ManifestacaoMasp 15042014 DO 61 2 Quem mobiliza estes vândalos contra a Copa?

A menos de dois meses do início da Copa, com todos os estádios prontos, à exceção do Itaquerão do Corinthians, continuam as "manifestações pacíficas" contra o evento promovidas nas grandes cidades, seguindo religiosamente um calendário, preparado por alguém que ninguém sabe quem é. Nesta terça-feira, tivemos mais um em São Paulo e o próximo já está marcado para o próximo dia 29.

Inventaram até um "protestômetro" para divulgar os atos marcados em todo o país para antes e durante a Copa do Mundo do Brasil. O que eles querem, afinal? Derrubar os estádios? Derrubar o governo? Provocar um clima de caos antes das eleições presidenciais?

O que me parecia um negócio de malucos desocupados, como estes "black blocs", que aparecem sempre no final dos "protestos" afrontando a polícia e quebrando tudo que encontram pela frente, está virando um movimento muito bem organizado, que não mostra suas lideranças nem os objetivos que os levam a fechar ruas e avenidas, provocando enormes congestionamentos nas capitais que sediarão a Copa.  Atribui-se tudo a uma anônima mobilização feita pelas redes sociais.

Desde as grandes manifestações de junho do ano passado, que começaram pacíficas e terminaram em confrontos com a polícia e enormes prejuízos para os comerciantes, não teve semana em que não promovessem algum protesto por qualquer motivo, muitas vezes em parceria com os "black blocs".

Assim como os "manifestantes", batalhões de policiais comparecem pontualmente aos locais marcados e, vez ou outra, prendem alguns mais exaltados.  Centenas já foram presos _ só ontem, a polícia levou mais de 50 deles_ , mas acho que nenhum permanece atrás das grades. Antes de soltá-los, no ritual que já se tornou uma rotina, será que os órgãos de segurança não poderiam pelo menos fazer uma pequena investigação para saber quem são, de onde vêm e a serviço de quem estão estas figuras estranhas que fizeram dos protestos uma profissão?

O de ontem foi o quinto ato do "Não vamos ter Copa" este ano. Lá estavam 750 PMs para tomar conta de 1.500 manifestantes. Nos dois protestos anteriores, havia mais policias do que participantes das marchas de protesto. Quanto custa isto ao Estado em recursos humanos e equipamentos? Quem paga esta conta? Parando o transito por onde passavam, da avenida Paulista ao Largo da Batata, em Pinheiros, cruzando toda a avenida Rebouças, eles conseguiram infernizar a vida de milhares de paulistanos que estavam voltando do trabalho ou da escola para suas casas.

Para marcar sua presença, antes do "protesto" acabar os "black blocs" destruíram três agências bancárias e correram corajosamente para dentro da estação Butantã da linha 4 do Metrô, onde foram cercados por 150 policias. Depois de revistados, foram levados para os ônibus da PM, que já estavam aguardando por eles. A polícia encontrou até coquetéis molotov nas mochilas dos "pacíficos manifestantes".

Até quando nós vamos continuar assistindo a esta baderna pré-programada sem fazer nada?

 

 

 

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petro Em torno da Petrobras, campanha presidencial começa para valer

A campanha presidencial começou para valer nesta segunda-feira com o lançamento da chapa Eduardo-Marina, que procura se mostrar a mais oposicionista ao PT para tomar o lugar de Aécio Neves, tendo na retaguarda um forte apoio da mídia. Os barões da imprensa ainda não decidiram claramente qual dos dois candidatos vão apoiar, mas nos últimos dias tenho notado uma certa tendência pró-Eduardo, que agora deve aumentar com a ajuda de Marina, bem relacionada com alguns grupos econômicos, principalmente de São Paulo, desde a última eleição.

Como se tivessem combinado, Eduardo e Aécio fizeram discursos bastante parecidos ontem à tarde para atacar o governo Dilma, tendo como alvo central a Petrobras. No Rio, durante mais um encontro com empresários, Aécio mostrou que ainda não desistiu de uma CPI exclusiva da Petrobras: "Quem está sujando a imagem da Petrobras é o aparelhamento que o PT estabeleceu há vários anos". Em Brasília, palco do "casamento" civil entre o presidenciável Eduardo e sua vice Marina, o ex-governador de Pernambuco foi na mesma linha: "Não vamos permitir que a Petrobras se transforme num caso de polícia. Aos erros, a lei".

Pela manhã, antecipando-se aos esperados dos adversários, durante a cerimonia de inauguração de dois navios petroleiros no Recife, a presidente Dilma saiu em defesa da empresa e do seu governo, assegurando que não assistirá calada à campanha dos adversários para "destruir" a Petrobras. "Estamos aqui nos comprometendo a cada dia que passa que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor, o que tiver que ser punido vai ser também punido com o máximo de rigor".

