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haddad agencia Mídia derrotada mais uma vez pelo PT de Lula

Perderam para Lula em 2002.

Perderam para Lula em 2006.

Perderam para Lula e Dilma em 2010.

Perderam para Lula e Haddad em 2012.

A aliança contra Lula e o PT montada pelos barões da mídia reunidos no Instituto Millenium sofreu no domingo mais uma severa derrota.

Eles simplesmente não aceitam até hoje que tenham perdido o poder em 2002, quando assumiu um presidente da República fora do seu controle, que não os consultava mais sobre a nomeação do ministro da Fazenda, nem os convidava para saraus no Alvorada.

Pouco importa que nestes dez anos tenha melhorado a vida da grande maioria dos brasileiros de todos os níveis sociais, inclusive a dos empresários da mídia, resgatando milhões de brasileiros da pobreza e da miséria, e dando início a um processo de distribuição de renda que mudou a cara do País.

Lula e o PT continuam representando para eles o inimigo a ser abatido. Pensaram que o grande momento tinha chegado este ano quando o julgamento do mensalão foi marcado, como eles queriam, para coincidir com o processo eleitoral.

Uma enxurada de capas de jornais e revistas com quilômetros de textos criminalizando o PT e latifúndios de espaço sobre o julgamento nos principais telejornais nos últimos três meses, todas as armas foram colocadas à disposição da oposição para o cerco final ao ex-presidente, mas a bala de prata deu chabu.

Na noite de domingo, quando foram anunciados os resultados, a decepção deve ter sido grande nos salões da confraria do Millenium, como dava para notar na indisfarçada expressão de derrota dos seus principais porta-vozes, buscando explicações para o que aconteceu.

Passada a régua nos números, apesar de todos os ataques da grande aliança formada pela mídia com os setores mais conservadores da sociedade brasileira, o PT de Lula e Dilma saiu das urnas maior do que entrou, como o grande vencedor desta eleição.

"PT — O maior vencedor" é o título do quadro publicado pela Folha ao lado dos mapas das Eleições em todo o País. Segundo o jornal, o PT "foi o campeão em dois dos mais importantes critérios. Além de ter sido o mais votado no 1º turno (17,3 milhões), é o que irá governar para o maior número de eleitores".

De fato, com os resultados do segundo turno, o PT irá governar cidades com 37,1 milhões de habitantes, onde vive 20% do eleitorado do País. Com cidades habitadas por 30,6 milhões, o segundo colocado foi o PMDB, principal partido da base aliada.

"Em relação aos resultados das eleições de 2008, o total de eleitores governados por prefeitos petistas crescerá 29% em 2013, quando os eleitos ontem e no primeiro turno deverão assumir", contabiliza Ricardo Mendonça no mesmo jornal.

Do outro lado, aconteceu exatamente o contrário: "Já os partidos que fazem oposição ao governo Dilma Rousseff saem da eleição menores do que entraram. Na comparação com 2008, PSDB, DEM e PPS, os três principais oposicionistas, terão 309 prefeituras a menos. Puxados  para baixo principalmente pelo DEM, irão governar para 10,5 milhões de eleitores a menos".

Curiosa foi a manchete encontrada pelo jornal "O Globo" para esconder a vitória do PT: "Partidos ficam sem hegemonia nas capitais". E daí? Quando, em tempos recentes, algum partido teve hegemonia nas capitais? Só me lembro da Arena, nos tempos da ditadura militar, que o jornal apoiou e defendeu, quando não havia eleições diretas.

O que eles estarão preparando agora para 2014? Sem José Serra, que perdeu de novo para um candidato do PT que nunca havia disputado uma eleição, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, eleito com 55,57% dos votos, terão que encontrar primeiro um novo candidato.

Ao bater de frente pela segunda vez seguida num "poste do Lula", o tucano preferido da mídia corre agora o risco de perder também a carteira de motorista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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russomanno convenção prb tl e1327925089783 Por que Datafolha esconde líder da pesquisa em SP?

Há modos e modos de se divulgar os resultados de uma pesquisa. Cada um escolhe o que mais lhe convém. Como nas decisões judiciais, convencionou-se dizer que critérios editoriais não se discutem, em nome do direito sagrado da liberdade de imprensa.

Tudo bem, mas também não é preciso exagerar nem achar que ninguém vai perceber a manipulação.

"Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha", informa o título da matéria publicada pelo jornal do mesmo nome no último domingo (29). O subtítulo acrescenta que "Maioria dos paulistanos desconhece os principais nomes à sucessão municipal".

O principal destaque do texto é sobre um não candidato: Serra é o tucano mais bem posicionado, mas possui rejeição alta e tem dito ao partido que não é candidato.

E daí? Até este ponto, o leitor ainda não foi informado quem é o líder na pesquisa sobre a disputa eleitoral na maior cidade do país. Este detalhe só vai aparecer no terceiro parágrafo da matéria assinada por Uirá Machado de uma forma bem enigmática:

"Um dos que apresentam melhor desempenho continua sendo Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21 % e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados".

Quais são estes cenários? Os leitores da Folha não têm o direito de saber? Deve ter sido a primeira vez, desde a criação do instituto, em 1983, que o jornal publica uma pesquisa sobre intenções de voto sem nenhum gráfico mostrando os resultados nos diferentes cenários possíveis.

Ao lado da matéria publicada discretamente na dobra inferior da página A8, aparecem apenas duas tabelas com o grau de conhecimento e o índice de rejeição dos 14 candidatos pesquisados, além da "força dos padrinhos" (49% votariam num candidato apoiado por Lula e 34% pela presidente Dilma).

Aos mais curiosos, o jornal explica: "No único quadro que Russomanno não lidera, ele fica atrás apenas de José Serra (PSDB), que aparece com 21%. O tucano, porém, tem dito a seu partido que não quer concorrer à prefeitura".

Tem dito, não. Serra comunicou oficialmente ao PSDB, na semana passada, antes que os pesquisadores fossem a campo, que está fora da disputa eleitoral deste ano.

Um dos motivos é seu alto índice de rejeição, que oscilou de 35% em dezembro para 33% agora. Só é menor que o de Netinho de Paula (PCdoB), que foi de 32% para 35%.

Abaixo de Russomanno, se a disputa segue estável, conclui-se que surgem os candidatos Netinho de Paula e Soninha (PPS), cujo nome nem foi mencionado na matéria. Os nomes do candidato do PT, Fernando Haddad, e dos pré-candidatos do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) continuam patinando na faixa de um dígito.

O único que cresceu, dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, foi Gabriel Chalita, do PMDB, cujos índices variam entre 5% e 9% das intenções de voto.

Na análise do diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, publicada junto com a matéria da pesquisa, sequer é mencionado o nome de Celso Russomanno. É verdade que a eleição só acontece daqui a oito meses, e tudo pode mudar, mas se a pesquisa não serve para nada agora, melhor seria não publicá-la.

Sem novidades sobre a eleição municipal, a Folha preferiu dar em manchete outra pesquisa, mostrando que "Polícia na cracolândia é aprovada por 82% em SP".

Principal tema da disputa entre PT e PSDB até agora, com os dois principais partidos se atacando mutuamente em torno desta questão, a ação policial na Cracolândia ainda não mostrou efeitos na disputa eleitoral.

Nem que fosse por curiosidade, os editores da Folha poderiam ter dado um Google para informar aos seus leitores quem é, afinal este Celso Russomanno, que lidera as suas pesquisas desde dezembro.

Celso Ubirajara Russomanno, 56 anos, é advogado e jornalista que se tornou conhecido quando apresentava um quadro no programa Aqui Agora, no SBT. Participa atualmente do programa Balanço Geral, da TV Record.

Deputado federal por quatro mandatos, destacou-se na área de defesa do consumidor. Começou no PFL, mudou para o PSDB, passou pelo PPB e estava no PP de Paulo Maluf, antes de se transferir para o PRB no ano passado. Em 2010, disputou a eleição para governador pelo PP e ficou em terceiro lugar.

Leia mais: Celso Russomanno lidera intenção de voto para prefeito de São Paulo

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PSDB001 Aécio toma conta do arraial tucano

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos, mas não parecem ter ficado felizes

Um detalhe que passou batido nas análises sobre a  convenção tucana do último final de semana: pela primeira vez desde a sua fundação, o PSDB deixou de ser o recreio dos paulistas, que controlavam o partido mesmo quando o cearense Tasso Jereissati foi seu presidente.  

