dilma fhc ae 190311 FHC dá bandeira: golpe paraguaio está em marcha

Foi dada a largada. Em caudaloso artigo publicado domingo no Estadão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a senha: como não há clima para um golpe militar, a derrubada do governo de Dilma Rousseff deve ficar por conta do Judiciário e da mídia, criando as condições para votar o impeachment da presidente no Congresso Nacional o mais rápido possível.

"Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados", conclamou FHC. O ex-presidente já vinha conversando sobre isso com outros tucanos inconformados, ainda discretamente, desde a noite da vitória de Dilma, no segundo turno, em outubro do ano passado. Sem paciência para esperar as próximas eleições presidenciais, em 2018, após quatro derrotas seguidas, FHC, aos 83 anos, resolveu colocar o bloco na rua e convocou a tropa, sem medo de dar bandeira.

O primeiro a responder prontamente ao chamado foi o sempre solícito advogado Ives Gandra Martins, 79 anos, que já na terça-feira apresentou a receita do golpe no artigo "A hipótese de culpa para o impeachment", publicado pela Folha, em que o parecerista aponta os capítulos, parágrafos, artigos e incisos para tirar Dilma da presidência da República pelas "vias legais".

Candidamente, Martins explicou na abertura do seu texto: "Pediu-me o eminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência e imprudência".

E quem é o amigo José de Oliveira Costa, de quem nunca tinha ouvido falar? Graças ao repórter Mario Cesar Carvalho, da Folha, ficamos sabendo nesta quarta-feira a serviço de quem ele está nesta parceria com o notório Gandra Martins, membro atuante da Opus Dei e um dos expoentes da ala mais reacionária da velha direita paulistana .

"Sou advogado dele", explicou Costa ao repórter, referindo-se, também candidamente, ao seu cliente Fernando Henrique Cardoso, um detalhe que Martins se esqueceu de apresentar na justificativa do seu parecer a favor do impeachment de Dilma.

Conselheiro do Instituto FHC, o até então desconhecido advogado negou, porém, que a iniciativa da dupla tenha qualquer caráter político. FHC, claro, disse que só ficou sabendo da operação pelo jornal. São todos cândidos, esses pândegos finórios, que estão brincando com fogo, em meio à mais grave crise política e econômica vivida pelo país desde a redemocratização.

Para saber com quem estamos lidando, o currículo acadêmico de Ives Gandra Martins, um advogado tributarista, apresenta assim o autor, no rodapé do artigo: "professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra". Universidade Mackenzie, só para lembrar, foi o berço do CCC, o Comando de Caça aos Comunistas, que teve papel de destaque nos embates pré e pós-golpe de 1964.

Juntando as pontas, temos a montagem da versão nativa-chique do "golpe paraguaio". Sem a participação de militares, em junho de 2012, um processo jurídico-midiático-parlamentar relâmpago derrubou o presidente Fernando Lugo, democraticamente eleito, como Dilma. A favor do impeachment, a goleada foi acachapante: 39 a 4, no Senado, e 73 a 1, na Câmara.

Vejam a escalada da marcha aqui:

* Domingo, 1º _ O artigo de FHC dando as coordenadas à tropa: "Neste momento", o impeachment, "não é uma matéria de interesse político". Qual será o momento certo? É só uma questão de tempo para algo já dado como inexorável, como se fosse a coisa mais natural do mundo derrubar uma presidente eleita?

No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff sofreria a maior derrota política no Congresso Nacional, desde a primeira posse, com a eleição para a presidência da Câmara do deputado dissidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um desafeto do seu governo, que se transformou em líder suprapartidário da oposição. Rachou e derreteu a ampla maioria que a base aliada tinha na Câmara, a nova articulação política do governo revelou-se um desastre e o PT ficou isolado, assim como Dilma já estava.

*Terça, 3 _ O artigo-parecer de Ives Gandra Martins, atendendo à convocação de FHC. "Meu parecer é absolutamente técnico. Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira", explicou o advogado. Claro, claro, tanto faz. Mas quem é, afinal o cliente? Quem pagou a conta? Candidatos a assumir esse papel certamente não faltam.

À tarde, Dilma acertou, finalmente, para os próximos dias, a saída de Graça Foster e de toda a diretoria da Petrobras, após ver durante meses a maior empresa do país sangrando em praça pública. Falta encontrar quem aceite assumir a herança. A produção industrial sofre queda de mais de 3% em 2014, os grandes bancos anunciam lucros recordes e o governo estuda parcelar em 12 vezes o abono de um salário para quem ganha até dois mínimos.

