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russomanno convenção prb tl e1327925089783 Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?

Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe o que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editoriais não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.

Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.

"Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha", informa o título da matéria publicada pelo jornal do mesmo nome no último domingo (29). O subtítulo acrescenta que "Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal".

O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito ao partido que não é candidato.

E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:

"Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados".

Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis.

Ao lado da matéria publicada discretamente na dobra inferior da página A8, aparecem apenas duas tabelas com o grau de conhecimento e o índice de rejeição dos 14 candidatos pesquisados, além da "força dos padrinhos" (49% votariam num candidato apoiado por Lula e 34% pela presidente Dilma).

Aos mais curiosos, o jornal explica: "No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura".

Tem dito, não. Serra comunicou oficialmente ao PSDB, na semana passada, antes que os pesquisadores fossem a campo, que está fora da disputa eleitoral deste ano.

Um dos motivos é seu alto índice de rejeição, que oscilou de 35% em dezembro para 33% agora. Só é menor que o de Netinho de Paula (PCdoB), que foi de 32% para 35%.

Abaixo de Russomanno, se a disputa segue estável, conclui-se que surgem os candidatos Netinho de Paula e Soninha (PPS), cujo nome nem foi mencionado na matéria. Os nomes do candidato do PT, Fernando Haddad, e dos pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) continuam patinando na faixa de um dígito.

O único que cresceu, dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, foi Gabriel Chalita, do PMDB, cujos índices variam entre 5% e 9% das intenções de voto.

Na análise do diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, publicada junto com a matéria da pesquisa, sequer é mencionado o nome de Celso Russomanno. É verdade que a eleição só acontece daqui a oito meses, e tudo pode mudar, mas se a pesquisa não serve para nada agora, melhor seria não publicá-la.

Sem novidades sobre a eleição municipal, a Folha preferiu dar em manchete outra pesquisa, mostrando que "Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP".

Principal tema da disputa entre PT e PSDB até agora, com os dois principais partidos se atacando mutuamente em torno desta questão, a ação policial na Cracolândia ainda não mostrou efeitos na disputa eleitoral.

Nem que fosse por curiosidade, os editores da Folha poderiam ter dado um Google para informar aos seus leitores quem é, afinal este Celso Russomanno, que lidera as suas pesquisas desde dezembro.

Celso Ubirajara Russomanno, 56 anos, é advogado e jornalista que se tornou conhecido quando apresentava um quadro no programa Aqui Agora, no SBT. Participa atualmente do programa Balanço Geral, da TV Record.

Deputado federal por quatro mandatos, destacou-se na área de defesa do consumidor. Começou no PFL, mudou para o PSDB, passou pelo PPB e estava no PP de Paulo Maluf, antes de se transferir para o PRB no ano passado. Em 2010, disputou a eleição para governador pelo PP e ficou em terceiro lugar.

Leia mais: Celso Russomanno lidera intenção de voto para prefeito de São Paulo

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r7com geral1 Na estrada desde 1964, Balaio do Kotscho volta  ao ar:  agora é aqui, no R7Do jeito que eu gosto: Na redação do R7 cercado de jovens

(Clique na foto para ampliar)

Atualizado às 19 horas de 23/5:

Já estou aqui na redação da Record News. Faltam duas horas para entrar no ar o primeiro telejornal brasileiro transmitido simultâneamente por um canal de notícias e um portal da internet. A correria é grande para fazer os últimos ajustes.

À medida em que se aproxima a hora de ir para o ar, vai dando um frio na barriga até dos que são mais antigos no ramo. Parece até que vai ter um casamento aqui e todo mundo é a noiva...

Eu sou quase estreante nesse papel de comentarista de televisão. Tive uma breve experiência séculos atrás e não gostei. Botar a cara no vídeo sempre me inibiu, desde que comecei a ser convidado para participar de programas de entrevista ainda no tempo da TV em preto e branco.