Dilma lembrou que a Petrobras valia US$ 15,5 bilhões quando Lula assumiu em 2003 e hoje seu valor de mercado é de US$ 98 bilhões. De sua parte, Aécio e Eduardo batem na tecla de que durante os três anos de governo Dilma a empresa perdeu metade do seu valor.

Este é só o início de uma guerra que vai durar até as eleições de 5 de outubro, mas já dá uma ideia do que virá pela frente. De concreto, até agora, temos apenas que os dois principais candidatos de oposição prometem diminuir o numero de ministérios e ampliar o Bolsa Família, enquanto Dilma ainda não sinalizou o que pretende fazer para melhorar o desempenho da economia e a vida dos brasileiros nos próximos quatro anos, caso seja reeleita. Por enquanto, Dilma está mais preocupada com os desdobramentos do tsunami de denúncias contra a administração da Petrobras e em manter unida a base aliada, o que não será nada fácil, a depender das próximas pesquisas.

Ao selar a aliança do PSDB com o DEM, na disputa estadual na Bahia, Aécio comemorou a entrada do PMDB na chapa deixando claro que vai batalhar para atrair mais setores do principal partido aliado do governo. "É até agora a mais bem sucedida construção política feita para estas eleições."

Preocupado em não perder espaço para Eduardo, especialmente na mídia que costuma apoiar os tucanos nas eleições, o senador mineiro foi homenageado com um jantar por dissidentes do PMDB carioca, que não querem apoiar a reeleição de Dilma, e já falam abertamente numa campanha do "Aezão", juntando Aécio com o candidato do partido, o governador em exercício Pezão.

O tamanho da dissidência peemedebista, é claro, vai depender das próximas pesquisas. É nelas que Dilma, Aécio e Eduardo jogam seus trunfos para conquistar ou manter apoios políticos e recursos financeiros de empresas privadas. Por falar nisso, só para lembrar, o ministro Gilmar Mendes, do STF, que pediu vistas e suspendeu o julgamento da proposta sobre a proibição de financiamento privado de campanhas, quando o placar estava 6 a 1, ainda não devolveu o processo e, como não há prazo, talvez nem o faça antes das eleições.

 

 

 

 

 

 

 

 

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ituano Ituano campeão mostra que futebol não é só fama e grana

Foi mais do que justo: o pequeno Ituano mostrou aos grandes do futebol paulista que para ser campeão não bastam fama e grana. Com um elenco de jogadores modestos, que não ganham juntos o que um Rogério Ceni, um Pato ou um Ganso ganha por mês, o time do interior fez a festa no Pacaembu neste domingo, ao derrotar o Santos na cobrança alternada dos pênaltis, depois de ter jogado melhor a maior parte dos 180 minutos das duas partidas finais.

No dia em que o São Paulo foi acusado de entregar o jogo contra o Ituano no Morumbi, eliminando o Corinthians da fase decisiva do campeonato, eu escrevi aqui mesmo que ganhou quem tem mais  time e jogou melhor, não houve nenhum cambalacho. O campeonato paulista, além de premiar o guerreiro Ituano, serviu apenas para mostrar aos dirigentes do São Paulo, do Corinthians e do Palmeiras que os times deles são muito ruins.

Os três grandes da capital jogaram fora caminhões de dinheiro em contratações bastante duvidosas e na construção de modernos centros de treinamento, não dando chance aos seus meninos, como fez o Santos, que chegou às finais com vários jogadores formados na Vila Belmiro.

Por ironia da vida, quem conduziu o Ituano ao título foram dois ex-jogadores do São Paulo: Juninho Paulista, no comando do clube, e Doriva, dirigindo o time. O meio de campo do Santos, com Arouca e Cícero, também foi formado por dois ex-são paulinos.

Abaixo os cartolas da velha guarda, que ainda vivem no tempo de Vicente Matheus, o caudilho derrubado pela Democracia Corintiana, como contei no post anterior. A democracia que reconquistamos faz trinta anos precisa chegar urgentemente ao futebol para que a luta de Sócrates e Cia. não tenha sido em vão.

Viva o Ituano!

 

 

 

 

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kotscho ok Corinthians, rock e Diretas Já: bons tempos, aqueles

Para quem viveu aquela época, foi muito emocionante rever os grandes movimentos, toda a festa e os sonhos dos anos 80, misturando o ocaso da ditadura militar, a Democracia Corintiana, a Campanha das Diretas Já e as primeiras grandes bandas do rock nacional entrando em cena e quebrando a velharia nos palcos da vida.

Para quem veio depois, é uma grande oportunidade de conhecer os momentos mais importantes da redemocratização do país e aprender como se organizam manifestações pacíficas, com objetivos claros e lideranças fortes da política, das artes, do futebol e da sociedade civil.