A verdade  é que Dilma também não ajuda nada na defesa do seu governo. Ao contrário, só leva água ao moinho dos conspiradores que estão saindo da toca.

Para completar, à noite, como já era esperado desde domingo e admitido por Eduardo Cunha, a oposição, com o apoio de 186 deputados, protocolou na Câmara o pedido para a instalação de uma nova CPI da Petrobras.

Está pronto o roteiro para os historiadores do futuro montarem a gênese deste dramático início do governo Dilma 2. O "golpe paraguaio" está em marcha, à espera das "condições objetivas", como diriam os cientistas políticos nos tempos em que FHC era só professor.

A seguir nesta batida, se nada mudar na condução do governo, o desfecho certamente não será bom nem bonito para a democracia brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Após 17 anos, a Justiça age contra Trensalão

Robson Marinho / Foto: Câmara Municipal de S. José dos Campos

Nenhum dos nossos jornalões deu esta notícia em manchete, mas merecia. O caso é de 1998, quando o governador era Mário Covas, do PSDB. Só agora, a Justiça resolveu agir para recuperar os prejuízos milionários causados aos cofres públicos de São Paulo pelo cartel formado por empresas multinacionais e agentes públicos, popularmente conhecido como "Trensalão".

Nesta segunda-feira, finalmente, a juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública da Capital, decretou o bloqueio de bens, no valor de R$ 282 milhões, de Robson Marinho, ex-chefe de gabinete de Covas e atual conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e da multinacional francesa Alstom, entre outros (leia mais aqui).

Apesar de ser em tudo semelhante ao "modus operandi" do esquema do "Petrolão" petista, que começou a ser investigado no ano passado, e já levou muita gente para a cadeia, o "Trensalão" tucano não mereceu a mesma atenção e presteza da Justiça e da mídia, mostrando o caráter seletivo dado aos casos de corrupção que assolam nosso país, faz muito tempo.

Na Folha, o decreto da juíza não mereceu nem chamada de capa e apareceu escondidinha num canto da página A10, quase pedindo desculpas, sob o título "Justiça bloqueia bens de Robson Marinho, do TCE". Quem não conhece o passado de Marinho nem o que quer dizer TCE, nem nunca ouviu falar em "Trensalão", passa batido.

No concorrente Estadão, a notícia mereceu chamada e mais destaque numa página interna, dando maiores detalhes da história, mas sem em nenhum momento falar em escândalo, nem citar a palavra pela qual o caso ficou conhecido.

Só relembrando: fundador do PSDB e homem de confiança de Mário Covas, Marinho foi seu chefe da Casa Civil entre 1995 e 1997, sendo indicado para o Tribunal de Contas em 1998,  quando esta história começou, 17 anos atrás. Segundo o Estadão, "o conselheiro está sob suspeita de ter recebido na Suíça US$ 2,7 milhões em propinas da Alstom, entre os anos 1998 e 2005 (US$ 3,059 milhões em valores atualizados)".

Os promotores de Justiça Silvio Antonio Marques, José Carlos Blat e Marcelo Daneluzzi acusam Robson Marinho de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e de ter participado de um "esquema de ladroagem do dinheiro público". Na ação de improbidade, eles pediram o bloqueio total de R$ 1,129 bilhão, valor referente aos danos causados pelos acusados ao erário e à multa processual. Todos os réus juntos devem, por responsabilidade solidária, pagar este valor.

"Há provas robustas sobre o esquema de corrupção que envolveu o conselheiro do Tribunal de Contas e grandes empresas", justificou o promotor Blat. Em sua defesa, Marinho negou tudo: "Nunca recebi um tostão da Alstom, nem na Suíça, nem no Brasil".

Como cabe recurso contra a liminar, não se sabe quando esta história vai chegar ao fim. Ninguém ainda foi preso, mas agora, pelo menos, e já não era sem tempo,  o "Trensalão" tucano está saindo da clandestinidade, antes que tudo prescreva e seja esquecido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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essa E agora, Dilma? Tudo ou nada leva à solidão política

Da esquerda para a direita: Dilma, Mercadante, Miguel Rossetto e Pepe Vargas

Três pragas já rondavam o Palácio do Planalto antes de domingo para tirar o sono da presidente Dilma Rousseff: Petrolão, recessão e apagão.

Agora, com a humilhante derrota sofrida contra o PMDB de Eduardo Cunha na eleição para o comando da Câmara, apareceu mais uma : a solidão política. A cada dia, aumenta o número de opositores ao governo e diminui o de aliados.

É só fazer as contas: após as eleições de outubro, a presidente Dilma contava com uma ampla maioria da base aliada formada por 329 deputados eleitos, contra 181 da oposição.