Até hoje, quando vou ao programa Roda Viva, da TV Cultura, faço a lição de casa: levo as perguntas por escrito e leio quando chega a minha vez. Na televisão não se deve fazer isso, claro. Hoje, tentarei falar de improviso, sem ler nada. Torçam por mim e não percam: é hoje, às 21 horas, na Record News.

***

Duas boas novidades nesta segunda-feira, dia 23 de maio: entra no ar agora o Balaio do Kotscho aqui no portal R7 e, às nove da noite, estreia o novo Jornal da Record News, com o mestre Heródoto Barbeiro e a bela Thalita Oliveira, em que serei um dos comentaristas, às terças e quintas-feiras. O telejornal será transmitido também pelo R7 ao vivo, na íntegra, mostrando inclusive os bastidores da redação.

Bem-vindos, caros leitores, à minha nova casa de trabalho - tanto os mais antigos de outros carnavais, como os que estão chegando somente agora.

Como eu ia dizendo na nossa última conversa, no final de abril, ainda no portal iG, tudo na vida tem dia para começar e terminar.

No caso, seria apenas um breve intervalo para cuidar da mudança do blog Balaio do Kotscho para um novo portal. Depois de três bons anos de convivência com leitores e colegas no endereço antigo, agora estou aqui, no R7, onde fui muito bem recebido por todo mundo.

Por mais veteranos que sejamos no ofício, como é o meu caso, a boa educação recomenda que, primeiro de tudo, a gente peça licença e se apresente cada vez que chega a uma nova redação.

Antes de amarrar o meu burrinho (criação do grande Paulo Caruso) aqui no portal da Record, rodei por muitas estradas do Brasil e do mundo, desde o longínquo ano de 1964, que ninguém pode esquecer.

Daqui a pouco, vai completar meio século que vivo disso, de contar histórias sobre o que está acontecendo. Comecei a trabalhar em jornais de bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, onde morava, e passei pelas redações de todos os principais veículos impressos e de televisão do país, com exceção da revista Veja (mais detalhes, no perfil publicado aqui no canto esquerdo).

Em 1967, com muita cara de pau e apenas 19 anos, fui pedir emprego de repórter em O Estado de S. Paulo, o aristocrático Estadão, maior jornal do país naquela época. Passei lá por muitos cargos, de estagiário a editor, chefe de reportagem e repórter especial, antes de ser convidado pelo Jornal do Brasil, dez anos depois, para ser seu correspondente na Europa, baseado na então Alemanha Ocidental. Desde então, tive muita sorte, por estar sempre no lugar certo, na hora certa, no melhor momento de cada veículo. Estou começando agora na Record, segunda maior rede de TV do país, a caminho de ser a primeira.

Além do Balaio do Kotscho, agora publicado com exclusividade no portal R7 e do trabalho como comentarista da Record News, em breve deverei participar também de um programa semanal chamado Brasileiros, inspirado na revista do mesmo nome, ao lado de Hélio Campos Mello e Nirlando Beirão, velhos companheiros de viagem. Será uma espécie de “Barra Funda Connection”.

Nós três não somos mais garotos, eu sei, mas estamos muito animados com estas novas oportunidades de trabalho que se abrem numa altura da vida em que muitos só pensam em pendurar as chuteiras e jogar os notebooks pela janela.

Nestas duas primeiras semanas percorrendo os labirintos dos estúdios da Record na Barra Funda, ao lado do Memorial da América Latina, fiquei feliz ao reencontrar muitos amigos com quem trabalhei pelas redações da vida. O Celso Freitas, principal âncora da casa, grande figura, me pegou pelo braço e me levou a todas as redações.

Fiquei impressionado com a quantidade de jornalistas e técnicos que conheci em outras emissoras por onde passei ou que trabalharam com a minha filha Mariana Kotscho, também já veterana jornalista.

