23 outubro 2009 às 07:25
O Inferno é uma Adolescente
Estreia: Garota Infernal (Jennifer´s Body). EUA,2009. Dirigido por Karyn Kusama; Roteiro de Diablo Cody. Produção de Jason Reitman. 20th Century Fox. 102 minutos.
Com Megan Fox, Amanda Seyfrid, Adam Brody, Johnny Simmons, J. K. Simmons, Lance Henriksen, Amy Sedaris.
Mais do que um filme, este é um caso estranho para se estudar. Não há garota mais popular na internet atualmente do que Megan Fox. Que por sinal é belíssima conforme demonstrou nos dois Transformers.
Não a conheço pessoalmente, mas não é muito querida pela imprensa, que a considera pouco inteligente (para sermos gentis) e meio maluca (vide as tatuagens que começou a fazer no corpo, o que prejudica uma carreira de atriz).
Mas o fracasso americano deste seu badalado filme de terror foi uma surpresa. Ele custou estimados 16 milhões de dólares e na estreia rendeu menos de 7 (depois não chegou a mais de 15,7 milhões).
É verdade que o filme não é muito bom, que não tem muitos sustos e não faz muito sentido. Mas quem é fã é fã e, mesmo eu, não deixaria de assistir o filme na sua estreia.

Ficaria um pouco irritado porque ela não aparece pelada como prometiam, mas teria pago o ingresso.
Só que seus fãs não compareceram ou são menos do que aparentam. Só barulhentos.
Ou simplesmente não vão ao cinema, veem os filmes de outra forma (ele ficou rapidamente disponível na internet com câmeras gravando na sala).
Há outra história de fracasso ainda mais séria, a da roteirista Diablo Cody que chegou a ganhar um Oscar pelo roteiro de Juno. Pessoalmente não acreditava nela, achando tudo superestimado.
Agora em seu primeiro trabalho sozinha (o diretor de Juno Reitman, chega mesmo a assinar como um dos produtores), não demonstra qualquer jeito para o terror, não sabendo construir suspense, clima ou encontrar algo de novo.
Fala de sentimentos e da sexualidade feminina, seus medos e angustias. Tem um outro diálogo um pouco mais divertido, com duplo sentido - como a frase que dá título a este comentário - mas certamente é o pior trabalho de uma vencedora do Oscar.

A coitada da Megan chega a ter a cena (fraca) onde vomita um troço escuro.
Tudo começa com a melhor amiga dela, feita por Amanda Seyfrid (aquela loira bonitona de Mamma Mia!) louca enfurecida numa prisão.
Depois voltamos ao passado, onde num clima de Carrie, a Estranha, são duas amigas, Jennifer (Megan) e Neddy (Amanda, que parecer nerd, usa óculos!).
O lugar se chama Chaleira do Diabo e existe lá uma cachoeira que cai num buraco sem fundo que ninguém sabe onde termina. E essa cachoeira existe mesmo em Judge Maney State Park, em Minnesota e é como o filme mostra.
Num show de rock, numa boate que pega fogo (e mata um monte de gente), Jennifer acaba sendo contaminada e vira uma vampira que vai matando homens e mulheres (ela não tem preconceitos) parecendo ser imortal, chegando mesmo a flutuar no espaço.
Mas não fica muito claro como funciona seus poderes que são usados a torto e a direito sem propósito, de tal maneira que acaba por desinteressar.
Suponho que ela esteja dominada por alguma espécie de demônio, mas uma morte fica igual a outra e não chega realmente a impressionar. Apesar de todo o sangue.
Quem dirigiu foi uma certa Karyn Kusama, que fez aquele clássico da ruindade que foi Aeon Flux (certamente quem é o culpado por tudo foi quem chamou essa moça sem noção).











