4f24svmu8w 53ks35g82t file Tem algo no ar além dos velhos aviões de carreira

A frase do título é antiga e a situação que vivemos não é nova. Paira no ar uma estranha sensação de insegurança em que algo pode acontecer a qualquer momento. Multiplicam-se os episódios de violência por toda parte, greve na PM da Bahia, protestos, manifestações, ocupações, acidentes em penca nas estradas durante o feriadão, ônibus queimados como lenha no Rio e em São Paulo, vazamento de gás na Marginal do Tietê às duas da madrugada, provocando um infernal congestionamento durante toda a manhã na maior cidade do país, obras da Copa que não andam, gerando só notícias negativas em todos os noticiários da grande imprensa, com destaque para os casos de corrupção a granel e ameaças de aumento da inflação.

Não há americanos nem militares à vista, mas o clima geral me faz lembrar os acontecimentos que antecederam o golpe cívico-militar de 1964, descritos em detalhes no livro que estou lendo sobre aquele período. Em "1964 _ O Golpe", o jornalista e testemunha ocular Flávio Tavares mostra como se criou o chamado "caldo de cultura" para que "marchas da família" pedissem a derrubada do presidente João Goulart, pedido prontamente atendido pelos militares, que preparavam a conspiração desde a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, com a participação do governo dos Estados Unidos em plena Guerra Fria.

Acabou a ditadura, acabou a Guerra Fria, os militares voltaram para os quartéis, não há mais a "ameaça comunista" e os americanos agora têm outras preocupações, mas setores poderosos da nossa sociedade, entre eles a velha elite paulistana, os donos do dinheiro grande que vivem da especulação e o alto baronato da mídia, não se conformam até hoje com a chegada do PT ao poder central e simplesmente não admitem a reeleição de Dilma Rousseff, que daria o quarto mandato consecutivo ao partido.

Erros do PT e da presidente à parte, que não foram poucos, o fato é que há uma evidente orquestração para desconstruir a imagem de Dilma e do partido, na medida em que os dois principais candidatos de oposição não conseguem desempacar nas pesquisas.

Antes que algum leitor mais afoito tire conclusões apressadas, nem de longe imagino possível que alguém esteja preparando um golpe contra o governo, até por que as condições do Brasil e do mundo são completamente diferentes de 50 anos atrás, como disse o próprio Flávio Tavares no dia do lançamento do livro, na semana passada. Apenas constato as coincidências do tom do noticiário daquela época e o de agora, para criar um clima de medo e instabilidade. O objetivo é apenas desgastar a presidente até as eleições, para impedir uma nova vitória do PT, como até aqui apontam todas as pesquisas.

Por isso, jogam tudo no descontrole da inflação e no fracasso da Copa no Brasil, anunciando greves e manifestações, para depois colocar a culpa na falta de capacidade administrativa do governo, abrindo caminho para os salvadores da pátria que prometem mudar "tudo o que está aí", mais ou menos como aconteceu em 1964. Os mesmos grupos de comunicação (com a honrosa exceção da falecida Última Hora, do meu amigo Samuel Wainer), que conspiraram contra Jango, estão aí até hoje, mais unidos do que nunca, disparando manchetes dos seus canhões de  papel. Eles não esquecem, não desistem e não aprendem.

 

 

 

 

 

 

 

 

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STF Fachada HG Supremo decide destino de Dirceu e tamanho da CPI

Duas importantes decisões do Supremo Tribunal Federal são esperadas para esta semana: o destino de José Dirceu, que está nas mãos de Joaquim Barbosa, e o tamanho da CPI da Petrobras, se será exclusiva ou ampliada para governos do PSDB e do PSB, decisão que deve ser anunciada, talvez ainda hoje, pela ministra Rosa Weber.

Dirceu está há cinco meses e uma semana em regime fechado no Presídio da Papuda, aguardando que Barbosa julgue seu pedido de regime semiaberto, que lhe foi assegurado ao ser absolvido da acusação de formação de quadrilha. A pretexto de investigar possíveis "regalias" que Dirceu teria na prisão, entre elas a de ter usado um celular, segundo denúncias da imprensa, o que nunca foi provado, Barbosa vem protelando esta decisão, impedindo-o de trabalhar fora do presídio, ou seja, aplicando nova pena a um réu já condenado.

A resolução 514, assinada pelo presidente do STF no dia 19 de novembro do ano passado, dá a ele mesmo, que foi relator da Ação Penal 470, a prerrogativa de decidir sozinho sobre o cumprimento das penas dos réus do mensalão, embora o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já tenha enviado ao Supremo, no último dia 11, um parecer em que dá por encerradas as investigações, dando a José Dirceu o direito de executar trabalho externo.

Não existe na jurisprudência do próprio tribunal nada parecido com as atitudes de Barbosa vem tomando contra José Dirceu para mantê-lo em regime fechado durante tanto tempo, o que nos permite concluir que se trata de uma vingança puramente pessoal, em que o verdugo assume a posição do magistrado, sem que os demais ministros se manifestem.

Agora, se Barbosa finalmente permitir, o ex-ministro deverá trabalhar como auxiliar no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi, em Brasília, ganhando pouco mais de R$ 2 mil por mês, e será transferido para o Centro de Progresso Penitenciária, onde já se encontram os demais presos que foram autorizados a trabalhar fora.