Em poucos lugares fui tão bem recebido e há tempos não encontrava um ambiente de trabalho tão animado e descontraído. Lembrou-me a velha redação da Folha de S. Paulo, na Alameda Barão de Limeira, no começo dos anos de 1980, quando tínhamos orgulho de ser chamados de “saco de gatos”, no bom sentido, um jornal onde cabia todo tipo de opinião, estilo, figurino e pensamento.

Tinha de tudo lá, tal como encontrei aqui _ um pessoal simples e trabalhador, que não posa de jornalista nem quer ser mais importante do que a notícia. Apenas cinco anos depois, após a grande cobertura da “Campanha das Diretas”, a Folha se tornaria o maior jornal do país, como é até hoje. Sou pé quente e gosto de vestir a camisa do time em que estou jogando. Das empresas, só espero ter liberdade e meios para fazer meu trabalho e receber o salário em dia.

Alguns leitores mostraram preocupação por ter trazido o Balaio para uma grande empresa de multimídia achando que aqui poderia não ter a mesma liberdade que sempre prezei ao longo da minha carreira. Podem ficar tranquilos. Por contrato, e por acreditar na palavra das pessoas, terei plena liberdade de expressão, sendo o único responsável, é claro, por tudo que escrevo ou deixo de escrever.

Da mesma forma, peço aos leitores respeito às normas da casa, que são também as minhas: não serão publicados comentários com ofensas, baixarias, preconceitos, campanhas contra ou a favor de alguém, picaretagens em geral ou que não tenham nada a ver com o tema do post.

Na hora do trabalho, não importa quem é amigo ou inimigo, repórter tem que contar o que está acontecendo com a maior honestidade possível.

Aqui também não tem assunto proibido nem obrigatório. Quem manda é o fato, a notícia sempre a serviço de sua excelência, o internauta ou telespectador. A moderação dos comentários será feita pela equipe do R7, mas eu estarei acompanhando também a participação dos leitores, que é, afinal, a melhor parte para quem trabalha na internet.

Estarei aqui com vocês sempre que um fato novo, uma boa história ou um bom personagem o justificar. O blog não tem receita, periodicidade nem formato rígidos: pode ser crônica urbana, análise política, reportagem, entrevista e, sempre que possível, com notícia exclusiva. No período anterior no iG, foram publicadas 709 matérias dos mais diferentes gêneros e liberados 112.752 comentários dos leitores, para uma audiência em torno de 2 milhões de acessos em 2010, segundo o Google Analytics.

Recebi dos colegas do portal iG cópia de todos os textos e comentários publicados desde 11 de setembro de 2008, que agora se encontram à disposição de vocês no arquivo deste novo blog. Uma das muitas lições que aprendi com o velho amigo vice-presidente José Alencar, recentemente falecido, foi sempre deixar as portas abertas na hora de partir para um dia poder voltar. Tem sido assim ao longo destes 46 anos de profissão: sempre peço para sair quando acho que chegou a minha hora de mudar e nunca dei a ninguém o direito de me demitir. Melhor assim.

Além do arquivo completo do blog, o espaço contará também com informações sobre palestras e livros publicados. Deixei para contar a grande novidade no final: a partir do dia 7 de junho, na primeira terça-feira de cada mês, das 12 às 13 horas, teremos aqui um chat para bater papo com os leitores, em especial com os estudantes de jornalismo que sempre me procuram para esclarecer dúvidas ou responder a seus questionamentos sobre a profissão. Neste mesmo dia, às 14 horas, estarei na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde estudei, mas não cheguei a me formar, para participar de um debate sobre “Grandes Reportagens”.

É isso, amigos. Vida que segue.

Em tempo: durante este período de mudança em que fiquei sem atualizar o blog, a conversa entre os leitores continuou normalmente no Boteco do Balaio, uma espécie de filial que eles próprios criaram no Google. Quem estiver interessado é só entrar lá e ver como faz para participar.

Mais informações sobre o Boteco com os leitores Aliz (jornalizta@gmail.com)

ou Enio (eniobarroso@ig.com.br).

Meu novo e-mail: riko16@r7.com

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