band/iG desta quarta-feira. A diferença agora voltou aos 33 pontos do início da semana. 

***

Atualizado às 17h30 de 7.9

Diferença aumenta ainda mais

Acabei de ver agora, no final da tarde de terça-feira, na manchete do portal, que aumentou ainda mais a diferença entre Dilma Roussef, que foi para 56 pontos, e José Serra, agora com 21, no sétimo dia do tracking do Vox Populi/Band/iG. De manhã, quando escrevi o post abaixo, a diferença era de 33 pontos. Subiu para 35. Na matéria do Último Segundo do iG, cientistas políticos explicam o que está acontecendo.

***

Com a divulgação agora diária de nova pesquisa Vox Populi/Bandeirantes/iG, a gente acaba se acostumando com os números, e não se dá conta de que está havendo uma oscilação forte na tendência de voto do eleitorado. 

Nos seis dias em que a divulgação do tracking está sendo feita, Dilma vinha subindo mais um pouquinho e Serra caindo mais um pouquinho a cada 24 horas, com a "boca do jacaré" das curvas dos candidatos se abrindo vagarosamente.

Mas, nesta segunda-feira, no auge da campanha contra Dilma e o governo desencadeada no horário eleitoral de Serra com base no noticiário da mídia sobre a violação de sigilo fiscal de tucanos, pela primeira vez a candidata do PT cresceu acima da margem de erro, que é de 2,2%. Também Serra caiu acima da margem de erro.

Ela foi para 55% e ele caiu para 22%, abrindo uma diferença de 33 pontos, a maior já registrada pelas pesquisas no primeiro turno de uma campanha eleitoral desde que o Brasil voltou a votar para presidente da República, em 1989.

Quando o tracking começou a ser divulgado, no dia 1º de setembro, Dilma tinha 51% e Serra 25% _ a diferença era de "apenas" 26 pontos. Ou seja, a distância entre os dois aumentou mais de um ponto por dia.

Aconteceu o contrário do esperado pelos colunistas chapas-pretas e assessores luas-brancas, que estavam à espera do chamado "fato novo". A enxurrada de denúncias feitas todos os dias contra petistas pela quebra do sigilo fiscal de Veronica, filha do candidato tucano, e outras pessoas próximas a ele, não só não abalou os índices de Dilma até agora como está fazendo Serra cair para seu nível mais baixo, aproximando-se dos 20%.

Enquanto aumentam os índices de rejeição a Serra em todas as pesquisas, cresceram os números a favor de Dilma na pesquisa espontânea do Vox Populi: agora ela tem 44% contra 17%. 

Faltando 26 dias para a eleição, claro que estes números ainda podem mudar e levar a disputa para o segundo turno. Até o momento, porém, nada indica que isto vá acontecer, a não ser que surja um outro "fato novo".

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Publicado em 05/09/10 às 11h47

Sonho da casa na praia mais cedo

135 Comentários

Nada como uma trégua no feriadão, poder esquecer um pouco a campanha eleitoral, respirar ar puro na praia e limpar a cabeça, ainda mais agora que voltou a chover, depois de trinta dias de seca brava em São Paulo. Neste primeiro domingo de setembro na praia de Toque Toque Pequeno, em São Sebastião, quase ninguém se arriscou a sair de casa para dar um mergulho. Parece que a vida deu uma parada _ o que é muito bom, sem o pipocar do tiroteio político dos últimos dias.

É bom também para conversar com as pessoas sobre outros assuntos, já que por aqui nem parece que falta menos de um mês para a eleição presidencial. Não ouvi ninguém falar em candidatos, dossiês e porandubas do gênero que continuam alimentando o noticiário na velha mídia e na internet.

Pousadas, bares e restaurantes estão lotados de gente, apesar da chuva que não sossega um minuto para alegria do gramado novo que acabamos de plantar. Ruas e estradas congestionadas, não há onde estacionar o carro, mas ninguém reclama.