Em mais um caso de submissão explícita, alimentando a judicialização da política, tanto a oposição como os aliados do governo apelaram ao STF para decidir a pendenga sobre o tamanho da CPI da Petrobras. O presidente do Senado, Renan Calheiros, declarou que não vai recorrer, qualquer que seja a decisão da ministra Rosa Weber, mas os aliados já decidiram levar o caso para o plenário do tribunal, e o presidenciável tucano, Aécio Neves, anunciou que vai ao Supremo para acompanhar a sessão da tarde desta terça-feira.

Sem propostas, bandeiras ou discursos para a campanha presidencial, os líderes da oposição tentam sair da inanição em que se encontram jogando tudo na criação da CPI exclusiva da Petrobras para fustigar a presidente Dilma Rousseff, que era presidente do Conselho Administrativo das empresa na época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados, Unidos, em 2006, alvo de um interminável bombardeio de denúncias nas últimas semanas. Outra CPI semelhante já tinha sido instalada em 2009 e não deu um nada.

Enquanto isso, os governistas tentam adiar ao máximo a criação de qualquer CPI, para não dar um palanque permanente à oposição partidária e midiática, em plena etapa decisiva da campanha eleitoral. Quem decidirá o jogo, mais uma vez, será a Justiça, a pedido dos dois times. Depois, não adianta reclamar da progressiva degradação da imagem do Congresso Nacional, dos partidos e dos políticos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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movimentação metro g 201203151 A intolerância, a incivilidade e a ignorância

"Eu não sou obrigado a te ver!", respondeu-me na fila do caixa o senhor bem vestido, mais ou menos da minha idade, quando ostensivamente  passou à minha frente na fila e eu lhe perguntei se ele não tinha me visto. Já já esticando o braço para entregar seu cartão ao caixa da lanchonete no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, no coração de São Paulo, ele fez que não me viu e repetiu a frase. Fiquei perplexo e só pude lhe dizer: "Pobre Brasil..." O sujeito quis saber por que, e tive que lhe explicar: "Por ter gente como você". Com o braço na tipoia, ainda me recuperando de uma cirurgia complicada no cotovelo, não tinha como lhe dar o que merecia, um murro na cara.

Esta cena, cada vez mais comum nos dias em que vivemos, aconteceu na noite de quarta-feira, após o lançamento do livro "1964 _ O Golpe", do meu amigo Flávio Tavares, que pretendo ler neste feriadão. Ainda não tinha me recuperado da agressão anterior, na mesma noite. Ao descer do carro na alameda Santos, esperei o farol fechar, a rua estava vazia e, de repente, do nada, apareceu um carrão preto, com farol alto, buzinando bem em cima de mim, e o feliz proprietário ainda me xingou. Não acreditei naquilo. Xingar este cara de animal, como eu fiz, é ofender os animais.

No debate que antecedeu a noite de autógrafos na Livraria Cultura, Walcyr Carrasco, o festejado autor de novelas, contou que, ao incluir em sua última novela um merchandising cultural sobre o livro "Meus 13 dias com Che Guevara", também de Flávio Tavares, foi fuzilado pela internet por ter tido a ousadia de citar o nome do lendário guerrilheiro no horário nobre.

Que se passa? No caminho de volta para casa, fiquei pensando nos três "i" _ os tantos episódios de intolerância, incivilidade e ignorância explícitas que tenho presenciado sempre que saio de casa na maior cidade do país. Sem falar na guerra do trânsito, em que cada motorista se acha o dono da rua e também finge que não vê os outros, dando fechadas, avançando sinais, fechando cruzamentos e buzinando, por toda parte e em todos os círculos sociais, esta praga está se espalhando.

Vão dizer que este é um problema que só pode ser resolvido quando a educação de qualidade em nosso país for universalizada. A meu ver, porém, não se trata só da educação formal porque, na maioria destes casos, os personagens são pessoas que cursaram até boas faculdades, mas não aprenderam o básico: a viver em sociedade, respeitando os outros, não tratando como inimigo quem pensa diferente, não querendo levar vantagem em tudo. A meu ver, trata-se mais de uma questão cultural e de falta de caráter. Não basta ter diploma.

Do trânsito cada vez mais brutalizado, aos protestos de toda ordem que se multiplicam, impedindo nosso direito de ir e vir, às greves em setores essenciais, às conversas nos bares em que se quer ganhar discussões no grito, na falta de solidariedade com os mais necessitados, à baixaria na internet, aos desmandos e malfeitos em todas as latitudes dos três poderes, o panorama humano está ficando cada vez mais assustador.

Por isso, nada como um feriadão pela frente para dar uma respirada e refletir sobre o que estamos fazendo com as nossas vidas e o nosso país. Apesar de tudo, boa Páscoa a todos. Até terça, ou a qualquer momento em edição extraordinária do Balaio.

Enquanto eu descanso um pouco, vocês poderiam atualizar este nosso espaço contando outras histórias de intolerância, incivilidade e ignorância, que não devem faltar nas cidades em que vivem. Ou contar alguma história boa de alguém que está conseguindo escapar deste vale tudo em que, ao final, todo mundo vai sair perdendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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dilma ok Nova pesquisa vai atiçar a guerra contra Dilma

Dilma posa para foto com trabalhadores durante cerimônia de inauguração do Pier Sul do Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Uma notícia boa e uma ruim para Dilma Rousseff.

