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26052011WDO 4736 O silêncio de Dilma e a volta de Lula

Antes do que queria e imaginava, Lula volta ao centro do palco político em Brasília

Em tempo:

Só depois de publicar o post abaixo, vi que a presidente Dilma Rousseff saiu pela primeira vez em defesa do ministro Antonio Palocci, garantindo que ele dará todas as explicações, durante cerimônia hoje no Palácio do Planalto. Melhor assim.

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O silêncio ensurdecedor da presidente Dilma e o desaparecimento do ministro Palocci após as revelações sobre o incomum crescimento da sua renda e do patrimônio em 2010 levaram esta semana o ex-presidente Lula de volta a Brasília para apagar incêndios e fazer articulações políticas muito antes do que ele mesmo queria e imaginava.

Lula estava até evitando dar entrevistas e aparecer em lugares públicos para não ofuscar o protagonismo da nova presidente. Mas, menos de seis meses após deixar o poder, foi obrigado a ocupar o espaço que estava vazio há semanas, com os problemas de saúde de Dilma e o imobilismo político do governo como um todo, que sofreu sua primeira derrota na Câmara na votação do novo Código Florestal e foi obrigado a fazer um balaio de concessões a partidos da base aliada.

Pelo jeito, ninguém o convidou. Foi a sua conhecida intuição que o levou a assumir as rédeas da crise que se alastra, reunindo-se dois dias seguidos com Dilma, Palocci, ministros e parlamentares da base aliada, tentando consertar o estrago. Mais do que ninguém, Lula sabe qual é a dimensão da primeira grande crise enfrentada por Dilma e suas consequências.

Em qualquer hipótese, o governo sai desgastado. Ainda esta semana ousei bancar aqui no Balaio que o ministro Palocci fica no cargo, mas agora já tenho minhas dúvidas porque a cada dia a sua situação se complica. Também não sei se é melhor ficar ou sair, independentemente do que a Procuradoria Geral da União vai decidir sobre as explicações do ministro, que estão demorando muito a ser dadas.

Desta vez, não dá para ficar culpando a imprensa, pois nenhum dos fatos até agora divulgados sobre a repentina fortuna de Palocci foi desmentido. De mais a mais, mesmo após as denúncias contra Palocci, o tratamento dado a Dilma é muito mais respeitoso e condescendente do que o dispensado a seu antecessor.

Em meio à onda de silêncio que assola o Planalto, o único a ainda aparecer em público e falar com a imprensa para defender o governo é o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral. Os dois números de telefone que tenho do gabinete do ministro Palocci só dão sinal de ocupado desde sexta-feira, como se tivessem sido tirados do gancho.

Fora Gilberto Carvalho, ninguém retorna ligações, nem mesmo na área de comunicação do governo. Se isso acontece comigo, que sou amigo e já trabalhei com todos eles, posso imaginar como estarão sendo tratados os outros jornalistas. Não são só os parlamentares que têm razões para se queixar a Lula sobre a falta de diálogo com o governo.

"A presidente sumiu", constata hoje o colega Clóvis Rossi, em sua coluna na Folha, sob o título: "Dilma, cadê você?. Todo mundo gostaria de saber".

A esta altura do campeonato, o desgaste do recém-empossado governo já é tamanho que, mesmo o Ministério Público aceitando as justificativas de Palocci, ele poderá se tornar um estorvo se permanecer no cargo.

De ministro mais forte do governo a desaparecido político, para que serve um chefe da Casa Civil enfraquecido dentro e fora do Planalto? Até quando dura essa agonia? Chega uma hora em que qualquer decisão é melhor do que decisão nenhuma. Se demorar muito, nem Lula resolve.

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Vamos também falar das coisas boas da vida. Recebi da amiga jornalista Suely Valente, minha colega na primeira turma da ECA-USP, um convite para a Maifest, tradicional festa de rua do Brooklin, na zona sul de São Paulo.

Como não estarei aqui, já que viajo amanhã cedo para fazer uma reportagem em Campina Grande, na Paraíba, e só volto na segunda-feira, repasso o convite para vocês. Será sábado e domingo, das 10 às 22 horas. Local: ruas Joaquim Nabuco, Princesa Isabel, Barão do Triunfo e
Bernardino de Campos.

Entre as dezenas de barracas de todo tipo, tem duas da Gotas de Flor, entidade que atende crianças e jovens moradores carentes. Além de artesanato, as barracas, na rua Bernardino de Campos,  oferecem boa comida: spätzle, uma massa alemã muito gostosa servida com dois molhos (gulash ou cebola).

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