Em plena época de festas juninas, agora é o mineiro Aécio Neves quem manda no arraial, saindo na frente na disputa interna pela candidatura na campanha presidencial de 2014.

Como escrevi aqui ontem, Aécio fez barba (presidência do partido), cabelo (secretaria-geral) e bigode (Instituto Teotonio Vilela). O mineiro deu uma lavada nos paulistas.

No final da brigalhada que atravessou a madrugada de sexta para sábado, José Serra ameaçou não brincar mais e acabou levando de consolação a presidência de um "conselho político" que nunca existiu _ e há dúvidas de que venha um dia a funcionar.

Sem orçamento nem estrutura, o cargo decorativo que inventaram para o ex-governador paulista não ficar sem nada terá seis membros: de um lado, o presidente Sergio Guerra, que foi reeleito com o apoio de Aécio, seu aliado; de outro, três paulistas que não se entendem (FHC, Serra e Alckmin) e o governador goiano Marconi Perillo, que não apóia ninguém e aproveitou a confusão para também lançar sua candidatura à Presidência da República.

Ficamos assim, então: com dois aliados que se tornaram nanicos no Congresso Nacional (PPS e DEM), o principal partido da oposição saiu da convenção tão fraco e dividido como estava antes, sem oferecer nenhum perigo ao governo.

Na verdade, o governo Dilma dispensa oposição, pois esta já é feita pelos próprios partidos aliados, a começar pelo PT de Rui Falcão e o PMDB do grande estadista Michel Temer. Leio no noticiário que o PMDB já entregou sua fatura: quer 50 cargos do segundo escalão para continuar defendendo o encalacrado ministro Antonio Palocci. É bem capaz do PT oferecer outros 50 para Dilma mandar Palocci embora.

Estamos bem arrumados. Assunto é o que não vai faltar para a dança das quadrilhas e as setilhas dos repentistas políticos nestas festas de São João. Anarriê, anavantu, puxa o fole sanfoneiro!!!

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Tinha preparado uma bela surpresa para a estréia do blog: pequenas entrevistas exclusivas com os quatro principais nomes apontados pela imprensa para a sucessão do presidente Lula: Aécio Neves, Ciro Gomes, Dilma Roussef e José Serra.

Como tenho boas relações com os quatro, achei que não seria difícil conseguir as respostas. Mandei as mesmas perguntas para todos: quando deve começar a campanha para 2010; caso seu nome seja indicado pelo partido qual a sua principal proposta e qual a prioridade do Brasil pós-Lula.

Após dezenas de telefonemas e troca de e-mails com os assessores dos presidenciáveis, na segunda-feira parecia que daria tudo certo.

Mas, até agora, meio dia de quarta-feira, véspera da estréia do blog, só Ciro Gomes mandou suas respostas, que publico no próximo post.

Como se dizia e fazia antigamente, Ciro respondeu prontamente de próprio punho, quer dizer, digitou o que pensa em seu lap-top. Atencioso e gentil, mandou junto este recado:

"Seguem as respostas que escrevi num vôo entre Fortaleza e São Paulo. Parabéns pelo novo espaço. O Brasil precisa cada dia mais gravemente de jornalistas do seu quilate ajudando nosso povo a entender as coisas e manhas de nosso precário debate. Um abraço, Ciro".

Na noite de segunda-feira, Júnia Nogueira de Sá, a nova coordenadora de imprensa do governador José Serra, enviou-me esta mensagem:

"O governador prefere não responder as perguntas neste momento. Sei que você entenderá a posição dele..."

Entendo, mas lamento: a internet é cada vez mais um espaço público para o debate das questões nacionais e permite que os leitores participem dele.

Minha velha amiga Heloisa Neves, assessora de Aécio Neves, prometeu-me as respostas até quarta-feira, mas até agora não vieram.

Dilma Roussef, com quem me encontrei no desfile de 7 de setembro, no domingo passado, em Brasília, prometeu-me pessoalmente que enviaria as respostas, mas até agora também não as recebi, e ela está neste momento no interior do Amazonas junto com o presidente Lula.

Como viajo daqui a pouco para fazer uma palestra em Aparecida do Norte e precisava antecipar o material de abertura do "Balaio do Kotscho", um parto que durou meses, começo com a entrevista exclusiva do Ciro Gomes e, assim que receber as respostas dos outros, publico para voces.

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