Primeiro a boa: nova pesquisa Vox Populi/Carta Capital divulgada nesta quarta-feira mostra a presidente ainda na liderança folgada da corrida presidencial, com 40% dos eleitores, enquanto seus adversários juntos somam 26% das intenções de voto, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

A ruim: este cenário eleitoral estável, em que Dilma caiu um ponto, assim como Aécio Neves (de 17% em fevereiro para 16%) e Eduardo Campos subiu dois (de 6% para 8%) vai ativar ainda mais a guerra midiática desencadeada pela oposição partidária e empresarial para impedir a qualquer custo a reeleição da presidente petista, que permitiria ao PT ficar 16 anos no poder.

Posso imaginar a cara dos barões e seus editores, comentaristas, colunistas e blogueiros na próxima reunião do Instituto Millenium, um olhando para o outro, e se perguntando: onde foi que nós erramos?

Após o bombardeio das últimas semanas, em torno da Petrobras e do noticiário negativo na economia, era grande a torcida deles para que na primeira pesquisa publicada a presidente Dilma desabasse e seus adversários disparassem na tabela das intenções de votos. Esta pesquisa Vox Populi, que praticamente manteve inalteradas as tendências do levantamento de fevereiro, foi um balde de água fria naqueles que buscam diversas formas alternativas, fora das urnas, para retomar o poder perdido em 2002.

O Plano A era formado pelas denúncias contra a Petrobras, por conta da compra da usina de Pasadena, nos Estados Unidos, um mau negócio feito oito anos atrás. Com a criação de uma CPI, queriam responsabilizar diretamente a presidente Dilma pelos prejuízos, mas até agora esta operação não surtiu o efeito desejado.

O Plano B já está em marcha, com a promoção dos "protestos pacíficos" que se repetem pelo país afora, seguindo um calendário pré-estabelecido, para criar um clima de descontrole nas ruas tomadas por vândalos do movimento "Não Vamos Ter Copa". Sim, vamos ter Copa, mas eles não se conformam, e já programam novas manifestações que acabam em atos de violência e prisões (por falar nisso, ao contrário do que aconteceu das outras vezes, quatro dos 54 "protestantes" presos pela polícia na terça-feira continuavam detidos até ontem).

O Plano C foi para as ruas esta semana com a nova greve dos policiais de Salvador, uma das cidades-sede da Copa, que levaram a saques e à convocação de tropas do Exército. A greve é comandada pelo ex-soldado da PM Marco Prisco, o mesmo da greve de 2002 (também ano eleitoral), que depois se elegeu vereador pelo PSDB de Aécio Neves. Outra liderança dos policiais é o deputado estadual Capitão Tadeu, do PSB de Eduardo Campos, agora candidato a federal. É preciso acrescentar mais alguma coisa?

greve Nova pesquisa vai atiçar a guerra contra Dilma

Criminosos aproveitam greve de PMs para saquear lojas e caminhões em Salvador (BA). Foto: Reprodução/Rede Record

A "Folha", que já criou o "protestômetro", informa que outras 16 categorias profissionais querem aproveitar o calendário da Copa para tentar conseguir aumentos acima da inflação e ampliar direitos trabalhistas". Ou seja, estão preparando novas greves.

Bem, se nada disso der certo, e as pesquisas teimaram em mostrar Dilma bem à frente dos outros, restará apenas uma última alternativa para as oposições partidárias-midiático-financeiras: marchar novamente para o Supremo Tribunal Federal e pedir o adiamento das eleições por "falta de clima" _ exatamente o clima de instabilidade que se está querendo criar com os planos relatados acima.

Como não sou dono da verdade, gostaria de saber o que os eleitores/leitores do Balaio pensam de tudo isso. Não se acanhem, mandem seus comentários. Só não vale baixaria.

Em tempo: agora, é quase todo dia. Nesta quinta-feira, um dia após o Vox Populi, saiu nova pesquisa Ibope, sem grandes novidades. Como já tinha mostrado o Datafolha na semana passada, a presidente Dilma oscilou para baixo, mas os seus principais concorrentes ficaram no mesmo lugar. Com a inclusão dos nanicos, que somaram 3%, Dilma caiu de 40 para 37%; Aécio oscilou de 13 para 14% e Eduardo Campos ficou com os mesmos 6% da pesquisa anterior. Detalhe: a soma de votos nulos, em branco e não sabe é de 37%, ou seja, o mesmo índice de intenção de votos da líder na pesquisa, que continuaria ganhando no primeiro turno (os adversários somam 25%).

 

 

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ManifestacaoMasp 15042014 DO 61 2 Quem mobiliza estes vândalos contra a Copa?

A menos de dois meses do início da Copa, com todos os estádios prontos, à exceção do Itaquerão do Corinthians, continuam as "manifestações pacíficas" contra o evento promovidas nas grandes cidades, seguindo religiosamente um calendário, preparado por alguém que ninguém sabe quem é. Nesta terça-feira, tivemos mais um em São Paulo e o próximo já está marcado para o próximo dia 29.

