levy ok Nelson tinha razão: idiotas estão perdendo a modéstia

"Existem situações em que até os idiotas perdem a modéstia".

A imortal frase acima, claro, não é minha, mas do grande Nelson Rodrigues, que morreu em 1980, e não sabe o que perdeu de lá para cá.

Vira e mexe meu amigo Nelson Jobim cita esta frase do seu xará ao comentar os assuntos da semana nos nossos encontros aos sábados aqui no boteco da esquina de casa.

Nunca, porém, esta perfeita definição de Nelson Rodrigues pôde ser tão bem aplicada como na participação do candidato Levy Fidelix no debate entre presidenciáveis promovido pela TV Record na noite deste domingo.

Antigamente, nos tempos de Nelson Rodrigues, estes tipos eram mais discretos, andavam pelos cantos, raramente se manifestavam e jamais se candidatariam a presidente da República.

A participação deste e de outros nanicos folclóricos na atual campanha presidencial serve apenas para demonstrar a falência do sistema político-partidário-eleitoral no nosso país. É triste e preocupante.

Quem já escreveu tudo a respeito deste deprimente episódio foi meu colega Marco Antonio Araújo, em seu blog "O Provocador" (ver link), publicado nesta segunda-feira, aqui mesmo no R7. Está lá tudo o que eu gostaria de escrever sobre o assunto.

Não vou nem repetir o que o homofóbico presidenciável disse no debate. Quem tiver estômago, pode ver a barbaridade neste link:

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Untitled 110 As boas ideias do Nizan para o papel do jornal

"Surpresa!", diz o título do texto de Nizan Guanaes, mentor e dono do ABC, o maior grupo publicitário do país, convidado nesta segunda-feira para ocupar o espaço de "Ombudsman por um dia", série publicada pela Folha para comemorar os 25 anos da criação do cargo de ouvidor dos leitores.

Como é uma raridade hoje em dia ser surpreendido pelo jornal, qualquer um, no sagrado ritual do café da manhã, parei de dar uma olhada por alto nas páginas e fui direto ler o que ele escreveu.

"Fica muito claro que os seres humanos do século 21 não querem só conversar sobre economia e política", destaca o "olho" da matéria, resumindo o que eu e muitos consumidores de informação pensamos sobre o papel dos jornais de papel neste mundo cibernético em que vivemos.

Diante da avassaladora concorrência dos meios eletrônicos, ficou cada vez mais difícil sermos surpreendidos por alguma novidade pelas publicações impressas, no dia seguinte ou no final de semana, depois de passarmos o tempo todo plugados em celulares e tablets e quetais, essa parafernália que não para de procriar, muitas vezes acompanhando ao mesmo tempo e ao vivo a cobertura dos principais acontecimentos pelos canais de notícias 24 horas na televisão.

Já faz tempo, ao participar de debates, palestras e seminários nas universidades, quando me pedem para definir os rumos da velha ou da nova mídia, respondo sempre que a natureza do nosso ofício não mudou nestes 50 anos em que ganho a vida como repórter: é contar uma novidade, uma história inédita, ou seja, surpreender o leitor, telespectador ou internauta, qualquer que seja a plataforma.

Por isso, fiquei tão satisfeito ao terminar de ler o artigo do Nizan, que traduziu com clareza e simplicidade exatamente o que penso como emissor e receptor de informações. Em resumo, este criador de reclames lança um apelo para que a imprensa faça o óbvio pela sua própria sobrevivência: saia dos gabinetes do poder e volte a tratar da vida real.

Um bom exemplo: "A vida, às vezes, parece que não é importante para o jornal. Não adianta falar de moda procurando escândalo financeiro na Versace. A mulher quer saber que sapato vai usar na próxima estação".

Espero, de coração, que os capos e editores da nossa velha imprensa de papel leiam com atenção este texto do criativo baiano (baiano criativo parece até redundância...) e parem de reclamar da vida. Assim como o cinema não acabou com o teatro, a televisão não acabou com o cinema e nenhum deles acabou com o livro, a internet não vai acabar com o jornal. Tem espaço para todo mundo, ninguém vai matar ninguém. O importante é ter uma boa história para contar e não alimentar vocação para o suicídio.

Valeu, Nizan.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Por que Dilma pode levar já no primeiro turno?