A única queixa que ouvi nestes dias foi do meu velho amigo Antonio Carlos Meia, um engenheiro que sentou praça muitos anos atrás nesta praia e nunca teve tanto serviço como agora. Por falta de mão de obra, só está aceitando novas obras para o ano que vem.

Cruzei com o Meia na rua da praia no sábado à tarde e cobrei dele o orçamento que lhe pedi há um tempão para fazer a manutenção do madeiramento da casa. Sem se dar ao trabalho de oferecer as desculpas habituais, ele só deu risada e me pediu paciência. Estava conversando com um novo possível cliente, um jovem que não gostou de saber que o engenheiro não poderia iniciar sua obra imediatamente.

Quando ele se afastou, Meia comentou comigo esta novidade: de uns tempos para cá, são cada vez mais casais jovens que o procuram para fazer uma casa na praia. "Antigamente, o cara tinha que trabalhar a vida toda para sonhar com isso... Minha freguesia tinha mais de 50 anos, pechinchava muito o preço. Agora, não. Os caras mais novinhos chegam e já querem logo começar a construir...".

Por coincidência, foi com esta idade, já passado dos 50, que comecei a construir minha casa na praia, depois de trabalhar uma boa temporada como diretor de televisão, função que é muito bem remunerada. Sorte de quem pode realizar seus sonhos mais cedo. Assim dá para aproveitar mais tempo...

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Atualizado às 16h50 de 3.9

Caros leitores,

só consegui chegar agora e abrir o computador aqui em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, onde passarei o feriadão.

Já liberei os comentários e dei uma rápida olhada no noticiário desta sexta-feira. Nada de novo até agora no front da guerra dos dossiês na campanha eleitoral que justifique um novo texto.

Como se dizia antigamente, vamos aguardar os acontecimentos. Posso voltar a qualquer momento em edição extraordinária.

Bom feriado de 7 de setembro pra todos.

Abraços,

Ricardo Kotscho

***

Violar o sigilo fiscal de qualquer cidadão é crime. Os responsáveis devem ser identificados, julgados e severamente punidos. Não importa qual seja a motivação ou a finalidade do ato praticado pelos meliantes. Ponto.

Feita a premissa, que nem seria necessária se não estivéssemos no calor de uma disputa eleitoral, o fato é que a novela dos dossiês sobre as declarações de imposto de renda de amigos e parentes ligados ao candidato José Serra virou o  tema central da campanha presidencial no noticiário da imprensa nestes últimos dias.

Desde junho, quando surgiram as primeiras denúncias da quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, até o capítulo mais recente, que envolve Verônica Serra, filha do candidato, atribui-se a responsabilidade ao PT e à campanha de Dilma Rousseff.  

Mas que misteriosos dossiês são estes? O que eles contêm de tão grave que possam influenciar o eleitorado? O que estes dossiês escondem que a gente não possa saber?

Até o momento em que escrevo, no meio da tarde desta quarta-feira, tudo é muito nebuloso, mal contado, esquisito. Sabemos agora que o sigilo de Verônica Serra foi quebrado por um contador que usou procuração falsificada, em setembro do ano passado, quando o quadro das candidaturas presidenciais nem estava definido.

Mesmo que estivesse, e que esta sandice tenha sido praticada por alguém ligado ao PT, que vantagem a campanha de Dilma levaria ao fazer um dossiê com dados fiscais de pessoas que a grande maioria da população nem conhece, nunca ouviu falar? Se alguém faz um dossiê, imagina-se que seja para divulgá-lo com o objetivo de prejudicar o adversário. Em algum momento isto foi feito?

Por que esta história só surge agora, na antevéspera das eleições, no momento em que todas as pesquisas eleitorais mostram ampla vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra, com possibilidades de vencer no primeiro turno? Quem ganha com isso?

O que leva a maior rede de TV do país a dedicar um terço do "Jornal Nacional" unicamente a este assunto, como se fosse mais um anúncio do fim do mundo?