A vida fervilha nos 82 minutos do documentário "Democracia em Preto e Branco", de Pedro Asbeg, que foi exibido pela primeira vez esta semana no festival "É Tudo Verdade", em São Paulo e no Rio de Janeiro. Pena que o filme só vai entrar nos cinemas depois da Copa do Mundo. Tem tudo a ver com este momento conturbado que estamos vivendo, trinta anos depois da reconquista das eleições diretas para escolher nosso presidente.

Éramos jovens e sonhadores como meu amigo Sócrates, o grande símbolo da Democracia Corintiana, que botou para correr o caudilho Vicente Matheus, e devolveu a alegria ao futebol, graças a figuras como Adilson Monteiro Alves, Washington Olivetto e Mário Travaglini, entre muitos outros. Nos campos, nos palcos e nos palanques, eles se misturavam a líderes políticos como Lula e Fernando Henrique Cardoso, que chegariam à Presidência da República, ao lendário locutor Osmar Santos e aos grande símbolos da música popular brasileira, ao som do Hino Nacional e de um rock da pesada. Estão todos na fita.

Os sonhos foram transformados em realidade, uma geração vitoriosa chegou ao poder, vivemos hoje o mais duradouro período de liberdades democráticas da nossa história, mas sinto falta daquele clima de festa que se vivia por toda parte quando voltamos a respirar a liberdade.

Ao sair do cinema da Livraria Cultura no Conjunto Nacional, cruzei com muitos jovens de cara amarrada, bem diferentes daqueles e irreverentes dos anos 80, nem me pareciam alimentar grandes sonhos ou ter disposição para se engajar numa luta coletiva, qualquer uma. Sem saudosismos baratos, mas também sem fugir da realidade, somos obrigados a constatar que hoje vivemos uma época do cada um por si e salve-se quem puder. Já não existe o inimigo comum que unia a todos e a cerveja já não tem o mesmo gosto de celebração permanente.

As cenas dos jogos e dos gols daquele tempo, que perpassam o filme todo, nos lembram que o Corinthians e o nosso futebol já foram bem melhores. Ao olharmos para o Congresso Nacional, então, vemos como a nossa política empobreceu e se amancebou.

Talvez o jovem diretor Pedro Asbeg nem tenha tido esta intenção, mas "Democracia em Preto e Branco" provoca no espectador uma sensação ambígua de alegria e tristeza, reflexão amarga de que já fomos melhores e tínhamos mais esperanças, em plena ditadura, ao compararmos aquela época com o cenário que vemos hoje na cultura, no jornalismo, na política e no futebol, em toda parte. Perdemos as antigas referências e não ganhamos novas. Figuras emblemáticas como Sócrates, que se foi antes da hora, faz três anos, não há mais. Temo que, em algum momento, tenhamos também perdido a alma que nos movia, acima de times, bandas e partidos, para mudar o rumo da história e das nossas vidas.

 

 

 

 

 

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ok1 Vai viajar de avião? Muita calma nesta hora

Já faz algum tempo que voar no Brasil virou uma aventura, mas a cada dia o desafio aumenta e é preciso ter muita calma nesta hora. Você só sabe onde embarca, se conseguir embarcar. A partir daí, você não sabe se vai pousar no destino marcado ou em qualquer outra cidade. Prepare-se para surpresas geralmente desagradáveis. O que antes era um prazer, virou uma epopeia.

Esta semana, minha filha Mariana Kotscho, que também é jornalista veterana como eu, viveu esta experiência numa viagem de trabalho ao Recife, um bate e volta de 30 horas em que aconteceu de tudo. Transcrevo abaixo o relato que ela fez em seu facebook. O texto é meio longo (até nisso ela é parecida comigo...), mas vale a pena ir até o final. No mínimo, o leitor vai se divertir bastante com as roubadas em que Mariana entrou, sem perder o bom humor.  Se sobrar paciência e tempo, vale a pena entrar no blog dela (endereço no final do texto) e ver os comentários dos leitores.

 

Texto de Mariana Kotscho

 

Meu vôo hoje de SP a Recife dava um conto. Então vou contar…

Congonhas, 5 da tarde. O movimento lembra o terminal rodoviário do Tietê, em véspera de feriado. O aeroporto não suporta mais o movimento. O funcionário da cia aérea me informa que só tem auto-atendimento…vou então pra fila dos computadores ( e logo penso…"se fosse meu pai acho que ia desistir do embarque").
Despacho a mala. Antes de chegar ao portão 7, previsto para o embarque, paro para uma coca e um pão de queijo mirrado - 10 reais! É, preço de aeroporto pré copa…..
Na hora do embarque, no portão 7 (oba, é túnel), o sistema de som avisa: "Srs passageiros, o voo 1612 mudou para o portão 19" (ah, não, é ônibus)…
Desce escada rolante, fila enorme. Os funcionários gritam em vão as ordens "primeiro a fileira da janela, agora, a do meio"…..com fones nos ouvidos, a maioria dos passageiros nem escuta nada.