Dez entre dez comentaristas, analistas e especialistas garantem que a economia brasileira vai mal, de mal a pior. Falta muito pouco para o apocalipse, garantem eles, a uma semana das eleições presidenciais.

Os sábios nativos gostam de citar uma frase atribuída a James Carville, célebre marqueteiro político, conselheiro de Bill Clinton nas eleições americanas de 1992, em que ele derrotou George Bush. "É a economia, estúpido!".

Pois se a economia brasileira não é nenhuma Brastemp, longe disso, como explicar então que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, continue aumentando sua vantagem nas pesquisas, abrindo a "boca do jacaré" na reta final, a ponto de poder liquidar a fatura já no primeiro turno?

Logo após a divulgação da nova pesquisa Datafolha, na noite de sexta-feira, em que Dilma abriu uma vantagem de 13 pontos (40 a 27) no primeiro turno, chegando a 45% dos votos válidos, Heródoto Barbeiro me perguntou no Jornal da Record News a que eu atribuía a derrocada da candidatura de Marina Silva.

As análises que já havia visto e ouvido eram unânimes em apontar a agressividade da campanha negativa do PT como responsável pela queda de Marina. Pode até ter influído, mas certamente não foi a razão principal para explicar o que aconteceu nas últimas pesquisas, que voltaram a registrar números muito próximos aos de abril, quando foi dada a largada para a corrida presidencial. Tivemos muito dinheiro, tempo, pesquisas e palpites jogados fora durante todo este tempo, para voltarmos ao ponto de partida.

Só foi ao ler a chamada do Blog do Moreno (meu chapa Jorge Bastos Moreno) na home do portal de "O Globo", com a matéria de Clarice Spitz, que encontrei a explicação mais próxima da realidade. "Brasil: desemprego é o menor em 12 anos", diz o título da nota.

O professor Delfim Netto, manda-chuva da economia brasileira nos tempos da ditadura, que misturava sabedoria acadêmica com bom humor popular, costumava dizer que a parte mais sensível do corpo humano é o bolso. É com este sentimento que a maioria dos eleitores vai às urnas: minha vida melhorou ou piorou? Se melhorou, vota no governo, na continuidade; se piorou, dá a vitória à oposição. Simples assim.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, divulgada esta semana, a taxa de desocupação ficou em 5%, a menor para um mês de agosto nos últimos 12 anos. É preciso dizer mais alguma coisa? Trata-se de um quadro próximo ao do pleno emprego.

Emprego e renda sempre foram os paus da barraca dos governos do PT desde que o partido chegou ao poder em 2003, por piores que fossem os dados macroeconômicos e as crises políticas, que a maioria da população nem entende, porque ninguém vive de PIB nem de CPI, mas de salário no fim do mês, quer dizer, dinheiro no bolso.

Quem ainda vota por ideologia? Só os muito ricos, os radicais de um lado ou de outro, os antigos intelectuais chamados orgânicos, ou seja, uma pequena parcela do eleitorado. Foi isso que os candidatos da oposição ainda não conseguiram entender. Só bater no governo não resolve. Parafraseando Carville, é possível resumir a ópera em quatro palavras: "É o emprego, estúpido!"

Mais uma vez, ao que tudo indica, sem querer saber de balas de prata, delações premiadas, notícias catastróficas, denuncias cabeludas, formadores de opinião e quetais, os eleitores votarão por interesse: os seus próprios interesses.

Bom final de semana a todos e vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Aécio se contenta com o papel de ombudsman

O tucano Aécio Neves sairá desta campanha presidencial levando para casa uma importante lição: se denúncia elegesse alguém, a mídia estaria no poder, nem precisaria de intermediários.

Sem um discurso claro, sem bandeiras nem propostas, o ex-governador mineiro se contentou em ser, ao longo de toda a campanha eleitoral, apenas um ombudsman, um crítico ácido do governo de Dilma Rousseff.

A apenas 10 dias da eleição, Aécio está saindo dela do jeito que entrou, sem empolgar ninguém, limitado à ponte aérea Rio-Minas, com raras incursões em outras regiões do país. Em 1982, na primeira eleição direta para governadores após o golpe cívico-militar, meus colegas se queixavam da cobertura aborrecida da campanha de Franco Montoro, que acabou eleito: "Ele fala todo dia a mesma coisa. Não dá lead..."