Anunciado o resultado da votação para a presidência da Câmara, na noite de domingo, o placar simplesmente se inverteu: somando os 267 votos de Cunha, deputado federal do PMDB fluminense, um desafeto declarado do governo, aos 100 da oposição de Júlio Delgado (PSB, apoiado pelo PSDB), temos 367 deputados, contra apenas 136 de Arlindo Chinaglia, o candidato oficial do governo.

Foi o que restou de deputados fiéis ao governo com a estratégia do "tudo ou nada" adotada pelo novo comando político do Palácio do Planalto para derrotar Eduardo Cunha.

Pior do que isso: na sucessão de lambanças em torno da candidatura de Chinaglia, o trio formado pelos ministros planaltinos Aloizio Mercadante, Pepe Vargas e Miguel Rossetto, a tropa de choque de Dilma, o PT ficou sem nenhuma das 11 cadeiras da direção da Câmara dos Deputados. Ou seja, ficou com nada.

Mercadante já era o homem forte de Dilma ao final do primeiro governo, contestado no próprio partido e pelo ex-presidente Lula; Rossetto e Vargas foram recrutados por Dilma na Democracia Socialista gaúcha, uma tendência minoritária do PT.

Pela primeira vez na era PT, Lula sumiu de cena nas negociações para a formação do ministério e das novas Mesas que comandarão o Congresso Nacional nos próximos dois anos e acabaram jogando os descontentes do PMDB no colo da oposição.

A maior derrota política sofrida por um governo do PT, desde 2003, começou, na verdade, a ser plantada na formação do novo ministério, este verdadeiro saco de gatos que junta nulidades notórias com políticos de passado pouco recomendável.

De onde os sábios do Planalto tiraram esta ideia de jerico para diminuir a força do PMDB na Esplanada, em favor dos novos partidos de Cid Gomes (PROS) e Gilberto Kassab(PSD), dois políticos de expressão apenas regional, além de abrigar uma penca de nanicos? Deu no que deu.

No próprio domingo, antes mesmo do vexame anunciado do candidato do governo, Dilma convocou os ministros da (des)articulação política para uma reunião de emergência nesta segunda-feira. O governo quer propor um "acordo pela governabilidade" com o PMDB do agora todo-poderoso Eduardo Cunha, que vai comandar a agenda política daqui para a frente.

Agora??? Com sangue nos olhos, Cunha estaria interessado em qualquer tipo de acordo, a esta altura do campeonato, depois da blitzkrieg desfechada contra ele nas últimas duas semanas, com a utilização de todos os recursos oficiais imagináveis e não imagináveis, para evitar a traição dos aliados?

Conseguiram apenas aumentar a bronca dos parlamentares com o PT e o governo, jogar água no moinho do suprapartidário desafeto e atiçar a oposição formal, que perdeu as eleições de outubro, mas está toda fagueira chegando ao poder de fato, agora aliada ao PMDB de Cunha e da dissidência governista no Senado, engordada por partidos que eram da base aliada e foram desgarrando a cada movimento da tropa de choque dos trapalhões.

Fizeram strike. Posso imaginar o clima na abertura desta reunião de emergência.

_ E agora, presidente Dilma?

Se algum ministro tiver coragem de perguntar o que todo mundo tem vontade de saber, a presidente poderá retrucar aos seus companheiros de naufrágio:

_ E agora??? E agora???, pergunto eu!!!, meus queridos.

Lamento muito ter que dizer isso, mas este segundo governo Dilma começa em ritmo de Quarta-Feira de Cinzas antes mesmo do Carnaval. E corre o risco de acabar antes de começar.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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cunhavale2 Na Câmara, eles sempre ganham; perderemos nós

Eduardo Cunha e Severino Cavalcanti

Caros leitores,

informo a todos que serão sumariamente deletados todos os comentários que tratarem de cor, raça ou religião.

Grato pela compreensão,

Ricardo Kotscho

***

O que diria o velho doutor Ulysses, ao observar, lá do alto, esta renhida disputa pelo comando da Câmara?

"Vocês ainda vão sentir saudades do Severino Cavalcanti...", poderia comentar naquele seu jeitão cético de quem sabia das coisas, diante da ameaça real da vitória do deputado carioca Eduardo Cunha, na eleição deste domingo, para ocupar o terceiro cargo da República.

Se lesse esse texto, Ulysses me faria uma ressalva: "Velho, sim, mas não velhaco". Pois agora, parafraseando Nelson Rodrigues, o capitão da resistência democrática poderia constatar que os velhacos perderam a modéstia e já dominam o picadeiro, viraram protagonistas.

