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24 outubro 2009 às 07:00

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Lançamentos em DVD

Transformers: A Vingança dos Derrotados  *** Transformers 2: Revenge of the Fallen

Áud: Ing , Port (ambos 5.1). Leg: Port, Esp, Ing. Aventura/Fantasia. Widescreen 2.40. 147 min. Cor. 2008 EUA. Paramount. 10 anos. Diretor: Michael Bay. Elenco: Shia LeBoeuf, Megan Fox, Isabel Lucas, voz de Hugo Weaving, Peter Cullen, mais John Turturro, Josh Duhamel, Rainn Wilson, Tyrese Gibson,John Benjamin Hickey

Sinopse: Decepticon volta a Terra numa missão fazendo Sam prisioneiro depois que ele aprende a verdade sobre a origem dos Transformers.

Comentários: Só nos EUA rendeu mais de 400 milhões de dólares (o dobro de seu orçamento). Ou seja, esta acima de qualquer crítica. Antes de tudo, um elogio para os efeitos especiais. São absolutamente fantásticos, superando qualquer coisa anterior (são apenas dois anos após o original). 

E cada frame, tem oito vezes mais informação do que qualquer filme normal (para se ter ideia um único frame levava para ser renderizado 72 horas. Imagine o tempo que levou para ser fazer o filme todo). Ou seja, tudo  é espetacular.

O problema é que pode ser “too much”, demais, por vezes uma overdose de efeitos e ação, a ponto de tornar o filme cansativo. Lógico que estou falando de nós, espectadores comuns, não viciados em videogame, ou pelas animações originais japonesas.

Continuo a não gostar de Shia LeBoeuf, o protegido do co-produtor Steven Spielberg, que reassume o personagem do protagonista, Sam que agora vai para a universidade (aliás seus pais caíram agora na caricatura total).

É curioso notar que durante as filmagens ele sofreu acidente de carro, não no set, mas nas horas vagas que machucou muito sua mãe esquerda.

Como o filme não podia parar, ele aparece na metade do filme para o fim com a mão enfaixada assumindo um acidente na história. O próprio desenho japonês era já bastante confuso e difícil para seguir, ao menos pelos adultos.

Novamente isso acontece porque para o leigo, um transformer é parecido com outro, seja capaz de se transformar em carro, os autobots,  sejam os vilões Decepticons que vem de outro planeta, com más intenções e com a missão de ressuscitar o bad boy Megatron (que foi derrotado no filme anterior).

Para complicar o Optimus Prime, que protege Sam também foi nocauteado. A história inclui um pedaço do vilão que pode fazê-lo ressuscitar  e leva todo mundo ao Egito, porque no deserto em volta das pirâmides pode estar o segredo.

Uma coisa curiosa é que eles usam o nome do presidente Obama, mas mesmo assim deixam como um conselheiro do presidente um dos bandidos da história, um certo Galloway, que dá as ordens erradas e desafia os que estão do lado certo, no caso os militares (liderados pelo galã Joshua Duhamel).

Outra figura importante é da mocinha, Megan Fox, que irá acompanhar  Sam em suas aventuras e fugas. Se ela continua linda, surge extremamente vulgar e revela suas limitações como atriz.

A parte 2 (deve ser uma trilogia) é inferior à primeira e volta a demonstrar as limitações do mesmo diretor Bay, exagera em tudo e consegue exatamente o oposto ao que pretendia.

Mais é menos num filme tão longo e intenso como este. Extras: Comentários de Michael Bay, Roberto Orci e Alex Kurtzman.

 
A Noite do Dia Seguinte  *** The Night of the Following Day

Áud: Ing . Leg: Port. Policial/Suspense.Widescreen. 93 min. Cor. 1968. EUA/França.Hollywood Classics/ Universal 16 anos. Diretor: Hubert Cornfield. Elenco: Marlon Brando, Richard Boone, Rita Moreno, Pamela Franklin, Jess Hahn, Al Lettieri, Jacques Marin, Gerard Bruhr.

The Night Of The Following Day Lançamentos em DVD

 Sinopse: Uma herdeira de família milionária é seqüestrada por uma quadrilha ao chegar a Paris.

Eles a levam para um casa a beira mar. O chefão é sádico, há um casal de irmãos (a mulher aeromoça é viciada em drogas) e Bud, um capanga que  tenta resolver as coisas.

Comentários: O diretor Cornfield (1929-2006) era turco de nascimento, ligado ao Actor´s Studio e foi trabalhar na Europa mas nunca deu muito certo.

Brando aceitou  fazer o papel principal (na verdade, era secundário mas foi expandido por causa dele).

O resultado é muito confuso, com uma conclusão estranha que sugere que tudo aquilo foi na verdade imaginado pela garota (ou uma espécie premonição).

Muito europeu no visual e na narrativa, o filme tem certo charme e ousadia (foi junto com Easy Rider um dos primeiros a mostrar o consumo de cocaína explicitamente) e acabou virando cult porque Brando está loiro e carismático, usando quase sempre camiseta preta e num de seus últimos momentos de beleza.

A latina Rita (West Side Story) que foi sua namorada por muito tempo também convence assim como a jovem inglesa Pámela (de Os Inocentes), que largou a carreira no fim dos anos 70.

Stanley Kubrick iria fazer a adaptação do livro The Snatchers de Lionel White que inspirou este filme mas havia uma proibição de histórias sobre sequestros e ele rodou outro O Grande Golpe.

A cena em que Rita está no banheiro drogada, Brando rodou inteiramente alcoolizado e foi preciso salvar o que foi possível na edição. A cena final em que Brando sorri foi conseguida a duras penas, porque o ator não queria esse final (por isso que a imagem esta congelada).

Por insistência de Brando, as últimas cenas do filme foram dirigidas por Richard Boone,  já que ele não suportava mais o que chamou de incompetência do diretor Cornfield.

Mas o ator teria feito tudo para humilhá-lo, inclusive tentando seduzir a esposa dele. Uma das cenas chaves é rodada em grande escuridão.

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