"Lead" é a forma como os jornalistas chamam a abertura da matéria, que vai despertar nos eleitores, ou não, o interesse em ler o resto. Nesta campanha, Aécio repete Montoro e raramente consegue ocupar as manchetes, apesar do caudaloso conjunto de releases eletrônicos que seus assessores mandam todos os dias para os jornalistas, sob a curiosa rubrica "Aécio Minas 2014".

Em nenhum momento, o tucano se colocou como candidato realmente competitivo, nem antes nem depois da tragédia com Eduardo Campos, com quem disputava uma vaga no segundo turno, e que acabou sendo um divisor de águas na campanha, alçando à disputa direta com Dilma a ex-senadora Marina Silva, do PSB.

A impressão que se tem é que Aécio acorda cedo para ter mais tempo de ler todos os jornais e ali buscar inspiração para seus discursos e entrevistas do dia. Em lugar de agenda própria, parece seguir uma pauta pré-determinada pelo noticiário da mídia aliada.

Para atacar a presidente, vale qualquer assunto, da subida ou da queda do dólar e das bolsas, das últimas denúncias contra o governo federal ao pronunciamento da presidente na ONU. Se não houver novidade, é só voltar ao tema Petrobras, um inesgotável paiol de munição para os candidatos oposicionistas de qualquer calibre.

O jogo está jogado e agora falta pouco tempo para a abertura das urnas. diretora-executiva do Ibope Inteligência, a analista Márcia Cavallari já deu o quadro por consolidado no primeiro turno, com Dilma e Marina indo para o segundo, em disputa que promete ser acirrada. Para ela, teremos um segundo turno bastante apertado. "O cenário está totalmente aberto para a vitória de qualquer uma das duas".

O nome de Aécio nem entrou em consideração, mas ela deixou uma porta aberta, ao admitir que "qualquer novo episódio na campanha presidencial pode ter um efeito rápido nas intenções de voto". É nisso que Aécio joga suas últimas fichas., enquanto não saem as revistas de final de semana.

De fato, as únicas esperanças do tucano para virar o jogo concentram-se agora em possíveis novos vazamentos de delações premiadas do doleiro e do ex-diretor da Petrobras presos no Paraná _ e só lhe resta rezar para que aconteçam logo.

É muito pouco, convenhamos, para quem se dispôs a disputar o mais alto cargo da República pelo maior partido da oposição.

Para piorar a situação, o tucano vai mal das pernas também em Minas, embora tenha terminado seu segundo mandato de governador com altos índices de aprovação, e de onde esperava sair com uma grande vantagem para compensar sua votação nanica em outras regiões, especialmente no Nordeste.

Tanto na eleição presidencial como na estadual, Aécio corre agora o risco de sofrer uma surra histórica em sua própria terra. Sem projeto político federal, embora seja o presidente do PSDB, é para Minas que precisará voltar para juntar os cacos, embora prefira morar no Rio. Resta-lhe reocupar sua cadeira no Senado e voltar para a coluna da página 2 da Folha, onde escrevia antes de sair candidato. É muito pouco para quem sonhou tão alto por tanto tempo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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congresso 700 Reforma política já é apoiada por 7,7 milhões

 

Em tempo, às 14h55:

chegando da fisioterapia, fiquei sabendo que meu nome consta da lista dos 100 mais admirados jornalistas do país, entre os 55 mil profissionais em atividade,  segundo pesquisa inédita produzida por Maxpress e Jornalistas&Cia., ouvindo executivos de Comunicação Corporativa de todo o Brasil.

Fiquei num honroso 11º lugar, colocado entre dois mestres do jornalismo: José Hamilton Ribeiro e Jânio de Freitas.

Para quem está fora do mainstream das grandes redações desde 2002, quando saí da Folha para trabalhar na campanha do Lula, chega até a ser uma agradável surpresa. Não esperava tanto.

Heródoto Barbeiro e Fátima Turci, meus colegas da Record News, também estão na lista.

Meus parabéns a Ricardo Boechat e Miriam Leitão, que chegaram em primeiro lugar num empate técnico.

Para ver a lista completa:

http://emkt.jornalistasecia.com.br

É a segunda premiação que recebo esta semana. Desse jeito, vou acabar ficando mascarado...

Só tenho que, mais uma vez, agradecer a todos vocês.