Tudo faz lembrar o chamado "escândalo dos aloprados", mais ou menos neste mesmo período da campanha eleitoral de 2006, quando pessoas ligadas ao PT foram acusadas de comprar um dossiê com denúncias contra tucanos. Até hoje ninguém sabe o que continha o tal dossiê, que só serviu para levar a reeleição de Lula para o segundo turno.

O único efeito prático do atual caso, até agora, foi ter dado um discurso a José Serra. Num encontro com prefeitos na noite de terça-feira, em São Paulo, o candidato da oposição mandou bala: disse que Dilma era uma "fraude", acusou o PT de "sordidez" e chamou seus militantes de "fascistas".

Para ele, o governo é uma "máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas evidentemente a serviço de uma operação político-partidária e eleitoral".

A aliança de Serra pediu no mesmo dia ao TSE a cassação do registro de Dilma. A direção do PT também decidiu entrar na Justiça para processar José Serra por acusações caluniosas. A candidata, por sua vez, chamou o tucano de "leviano" por cometer "calúnia para levar vantagem eleitoral".

Do lado de fora, sem entender muito o que está acontecendo, o eleitorado acompanha os acontecimentos e só espera que a eleição presidencial não seja decidida no tapetão.

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Publicado em 01/09/10 às 11h39

Serra agora vai para o tudo ou nada

895 Comentários

Atendendo a pedidos das torcidas organizadas demotucanas e seus porta-vozes na imprensa,  José Serra foi ao ataque, faltando apenas um mês para as eleições presidenciais. Em spot de 15 segundos, sem a imagem do candidato, a denúncia é feita por um locutor:

"A eleição nem começou e a turma da Dilma já está dividindo o governo. O Zé Dirceu, do escândalo do mensalão, Sarney, Renan e até o Collor. O Brasil não merece isto".

No programa noturno do horário eleitoral, o locutor voltou a bater em Dilma, ao falar de uma visita que ela mostrou no dia anterior a uma favela paulistana: "A Dilma nunca veio aqui. Só apareceu agora, na véspera da eleição para dizer que foi ela quem fez".

À tarde, Serra já havia subido o tom durante uma entrevista coletiva, acusando Dilma de usar a tática do "pega ladrão":

"É jogo sujo de campanha, a estratégia do `pega ladrão´. O sujeito bate a carteira de alguém, enfia no bolso e sai gritando: `pega ladrão´!".

Mas o ataque mais forte estava reservado para o final da noite desta terça-feira, no palco amigo do Jornal da Globo, onde Serra acusou diretamente Dilma Rousseff pela violação do sigilo fiscal de sua filha Veronica.

"Utilizar filha dos outros para ganhar a eleição eu só lembrava do Collor ter feito isso com o Lula. O Collor utilizou uma filha do Lula para ganhar do Lula em 1989. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa. Pegando minha filha, que não faz política e é mãe de três crianças pequenas, e que trabalha muito para poder viver, para meter nesse jogo sujo e me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. A Dilma está repetindo aquilo que o Collor fez e mais: agora o Collor está do lado dela. Quem sabe ele não tenha transferido a tecnologia...".

Ao ser informado que, segundo a Receita Federal, o documento tinha sido acessado a pedido da própria filha, em documento assinado por ela com firma reconhecida, Serra reagiu: "É mentira descarada. Essas pessoas são profissionais da mentira".

Este mistério pode ser esclarecido ainda hoje porque, de acordo com a funcionária da Receita Lucia de Fátima Gonçalves Milan, responsável pelo acesso ao imposto de Verônica Serra, na procuração que lhe foi entregue solicitando a cópia da declaração consta o nome de quem retirou o documento.

Seja como for, subiu o tom da disputa entre Serra e Dilma, e a oposição pode ter encontrado o tal fato novo que vinha procurando para sair das cordas na campanha eleitoral. A nova estratégia demotucana coincide com a contratação pelos tucanos de Revi Singh, da Election Mall Tecnologies, um autodenominado "guru" indiano de turbante e tudo importado dos Estados Unidos.