Só para lembrar, Severino era um legítimo representante do chamado baixo clero, como Cunha também é, no papel de líder do sindicato dos deputados sem rosto, sempre em busca de mais vantagens. Só que, perto de Cunha, o folclórico deputado pernambucano, que surpreendeu o país ao ser eleito para a presidência da Câmara, em 2005, era um amador, podemos dizer, até um romântico.

No jogo de chantagens do Legislativo com o Executivo, Severino queria apenas uma diretoria da Petrobras, "aquela que fura poços", e acabou se vendendo por um módico mensalinho de R$ 10 mil mensais ao concessionário do restaurante da Câmara. Eram outros tempos.

Eduardo Cunha é, acima de tudo, um profissional. Age, não como sindicalista, mas como empresário, como bem constatou o colega Luiz Fernando Vianna, desde que surgiu nas franjas do submundo da política fluminense, levado pelas mãos de PC Farias, no começo dos anos 1990, para ocupar um cargo na falecida Telerj.

Desde então, aliado ora a Collor, ora a Garotinho, ora a Cesar Maia, acumula em seu currículo um longo prontuário de processos na Justiça, que não o impediram de seguir na sua vitoriosa carreira, chegando aonde chegou, como franco favorito. Pode ganhar até no primeiro turno, derrotando o governo federal, que acabou de tomar posse, e do qual é desafeto assumido.

Suprapartidário, é líder do PMDB, o principal aliado do governo, mas ninguém na Câmara é mais oposicionista do que ele. Gabou-se nas últimas eleições de ter ajudado a eleger sua própria bancada e logo lançou-se em campanha pela presidência, com a retaguarda garantida por grandes grupos de variados interesses econômicos e midiáticos, que sempre o apoiaram.

Do outro lado, concorre para valer só o candidato oficial do governo, Arlindo Chinaglia, do PT paulista, que já foi um anódino presidente da Câmara. Chinaglia joga suas últimas fichas no trabalho de ministros do Palácio do Planalto, correndo atrás do prejuízo, com suas planilhas para cobrar fidelidade de parlamentares dos partidos aliados que ocupam cargos no governo.

Durante toda esta "campanha eleitoral" milionária na caça ao voto dos deputados, com jatinhos e comilanças à vontade, nenhum dos dois discutiu os graves problemas nacionais, muito menos projetos para o país. A disputa entre os dois se limita a saber quem oferece mais cargos e mordomias às insaciáveis excelências.

Como o voto é secreto, ninguém saberá quem trairá quem, mas de uma coisa podemos ter certeza: ganhe quem ganhar, diante deste cenário de vale tudo, perderemos nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

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É até maldade o que a presidente Dilma está fazendo com sua amiga Graça Foster, obrigada todos os dias a mostrar a cara para explicar o inexplicável na enxurrada de denúncias, prejuízos e lambanças na Petrobras, outrora a maior empresa brasileira.

Lealdade e teimosia deveriam ter limite quando estão em jogo os interesses da Nação. Chegamos a um ponto, após a divulgação do último balanço da empresa, na madrugada desta quarta-feira, com dois meses de atraso, em que não dá mais para adiar a troca imediata de toda a diretoria executiva e do conselho de administração da Petrobras.

Trata-se de uma questão de sobrevivência da empresa. O desafio, agora que chegamos ao fundo do poço, é saber quem aceita pegar esta bucha de canhão, com todos os processos que correm na Justiça brasileira e nos Estados Unidos.

Basta citar apenas um número sobre o que aconteceu após a divulgação do balanço: as ações da Petrobras caíram 11,2% na Bolsa e o valor de mercado da empresa desabou de R$ 129 bilhões para R$ 115 bilhões, uma perda de R$ 13,9 bilhões em apenas um dia.

De nada adianta agora Dilma fazer discursos denunciando os  inimigos internos e externos interessados na privatização da empresa. Que eles existem, e são poderosos, cansamos de ver todos os dias na mídia familiar, mas isto não resolve o desafio imediato, urgente, inadiável: evitar a quebra da empresa, com o contínuo derretimento das suas ações e dos seus ativos.

Para isso, é preciso recuperar um mínimo de credibilidade no mercado, com a indicação de novos responsáveis pelo seu comando, exatamente como Dilma fez ao nomear Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Vejam bem, não estão em discussão a competência e a honestidade de Dilma e Graça, mas a presidente da Petrobras está visivelmente com seu prazo de validade vencido. Nem ela aguenta mais.

srs1 Petrobras: eis o preço da teimosia de Dilma

Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da Republica

Meu colega Heródoto Barbeiro já mostrou na quarta-feira (28) no telão do Jornal da Record News (assista aqui) os números desta tragédia anunciada a cada balanço, ano a ano, trimestre a trimestre, desde o início das denúncias do esquema de corrupção pela Operação Lava Jato.  O valor dos prejuízos é incalculável, como a própria empresa reconheceu, em seu comunicado oficial sobre o balanço, que omitiu este dado, e fez a Bolsa despencar.