Ricardo Kotscho

***

Recebi na manhã desta quinta-feira do meu amigo Thomas Ferreira Jensen, valoroso combatente dos movimentos sociais, uma excelente notícia, que você não vai encontrar nos jornalões: o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político já conseguiu o apoio de exatos 7.754.436 de eleitores.

Apesar de ignorada pelos grandes meios de comunicação, a iniciativa organizada por 477 entidades dos movimentos sociais e sindicais, ultrapassou as expectativas  de participação popular nas urnas fixas espalhadas por todo o país e por meio da internet. O documento final com as assinaturas será entregue para a Presidência da República, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal nos próximos dias 14 e 15 de outubro, após um ato unificado em Brasília promovido pelas organizações que compuseram o plebiscito.

Ao fazer um balanço da campanha na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na tarde de quarta-feira, o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, mostrou a importância destes números num cenário em que a parcela conservadora da sociedade brasileira vende como negativa a ideia da participação de movimentos sociais e partidos na definição das regras do sistema político vigente no país.

"O plebiscito popular teve o caráter educativo de mostrar que há pessoas querendo modificações na política. Esse é o momento para as organizações que ainda não participam se engajem nesta luta", explicou o dirigente.

O presidente da CUT lembrou que, ao contrário do que acontece em outros países democráticos, uma consulta popular oficial tem que ser submetida ao Congresso. "Por isso, a única forma de fazer a proposta andar é pressionar por dentro e fora do Congresso e, principalmente, nas ruas, como forma de ganhar a consciência popular".

A iniciativa é encabeçada pelos deputados federais Renato Simões (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP), e foi apoiada pelas candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva. Os temas do plebiscito incluem questões relacionadas ao sistema político, como o financiamento público de campanhas, a sub-representação de mulheres, indígenas e negros no parlamento e a importância do fortalecimento das consultas populares que permitam à população participar das decisões políticas de forma efetiva.

Eu acrescentaria o fim da reeleição para todos os mandatos executivos ou legislativos, em todos os níveis, a inclusão da cláusula de barreira (número mínimo de votos nos Estados e no conjunto do país) para evitar a proliferação dos partidos de aluguel, o fim das coligações nas eleições legislativas para permitir que os governantes tenham maioria nos parlamentos e não sejam obrigados a barganhar apoios por cargos e verbas.

E o caro leitor do Balaio? Que temas propõe para serem incluídos no plebiscito da reforma política? Já procurou se informar se os candidatos que você apoia para o parlamento se comprometem a lutar por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

O maior problema, meus caros, é que a reforma política depende dos políticos _ e, se eles não forem pressionados e cobrados, jamais o farão, pela simples e boa razão de que, para eles, do jeito que está, se melhorar, estraga.

 

 

 

 

 

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Post Kotscho 24 09 Pesquisas mostram Dilma abrindo a boca do jacaré

As curvas de todas as últimas pesquisas, desde a semana passada, incluindo o Ibope e o Vox Populi divulgados nesta terça-feira, mostram uma tendência clara: a "boca do jacaré" está se abrindo cada vez mais a favor da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, que vai aumentando a sua vantagem sobre Marina Silva

"Boca do jacaré" é uma figura de imagem utilizada pelos analistas e profissionais de pesquisa para definir o momento em que uma candidatura se descola da outra, uma curva apontando para cima e outra para baixo, saindo do empate técnico.

Na pesquisa Vox Populi, que foi para o ar no Jornal da Record, a diferença de Dilma para Marina é a maior: chegou a 18 pontos (40 a 22%), o que abre a possibilidade de uma vitória já no primeiro turno, pois Aécio Neves está com 17%. Por esta pesquisa, a presidente já teria um ponto a mais do que a soma dos outros dois.

A grande surpresa do levantamento ficou por conta das simulações para o segundo turno, em que Dilma, pela primeira vez, também aparece com uma larga vantagem: 46% das intenções de voto contra 39% da candidata do PSB.

Os índices do Ibope, levados ao ar pela TV Globo,  confirmam essa tendência, mas com diferenças menores. Em relação à pesquisa da semana anterior, Dilma subiu de 36 para 38%, abrindo 9 pontos, enquanto Marina caia de 30 para 29%, e Aécio se mantinha firme no lugar com os mesmos 19%. No segundo turno, em que Marina já chegou a abrir 10 pontos de vantagem nas diversas simulações, as duas aparecem agora numericamente empatadas, pela primeira vez: 41 a 41.

