15 outubro 2009 às 11:30
DVD – A Morte do Superman
A Morte do Superman ** Superman: Doomsday
Áud: Port, Ing. Leg: Port, Ing. EUA. Animação/aventura. 75 min. Cor. 2007. Warner. Venda. Disponivel. Diretor: Bruce Timm, Brandon Vietti, Lauren Montgomery. Elenco: Adam Baldwin, Anne Heche, James Marsters, John DiMaggio, Tom Kenny, Cree Summer, Ray Wise, Adam Wylie (apenas vozes).
Sinopse: A empresa de Lex Luthor desperta sem querer uma criatura alienígena que mata tudo que vê pela frente. Ao tentar detê-la Superman acaba morrendo e a tragédia dá início a uma série de acontecimentos que chocam a população de Metrópolis.
Comentários: Em 1992, para tentar dar fôlego novo ao gibi do Superman, que vendia pouco na época, a DC Comics radicalizou: decidiu matar seu personagem mais famoso para tentar alavancar os negócios.
A jogada de marketing foi tal que até o Fantástico noticiou o assunto.
Obviamente não tardou para o maior super-herói da história voltar da morte após uma saga que teve início com um monstrengo insano chamado Apocalipse, que devastou parte dos EUA, acabou com a Liga da Justiça e num combate épico morreu e matou o último filho de Krypton.
Seguiram-se o Funeral, uma aventura no mundo dos mortos, e o Retorno, que serviu não apenas para fazer a publicação voltar a vender como água, mas também introduziu novos personagens no universo da editora.
Uma década e meia depois, como parte da série de longas de animação feitos para o mercado de Home vídeo baseados em histórias clássicas da DC, foi a vez de A Morte do Superman virar filme.
Mas ao contrário de excelentes trabalhos recentes produzidos no formato, como Liga da Justiça – A Nova Fronteira e Mulher-Maravilha, o homem de aço ganhou a animação mais fraca dessa leva. E nem a escalação de três diretores conseguiu fazer de A Morte de Superman um filme decente.
Fato estranho, já que entre eles está Lauren Montgomery, que trabalhou na série animada da Legião de Super-Heróis e dirigiria depois o bom Lanterna Verde: Primeiro Vôo e o excelente longa animado da guerreira amazona.
Com o intuito de condensar a saga, que renderia uma boa série de tevê, os roteiristas acharam por bem alterar a trama original. Se nos gibis Apocalipse simplesmente despertava após décadas, até séculos, soterrado em solo terrestre, aqui é a Lexcorp, corporação pertencente a Lex Luthor, que acidentalmente liberta a criatura.
Por sinal, na sinopse oficial do DVD ela é chamada Doomsday, mas durante o longa não tem seu nome mencionado. Logo o Super (que vive há seis meses um romance secreto com Lois Lane, sem ela saber que ele é Clark Kent!) parte para a luta e a épica batalha dos gibis transcorre em pouco mais de dez minutos na animação. Mais decepcionante para os fãs impossível.
A Liga da Justiça nem é citada e a dor sentida pelo mundo e outros heróis também passa batida. Em pouco mais de um mês depois da tragédia, Superman retorna da morte e volta a proteger Metrópolis – que de maneira mágica (mais um furo do roteiro) foi reconstruída apesar do pouco tempo desde sua devastação.
Mal sabe o planeta que na verdade, o Super ressuscitado trata-se de um clone criado por Luthor. Logicamente o kryptoniano verdadeiro reaparece, cabeludo e usando o uniforme negro, como na série das HQs O Retorno do Super-Homem (ao menos nisso foram fiéis), combate seu clone e a população dá as boas vindas para o ressurgimento do seu salvador.
Alheio à cronologia da série Superman e a qualquer outra mídia que tenha o herói como protagonista, a forma como os protagonistas foram desenhados também foge do padrão da série da TV. Com roteiro fraco, A Morte do Superman tende a desagradar fãs dos gibis e mal consegue servir de passatempo para quem não acompanha a trajetória do último filho de Krypton nas revistinhas, na TV ou no cinema.
A frustração não foi apenas do público, mas também da DC e da Warner, que esperavam gerar o mesmo (ou quase) impacto causado pela história em quadrinhos de 1992. Não foi o que aconteceu. Nos extras estão os documentários Luto e Renascimento: O Superman Vive”, “Por trás das vozes” e teaser.
(*Agradeço a colaboração de André Azenha)