De acordo com o noticiário da Folha, a chegada de Singh à campanha de Serra ainda é nebulosa.  Nem a todo- poderosa Sonia Francine, cooordenadora da equipe de internet soube explicar quem foi o responsável pela aquisição do guru. O fato é que foi criado um segundo polo de comunicação na campanha. O grupo de Luiz Gonzalez, que também desaprova o guru, permanece como definidor das linhas gerais do marketing da campanha", diz o jornal.

Ninguém gostou também do novo slogan apresentado por Singh _ "É a hora da virada" _ por admitir implicitamente que as coisas vão mal na campanha. Com Dilma aparecendo 24 pontos à frente de Serra na última pesquisa Ibope e depois das críticas à campanha feitas até por Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves, alguma coisa tinha mesmo que mudar.

Resta saber se funciona a nova estratégia de partir para o tudo ou nada e se ainda dará tempo de reverter o quadro no pouco tempo que resta.

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Na falta de novidades, até parei de escrever sobre a campanha eleitoral nos últimos dias, como vocês devem ter notado. A cada nova pesquisa, a mesma rotina: Serra cai, Dilma sobe e deve vencer no primeiro turno. Se virou rotina, deixou de ser notícia.

No último Ibope, divulgado neste final de semana, o que chegou a ser anunciado como uma guerra entre governo e oposição, poucas semanas atrás, de uma hora era virou um passeio. Dilma abriu 24 pontos de vantagem (51 a 27).

Nem Lula, nem Dilma, muito menos o candidato tucano José Serra poderiam esperar que a eleição caminhasse para este desfecho ainda em meio à campanha, faltando 33 dias para a abertura das urnas.

A esta altura, Dilma está na frente em todos os Estados e regiões, vence nos maiores colégios eleitorais do país, lidera em todas as faixas de renda (menos entre os mais ricos), escolaridade e etárias. E a tendência é crescer mais: 12% dos eleitores ainda não sabem que ela é a candidata do presidente Lula.

Diante destes números acachapantes, até Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, que até outro dia apostava todas as suas fichas na vitória de José Serra, jogou a toalha.

Em entrevista ao semanário IstoÉ, ele foi mais uma vez categórico, como quando me disse, ainda em 2008, durante um almoço no portal iG , na época das eleições municipais, que Gilberto Kassab seria eleito prefeito de São Paulo (como de fato foi) e José Serra era imbatível para a presidência da República. 

"O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Tem pesquisas diárias indicando que esta eleição presidencial acabou. Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana", afirma ele agora.

Como Montenegro pode estar errando de novo e resultado de eleição só se conhece quando os votos são apurados, é bom ir com cuidado, sem botar os carros diante dos bois.

Mas não é isso que está acontecendo com alguns coleguinhas da imprensa, que até outro dia procuravam dar orientações para a correção dos rumos da campanha demotucana, inconformados com as atuação camaleônica do candidato José Serra e o crescimento firme de Dilma Rousseff.

Parece que eles também entregaram os pontos. De uma hora para outra, viraram suas baterias com ataques ferozes ao candidato de oposição e seus aliados, criticaram a falta de propostas e de bandeiras, cobraram uma atitude mais combativa e, claro, sobrou até para o marqueteiro, o mesmo Luiz Gonzalez de outros carnavais, que virou a nova Geni.   

Como o tal "fato novo" tão esperado não surgiu ou ao menos não aconteceu, esgotadas as possibilidades da novela dos misteriosos dossiês que ninguém viu, já dando Serra como página virada, tanto o noticiário como as colunas de opinião passaram a se dedicar a especulações sobre o futuro da oposição e a formação do governo Dilma.

Enquanto se discute se a oposição será liderada por Aécio Neves ou Geraldo Alckmin, no fim de semana já apareceu até a primeira crise do governo Dilma, com a suposta disputa pelo poder entre os "ministros" Antonio Palocci e José Dirceu.  Seria tudo muito hilário, não fosse patético.