À medida que vai arrefecendo a onda provocada por Marina Silva na campanha eleitoral, que cheguei a chamar de furacão, após a tragédia aérea de Eduardo Campos, o fenômeno me faz lembrar da trajetória do candidato Celso Russomanno, do pequeno PRB, na campanha municipal de São Paulo, em 2012.

Assim como Marina, ele surgiu como uma "terceira via" contra a polarização entre PT e PSDB, também sem ter uma aliança forte, nem ser apoiado por lideranças políticas importantes. Comunicador e defensor do consumidor, aparecia como uma espécie de "nova política" municipal.  Em certo momento, antes do horário eleitoral, Russomanno disparou nas pesquisas, à frente do tucano José Serra e do petista Fernando Haddad, e alguns analistas chegaram a prever a possibilidade de uma vitória dele já no primeiro turno.

Assim como o foguete subiu, porém, em pouco tempo voltou a terra, ficando fora do segundo turno, vencido por Haddad. O que derrubou a zebra eleitoral foi a divulgação das suas propostas de governo, assim como está acontecendo com Marina agora, entre elas, a de implantar tarifas de ônibus cujo valor variava conforme a distância percorrida. Ou seja, o povo pobre da periferia distante pagaria mais do que os moradores da região central _ uma ideia de jerico sugerida por algum assessor lunático (não confundir com "sonhático"), como ele próprio reconheceu numa conversa que tivemos depois da eleição.

Claro que cada eleição é uma história diferente, e nada tem a ver uma com a outra, mas são muitas as coincidências entre as duas campanhas. O que há de bem diferente é que, na eleição presidencial, o PSDB, pela primeira vez nos últimos 20 anos, pode ficar de fora do segundo turno, se é que vai haver. Parece que Aécio não tem jeito mesmo, apesar de todo o empenho do empresariado paulista, da mídia amiga e de Fernando Henrique Cardoso, como apontei no post anterior.

Vamos agora ver o que nos reserva a nova pesquisa Datafolha, que deve ser divulgada nesta quinta-feira e poderá confirmar, ou não, esta fome do jacaré na reta final da campanha.

Valeu, Brasileiros

Por um imperdoável lapso deste que vos escreve, provocado pela emoção e o desejo de falar pouco, já que não gosto de discurso, me esqueci de agradecer ao amigo e editor Hélio Campos Mello, e a toda sua equipe da brava revista Brasileiros, a generosa ajuda que me permitiu ganhar, mais uma vez, o Prêmio Comunique-se, na categoria mídia impressa, que recebi na noite desta terça-feira.

Se fosse agradecer a todo mundo _ família, colegas, leitores, telespectadores e internautas _ que me permitiram chegar àquele palco do HSBC rodeado pelos melhores jornalistas do país, no ano em que completei 50 anos de profissão, passaria o resto da noite falando e, certamente, me esqueceria de alguém. Tinha que dedicar esse prêmio à equipe da Brasileiros, que neste ano comemorou oito anos nas bancas. Faço-o aqui, com a alma lavada e a felicidade do dever cumprido. 

Valeu, obrigado a todos.

Vida que segue.

 

 

 

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fhc Empresariado, mídia e FHC: tudo a ver

Para quem gosta, foi uma festa. A trinca formada pelo empresariado paulista, a mídia e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está mais afinada do que nunca. Só falta combinar com os eleitores, que pensam exatamente o contrário.

Nesta segunda-feira, em mais um convescote tucano patrocinado pelo promoter empresarial João Dória Júnior, 602 empresários e executivos "de grande porte", segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", antigo porta-voz do grupo, reuniram-se num almoço em torno de FHC na tentativa de criar uma "onda de razão" capaz de desencalhar a candidatura de Aécio Neves e leva-lo para o segundo turno.

O ex-presidente gastou seu latim e, depois de desancar o PT, como de costume, na sua autonomeada função de ombudsman da corrupção, deu conselhos ao seu candidato sobre como combater o inimigo: "Não sou marqueteiro, mas a dramatização é um modo de comunicação importante. A Marina respondeu à Dilma de forma dramática quando disseram que ela acabaria com o Bolsa Família. Por que o Aécio não pode fazer isso?".