Ao entrar no ônibus, rumo ao avião, me lembro de meu filho quando fomos embarcar pra Fortaleza: ao entrar no ônibus, ele ficou decepcionado - Puxa, mamãe, você disse que a gente ia de avião…. Rumo ao Rio, apenas água e amendoim, "mas pode pagar com cartão de crédito" avisa a aeromoça.

Escala no Rio, ar condicionado desligado, mas quem vai pro Recife deve ficar no avião. "Afinal é só uma hora de escala". Avião no ar novamente e começa o serviço de bordo. A moça da minha frente pede a sopa. "Senhora temos a sopa mas não temos o copo pra tomar a sopa". "Então quero um chocolate". "Chocolate tem no cardápio mas não tem no avião. Pagamento com cartão de crédito, débito não aceitamos. E se for pagar em dinheiro é bom que seja trocado porque não temos troco"….

Eu já estava com medo da aeromoça (que, aliás, não pode mais ser chamada de aeromoça, né? É comissária de bordo). Tratei logo de pegar 10 reais - deu pro amendoim!!! Quando tudo parecia mais tranquilo, veio um aviso: "Atenção senhores passageiros. Algum médico a bordo? Temos uma passageira passando mal".

Só me faltava essa. Como jornalista eu ajudaria, no máximo, fazendo uma matéria. Mas rezei pra que não fosse nada grave. Pouso apoteótico, com direito a ambulância e tudo.
Ufa, enfim estou no Recife (falar "em" Recife é errado, né?). A brisa e o cheirinho do mar compensam….amanhã tem trabalho por aqui!

*

Ainda sobre o post anterior, esqueci de um detalhe: durante escala no Rio, quando os novos passageiros embarcaram, uma senhora entrou no avião e veio me perguntar: "O moça, esse avião aqui vai pra onde? É Recife, mesmo?". Até eu fiquei na dúvida….

Agora sim: o conto da volta. Cenas emocionantes da vida como ela é…. Lá vai: (é longo, tá?).

Chegou a hora de voltar a SP, depois de menos de 24 horas no Recife (a trabalho). Vou para o aeroporto com bastante antecedência. Pilotando a Van, o motorista Carlos - que havia tido os óculos roubados pela manhã ( eu estava correndo um sério risco já que ele fez questão de dizer que, sem os óculos, não enxergava direito.)Na chegada ao aeroporto, vejo aquele bando de gente gritando, com camiseta de time vermelho e preto. Logo penso no Flamengo, mas me lembro que estou em Pernambuco e, muito entendida em futebol, pergunto ao Carlos:

-"Que time é este?"

-"É o Sport Club do Recife, ganhou ontem do Ceará em Fortaleza, é o campeão do campeonato nordestino, a senhora não viu?".

- Não, moço, eu estava no avião vindo pra cá…

Eram duas da tarde. Meu vôo sairia às 4. O time do Sport ia chegar às 7 da noite!!! E a torcida animada, com bandeiras e cantante, já lotava o aeroporto. Ao entrar, reparo no número grande de policiais. Seria por causa da torcida? Penso que é exagero. São muitos policiais, cada grupo com fardas diferentes, alguns parecem até do exército, estão armados. Meu Deus, deve ter acontecido algo grave. Como jornalista é jornalista mesmo quando não está trabalhando, fui lá perguntar, né?

- Policial, por que tudo isso? Aconteceu o que? É só por causa da torcida?

- Não, senhora, hoje estamos fazendo aqui uma comemoração. No subsolo tem uma exposição e nossa banda vai tocar….

Uma mistura e tanto.De um lado, torcedores cantando o hino do Sport e, de outro, a bandinha da polícia tocando de tudo, de Vila Lobos a Luiz Gonzaga. Ainda bem que cheguei cedo, afinal o aeroporto estava animado, né? Faço hora, vejo as lojinhas. Nenhuma tem saia de chita. E a minha filha queria tanto uma….

Quando reparo que a fila da Cia. aérea está quilométrica, decido encarar logo para fazer check in e despachar minha mala. Minha tendinite no braço não permite que carregue peso….
A fila. A fila dá um conto à parte. Se você chegou até aqui no meu texto, não pode perder o que vem a seguir.

A fila não anda. A toda hora funcionários passam gritando número de vôos chamando passageiros para sair da fila. A fila não anda. Tenho pouca bateria no celular. O jeito é bater papo na fila (com os poucos que não estão teclando no celular ou de fone no ouvido). Dona Ana me conta que vai pra Salvador. O cara de trás comenta que teve problema no aeroporto da Argentina e de Brasilia. Dona Ana, pernambucana, me conta que tem 2 filhas, um neto e vai pra Bahia visitá-los. Dona Ana está emocionada. Ela torce pro Sport, o time dela foi campeão. Ela começa a cantar o hino do time pra mim. Então me lembro que vou gravar um Programa Papo de Mãe com mães fanáticas por futebol.

