Em tempo (atualizado em 7.8):

Como previam as pesquisas, os ex-governadores Amazonino Mendes, com 38,8%, e Eduardo Braga, que teve 25,4% dos votos, irão disputar o segundo turno para um mandato-tampão no Amazonas daqui a três semanas.

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No primeiro teste para as eleições de 2018, a disputa deste domingo para escolher um governador-tampão no Amazonas mostra que a velha política continua firme e forte, apesar da Lava Jato e das promessas de renovação.

Desponta como franco favorito Amazonino Mendes, de 77 anos, que já foi eleito governador três vezes _ a primeira em 1986, ou seja, três décadas atrás, quando o presidente da República era José Sarney.

Com 35,9% de intenções de voto na última pesquisa IDP, Mendes, do PDT, supera outro ex-governador, Eduardo Braga (de 2003 a 2010), do PMDB, que aparece com 28,6%.

Apoiado pelo prefeito de Manaus, o tucano Artur Virgílio Neto, de 71 anos, que aparece nas delações da Odebrecht, Amazonino Mendes é também um veterano em escândalos.

Vinte anos atrás, foi denunciado no esquema de compra de votos para aprovar a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Ex-ministro de Minas e Energia de Dilma Rousseff, Braga é investigado na Operação Lava Jato e aparece também na denúncia apresentada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, envolvido com propinas da JBS, mas ele nega todas as acusações.

Os dois ex-governadores devem ir para um provável segundo turno. Corre por fora a ex-deputada federal Rebecca Garcia, do PP, com 18,4% das intenções de voto, que até maio foi superintendente da Zona Franca de Manaus, indicada por Eduardo Braga, com quem rompeu.

Tem mais seis nomes na lista da urna eletrônica, mas sem chances, segundo a pesquisa do IDP.

A eleição temporã foi convocada há três meses, após a cassação do governador José Mello, do PROS, e do seu vice, Henrique Oliveira, do Solidariedade, acusados de compra de votos.

A 14 meses das próximas eleições gerais marcadas para outubro de 2018, o quadro no Amazonas mostra a resiliência dos velhos esquemas políticos que se alternam no poder desde a volta das eleições diretas para governador, em 1982.

Bom domingo.

E vida que segue.

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