Aplaudido de pé três vezes durante o discurso e por mais de cinco minutos em cada uma delas, de acordo com a reportagem de Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, FHC citou até Roberto Jefferson, para concluir: "Não haveria o mensalão se não fosse o Roberto Jefferson. Em certos momentos, é preciso dramatizar para que a população sinta o que está acontecendo. O que está acontecendo na Petrobras é passível de uma indignação direta, porque exemplifica o que está acontecendo em muitos outros lugares".

Sempre em busca de um delator e novas denúncias para mudar o cenário eleitoral desfavorável, o guru e eterno formulador dos tucanos não foi capaz de apresentar nenhuma proposta para melhorar o país _ pelo menos, não li nada a respeito no registro feito pela caudalosa e imperdível matéria publicada na página A6 do Estadão, sob o título "Ao lado de tucanos, empresariado faz aposta em Marina".

Pois é, apesar do esforço de FHC, o empresariado amigo já mudou de lado, segundo a pesquisa em tempo real feita entre os comensais pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Lide, a sigla do "Grupo de Líderes Empresariais" comandado pelo promoter.

Como diria o Galvão Bueno, o jogo já esteve melhor para Aécio. Neste quinto almoço (olha o regime!) promovido por Dória Júnior só este ano, ao contrário do que aconteceu nos anteriores, antes da morte de Eduardo Campos e da disparada da ex-senadora, os empresários desta vez jogaram suas fichas na vitória de Marina Silva, em clara demonstração de que votaram mais baseados no desejo do que em fatos ao responder à pergunta sobre quem vai ganhar as eleições de 5 de outubro.

Marina Silva, que está derretendo nas últimas pesquisas, ganhou disparado de Aécio: para 53% dos donos da grana, ela vai derrotar o tucano, indicado vencedor por 35%. Apenas 12% apostaram na vitória de Dilma, que vem ampliando sua vantagem em todos os levantamentos.

Em março, Aécio era apontado vencedor por 56%; foi a 60%, em maio, disparou para 80%, em julho, e registrou 64 %, em agosto. Eduardo Campos tinha só 8% em julho e Marina foi a 19% em agosto, após a tragédia aérea. No palanque armado pelo Lide para FHC e Armínio Fraga, "o futuro ministro da Fazenda" de Aécio, ninguém parecia muito preocupado com o destino do ex-governador mineiro e presidente do PSDB.

Se não der para ser com Aécio, a trinca mostrou que não tem nenhum problema em adotar Marina. O importante, para eles, é só derrotar o PT. O resto que se dane.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FOTO 4 Votem em mim e depois a gente vê o que faz

O título acima poderia servir bem não só aos três presidenciáveis, mas a qualquer candidato a qualquer cargo ou mandato, em qualquer região do país. É o popular "a solução sou eu".

Para fazer o que nossos candidatos já prometeram, se somar tudo, o orçamento nacional teria que ser maior do que o dos Estados Unidos e a população brasileira menor do que a do Uruguai.

Até pensei em dar uma folga aos leitores neste primeiro domingo de primavera, a exatamente duas semanas das eleições gerais, mas mudei de ideia depois de ler a coluna do Cony, na Folha, sob o  apropriado título "Saco de gatos", que exprime o que também sinto nesta reta final da campanha.

Dono de fina autoironia, capaz de rir dele mesmo e não se levar tão a sério como os seus concorrentes, o imortal Carlos Heitor Cony foi direto ao ponto.

"Para falar a verdade: estou ficando cheio das declarações dos principais candidatos à presidência da República. São mais ou menos óbvias, e todos constituem um Frankenstein de promessas, pedaços otimistas mas na maior parte inviáveis, eleitoreiras e até mesmo contraditórias".

Em comum, Dilma, Marina e Aécio assumem "compromissos" variados, que aumentam as despesas e diminuem as receitas, num país que já administra uma dívida enorme e as contas nunca fecham.

Repórteres que acompanham os candidatos até já deixaram de perguntar a eles "de onde virá o dinheiro?", cada vez que enfieiram uma lista de benesses por onde passam, como se fossem animadores de auditório, no melhor estilo Silvio Santos ou Chacrinha.

"Vocês querem mais saúde, mais escolas, mais bolsas, mais salários, mais carros e mais mobilidade urbana (a expressão da moda nesta campanha), mais segurança, menos serviço e mais refresco, aposentadorias alemãs, casa, comida e roupa lavada, tudo sem aumentar os impostos?  É fácil: votem em mim no dia 5 de outubro".

