8 outubro 2009 às 07:50
DVD – Pixote – A Lei do Mais Fraco
Pixote - A lei do mais fraco ****
Áud: Port. Leg: Port, Esp, Ing. Drama. Standard. 124 min. Cor. 1981. Brasil.Europa. 18 anos. Aluguel. 29 de agosto.
Diretor: Hector Babenco. Elenco: Marília Pêra, Beatriz Segall, Jardel Filho, Ariclê Perez, Fernando Ramos da Silva, Jorge Julião, Rubens de Falco, Gilberto Mouro, Tony Tornado, Elke Maravilha, João José Pompeo, Isadora de Faria.

Sinopse: Pixote é menor de idade e levado para um reformatório, tipo Febem, onde se enturma com marginais. Fogem dali e se envolvem com uma prostituta Sueli, com quem realizam assaltos.
Comentários: Sai finalmente em DVD, este clássico brasileiro em cópia restaurada (faz parte do projeto da Europa em relançar todos os principais filmes do diretor Babenco - menos Ironweed).
Ele se inicia com um adendo, que é o próprio diretor apresentando a história e o lugar onde Pixote mora. O menino Fernando Ramos da Silva (1967-1987) não conseguiria fazer carreira como ator e eventualmente seria assassinado por policiais, depois de recair numa marginalidade criminosa.
Um caso trágico da vida imitando o cinema. Foi feito um filme sobre sua vida. Quem Matou Pixote? (96) de Jose Joffily. Sucesso no Brasil, Pixote teve uma impressionante carreira no exterior.
Depois de recusado por Festivais grandes, teve êxito em menores- Locarno, San Sebastian- estourando nos Estados Unidos, onde além de ter sido considerado um dos melhores filmes da década, deu a Marília Pêra o prêmio dos críticos de Nova York (importantíssimo).
Foi melhor filme estrangeiro (críticos de LA, Nova York, Boston, National Critics) e provocou muitas imitações. Há muitos anos, desde Buñuel, não era abordado o tema das crianças de rua, inspirado em livro de José Louzeiro, Infância dos Mortos.
Com muita coragem (ainda estávamos sob ditadura) e garra, Babenco conseguiu um elenco de desconhecidos (treinados para o ocasião, coisa inédita por aqui) misturado a outros famosos (Marília esta realmente notável). Uma história muito forte que hoje infelizmente se tornou banal, só porque se agravou ainda mais.
Era o que o cinema brasileiro da época podia fazer de melhor e não decepciona. Continua a ser um soco no estômago! Sem extras.