Inventaram até um "protestômetro" para divulgar os atos marcados em todo o país para antes e durante a Copa do Mundo do Brasil. O que eles querem, afinal? Derrubar os estádios? Derrubar o governo? Provocar um clima de caos antes das eleições presidenciais?

O que me parecia um negócio de malucos desocupados, como estes "black blocs", que aparecem sempre no final dos "protestos" afrontando a polícia e quebrando tudo que encontram pela frente, está virando um movimento muito bem organizado, que não mostra suas lideranças nem os objetivos que os levam a fechar ruas e avenidas, provocando enormes congestionamentos nas capitais que sediarão a Copa.  Atribui-se tudo a uma anônima mobilização feita pelas redes sociais.

Desde as grandes manifestações de junho do ano passado, que começaram pacíficas e terminaram em confrontos com a polícia e enormes prejuízos para os comerciantes, não teve semana em que não promovessem algum protesto por qualquer motivo, muitas vezes em parceria com os "black blocs".

Assim como os "manifestantes", batalhões de policiais comparecem pontualmente aos locais marcados e, vez ou outra, prendem alguns mais exaltados.  Centenas já foram presos _ só ontem, a polícia levou mais de 50 deles_ , mas acho que nenhum permanece atrás das grades. Antes de soltá-los, no ritual que já se tornou uma rotina, será que os órgãos de segurança não poderiam pelo menos fazer uma pequena investigação para saber quem são, de onde vêm e a serviço de quem estão estas figuras estranhas que fizeram dos protestos uma profissão?

O de ontem foi o quinto ato do "Não vamos ter Copa" este ano. Lá estavam 750 PMs para tomar conta de 1.500 manifestantes. Nos dois protestos anteriores, havia mais policias do que participantes das marchas de protesto. Quanto custa isto ao Estado em recursos humanos e equipamentos? Quem paga esta conta? Parando o transito por onde passavam, da avenida Paulista ao Largo da Batata, em Pinheiros, cruzando toda a avenida Rebouças, eles conseguiram infernizar a vida de milhares de paulistanos que estavam voltando do trabalho ou da escola para suas casas.

Para marcar sua presença, antes do "protesto" acabar os "black blocs" destruíram três agências bancárias e correram corajosamente para dentro da estação Butantã da linha 4 do Metrô, onde foram cercados por 150 policias. Depois de revistados, foram levados para os ônibus da PM, que já estavam aguardando por eles. A polícia encontrou até coquetéis molotov nas mochilas dos "pacíficos manifestantes".

Até quando nós vamos continuar assistindo a esta baderna pré-programada sem fazer nada?

 

 

 

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petro Em torno da Petrobras, campanha presidencial começa para valer

A campanha presidencial começou para valer nesta segunda-feira com o lançamento da chapa Eduardo-Marina, que procura se mostrar a mais oposicionista ao PT para tomar o lugar de Aécio Neves, tendo na retaguarda um forte apoio da mídia. Os barões da imprensa ainda não decidiram claramente qual dos dois candidatos vão apoiar, mas nos últimos dias tenho notado uma certa tendência pró-Eduardo, que agora deve aumentar com a ajuda de Marina, bem relacionada com alguns grupos econômicos, principalmente de São Paulo, desde a última eleição.

Como se tivessem combinado, Eduardo e Aécio fizeram discursos bastante parecidos ontem à tarde para atacar o governo Dilma, tendo como alvo central a Petrobras. No Rio, durante mais um encontro com empresários, Aécio mostrou que ainda não desistiu de uma CPI exclusiva da Petrobras: "Quem está sujando a imagem da Petrobras é o aparelhamento que o PT estabeleceu há vários anos". Em Brasília, palco do "casamento" civil entre o presidenciável Eduardo e sua vice Marina, o ex-governador de Pernambuco foi na mesma linha: "Não vamos permitir que a Petrobras se transforme num caso de polícia. Aos erros, a lei".

Pela manhã, antecipando-se aos esperados dos adversários, durante a cerimonia de inauguração de dois navios petroleiros no Recife, a presidente Dilma saiu em defesa da empresa e do seu governo, assegurando que não assistirá calada à campanha dos adversários para "destruir" a Petrobras. "Estamos aqui nos comprometendo a cada dia que passa que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor, o que tiver que ser punido vai ser também punido com o máximo de rigor".

Dilma lembrou que a Petrobras valia US$ 15,5 bilhões quando Lula assumiu em 2003 e hoje seu valor de mercado é de US$ 98 bilhões. De sua parte, Aécio e Eduardo batem na tecla de que durante os três anos de governo Dilma a empresa perdeu metade do seu valor.

Este é só o início de uma guerra que vai durar até as eleições de 5 de outubro, mas já dá uma ideia do que virá pela frente. De concreto, até agora, temos apenas que os dois principais candidatos de oposição prometem diminuir o numero de ministérios e ampliar o Bolsa Família, enquanto Dilma ainda não sinalizou o que pretende fazer para melhorar o desempenho da economia e a vida dos brasileiros nos próximos quatro anos, caso seja reeleita. Por enquanto, Dilma está mais preocupada com os desdobramentos do tsunami de denúncias contra a administração da Petrobras e em manter unida a base aliada, o que não será nada fácil, a depender das próximas pesquisas.