- Dona Ana, a senhora vai ter que ir no meu programa!

- Não posso, filha (ufa, ela me chamou de filha…todo mundo deu pra me chamar de senhora de repente…tudo bem que ja passei dos 40…mas…), vou pra Bahia.

- Então vou gravar um vídeo com a senhora com meu celular.

- Vixe, então peraí que vou passar um batom.

O vídeo ficou uma graça. Dona Ana, toda maquiada, contou que tem um time em cada Estado, cantou hinos (olha eu trabalhando de novo) e mandou até recado pros torcedores na copa (vejam o vídeo, em breve, no Papo de Mãe). Assim que terminei de gravar o vídeo ( o povo em volta achando que eu era doida e a dona Ana mais ainda), escuto da funcionária:

-Tem na fila passageiro do vôo 1149 com destino a SP e escala em Brasília?

- Opa, é o meu. Eu, sou eu!

- Senhora (PQP, quando você começa a ser chamada só de senhora é um marco na sua vida, sabe? Agora já me acostumei….) o seu vôo vai atrasar 3 horas. Sendo assim a senhora vai perder a conexão em Brasilia, às 20h, para o aeroporto de Congonhas, então vamos arrumar lugar em outro vôo. Já no balcão, agora e um rapaz que me dá as opções:

- A senhora pode ficar neste vôo que vai atrasar 3 horas, chegar em Brasilia à uma da manhã e pegar a conexão às sete da manhã para Congonhas ou mudar para o vôo que sai daqui às 18h e vai direto pra SP, chegando às 21h30 em Cumbica.

Pensamento rápido: Passar a madrugada no aeroporto de Brasilia e chegar em Congonhas, onde está a P…. do meu carro ou chegar em Cumbica e ir de ônibus da Gol até Congonhas para pegar a P…. do meu carro??? Fiquei com a opção 2. Ou seja, voltar pra SP de avião + ônibus.

A torcida continua animada…os policiais continuam tocando….. Uma coisa boa que surgiu nos aeroportos são as torres (super concorridas) com tomadas para carregar o celular. Logo arrumo uma tomada. Fico lá em pé uns 20 minutos segurando o celular na mão até carregar um pouquinho. Pensou que ia ter lugar pra sentar, né???? ha ha há.

Vixe, já escrevi um monte e ainda nem entrei no avião. Mas tudo bem…O FB é meu mesmo…lê quem quer…(dizem que na internet tem que ser texto curto, mas não estou preocupada…nada como a liberdade de expressão). Bom, hora de ir pro embarque. Tudo mal sinalizado (redundância?). Sobre os lanchinhos: quem inventou que comida de aeroporto é pão de queijo com refrigerante??? Poxa, podia melhorar, né?

Já dentro do avião. Vou pro meu lugar, no corredor, faço tudo direitinho. Vôo lotado. Fecho os olhos, estou cansada. E então alguém diz…

-Senhora!
(ai, senhora, de novo, é comigo….)

- Oi? - Nosso vôo está atrasado porque um casal se recusa a viajar se não sentar junto, a senhora pode trocar de lugar e sentar no meio lá atrás?
((ter cara de boazinha é um pé no saco!!!))

Lá fui eu pro meu novo lugar…ia dormir mesmo…. É quando, num sono profundo, eu escuto:

-Atenção senhores passageiros…..tivemos um problema no equipamento….no equipamento…..

(PQP esse avião vai cair ou vai fazer pouso de emergência. Ele vai falar no equipamento de trem de pouso…)

- No equipamento de serviço de lanches pagos!!!

Não dava pra ele ter dito " tivemos um problema no carrinho do lanche" ???? Como diria o Zé Simão, ele tucanou o carrinho e quase provocou um infarte em metade dos passageiros!!!!.
Pois é. Agora nem lanche pago, nem amendoim. Sem direito a nada durante 3 horas e meia. Ah, mas eu tinha trazido um lanchinho na mochila!!!

Pousamos em Cumbica (ufa, pelo menos pousou, né?). Vou procurar o ônibus lá fora. 10 da noite. Fila gigante pra pegar o busão pra Congonhas. Consigo um dos últimos lugares. Mais 40 minutos de viagem. Cheguei. Por sorte tinha tirado uma foto do lugar onde havia deixado o carro…não ia lembrar nunca….

Em casa, à meia noite. Crianças acordadas para beijar a mamãe. Delícia. Enfim, esta foi minha saga de 30 horas SP-PE-SP

Agora, não vou resistir: "Imagina na Copa"!!!!!!!!