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Graças a alguns "papa-hóstias", como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.

É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires,  que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.

Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.

A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para  poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.

Para: Ricardo Kotscho

Olá!!!

Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.

 

Gosto do seu blog, vou tentar acessar  nele em Cuba.

Abraços

Gisele Antunes

***

Só mais uma brasileira

Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava  eu e meu irmão. Não tínhamos comida,  o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.

Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.

Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o  Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.

Para alguém  que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.

Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha  primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.

Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.

A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto  denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.

As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.

Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia,  um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um  processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.

Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.

Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores.  Antes de ir,  sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba,  todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.

Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles  falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.

Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos  nos  levantar da cama devido a fraqueza por falta de  alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?

Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.

Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros  governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no  quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.

A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4.  Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.

Vou passar mais quatro anos em  Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.

Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.

Foi muito bom visitar o  Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso  pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.

Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também  que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.

Gisele Antunes Rodrigues

Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)


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Publicado em 26/08/10 às 12h16

O almoço de Lula na Folha em 2002

264 Comentários

Alguns leitores pedem minha versão sobre o tal almoço do então candidato Lula no jornal Folha de S. Paulo, durante a campanha de 2002, que gerou tanta polêmica nos últimos dias.

Como eu estava lá, na condição de assessor de imprensa de Lula, mas já se passaram oito anos e minha memória não é das mais privilegiadas, vou mais uma vez recorrer ao meu livro "Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de repórter", da Companhia das Letras. O episódio está relatado à página 225:

O único problema mais sério que tivemos no relacionamento com a imprensa ao longo da campanha aconteceu por culpa minha. Lula já havia mantido encontros e participado de almoços com os dirigentes dos principais meios de comunicação, mas resistia a atender ao convite da Folha para o tradicional almoço com os diretores, editores e repórteres especiais.

Quase toda semana, "seu" Frias ou alguém a seu pedido repetia o convite, que eu voltava a levar a Lula. Este alegava que noutras ocasiões tinha ficado contratriado da maneira pouco cortês como fora tratado no jornal. Tanto insisti, que ele acabou me autorizando a marcar o almoço. Impôs, no entanto, que o número de participantrs fosse reduzido, para que pudesse  conversar melhor com "seu" Frias.

Em razão de algum mal-estar ocorrido em almoços anteriores, dos quais não participei, o clima já não pareceu muito amigável desde o momento em que "seu" Frias recebeu Lula e José Alencar. Otavio Frias Filho ficou calado, enquanto Lula não parava de falar dos seus planos para o país e da importância de ter um vice como Alencar.

Assim que os comensais sentaram à mesa, Frias Filho disparou a primeira pergunta: se Lula se sentia em condições de governar o país, mesmo sem ter se preparado para isso, não sabendo nem falar inglês. O candidato fez uma expressão de incredulidade, olhou para mim como quem diz: "E eu tinha que ouvir isso?", engoliu em seco e deu uma resposta até tranquila diante daquela situação constragedora.

Como se tivessem sido ensaiadas, as perguntas seguiram no mesmo tom hostil ao convidado, até que, já quase na hora em que seria servida a sobremesa, alguém quis saber como ele se sentia ao aceitar uma aliança com Paulo Maluf. O argumento era que, se o PL apoiava Maluf na eleição para governador de São Paulo, o candidato do PT a presidente também estaria se aliando ao político que mais combatera durante toda a história do partido.

Não havia, porém, nenhuma aliança em São Paulo entre o PP e o PT, que disputava a mesma eleição tendo como candidato o deputado federal José Genoino. Foi a gota d´água. Lula não respondeu; levantou-se, dirigiu-se a "seu" Frias e comunicou: "O senhor me desculpe, mas eu não posso mais ficar aqui. Vou embora. Não posso aceitar isso em nome da minha dignidade".