Ao selar a aliança do PSDB com o DEM, na disputa estadual na Bahia, Aécio comemorou a entrada do PMDB na chapa deixando claro que vai batalhar para atrair mais setores do principal partido aliado do governo. "É até agora a mais bem sucedida construção política feita para estas eleições."

Preocupado em não perder espaço para Eduardo, especialmente na mídia que costuma apoiar os tucanos nas eleições, o senador mineiro foi homenageado com um jantar por dissidentes do PMDB carioca, que não querem apoiar a reeleição de Dilma, e já falam abertamente numa campanha do "Aezão", juntando Aécio com o candidato do partido, o governador em exercício Pezão.

O tamanho da dissidência peemedebista, é claro, vai depender das próximas pesquisas. É nelas que Dilma, Aécio e Eduardo jogam seus trunfos para conquistar ou manter apoios políticos e recursos financeiros de empresas privadas. Por falar nisso, só para lembrar, o ministro Gilmar Mendes, do STF, que pediu vistas e suspendeu o julgamento da proposta sobre a proibição de financiamento privado de campanhas, quando o placar estava 6 a 1, ainda não devolveu o processo e, como não há prazo, talvez nem o faça antes das eleições.

 

 

 

 

 

 

 

 

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ituano Ituano campeão mostra que futebol não é só fama e grana

Foi mais do que justo: o pequeno Ituano mostrou aos grandes do futebol paulista que para ser campeão não bastam fama e grana. Com um elenco de jogadores modestos, que não ganham juntos o que um Rogério Ceni, um Pato ou um Ganso ganha por mês, o time do interior fez a festa no Pacaembu neste domingo, ao derrotar o Santos na cobrança alternada dos pênaltis, depois de ter jogado melhor a maior parte dos 180 minutos das duas partidas finais.

No dia em que o São Paulo foi acusado de entregar o jogo contra o Ituano no Morumbi, eliminando o Corinthians da fase decisiva do campeonato, eu escrevi aqui mesmo que ganhou quem tem mais  time e jogou melhor, não houve nenhum cambalacho. O campeonato paulista, além de premiar o guerreiro Ituano, serviu apenas para mostrar aos dirigentes do São Paulo, do Corinthians e do Palmeiras que os times deles são muito ruins.

Os três grandes da capital jogaram fora caminhões de dinheiro em contratações bastante duvidosas e na construção de modernos centros de treinamento, não dando chance aos seus meninos, como fez o Santos, que chegou às finais com vários jogadores formados na Vila Belmiro.

Por ironia da vida, quem conduziu o Ituano ao título foram dois ex-jogadores do São Paulo: Juninho Paulista, no comando do clube, e Doriva, dirigindo o time. O meio de campo do Santos, com Arouca e Cícero, também foi formado por dois ex-são paulinos.

Abaixo os cartolas da velha guarda, que ainda vivem no tempo de Vicente Matheus, o caudilho derrubado pela Democracia Corintiana, como contei no post anterior. A democracia que reconquistamos faz trinta anos precisa chegar urgentemente ao futebol para que a luta de Sócrates e Cia. não tenha sido em vão.

Viva o Ituano!

 

 

 

 

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kotscho ok Corinthians, rock e Diretas Já: bons tempos, aqueles

Para quem viveu aquela época, foi muito emocionante rever os grandes movimentos, toda a festa e os sonhos dos anos 80, misturando o ocaso da ditadura militar, a Democracia Corintiana, a Campanha das Diretas Já e as primeiras grandes bandas do rock nacional entrando em cena e quebrando a velharia nos palcos da vida.

Para quem veio depois, é uma grande oportunidade de conhecer os momentos mais importantes da redemocratização do país e aprender como se organizam manifestações pacíficas, com objetivos claros e lideranças fortes da política, das artes, do futebol e da sociedade civil.

A vida fervilha nos 82 minutos do documentário "Democracia em Preto e Branco", de Pedro Asbeg, que foi exibido pela primeira vez esta semana no festival "É Tudo Verdade", em São Paulo e no Rio de Janeiro. Pena que o filme só vai entrar nos cinemas depois da Copa do Mundo. Tem tudo a ver com este momento conturbado que estamos vivendo, trinta anos depois da reconquista das eleições diretas para escolher nosso presidente.

Éramos jovens e sonhadores como meu amigo Sócrates, o grande símbolo da Democracia Corintiana, que botou para correr o caudilho Vicente Matheus, e devolveu a alegria ao futebol, graças a figuras como Adilson Monteiro Alves, Washington Olivetto e Mário Travaglini, entre muitos outros. Nos campos, nos palcos e nos palanques, eles se misturavam a líderes políticos como Lula e Fernando Henrique Cardoso, que chegariam à Presidência da República, ao lendário locutor Osmar Santos e aos grande símbolos da música popular brasileira, ao som do Hino Nacional e de um rock da pesada. Estão todos na fita.

Os sonhos foram transformados em realidade, uma geração vitoriosa chegou ao poder, vivemos hoje o mais duradouro período de liberdades democráticas da nossa história, mas sinto falta daquele clima de festa que se vivia por toda parte quando voltamos a respirar a liberdade.