Obrigada aos que dedicaram seu tempo para me ler ate aqui.
beijos

Mariana Kotscho

www.papodemae.com.br

 

 

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ok Padilha mostra que está pronto para enfrentar Alckmin

Terminou nesta quinta-feira a primeira rodada das sabatinas que fizemos no Jornal da Record News, transmitidas também ao vivo pelo portal R7 todos os dias, desde a semana passada, sempre às quatro da tarde. Para hoje, estava prevista a participação de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas, mas a assessoria do PSDB informou que o governador não tinha espaço na agenda. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, candidato do PMDB, segundo colocado nas pesquisas, alegou o mesmo motivo para não atender ao nosso convite.

Até se entende a ausência de Alckmin, já que o governador passou uma semana de sufoco com a ameaça de racionamento de água, mas Skaf está há tempos fora do noticiário e sem que se saiba onde faz campanha, desde que foi denunciado o uso de R$34 milhões do sistema Sesi em propaganda que o beneficiou pessoalmente, provocando uma ação do PSDB na Justiça.

Das sabatinas de que participei,  junto com Heródoto Barbeiro e Marco Antônio Araújo, quem me surpreendeu mais positivamente, já que nunca o havia entrevistado antes, foi o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, candidato do PT, que vem percorrendo o interior de São Paulo em caravanas feitas de ônibus desde o início do ano.

Pareceu-me o mais animado e bem preparado para enfrentar a hegemonia de 20 anos de governos tucanos em São Paulo. Como bem observou Heródoto, qualquer que fosse a questão levantada por nós, Padilha tinha um objetivo definido, o de criticar os pontos negativos do governo Alckmin e mostrar o que pretende fazer caso seja eleito, falando em tom pausado e didático.

Com números e dados na ponta da língua, o candidato petista foi firme nas respostas, mesmo quando colocado diante de denúncias que surgiram contra o Ministério da Saúde nos últimos dias, e defendeu com firmeza o programa Mais Médicos por ele formulado e executado, deixando claro que esta será sua principal bandeira na campanha.

Claro que posso estar enganado, mas Padilha me deu a impressão de ser o candidato mais sólido e com mais condições de vencer que o PT já teve em São Paulo, um Estado que nunca governou. Com Lula de principal cabo eleitoral, o petista tem certeza de que irá para o segundo turno e está pronto para enfrentar o governador Alckmin. A cinco meses e meio das eleições, a campanha em São Paulo ainda não pegou no breu e assim as sabatinas da Record News foram a primeira oportunidade para os candidatos se apresentarem e mostrarem suas propostas. Agradeço a todos os que atenderam ao nosso convite.

Bom final de semana aos amigos do Balaio e também aos inimigos, se os houver.

 

 

 

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seca Vamos racionar água agora para evitar colapso

Estão brincando com água, que é pior do que brincar com fogo. Fogo tem jeito de se apagar, mas a água, quando acaba, vai fazer o quê? Importar dos países vizinhos, rezar para chover, comprar de caminhão-tanque de outra cidade?

A cada dia são mais assustadoras as imagens das represas secando _ o Sistema Cantareira bateu nesta quarta-feira novo recorde negativo, chegando a 12,5% da sua capacidade _ , mas todo mundo finge que não vê o que está acontecendo, a começar pelo governador Geraldo Alckmin, que agora admite o racionamento, mas não já: "Nós não descartamos o rodízio (o novo nome do racionamento em tucanês). Vamos avaliar diariamente. No momento, não há necessidade", garantiu, com a maior calma do mundo.

O fato é que, se medidas urgentes não forem tomadas, daqui a pouco não vai sobrar água nem para fazer racionamento ou rodízio, como queiram. Não vai mais ter para ninguém. É melhor enfrentar a realidade e cada consumidor se sacrificar um pouco agora, ficando sem água por algumas horas do dia ou mesmo certos dias da semana, do que chegarmos ao ponto de ter que usar as reservas do "volume morto" do Cantareira, que já está preocupando os técnicos em biologia e toxicidade ouvidos pelo "Estadão".

"Quanto mais baixo o nível dos reservatórios, maior é a concentração de poluentes, recomendando maiores cuidados com seus múltiplos usos. Muitos dos poluentes que contaminam os rios apresentam potencialidade de alterar o material genético dos organismos expostos, até mesmo do homem e, consequentemente, desencadear problemas de saúde", alertam pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Metodista de Piracicaba em relatório entregue ao Ministério Públicio Estadual, que abriu inquérito para investigar a crise hídrica do sistema responsável pelo abastecimento de 14,3 milhões de habitantes em São Paulo.