Ficou todo mundo paralisado. "Seu" Frias levantou-se também. Antes de sair, Lula ainda disse a Otavinho, o único que permaneceu na sala: "Eu não tenho culpa se você está nervoso porque o teu candidato vai mal nas pesquisas". Para ele, a Folha estava apoiando José Serra. Pegando no braço do candidato, "seu" Frias o acompanhou até o elevador e depois até o carro, no estacionamento, com os outros todos caminhando atrás. "Nunca tinha acontecido isso antes na nossa casa", lamentou.

Como fiz com outras pessoas citadas no livro, mandei os originais com este trecho para Otávio Frias Filho.  Caso discordasse da minha versão, poderia dar a dele que eu publicaria no livro. Por não ter recebido outra versão, entendi que ele estava de acordo.

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Publicado em 25/08/10 às 17h31

Seca de sertão no interior paulista

50 Comentários

Com quase cem dias sem uma boa chuva, a "Califórnia Brasileira" está virando um sertão. Em torno de Ribeirão Preto, região mais rica do Estado de São Paulo, até os bambuzais estão secando na beira da estrada, cachoeiras desaparecem, rios podem ser atravessados a pé. A plantação de cana nova que conseguiu vingar, está magra, a produtividade este ano deve cair.

Uma densa cortina formada pela fumaça das queimadas, misturada à poeira vermelha levantada pelos caminhões nos canaviais, torna o ar irrespirável. O cenário é desolador.

Cheguei agora há pouco de uma viagem a São Joaquim da Barra, cidade de 50 mil habitantes, a 70 quilômetros de Ribeirão Preto, onde peguei o avião para voltar a São Paulo. Confesso que senti um alívio quando cheguei aqui 45 minutos depois, embora a baixa umidade do ar nos últimos dias também esteja fazendo o paulistano sofrer para respirar. O sufoco no interior paulista, no entanto, está ainda pior, se é que isto serve de consolo.

Dos dois lados da Anhanguera, a rodovia que liga as duas cidades, a cana de açucar tomou conta de tudo. Embora proibidas pela Justiça em algumas cidades da região, onde os índices estão próximos aos do deserto do Saara, as queimadas continuam sendo feitas a qualquer hora do dia  e da noite. Quem vai fiscalizar, como saber quem tacou o fogo no canavial? Os responsáveis pela terra podem alegar que foi um incêncio criminoso, que alguém jogou uma bituca de cigarro acesa.

Com a monocultura da cana, contaram-me que, além dos conhecidos danos ao meio ambiente, está havendo um crescente êxodo rural. Pequenos e médios proprietários arrendam suas terras para as usinas e vão morar nas cidades, onde suas casas são invadidas pela fuligem negra das queimadas.

Em São Joaquim, segundo os últimos levantamentos, não restam mais do que 700 lavradores morando na zona rural.  Outros dois mil trabalhadores contratados pelas usinas moram na cidade, e vão e voltam todo dia dos canaviais, levantando a poeira vermelha das estradas de terra.

Apesar do clima hostil, saí de lá muito contente por ter participado da 5ª Feira do Livro de São Joaquim da Barra. Em pleno dia de semana, a platéia, que quase lotou o auditório montado na praça da Matriz, ficou firme me ouvindo falar da vida de repórter e escritor até tarde da noite.

Tinha lá gente de todas as idades interessada em fazer perguntas sobre os mais variados assuntos. É uma coisa boa que esta acontecendo, esta de colocar os autores em contato direto com seus leitores. Quase toda semana, em algum lugar do Brasil, está acontecendo mais alguma feira do livro. Nós, que vivemos da escrita, estamos virando "feirantes".

Mais alguns dias e, com certeza, vai voltar a chover no interior paulista, deixando tudo verde de novo. Aqui, ao contrário das tantas viagens que fiz ao sertão nordestino para contar os dramas da seca, a falta de chuva é passageira, embora este ano esteja demorando muito.

E como está o tempo aí na sua cidade, caro leitor? Está dando para respirar?

