16 outubro 2009 às 11:00
Estreia: Novidades no Amor
Novidades no Amor (The Rebound) EUA, 09.
Direção de Bart Freundlich. Com Catherine Zeta Jones, Justin Bartha, Joanna Gleason, Andrew and Jake Cherry, Kelly Gould,.John Schneider, Lynn Whitfield, Sam Robards, Art Garfunkel.
Chega no Brasil, antes dos Estados Unidos, este filme do diretor Freundlich que é mais lembrado como marido de Julianne Moore e não por acaso dez anos mais novo que ela (Julianne é de 1960, ele de 7O).

Isso já explica muito esta comédia romântica mediana e com tons autobiográficos sobre uma mulher divorciada e mais velha que começa um romance com um rapaz de 25 anos (garçon de uma lanchonete e que serve de babá de seus filhos).
É importante dizer que Bart não é muito bom diretor, conforme demonstra sua carreira:
1997 – O Mito das Digitais (The Myth of Fingerprints. Julianne Moore, Roy Scheider). 2001 – Cidadão do Mundo (World Traveler. Billy Crudup, Julianne Moore).
Segurem Essas Crianças (Catch That Kid. Kristen Stewart, Corbin Bleu). 2005 – Totalmente Apaixonados (Trust the Man. David Duchovny, Julianne Moore). 2008 - Family Practice (TV. Anne Archer, Beau Bridges).

Bem que a gente quer gostar de um filme que é estrelado pela bela Catherine (que faz menos filmes do que deveria e já começa a demonstrar o peso da idade).
Ela interpreta Sandy, uma dona de casa que vive num subúrbio perto de Nova York e descobre (via uma gravação que ficou no computador) que o marido a engana.

Resolve pedir divórcio e se muda para Manhattan, com os filhos, procurando recomeçar a vida.
Claro que é coisa de Hollywood, o fato de que ela é maníaca por esportes e isso a ajuda a conseguir um emprego num canal especializado no assunto, onde eventualmente fará sucesso e carreira.
Mas é menos bem sucedida na vida amorosa, assustando-se com os homens mais velhos que estão interessados nela e acaba se envolvendo com um rapaz judeu (o simpático Justin Bartha consagrado há pouco com Se beber, Não Case).
O rapaz é bonzinho, confiável e se apaixona intensamente por Catherine (além de ficar super amigo das crianças). Até formam um bonito casal, mas o filme se perde num roteiro de piadas fracas, situações banais (com a família do rapaz) e alguns absurdos.

Por exemplo: Catherine diz que tem 40 anos, mas seus filhos são pequenos (há ao menos uns 8 anos perdidos e mal calculados). A resolução também é discutível, já que a passagem do tempo acentuaria os problemas e não os resolveria.
Romances de mulheres mais velhas com homens mais novos já se tornaram rotina na vida e nas novelas. No cinema, ao menos neste filminho, não funciona.