Com a mesma fleugma do governador, a estatal Sabesp admitiu pela primeira vez que o problema é sério no seu Relatório Anual de Sustentabilidade de 2013, publicado no final do mês passado e do qual tomamos conhecimento só ontem. Diz o documento: Se as chuvas não retornarem índices adequados e, consequentemente nos níveis dos reservatórios não forem restabelecidos, poderemos ser obrigados a tomar medidas como o rodízio da água".

O problema é que estamos entrando no período de estiagem e as previsões do tempo são muito animadoras para as próximas semanas. Com o trauma ainda vivo do racionamento de energia promovido pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 2002, quando a sua avaliação caiu para nos níveis mais baixos, o governador tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, vai adiar ao máximo a adoção de medidas mais severas, que já tardam.

Por enquanto, com toda a fortuna que gasta em publicidade no país inteiro, a Sabesp limitou-se a oferecer um desconto na conta de água para quem consumir menos, mas já vimos que só isso não resolve.  Não temos a cultura de economizar nada e continuamos vendo cidadãos (?) lavando carros e calçadas como se a água nunca fosse acabar.

Nestas horas, me lembro da temporada em que morei na Alemanha, nos anos 70, onde todos respeitavam religiosamente os racionamentos de água, que eram frequentes nos períodos de estiagem. As multas são pesadíssimas, mas raramente eram aplicadas porque os próprios vizinhos se encarregavam de cobrar os infratores. Aqui achamos que tudo deve ficar por conta do governo, mas moradores da Grande São Paulo já sofrem na pele as consequências do descaso com que o problema da água vem sendo tratado. Do centro da cidade ao Cupecê, na zona sul, casas e escolas já estão ficando com as torneiras secas sem aviso prévio.

É o que dá quando se subordina providências técnicas urgentes a interesses eleitorais permanentes.

 

 

 

 

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lula É hora de uma nova Carta para acalmar a freguesia

Em meados de 2002, corria a campanha presidencial num cenário que lembra muito o que vivemos hoje. O país era bombardeado diariamente com más notícias sobre os índices econômicos. A Bolsa caia, a inflação subia e o dólar disparava. A culpa era atribuída pela imprensa e pelos "mercados" (leia-se especuladores) não ao governo FHC, já em seus estertores, mas ao candidato Lula, que liderava as pesquisas e corria o sério risco de ganhar a eleição. Criou-se até um "lulômetro" para medir os prejuízos na economia diante da provável vitória do petista.

Mais ou menos como acontece agora, vivia-se um clima de quase pânico, com os colunistas e analistas econômicos (ainda não havia os blogueiros) martelando todos os dias que a situação estava fugindo do controle e só tendia a piorar.

No comando da campanha de Lula, da qual eu fazia parte, cuidando da área de imprensa, a cada dia ficava mais evidente que era preciso fazer alguma coisa para evitar uma possível sangria de votos nos índices de pesquisas. E tinha que ser algo de grande repercussão, que tivesse efeito imediato nos mercados daqui e de fora.

Foi assim que surgiu, em maio daquele ano, a ideia da "Carta aos Brasileiros" lançada por Lula, escrita e reescrita a várias mãos, seguindo a orientação do depois ministro da Fazenda Antônio Palocci, principal interlocutor da campanha com o empresariado. Era um compromisso do candidato garantindo que, se eleito, manteria os contratos e as linhas centrais da política de estabilidade econômica. A urubuzada financeiro-midiática se acalmou, a imprensa foi procurar outros alvos para atingir o PT, e Lula manteve a dianteira até o final, quase ganhando já no primeiro turno a disputa contra o candidato do governo, José Serra.

A diferença é que agora o PT está no governo. Os adversários e suas armas são os mesmos de sempre. Por isso acho que está na hora da presidente Dilma Rousseff sair da defensiva e lançar uma nova "Carta", uma espécie de "Compromisso com o Futuro", anunciando agora quais são seus planos para a economia a partir de 2015, caso seja reeleita. Eleição, afinal, é sempre uma renovação de esperanças, não dá para viver eternamente só do que já foi feito.

Quem deu a pista foi o próprio Lula. Em entrevista coletiva concedida a oito blogueiros na terça-feira, para a qual não fui convidado, o ex-presidente disse com todas as letras o que pensa sobre as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira: "Poderíamos estar melhor e a Dilma vai ter que dizer isso na campanha: como é que a gente vai melhorar a economia brasileira". Ao reafirmar pela enésima vez que não é candidato e vai fazer a campanha de Dilma, Lula aproveitou para criticar os meios de comunicação que tentam jogar um contra o Outro: "Temos que retomar com muita força essa questão da regulação dos meios de comunicação do país".

Quanto antes a presidente sinalizar para todos o que pretende fazer em caso de reeleição, melhor para ela e para o país, que não pode continuar vivendo até outubro neste clima de instabilidade e indefinições, tendo uma Copa do Mundo no meio. Seria uma boa oportunidade também para que os dois principais candidatos de oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos, apresentassem os compromissos deles. Não dá mais para falar só de CPI e ficar nesta troca de acusações entre os partidos. É preciso olhar para a frente.