Não tenho ações da Petrobras, nada entendo de balanços nem de economia, mas não é preciso ser nenhum especialista para saber que lucro é lucro, prejuízo é prejuízo, tanto faz se é numa instituição pública ou privada. Toda empresa tem que dar lucro ou acaba fechando. E a Petrobras não é uma entidade de benemerência.

No mesmo dia em que o balanço do terceiro trimestre, sem aval de uma auditoria externa, mostrou uma queda de 38% no lucro líquido em relação ao período anterior, enquanto o endividamento da empresa crescia 18% apenas entre o final de 2013 e setembro de 2014, atingindo estratosféricos R$ 261 bilhões, o McDonald´s, que também não é uma entidade de benemerência, anunciava a demissão do seu presidente, Dan Thompson.

Motivo: as vendas globais da empresa caíram 1% (sim, apenas um por cento) em 2014 e o lucro líquido mostrou queda de 15% no ano. A Petrobras, eu sei, não é um McDonald´s, mas acionista é acionista em qualquer lugar do mundo. E qualquer empresa, no mundo capitalista em que vivemos, depende de investimentos e financiamentos, não vive de discursos nem de ideologias.

A teimosia de Dilma em deixar tudo como está causa crescentes prejuízos não só à Petrobras e seus acionistas, mas à imagem do seu próprio governo e à do país.

Até quando?

E vamos que vamos.

 

 

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Nesta terça-feira quente, em que a presidente Dilma Rousseff promoveu sua primeira reunião ministerial do segundo governo (ver no final do texto), o principal personagem do dia não foi ela, mas o diretor metropolitano da Sabesp, engenheiro Paulo Massato, que anunciou um iminente "rodízio pesado e drástico" de cinco dias por semana sem água em São Paulo, e roubou todas as manchetes.

Massato não deu detalhes nem prazos, mas deixou claro que esta seria a única solução para evitar o colapso total do Sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de paulistanos, e está operando com apenas 5,1% da sua capacidade. O reservatório pode secar de vez já em março, se não chover muito até lá, o que não vem acontecendo, e não forem concluídas as obras emergenciais anunciadas pelo governo estadual, que só devem ficar prontas entre 2016 e 2018.

As previsões assustadoras do diretor da Sabesp foram feitas no mesmo evento festivo em que o governador Geraldo Alckmin inaugurou uma obra de aumento da captação do Alto Tietê, em Suzano, na Grande São Paulo. Alckmin simplesmente não tocou no assunto e não quis comentar as declarações de Massato. Desde o agravamento da crise no abastecimento de água no início do ano passado, Alckmin evita falar em racionamento e rodízio, como se vivesse em outro mundo.
73080841 Experimente ficar cinco dias sem tomar banho

Racionamento, na verdade, já existe faz tempo, embora o governador não admita: com a redução pela metade da pressão nas tubulações, quase todos os bairros de São Paulo já ficam sem água nas torneiras durante 15 horas e 13 minutos por dia, segundo uma página do site com informações sobre cortes no abastecimento inaugurado esta semana pela Sabesp.

"Se as chuvas insistirem em não cair no Sistema Cantareira, seria a solução de um rodízio muito pesado, muito drástico", prevê Paulo Massato, um técnico que não é candidato a nada e fala as coisas como as coisas são, sem meias palavras, ao contrário dos políticos tucanos, há mais de duas décadas no comando da região mais rica do país.

Se estas previsões se confirmarem, como será a vida dos paulistanos? Nem é preciso esperar pela decretação oficial do rodízio para fazer o teste: experimente, o caro leitor do Balaio, ficar cinco dias sem tomar banho. Quem vai aguentar?

O fedor será o de menos: sem água por tanto tempo, como vão funcionar as indústrias e os shoppings, as escolas e os hospitais, os restaurantes e os botecos, a agricultura e os banheiros públicos, os clubes e as floriculturas?

Sempre restará o recurso aos carros-pipa, claro, mas eles irão buscar água aonde? No Nordeste? A que preço? Quem pode já está estocando água mineral, construindo poços e cisternas, preparando-se para o pior. E quem não pode?

Já imagino o escândalo que vai ser quando não tiver mais nem água Perrier para comprar.