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Publicado em 24/08/10 às 09h34

A luta pela vida no fundo da mina

30 Comentários

Vou ter que viajar daqui a pouco para São Joaquim da Barra, na região de Ribeirão Preto, onde farei uma palestra à noite na Feira do Livro. Por lá, pelo que li rapidamente no jornal, o ar está ainda mais seco do que aqui em São Paulo, com índices de deserto do Saara.

Faz dias que me sinto sufocado por esta baixa umidade relativa do ar. Vivo reclamando com a mulher, mas quando  vi a história dos 33 mineiros que estavam desaparecidos no fundo de uma mina de ouro e cobre, que desabou no norte do Chile, me dei conta de como a gente reclama por pouco.

Presos desde o dia 5 num refúgio de 52 metros quadrados, a 700 metros de profundidade, com pouco ar e sem luz, eles foram encontrados todos vivos. O desafio deles agora é que vai levar quatro meses para ser aberto um novo túnel por onde possam ser resgatados. 

Para mim, que sofro de claustrofobia, não poderia ter nada pior no mundo do que estar nesta situação. Vocês já imaginaram o convívio forçado, em condições tão dramáticas, em espaço tão reduzido, de 33 homens com idades entre 19 e 63 anos, que receberão por sondas o básico para a sobrevivência?

Vale a pena ler a bela reportagem sobre este drama humano publicada por Gustavo Hennemann, na página A14 da Folha desta terça-feira. Ele informa que no refúgio a temperatura é de aproximadamente 30 graus e a umidade relativa do ar chega a 95%. Aqui fora, em São Paulo, este indice ontem caiu para 17% e, em Ribeirão Preto, chegou a 13º, na tarde de domingo.

Só nos resta ficar conformados com a secura do clima, que passa com a primeira chuva, e torcer pelos mineiros do Chile, para que esta história tenha um final feliz.

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Publicado em 22/08/10 às 10h35

A nova derrota da velha mídia

200 Comentários

A se confirmarem as previsões de todos os principais institutos de pesquisa apontando a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições presidenciais, não serão apenas o candidato José Serra e sua aliança demotucana de oposição os grandes derrotados. Perdem também, mais uma vez, os barões da grande mídia brasileira.

Foram-se os tempos em que eles faziam ou derrubavam presidentes e se julgavam os verdadeiros donos do poder, os formadores de opinião, os únicos proprietários da verdade. Durante os últimos oito anos, desde a primeira eleição de Lula, não fizeram outra coisa a não ser mostrar em suas capas e manchetes um país desgovernado, sempre à beira do abismo.

Em cada estatística divulgada, procuravam destacar sempre o lado negativo, sem se dar conta de que a vida dos brasileiros estava melhorando em todas as áreas, e os cidadãos eleitores percebiam isso.

Fechados em seus gabinetes e certezas, longe do país real, imaginavam que desta forma ajudariam a eleger o candidato da oposição em 2010. Fizeram a sua parte, é verdade, anunciando uma crise do fim do mundo atrás da outra, batendo no governo dia sim e no outro também, mas não deu certo de novo.

Em reunião da Associação Nacional dos Jornais, a presidente da entidade, Judith Brito, chegou a dizer com todas as letras que, na falta de uma oposição partidária, era preciso a imprensa assumir este papel, como de fato fez. Os líderes demotucanos acharam que isto seria suficiente para derrotar Lula e a sua candidata. Acreditarem que o apoio da mídia poderia fazer a diferença, decidir o jogo a seu favor. Que bobagem!

Até a última semana, antes da divulgação das novas pesquisas, o noticiário ainda alimentava o discurso da oposição numa operação casada contra o governo e a sua candidata. Como a vaca da campanha tucana caminhou inexoravelmente para o brejo, num lance desesperado para tentar virar o jogo, José Serra procurou associar sua imagem à de Lula no programa de televisão. Aí foi a vez dos seus aliados na mídia darem um basta e jogarem a toalha: assim também não... 