Ao sair do cinema da Livraria Cultura no Conjunto Nacional, cruzei com muitos jovens de cara amarrada, bem diferentes daqueles e irreverentes dos anos 80, nem me pareciam alimentar grandes sonhos ou ter disposição para se engajar numa luta coletiva, qualquer uma. Sem saudosismos baratos, mas também sem fugir da realidade, somos obrigados a constatar que hoje vivemos uma época do cada um por si e salve-se quem puder. Já não existe o inimigo comum que unia a todos e a cerveja já não tem o mesmo gosto de celebração permanente.

As cenas dos jogos e dos gols daquele tempo, que perpassam o filme todo, nos lembram que o Corinthians e o nosso futebol já foram bem melhores. Ao olharmos para o Congresso Nacional, então, vemos como a nossa política empobreceu e se amancebou.

Talvez o jovem diretor Pedro Asbeg nem tenha tido esta intenção, mas "Democracia em Preto e Branco" provoca no espectador uma sensação ambígua de alegria e tristeza, reflexão amarga de que já fomos melhores e tínhamos mais esperanças, em plena ditadura, ao compararmos aquela época com o cenário que vemos hoje na cultura, no jornalismo, na política e no futebol, em toda parte. Perdemos as antigas referências e não ganhamos novas. Figuras emblemáticas como Sócrates, que se foi antes da hora, faz três anos, não há mais. Temo que, em algum momento, tenhamos também perdido a alma que nos movia, acima de times, bandas e partidos, para mudar o rumo da história e das nossas vidas.

 

 

 

 

 

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ok1 Vai viajar de avião? Muita calma nesta hora

Já faz algum tempo que voar no Brasil virou uma aventura, mas a cada dia o desafio aumenta e é preciso ter muita calma nesta hora. Você só sabe onde embarca, se conseguir embarcar. A partir daí, você não sabe se vai pousar no destino marcado ou em qualquer outra cidade. Prepare-se para surpresas geralmente desagradáveis. O que antes era um prazer, virou uma epopeia.

Esta semana, minha filha Mariana Kotscho, que também é jornalista veterana como eu, viveu esta experiência numa viagem de trabalho ao Recife, um bate e volta de 30 horas em que aconteceu de tudo. Transcrevo abaixo o relato que ela fez em seu facebook. O texto é meio longo (até nisso ela é parecida comigo...), mas vale a pena ir até o final. No mínimo, o leitor vai se divertir bastante com as roubadas em que Mariana entrou, sem perder o bom humor.  Se sobrar paciência e tempo, vale a pena entrar no blog dela (endereço no final do texto) e ver os comentários dos leitores.

 

Texto de Mariana Kotscho

 

Meu vôo hoje de SP a Recife dava um conto. Então vou contar…

Congonhas, 5 da tarde. O movimento lembra o terminal rodoviário do Tietê, em véspera de feriado. O aeroporto não suporta mais o movimento. O funcionário da cia aérea me informa que só tem auto-atendimento…vou então pra fila dos computadores ( e logo penso…"se fosse meu pai acho que ia desistir do embarque").
Despacho a mala. Antes de chegar ao portão 7, previsto para o embarque, paro para uma coca e um pão de queijo mirrado - 10 reais! É, preço de aeroporto pré copa…..
Na hora do embarque, no portão 7 (oba, é túnel), o sistema de som avisa: "Srs passageiros, o voo 1612 mudou para o portão 19" (ah, não, é ônibus)…
Desce escada rolante, fila enorme. Os funcionários gritam em vão as ordens "primeiro a fileira da janela, agora, a do meio"…..com fones nos ouvidos, a maioria dos passageiros nem escuta nada.

Ao entrar no ônibus, rumo ao avião, me lembro de meu filho quando fomos embarcar pra Fortaleza: ao entrar no ônibus, ele ficou decepcionado - Puxa, mamãe, você disse que a gente ia de avião…. Rumo ao Rio, apenas água e amendoim, "mas pode pagar com cartão de crédito" avisa a aeromoça.

Escala no Rio, ar condicionado desligado, mas quem vai pro Recife deve ficar no avião. "Afinal é só uma hora de escala". Avião no ar novamente e começa o serviço de bordo. A moça da minha frente pede a sopa. "Senhora temos a sopa mas não temos o copo pra tomar a sopa". "Então quero um chocolate". "Chocolate tem no cardápio mas não tem no avião. Pagamento com cartão de crédito, débito não aceitamos. E se for pagar em dinheiro é bom que seja trocado porque não temos troco"….

Eu já estava com medo da aeromoça (que, aliás, não pode mais ser chamada de aeromoça, né? É comissária de bordo). Tratei logo de pegar 10 reais - deu pro amendoim!!! Quando tudo parecia mais tranquilo, veio um aviso: "Atenção senhores passageiros. Algum médico a bordo? Temos uma passageira passando mal".

Só me faltava essa. Como jornalista eu ajudaria, no máximo, fazendo uma matéria. Mas rezei pra que não fosse nada grave. Pouso apoteótico, com direito a ambulância e tudo.
Ufa, enfim estou no Recife (falar "em" Recife é errado, né?). A brisa e o cheirinho do mar compensam….amanhã tem trabalho por aqui!