A volta da baderna

 Experimente ficar cinco dias sem tomar banho

Para infernizar ainda mais a vida dos paulistanos, também tivemos nesta terça-feira outro ato, o quinto deste ano, promovido pelo Movimento Passe Livre, contra o aumento das tarifas do transporte público, que já está em vigor.

Como de costume, a manifestação terminou em baderna, com 50 vândalos invadindo a estação Faria Lima do Metrô para pular as catracas. A Tropa de Choque chegou e jogou bombas de gás lacrimogêneo para todo lado, no momento de maior movimento de passageiros na estação, uma cena que já virou rotina. Dos cerca de mil manifestantes, segundo a PM, só dois foram presos, mas já devem estar soltos. Até quando?

A vitória de Vanessa

730808411 Experimente ficar cinco dias sem tomar banho

No meio de tanta coisa ruim, garimpei uma bela e emocionante história contada pela repórter Juliana Coissi, na Folha. A vida, afinal, não pode ser feita só de política e crise.

"Não vou participar. Eu sou meio gordinha e, geralmente, isso é para meninas altas, magras", respondeu a menina Vanessa, de 14 anos, quando a mãe, a agricultora Cristina Borges Vöss, de 34, a chamou para se candidatar ao "Garota Verão 2015", um concurso de beleza promovido na cidade gaúcha de Canguçu.

Pois Vanessa criou coragem e desfilou de biquíni ao lado de outras dez garotas. Foi a mais aplaudida e fez o maior sucesso na internet, que ela não tem em casa. Do alto de seu 1,61 m de altura e 70 quilos, a menina gordinha era a única de cabelo preso em rabo de cavalo. Feliz da vida, ela se sentia à vontade, vitoriosa: "Estava com vergonha, mas começaram a me aplaudir, a dizer: vai, você consegue!, você é muito bonita, e então eu desfilei".

E deu uma lição de vida e superação a todos os que fogem dos padrões estéticos do pensamento único: "Acho que a gente não deve ter vergonha do nosso corpo". Nem importa saber quem ganhou a competição.

Dilma sem novidades

Com tanto assunto, acabei deixando para o final o discurso da presidente Dilma Rousseff, na abertura da primeira reunião ministerial em Brasília. Como ela mesma reconheceu, seu pronunciamento não tinha grandes novidades em relação às medidas que já haviam sido anunciadas nas últimas semanas.

Meus comentários sobre a fala presidencial estão no site do Jornal da Record News, transmitido também aqui no R7.

E vamos que vamos.

Vida que segue.

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levy Será que Dilma já se arrependeu da reeleição?

O ministro Joaquim Levy

Só a própria presidente Dilma Rousseff poderá responder à pergunta do título, pois é cada dia mais intrigante seu silêncio nestes 26 dias do novo governo. "Por onde andará Dilma?", perguntei aqui mesmo, quase duas semanas atrás, ao estranhar seu sumiço desde a posse. De lá para cá, a presidente só foi vista em público na Bolívia, durante a cerimonia de posse de Evo Morales, em que se recusou a falar com os jornalistas.

Uma boa oportunidade para Dilma responder a todas as dúvidas da população será nesta terça-feira, quando reunirá, pela primeira vez, seu novo ministério, em Brasília. Com as medidas de arrocho até aqui anunciadas pelo ministro Joaquim Levy, da Fazenda, promovido a porta-voz do governo, sem qualquer agenda positiva no horizonte, fica difícil saber aonde Dilma quer chegar, qual é o seu plano de voo para o segundo mandato, se é que tem algum..

Mais impostos e cortes nos benefícios sociais para fazer o "ajuste fiscal", que devem render cerca de R$ 20 bilhões aos cofres do governo, aumentos da gasolina e nas contas de energia, ao mesmo tempo em que uma crise hídrica sem precedentes ameaça o abastecimento de água e luz nas áreas metropolitanas, uma onda de demissões no rastro da Operação Lava-Jato: o conjunto da obra de más notícias cresce a cada dia.

Para completar o cenário negativo, que mais lembra final do que começo de governo, neste domingo teremos a reabertura do Congresso, com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado. Na Câmara, é quase certa a vitória do deputado carioca Eduardo Cunha, atual líder do PMDB, um desafeto declarado de Dilma, que promete complicar ainda mais a vida do governo nas relações já abaladas com os parlamentares da sua própria base aliada.

E ainda não é tudo: nas semanas seguintes, a Justiça e o procurador-geral Rodrigo Janot deverão divulgar oficialmente os nomes dos políticos denunciados no escândalo da Petrobras, que até agora só apareceram em depoimentos de delatores vazados para a imprensa.

