22 outubro 2009 às 08:00
Inauguração do Teatro Bradesco
Hoje é uma noite importante para o teatro em São Paulo. Será inaugurada a melhor sala de espetáculos da cidade, que é modelo para todas que vierem depois.
É o chamado Teatro Bradesco, que passa a funcionar (na verdade já teve a soft opening com alguns shows discretos) no Shopping Bourbon (do Grupo gaúcho Zaffari), exatamente ao lado do Unibanco, atualmente o cinema mais frequentado do Brasil por causa de sua sala Imax–3 D.
A noite de hoje é para convidados e o show, do Café dos Maestros, com participação especial do compositor Gustavo Santaolalla e Marisa Monte. O show será apresentado depois para o público, no sábado e domingo. Mas para quem não puder ir, há uma outra alternativa, já saiu em DVD do show original, gravado no Argentina.
Eis a crítica do DVD:
Café dos Maestros **** Idem
Áud: Esp. Leg: Port. Musical Documentário. Widescreen. 92 min. Cor. 2008. Argentina. Videofilmes. Livre. Diretor:Miguel Kohan. Elenco: Leopoldo Federico, Lagrima Rios, Aníbal Arias, José Libertella, José Luis Stazo.
Sinopse: Preparação e apresentação do show do mesmo nome.
Comentários: Walter Salles como co-produtor se reúne novamente com seu atual compositor preferido: Gustavo Santaolalla (que realizou a trilha de Linha de Passe, além de ter feito também a trilha de Brokeback Mountain, Babel, Amores Perros) neste documentário afetivo, não especialmente elaborado, que é o Buena Vista Social Club do tango.

Ou seja, o reencontro primeiro em ensaios e bares, e depois numa grande apresentação no Teatro Colon, de grandes nomes do Tango, maestros e alguns cantores. Todos de idade avançada (alguns já faleceram desde então e a eles o filme é dedicado).
É difícil não gostar de tango - e de Buenos Aires. Assisti com muito prazer este filme simples, feito em digital, sem grandes recursos (ainda assim o som é impecável, o que é essencial).
Não conhecia os entrevistados, mas tudo é humano e encantador, todos se reencontram e depois felizes constatam que não estão esquecidos.

Não há grandes lances, apenas ensaios, depoimentos nostálgicos, algumas imagens de arquivo, até o final apoteótico onde desfrutamos o prazer de ouvir tangos não tão famosos (não espere o trivial), mas executados com esplendor e excelentes arranjos (o filme tenta prestar tributo aos maestros arranjadores quase sempre anônimos).
Gustavo se limita a fazer figuração, passar entusiasmo, e Waltinho nem aparece. Nem precisava. O filme é para adeptos, um público que é bem maior do que se imagina.
Extra: Material inédito não aproveitado – mais de 40 minutos -do show realizado em 24/8/2006 no Teatro Colon de Buenos Aires.