*

Ainda sobre o post anterior, esqueci de um detalhe: durante escala no Rio, quando os novos passageiros embarcaram, uma senhora entrou no avião e veio me perguntar: "O moça, esse avião aqui vai pra onde? É Recife, mesmo?". Até eu fiquei na dúvida….

Agora sim: o conto da volta. Cenas emocionantes da vida como ela é…. Lá vai: (é longo, tá?).

Chegou a hora de voltar a SP, depois de menos de 24 horas no Recife (a trabalho). Vou para o aeroporto com bastante antecedência. Pilotando a Van, o motorista Carlos - que havia tido os óculos roubados pela manhã ( eu estava correndo um sério risco já que ele fez questão de dizer que, sem os óculos, não enxergava direito.)Na chegada ao aeroporto, vejo aquele bando de gente gritando, com camiseta de time vermelho e preto. Logo penso no Flamengo, mas me lembro que estou em Pernambuco e, muito entendida em futebol, pergunto ao Carlos:

-"Que time é este?"

-"É o Sport Club do Recife, ganhou ontem do Ceará em Fortaleza, é o campeão do campeonato nordestino, a senhora não viu?".

- Não, moço, eu estava no avião vindo pra cá…

Eram duas da tarde. Meu vôo sairia às 4. O time do Sport ia chegar às 7 da noite!!! E a torcida animada, com bandeiras e cantante, já lotava o aeroporto. Ao entrar, reparo no número grande de policiais. Seria por causa da torcida? Penso que é exagero. São muitos policiais, cada grupo com fardas diferentes, alguns parecem até do exército, estão armados. Meu Deus, deve ter acontecido algo grave. Como jornalista é jornalista mesmo quando não está trabalhando, fui lá perguntar, né?

- Policial, por que tudo isso? Aconteceu o que? É só por causa da torcida?

- Não, senhora, hoje estamos fazendo aqui uma comemoração. No subsolo tem uma exposição e nossa banda vai tocar….

Uma mistura e tanto.De um lado, torcedores cantando o hino do Sport e, de outro, a bandinha da polícia tocando de tudo, de Vila Lobos a Luiz Gonzaga. Ainda bem que cheguei cedo, afinal o aeroporto estava animado, né? Faço hora, vejo as lojinhas. Nenhuma tem saia de chita. E a minha filha queria tanto uma….

Quando reparo que a fila da Cia. aérea está quilométrica, decido encarar logo para fazer check in e despachar minha mala. Minha tendinite no braço não permite que carregue peso….
A fila. A fila dá um conto à parte. Se você chegou até aqui no meu texto, não pode perder o que vem a seguir.

A fila não anda. A toda hora funcionários passam gritando número de vôos chamando passageiros para sair da fila. A fila não anda. Tenho pouca bateria no celular. O jeito é bater papo na fila (com os poucos que não estão teclando no celular ou de fone no ouvido). Dona Ana me conta que vai pra Salvador. O cara de trás comenta que teve problema no aeroporto da Argentina e de Brasilia. Dona Ana, pernambucana, me conta que tem 2 filhas, um neto e vai pra Bahia visitá-los. Dona Ana está emocionada. Ela torce pro Sport, o time dela foi campeão. Ela começa a cantar o hino do time pra mim. Então me lembro que vou gravar um Programa Papo de Mãe com mães fanáticas por futebol.

- Dona Ana, a senhora vai ter que ir no meu programa!

- Não posso, filha (ufa, ela me chamou de filha…todo mundo deu pra me chamar de senhora de repente…tudo bem que ja passei dos 40…mas…), vou pra Bahia.

- Então vou gravar um vídeo com a senhora com meu celular.

- Vixe, então peraí que vou passar um batom.

O vídeo ficou uma graça. Dona Ana, toda maquiada, contou que tem um time em cada Estado, cantou hinos (olha eu trabalhando de novo) e mandou até recado pros torcedores na copa (vejam o vídeo, em breve, no Papo de Mãe). Assim que terminei de gravar o vídeo ( o povo em volta achando que eu era doida e a dona Ana mais ainda), escuto da funcionária:

-Tem na fila passageiro do vôo 1149 com destino a SP e escala em Brasília?

- Opa, é o meu. Eu, sou eu!

- Senhora (PQP, quando você começa a ser chamada só de senhora é um marco na sua vida, sabe? Agora já me acostumei….) o seu vôo vai atrasar 3 horas. Sendo assim a senhora vai perder a conexão em Brasilia, às 20h, para o aeroporto de Congonhas, então vamos arrumar lugar em outro vôo. Já no balcão, agora e um rapaz que me dá as opções:

- A senhora pode ficar neste vôo que vai atrasar 3 horas, chegar em Brasilia à uma da manhã e pegar a conexão às sete da manhã para Congonhas ou mudar para o vôo que sai daqui às 18h e vai direto pra SP, chegando às 21h30 em Cumbica.

Pensamento rápido: Passar a madrugada no aeroporto de Brasilia e chegar em Congonhas, onde está a P…. do meu carro ou chegar em Cumbica e ir de ônibus da Gol até Congonhas para pegar a P…. do meu carro??? Fiquei com a opção 2. Ou seja, voltar pra SP de avião + ônibus.