A sorte de Dilma, por enquanto, é que a oposição partidária também sumiu, com Aécio Neves se limitando a divulgar notas para criticar as medidas anunciadas pelo governo e denunciar o "estelionato eleitoral". De fato, pelo que vimos até agora, o "pacotinho" restritivo de Levy, para colocar em ordem as contas do governo, faz exatamente o que os economistas tucanos planejavam e que a presidente tanto criticou durante a campanha eleitoral.

Por isso, a maior oposição a Dilma vem de setores do próprio PT e dos partidos aliados, insatisfeitos com a formação do novo ministério e os rumos da política econômica. Ao tentar agradar a todos para garantir maioria no Congresso, dando uma fatia da Esplanada a cada um, sem levar em conta critérios de qualificação e representatividade social, a presidente conseguiu arrumar mais inimigos do que parceiros, ficando cada vez mais isolada no Planalto.

Por que, afinal, Dilma lutou tanto pela sua reeleição? Já vou deixando bem claro que não fui e não sou adepto do "volta Lula", antes que alguém me interprete mal. Tudo na vida tem seu tempo, que não volta. Ao contrário : sou a favor da renovação de lideranças e da alternância no poder, desde que se apresentem, é claro, alternativas melhores e viáveis ao eleitorado.

Só queria saber o que move Dilma para enfrentar os duros quatro anos que terá pela frente, já que ela nunca teve um projeto político pessoal, e só chegou à presidência pela força das circunstâncias em 2010. Diante dos seus 39 ministros, amanhã, a presidente acidental terá agora a chance de clarear o horizonte, orientar a tropa e dizer o que pensa e o que quer para o país. Seria muito bom que o fizesse em transmissão ao vivo, convocando uma rede nacional de rádio e televisão, para que todos possamos saber o que nos espera.

Como um dos seus 54 milhões de eleitores, acho que tenho este direito.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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8vojpebadc 8krr131wk6 file Sem chuva e sem governo, agora é o salve se quem puder

As chuvas não vieram, os governos sumiram, o ministro das Minas e Energia entregou para Deus, e a mídia, finalmente, de uma hora para outra, descobriu que estamos à beira de um colapso no abastecimento de água e energia nas maiores áreas metropolitanas do país.

Diante dessa situação, não adianta mais nada ficar discutindo de quem é a culpa, se Dilma e Alckmin esconderam a verdade ou mentiram para os eleitores durante a última campanha, se a responsabilidade é municipal, estadual ou federal.

Agora, meus amigos, é o popular salve-se quem puder. Ou assumimos a nossa própria responsabilidade de cidadãos, e passamos a economizar para valer água e luz, onde ainda tem, ou vamos todos para o inferno, e não demora. Não escapa ninguém.

Vamos reconhecer: pertencemos a uma sociedade habituada ao desperdício de água, luz e comida, ao desrespeito à natureza, a entregar tudo nas mãos dos governantes ou de entidades sobrenaturais, na certeza brejeira de que, no fim, sempre se dará um jeitinho, e nada nos faltará. A maioria nem sabe o que é cidadania, algo que não se ensina nem nas escolas, nem nas famílias. Ao contrário, a onda agora é ostentação, dane-se o resto.

Desse assunto posso falar com conhecimento de causa. Sou filho de uma família de imigrantes, que passaram sede e fome durante a Segunda Guerra Mundial na Europa, e me ensinaram desde pequeno a não desperdiçar nada porque amanhã pode faltar.

"Aqui ninguém é dono da Light", cansei de ouvir minha mãe reclamar ao mandar a gente apagar a luz acesa sem necessidade. Tudo era motivo para bronca: não ficar muito tempo no chuveiro, não deixar a torneira aberta na hora de escovar os dentes, não deixar comida no prato, não esquecer de desligar a televisão, não comprar coisas caras se tem igual mais barato, não querer dar uma de bacana.

Nos altos e baixos da minha família, nos tempos de fartura ou de dureza, fui acostumado a viver assim, e tem dado certo até aqui. Acho que isso vale tanto para as famílias como para os países que gastam mais do que ganham, vivem endividados e, de repente, como agora, se espantam ao constatar que a festa acabou.

Claro que tudo isso não livra a cara dos governantes de todas as latitudes responsáveis pelo planejamento e implantação das políticas públicas. É para isso que são eleitos e bem pagos por nós. Por mim, deveriam ser todos processados por crime de responsabilidade administrativa pela incúria e soberba com que trataram questões vitais para o bem-estar da população.

E vocês, caros leitores do Balaio, como estão fazendo para economizar água e luz? Não podemos mais esperar que a solução venha dos céus ou dos palácios.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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75674589 A tortura do telemarketing, cada dia pior

Toca o telefone na cozinha, corro para atender.