Quem sabe agora tenham a humildade e o bom senso de reconhecer que acabou a época dos formadores de opinião abrigados na grande imprensa, que perde circulação e audiência a cada dia. Novos meios e novos agentes multiplicaram-se pelo país, democratizando a informação e a opinião.

Ninguém mais precisa dizer o que devemos pensar, como devemos votar, o que é melhor para nós. A liberdade de imprensa e de expressão não tem mais meia dúzia de donos. É um direito conquistado por todos nós. 

***

Leitores do Balaio fazem

2º Encontro em SP

O tempo correu depressa. No dia 11 de setembro, um sábado, este blog completa dois anos no ar. Para festejar a data, os leitores do Balaio estão organizando seu segundo encontro, em São Paulo, para colocar as conversas em dia pessoalmente.

A idéia de levar o mundo virtual da blogosfera à vida real surgiu no ano passado no Boteco do Balaio, uma filial deste blog criada no google pelos próprios leitores, que ali se encontram todos os dias para bater papo.

Os leitores Aliz Castro Lambiazzi e Enio Barroso Filho, frequentadores fiéis do boteco e deste blog, estão cuidando da organização do encontro e me mandaram a mensagem que reproduzo abaixo, com os contatos deles, para quem quiser se inscrever e participar desta confraternização.   

Amigos Balaieiros
FALTAM POUCOS DIAS !!!

No proximo dia 11 de Setembro, o Blog Balaio do Kotscho completará dois anos !!!
No ano passado, comemoramos com o primeiro Encontrão de leitores e veio gente de todo lugar. Foi lindo !!!
E agora iremos repetir com o 2° ENCONTRÃO DO BALAIO DO KOTSCHO !!!
Alguns leitores já manifestaram o seu desejo de participar e sugeriram que o local escolhido fosse próximo a alguma estação do Metrô.
Escolhemos a CHOPERIA NORTH BEER, na Zona Norte, bem ao lado da Estação Parada Inglêsa na Av. LUIZ DUMONT VILLARES N° 1543.
Como este ano a data cairá em um sábado faremos a festa durante a tarde estendendo até o quanto aguentarmos ou até o ultimo bêbado !!!

Será uma festa de FEIJOADA COM CHORINHO !!!
SABADO - DIA 11/09 - A PARTIR DAS 13:00 h.

Eis o site da North Beer:

http://www.northbeer.com.br/
( tem o mapa do local e fotos em 360° )

É uma choperia com varias opções de ambiente inclusive com uma adega no sub-solo para quem quiser mais aconchego.
Fizemos a reserva para ficarmos na varanda da choperia ao lado da área exclusiva para fumantes. Tem estacionamento exclusivo para clientes e serviço de táxi para quem não puder mais dirigir !!!
A Choperia trabalha com "comanda individual" e oferece um buffet das 12:00h. às 17:00 ao custo de R$ 35,00 por pessoa dando direito a se servir a vontade de uma boa variedade de pratos inclusive da sua excelente feijoada. O Chopp lá está em R$ 4,70 ( é a media de todos os outros preços do entorno ).
Terá musica ao vivo: CHORINHO durante a tarde e MPB a noite.

Disponibilizamos aqui novamente os endereços de e-mail para que todos se manifestem confirmando a presença para que até lá tenhamos idéia de quantos seremos

jornalizta@gmail.com

eniobarroso@ig.com.br

REAFIRMAMOS QUE ESTA CONVOCATÓRIA É IMPERATIVA !!!
Artigo 1° - Não será permitida a desconsideração de qualquer das amizades construídas aqui durante esses dois anos já que no Balaio cabe de tudo e é de todos. As diferenças deverão ser explicitadas ao vivo e não mais virtualmente. AMIZADE INDEPENDE DE IDEOLOGIA !!! Todos deverão se abraçar !!! Beijar também pode !!! Apertos só para quem estiver frouxo !!!
Artigo 2° - Revogam-se quaisquer disposições ao contrário.
Abraços ainda que virtuais até lá,

Aliz Castro Lambiazzi
Enio Barroso Filho

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