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28 setembro 2009 às 17:00

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Baseado em fatos reais

É uma história real e aconteceu exatamente assim, diante da porta do cine UOL Lumière  no Itaim,  que já é conhecido como uma das piores projeções digitais de São Paulo. Já fui vítima disso em ao menos duas ocasiões e apesar do público reclamar, a projeção prossegue escura (quando o digital devia ter justamente mais brilho e definição de imagem).

Semana passada, quem estava assistindo o filme numa sessão vespertina, eram duas amigas, duas senhoras elegantes e educadas, que tentaram pedir providências. Em vão, já que obviamente os funcionários só dão desculpas vazias e amarelas. O filme era o interessante, Amantes, que por sua vez já é bastante escuro. De qualquer forma, a situação só piorou quando no meio do filme, o projeto estragou de vez. Veio um gerente dizer que nada podia fazer. Que tinham que esperar o socorro chegar.

Sem ter condição de ver o fim do filme, as duas senhoras se retiraram justamente quando começaram a chegar as pessoas para a próxima sessão. Uma delas, a figura mais conhecida, não teve dúvida. Dirigiu-se às pessoas e contou o que sucedia, desencorajando as pessoas a entrarem. Que logicamente a entenderam. Com toda sua autoridade de quem já foi Odete Roitman.

A frequentadora do cinema era Beatriz Segall. Que fez muito bem. Se mais pessoas reclamassem e tomassem atitudes, muitas coisas erradas e não só em salas de cinema, já teriam sido corrigidas. O que fazer por exemplo com as pessoas que não param de falar e dar palpites na sala de cinema, em particular em filmes de terror, quando não há lanterninhas ou funcionários para impor respeito?

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