As promessas variam de acordo com a plateia, mas são sempre as mesmas nos horários da propaganda eleitoral "gratuita" no rádio e na televisão. Fica até difícil saber de que partido são e que diferença faz votar num ou noutro candidato. Se marqueteiro decidisse eleição, terminariam todas empatadas.

Fiquem tranquilos: qualquer que seja o candidato vencedor, vamos ter mais de tudo e do melhor, a partir de 1º de janeiro de 2015. A vida dos brasileiros será uma beleza, um passeio no bosque.

A presidente Dilma Rousseff, prestes a completar 12 anos de poder como ministra e depois presidente nos governos petistas, agora até já admite que nem tudo está uma maravilha e ainda há muito a fazer para melhorar a vida e diminuir as desigualdades no país, mas isso só vai acontecer se ela for reeleita.

Única a apresentar um programa de governo até agora, Marina Silva se vê obrigada a ir modificando seus planos de acordo com a freguesia por onde passa. Como já constatou o filósofo político José Simão, a candidata é ambientalista porque fala de acordo com o ambiente em que está no momento, e defende as mudanças da "nova política" porque está sempre mudando de ideia.

Em busca de uma boia de salvação, Aécio Neves virou um verdadeiro candidato atleta, sempre tentando pegar uma boa onda para surfar e sair chutando para qualquer lado as bolas levantadas pela imprensa e por plateias ensaiadas, nem que seja para prometer aos aposentados o fim do fator previdenciário criado por seu mestre e mentor Fernando Henrique Cardoso.

Seria tudo até muito engraçado, se não estivessem em jogo os destinos do país nos próximos quatro anos.

 

 

 

 

 

 

 

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No final de agosto, Marina Silva pulou de 21 para 34% e empatou com Dilma Rousseff. Parecia mesmo um furacão virando de pernas para o ar a campanha presidencial. De lá para cá, porém, como confirma a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, criou-se uma tendência e não apenas mais uma oscilação dentro da margem de erro: é Marina não parando de cair e Dilma subindo a cada semana, tanto no primeiro como no segundo turno.

A presidente candidata à reeleição abriu uma vantagem de sete pontos no primeiro (37 a 30%) e diminuiu para apenas dois a vantagem de Marina no segundo turno (46 a 44%), que chegou a dez pontos (50 a 40% em agosto), mostrando agora uma situação de empate técnico.

Dilma passou a liderar em todas as regiões do país, crescendo em todos os segmentos, a duas semanas do encerramento oficial da campanha. Ao mesmo tempo, a rejeição a Dilma, que chegou a 35, agora se estabilizou em 33%, enquanto a de Marina dobrou de 11 para 22%.

Nenhuma notícia foi boa para Marina desta vez: a vantagem dela sobre o tucano Aécio Neves, que chegou a ser de 19 pontos (34 a 15%), agora caiu para 13 (30 a 17%). A candidata do PSB caiu 4 pontos no sudeste, 4 entre as mulheres, 4 entre os católicos, 5 nas cidades médias e 6 na faixa de eleitores entre 25 e 34 anos, segundo o Datafolha.

O que aconteceu para justificar esta queda? Além do bombardeio de Dilma e Aécio contra a sua candidatura, percebe-se agora que Marina foi mais um fenômeno midiático do que político, que já não se sustenta. E a velha mídia com seus poderosos porta-vozes, que têm mais colunas do que a Grécia Antiga, voltou a acreditar que Aécio é ainda seu melhor candidato para tirar o PT do Palácio do Planalto, embora pelos números atuais só um milagre ou uma nova onda possa leva-lo ao segundo turno.

Escrevo tudo isso por dever de ofício, mas confesso aos leitores que ler tanta pesquisa é demais para a minha cabeça. Chego a me perguntar: para que serve esta banalização das pesquisas, uma atrás da outra, sem parar? Será que os institutos não acreditam nos seus próprios números e sempre resolvem fazer mais uma para ver se os resultados mudam? Será que o eleitor está mesmo interessado nestes levantamentos frenéticos ou eles só servem para orientar os financiadores de campanhas e os especuladores da Bolsa de Valores?

A esta altura, como podem notar, tenho mais perguntas a fazer do que respostas a dar. Conto com a ajuda dos comentaristas do Balaio para tirar estas minhas dúvidas.

Bom final de semana a todos e até a próxima pesquisa.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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