A torcida continua animada…os policiais continuam tocando….. Uma coisa boa que surgiu nos aeroportos são as torres (super concorridas) com tomadas para carregar o celular. Logo arrumo uma tomada. Fico lá em pé uns 20 minutos segurando o celular na mão até carregar um pouquinho. Pensou que ia ter lugar pra sentar, né???? ha ha há.

Vixe, já escrevi um monte e ainda nem entrei no avião. Mas tudo bem…O FB é meu mesmo…lê quem quer…(dizem que na internet tem que ser texto curto, mas não estou preocupada…nada como a liberdade de expressão). Bom, hora de ir pro embarque. Tudo mal sinalizado (redundância?). Sobre os lanchinhos: quem inventou que comida de aeroporto é pão de queijo com refrigerante??? Poxa, podia melhorar, né?

Já dentro do avião. Vou pro meu lugar, no corredor, faço tudo direitinho. Vôo lotado. Fecho os olhos, estou cansada. E então alguém diz…

-Senhora!
(ai, senhora, de novo, é comigo….)

- Oi? - Nosso vôo está atrasado porque um casal se recusa a viajar se não sentar junto, a senhora pode trocar de lugar e sentar no meio lá atrás?
((ter cara de boazinha é um pé no saco!!!))

Lá fui eu pro meu novo lugar…ia dormir mesmo…. É quando, num sono profundo, eu escuto:

-Atenção senhores passageiros…..tivemos um problema no equipamento….no equipamento…..

(PQP esse avião vai cair ou vai fazer pouso de emergência. Ele vai falar no equipamento de trem de pouso…)

- No equipamento de serviço de lanches pagos!!!

Não dava pra ele ter dito " tivemos um problema no carrinho do lanche" ???? Como diria o Zé Simão, ele tucanou o carrinho e quase provocou um infarte em metade dos passageiros!!!!.
Pois é. Agora nem lanche pago, nem amendoim. Sem direito a nada durante 3 horas e meia. Ah, mas eu tinha trazido um lanchinho na mochila!!!

Pousamos em Cumbica (ufa, pelo menos pousou, né?). Vou procurar o ônibus lá fora. 10 da noite. Fila gigante pra pegar o busão pra Congonhas. Consigo um dos últimos lugares. Mais 40 minutos de viagem. Cheguei. Por sorte tinha tirado uma foto do lugar onde havia deixado o carro…não ia lembrar nunca….

Em casa, à meia noite. Crianças acordadas para beijar a mamãe. Delícia. Enfim, esta foi minha saga de 30 horas SP-PE-SP

Agora, não vou resistir: "Imagina na Copa"!!!!!!!!

Obrigada aos que dedicaram seu tempo para me ler ate aqui.
beijos

Mariana Kotscho

www.papodemae.com.br

 

 

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ok Padilha mostra que está pronto para enfrentar Alckmin

Terminou nesta quinta-feira a primeira rodada das sabatinas que fizemos no Jornal da Record News, transmitidas também ao vivo pelo portal R7 todos os dias, desde a semana passada, sempre às quatro da tarde. Para hoje, estava prevista a participação de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas, mas a assessoria do PSDB informou que o governador não tinha espaço na agenda. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, candidato do PMDB, segundo colocado nas pesquisas, alegou o mesmo motivo para não atender ao nosso convite.

Até se entende a ausência de Alckmin, já que o governador passou uma semana de sufoco com a ameaça de racionamento de água, mas Skaf está há tempos fora do noticiário e sem que se saiba onde faz campanha, desde que foi denunciado o uso de R$34 milhões do sistema Sesi em propaganda que o beneficiou pessoalmente, provocando uma ação do PSDB na Justiça.

Das sabatinas de que participei,  junto com Heródoto Barbeiro e Marco Antônio Araújo, quem me surpreendeu mais positivamente, já que nunca o havia entrevistado antes, foi o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato do PT, que vem percorrendo o interior de São Paulo em caravanas feitas de ônibus desde o início do ano.

Pareceu-me o mais animado e bem preparado para enfrentar a hegemonia de 20 anos de governos tucanos em São Paulo. Como bem observou Heródoto, qualquer que fosse a questão levantada por nós, Padilha tinha um objetivo definido, o de criticar os pontos negativos do governo Alckmin e mostrar o que pretende fazer caso seja eleito, falando em tom pausado e didático.

Com números e dados na ponta da língua, o candidato petista foi firme nas respostas, mesmo quando colocado diante de denúncias que surgiram contra o Ministério da Saúde nos últimos dias, e defendeu com firmeza o programa Mais Médicos por ele formulado e executado, deixando claro que esta será sua principal bandeira na campanha.

Claro que posso estar enganado, mas Padilha me deu a impressão de ser o candidato mais sólido e com mais condições de vencer que o PT já teve em São Paulo, um Estado que nunca governou. Com Lula de principal cabo eleitoral, o petista tem certeza de que irá para o segundo turno e está pronto para enfrentar o governador Alckmin. A cinco meses e meio das eleições, a campanha em São Paulo ainda não pegou no breu e assim as sabatinas da Record News foram a primeira oportunidade para os candidatos se apresentarem e mostrarem suas propostas. Agradeço a todos os que atenderam ao nosso convite.

Bom final de semana aos amigos do Balaio e também aos inimigos, se os houver.

 

 

 

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