FullSizeRender Pai faz apelo para salvar Tito, de três anos

"Não espere por grandes líderes; faça você mesmo, pessoa a pessoa. Seja leal às ações pequenas porque é nelas que esta a sua força e a grandeza de Deus" (Madre Teresa de Calcutá).

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A vida não pode ser feita só de política, mas parece que as pessoas não conseguem se interessar por outro assunto neste país polarizado entre coxinhas e mortadelas, triste destino.

Fiquei frustrado ao ver a baixíssima participação dos leitores nos comentários sobre o texto que publiquei no sábado sobre a morte, a vida e a obra de um grande brasileiro, o mestre Antonio Candido.

Desconfio que a grande maioria das pessoas nem sabia de quem se tratava e, por isso mesmo, resolvi prestar minha singela homenagem ao velho professor para lembrar quem foi. Mas se ninguém lê, como saber?

Com o sentimento de pai e avô, abro espaço neste domingo das Mães para tratar do que existe de mais importante na vida: a vida.

Tenho acompanhado o drama da família de Tito, de três anos, vítima de doença rara, a mielodisplasia, que está precisando urgentemente de um transplante de medula para sobreviver.

Tito é filho do jornalista Rodrigo Bastos, que vi crescer na casa do meu compadre Raul Martins Bastos, também jornalista, um dos mais dignos e competentes profissionais que conheci na imprensa brasileira.

Publico abaixo o apelo do Rodrigo em que ele explica a gravidade da doença e como é possível fazer a doação.

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Caros amigos,

este certamente é o texto mais difícil que já escrevi na vida e tem basicamente dois objetivos: dividir uma imensa tristeza e incentivar um grande gesto de amor. 

Depois de mais de 40 dias de muitos exames, o nosso filho Tito, de três anos de idade, foi diagnosticado com uma Mielodisplasia.

Esta doença se caracteriza quando a medula óssea, o tecido líquido gelatinoso que fica no interior dos ossos, não funciona normalmente e deixa de produzir as células sanguíneas _ plaquetas, glóbulos vermelhos e brancos _ em quantidade suficiente. 

É uma enfermidade raríssima com uma incidência de um caso a cada milhão de crianças e é extremamente letal.  O único tratamento que realmente pode curar é um transplante de medula.

Como é um tratamento complexo em que um dos maiores riscos é a rejeição do órgão, o maior desafio é identificar um doador que seja 100% compatível. A primeira opção é um irmão do mesmo pai e da mesma mãe, que mesmo assim só tem 25% de probabilidade de ser 100% compatível.

Fizemos o teste e, infelizmente, o meu outro filho, Caio, não apresenta a compatibilidade necessária. Precisamos de ajuda.

Ficou claro para mim que apesar de toda a ira e egoísmo que nos cerca e debilita, a essência humana é generosa e solidária e se manifesta de maneira límpida quando surge a oportunidade.

Utilizo esta oportunidade para pedir a todos aqueles que estiverem dispostos a salvar uma vida _ não necessariamente a do meu filho, mas a de milhares de outras crianças, de outros pais, de outras mães, de outros irmãos, de outros amigos _ que façam uma doação de medula óssea.

Fazer um gesto desta magnitude é extremamente simples. 

 Para cadastrar-se no banco de medula é necessário ter entre 18 e 55 anos e colher uma simples amostra de sangue.

A medula óssea não tem nada a ver com a medula espinhal. A medula espinhal fica no interior da coluna vertebral e a medula óssea é o tutano do osso.

Aqui em São Paulo você pode se cadastrar no Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia. 

Basta fazer seu agendamento através do telefone (11) 2176 7249 e marcar o melhor dia para você.

Mais informações: http://www.santacasasp.org.br/portal/site/doe-sangue/pub/3646/doacao-de-medula-ossea

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Viva a vida!

Vida que segue.

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