 

 

 

 

 

 

 

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dinheiro Sensacional: veja a história de um cara honesto

Na minha incansável busca por boas notícias e histórias edificantes, encontrei uma ótima, a demonstrar que nem tudo está perdido. Em países nórdicos mais civilizados, certamente nem seria notícia, mas por aqui mereceria estar na primeira página de todos os jornais. O relato do repórter Ygor Salles está na página C8 da "Folha" desta terça-feira.

Aconteceu na última quarta-feira, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ao sair do trabalho, o vigilante Marco Antônio da Silva, 32 anos, viu quando o envelope caiu de uma moto que passava na rua. Dentro do envelope, estavam R$ 600,oo e os boletos de contas a pagar. Marco Antônio nem teve dúvidas: pegou tudo e foi a um banco para pagar os boletos e guardou o troco para devolver à sua dona.

Pelo seu Facebook na internet, Marco pediu ajuda para encontrar quem tinha deixado cair o envelope. "Se alguém conhece esta moça, Karine Peyrot, quero entregar para a dona com troco", escreveu ele. "Fui lá entregar o troco e ela não acreditava no que tinha acontecido". De fato, não se trata de um gesto muito comum nestes nossos tempos. Por isso, ela respondeu, também pelo Facebook, em letras maiúsculas e com muitos pontos de exclamação, para agradecer a atitude do vigilante:

"GENTEEEEEE!! O RAPAZ ACHOU O BOLETO E PAGOU A FATURA!!!!!!!! ISSO É VERDADE! Existem pessoas assim, SIM! Obrigada Marco Antônio, é de pessoas assim que precisamos, não tenho palavras... OBRIGADA! O universo vai te abençoar sempre!".

O que falta no Brasil, caro leitor, para que casos como este deixem de ser uma sensacional notícia? Você se lembra de algum caso parecido?

 

 

 

 

 

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FUP201304244191 Todos criticamos serviços públicos: e os privados?

Cena de domingo: um carro quebrado, na pista da esquerda na altura do quilômetro 30 da Castelo Branco, chegando a São Paulo, e um caminhão guincho particular estacionado no acostamento do lado oposto. Por cima das pistas os dois motoristas gritam e não se entendem. Nenhum sinal da presença de algum agente público ou da concessionária responsável pela rodovia, uma das mais movimentadas do país. Cada um que se vire.

Resultado: um congestionamento que se estende por mais de 15 quilômetros, que a gente leva mais de uma hora para atravessar. Ninguém reclama. A estrada é uma campeã de pedágios por quilometro rodado e todos estão funcionando perfeitamente, o dinheiro só pingando no caixa. Tirar aquele carro da pista que é bom, nada: desde que instalaram os radares, outra boa fonte de arrecadação, a Polícia Rodoviária sumiu das estradas e, pelo jeito, seus postos não foram ocupados pela empresa privada que venceu  a concessão da rodovia para ajudar os motoristas nas emergências.

Todos nós criticamos muito o mau funcionamento dos serviços públicos em geral, e temos montanhas de motivos para isso, como demonstram todas as pesquisas, mas este é um caso emblemático de parceria público-privada que não funciona, nem de um lado, nem de outro. E, no entanto, nos habituamos a só falar mal só do que é público, esquecendo os péssimos serviços prestados por muitas empresas privadas ou privatizadas nas mais diferentes áreas.

A quem devemos nos queixar? Ao Procon ou ao governador? Um bom exemplo são os planos de saúde, que tardam uma eternidade para pagar os gastos com médicos e nem não dão satisfação sobre os valores ridículos. Fiquei quase dois meses esperando que a Medial (parece que agora foi incorporada por outra seguradora), da qual sou cliente e pagador fiel faz muitos anos, fizesse o favor de me reembolsar pelo menos uma parte, de acordo com suas modestas tabelas, daquilo que gastei na cirurgia no braço que durou mais de seis horas.

Do total de R$ 36.000,00 que desembolsei, conforme comprovantes enviados à seguradora, recebi o reembolso de R$ 1.575,00, ou seja, 4,3% da despesa médica.

Tenho certeza de que não sou uma exceção. Cada leitor do Balaio deve ter um monte de histórias como essas para contar. Fiquem à vontade, usem a área de comentários: já que não tem outro jeito, só nos resta o direito de espernear.

Seja o serviço público ou privado, somos maltratados do mesmo jeito. As próximas pesquisas poderiam incluir também perguntas sobre o desmazelo dos serviços das empresas privadas, que são boas para cobrar, mas nem tão eficientes para pagar que o nos é de direito.

 

 

 

 

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