26 setembro 2009 às 16:54
DVD – Intrigas de Estado
State of Play **
Áud: Ing , Esp, Port. Leg: Port, Esp, Ing. Aventura Widescreen 2.35. 127 min. Cor. 2009. EUA. Universal. 14 anos. Rental. 30 de setembro.
Diretor: Kevin McDonald . Elenco: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels, Josh Mostel

Sinopse: Um veterano repórter de Washington, com a ajuda de novata, tenta ajudar um amigo deputado que está sendo suspeito da morte de uma assistente.
Comentários: Há algum tempo Russell Crowe vem perdendo seu estrelato, com uma sucessão de fracassos e personagens que o deixam cada vez mais gordo e esquisito, ou seja, perdendo o público feminino. Este foi outro tropeço, que embora tenha sido lançado em pleno verão americano, não passou dos US$ 36 milhões.
Era um projeto que seria feito com Brad Pitt e Edward Norton, mas foi prejudicado pela greve de roteiristas (Pitt queria mudanças no roteiro e o largou e Norton o seguiu logo depois).
É a refilmagem de uma minissérie da televisão inglesa, State of Play (2003) de David Yates - de Harry Potter. Com James MacAvoy e Bill Nighy aqui foi dirigido pelo mesmo sujeito que fez O Ultimo Rei da Escócia, Kevin McDonald. De qualquer forma, algo saiu errado, que o deixou pouco memorável.
Talvez seja a própria história que surgiu no momento errado, pós Obama, quando há menos interesse em seguir uma aventura/thriller sobre a nobreza da imprensa e de um repórter investigativo Cal (Russell) quando está lidando com um amigo particular envolvido no escândalo.
Tudo se passa num grande jornal de Washington, dirigido por uma mulher, Helen Mirren, que fica o tempo todo reclamando de pressões e da queda de circulação - a única menção da crise que atinge a imprensa americana.
Lá, Cal é um jornalista respeitado e com muitas fontes importantes, que se une a uma foca , uma jovem jornalista que ele acha promissora (Rachel, de Diário de uma Paixão) para tentar resolver um caso complicado. Primeiro a morte de dois rapazes sem aparente justificativa, que apenas viram demais.
Depois, um amigo dele, o deputado Collins (Ben Affleck, mais magro e canastrão como sempre) confessa que tinha um caso romântico adúltero com uma moça que trabalhava com ele e apareceu morta, jogada debaixo de um metrô. Esse fato provoca um escândalo e afeta seu casamento (com Robin Wright, ex – Sr. Sean Penn).
Basicamente é uma história passada nos bastidores do Congresso americano, com suas tramóias e ciladas (não pensem que o Brasil é caso único) e as denúncias de sempre (no caso, uma super organização que tem contratos com o governo para segurança e mercenários no Iraque). Algo como Blackwater. Aqui chamada Point Corp. O que levava seis horas de investigação, aqui foi compactado em duas horas e pouco.
Sem dúvida, temos algumas reviravoltas e revelações, que ajudam a tornar o filme razoável e assistível. Se não memorável. Mas tem um outro lado que Roger Ebert levantou e que me parece interessante. Com tantas mudanças na imprensa, este pode ser mesmo um dos últimos de seu gênero. Filmes que louvavam a coragem e honestidade dos repórteres. Quixotes que lutavam contra a corrupção em postos altos em vez de se preocuparem apenas com fofocas de celebridades.
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