Toca o telefone no meu escritório, volto correndo.

Vou tomar banho, toca algum telefone.

Começo a escrever, toca o celular que não sei aonde deixei.

É o dia todo assim, correndo de um lado para outro, desde que minha família viajou e me deixou sozinho em casa.

Do outro lado da linha, quase invariavelmente, tem algum "consultor" de operadora de telefonia, emissora de televisão a cabo ou vendedor de assinaturas de jornais e revistas, querendo me fazer ofertas de produtos e serviços que não pedi e não quero.

Pedem sempre para falar com minha mulher, em nome de quem, coitada, estão os telefones e as assinaturas.

No começo do mês, ainda explicava educadamente que minha mulher estava viajando, mas aquilo foi chegando a um ponto de tortura que acabei perdendo a paciência e implorando: "Não me liguem mais, pelo amor de Deus!"

Tenho até pena destes jovens "consultores-torturadores", obrigados a fazer o serviço insano dos telemarketing da vida, que devem ser xingados o tempo todo e ouvir barbaridades as mais atrozes.

Que diabo estará acontecendo neste enlouquecido janeiro de 2015?

Será que os poderosos departamentos de marketing destas empresas não conseguem encontrar algum meio mais criativo e menos invasivo, ter uma única ideia original, para promover suas vendas sem encher o nosso saco?

Que tal, por exemplo, patrocinar este blog? Garanto que sairia bem mais barato e aborreceria menos os eventuais futuros clientes. Poderiam aproveitar que a internet ainda é um meio barato para anunciar, com a vantagem de só ser acessada por quem quer, não incomoda ninguém.

Pois esta tortura de telemarketing se trata disso mesmo: uma invasão de privacidade, um desrespeito ao consumidor, uma ameaça ao sossego a que todos têm direito no recesso do seu lar.

É como se os vendedores das lojas aqui do bairro viessem o dia inteiro tocar a campainha do meu apartamento para me oferecer algum produto novo.

Com tanta gente hoje em dia trabalhando a maior parte do tempo em casa, é um desaforo ser interrompido a todo momento por desconhecidos sem noção, que te ligam na maior intimidade, com seu papo de camelôs eletrônicos, para te oferecer o que você não precisa.

Será que ninguém ainda pensou como isso pode prejudicar a imagem de uma empresa, ao invés de aumentar seu faturamento?

Quem, afinal, ganha com isso? Quem compra ou quem vende estes malditos serviços de telemarketing, muitas vezes operando até a partir de outros países?

O cidadão-consumidor-contribuinte, com certeza, só perde tempo e paciência.

Cadê os institutos de defesa do consumidor, os procons da vida, os nossos caros legisladores? Será que não tem ninguém para coibir estes abusos idiotas, que a cada dia ficam mais ousados?

Telefone não foi feito para torturar ninguém.

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5nzo8ddizy 6f6k6nz7w7 file Camisa leva Corinthians à final da Copinha

No papel, antes de começar o jogo da noite desta quinta-feira, em Limeira,  São Paulo e Corinthians estavam invictos, tinham números muito parecidos e rigorosamente as mesmas chances de chegar à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Com explicar, então, este chocolate de 3 a 0 que o Corinthians meteu no São Paulo, sem dó nem piedade, sem dar chance ao adversário?

A melhor explicação foi dada pelo meia corintiano Mateus Cassini, um dos astros do time, que agarrou com força o escudo do clube na camisa e o mostrou às câmeras da TV ao final do jogo: "É isso aqui, o´! Isso é Corinthians! Tem que respeitar!".

Em campo, o time corintiano foi o retrato da sua torcida, como se ambos fossem um só corpo, enquanto os são-paulinos pareciam o time da sua diretoria soberba e vacilante. Só podia mesmo dar Corinthians.

Depois de tomar o primeiro gol, um belo gol de Matheus Vargas, aos 21 minutos do primeiro tempo, o São Paulo ficou nervoso, perdeu-se em campo e foi aos poucos entregando os pontos à determinada equipe corintiana do técnico Osmar Loss, um jovem muito sério, que soube passar confiança aos seus jogadores.

Foi isso, meus amigos, e neste domingo vamos, mais uma vez, ver o Corinthians na final de uma Copinha, que já ganhou oito vezes. O adversário será o surpreendente Botafogo de Ribeirão Preto, time que revelou o grande Sócrates, e tem as mesmas cores do São Paulo. Pelo menos assim, vou poder torcer para um outro tricolor...

Valeu, Corinthians, com seu time e sua torcida, vocês mereceram.

Sim, camisa ainda ganha jogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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