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5 novembro 2009 às 07:23

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Os Filmes da Minha Vida

Foi muita simpática a noite de autógrafos do livro Os Filmes de Minha Vida.

Ele foi lançado pela Mostra Internacional de São Paulo e a Imprensa Oficial.

 <i>Os Filmes da Minha Vida</i>

Autografando o livro

Vou dar uma espécie de trailer do que escrevi:

Vou fazer uma viagem pela memória, para tentar entender a importância que o cinema teve em minha vida.

Eu nasci em Santos, o que é um dado muito importante, porque é uma cidade pequena, mas próxima de São Paulo, o que permitia ter um acesso ocasional.

Há uma coisa estranha na minha vida: há uma parte da minha infância bloqueada.

Até os cinco anos de idade, eu não me lembro de nada. Dos 5 aos 9 anos, quando nasceu meu irmão, eu começo a ter flashes. Não lembro praticamente nada da história familiar, mas lembro dos filmes que eu assisti.

 <i>Os Filmes da Minha Vida</i>

Leon Cakoff, criador da Mostra

Eu sempre brinco dizendo que a minha vida é uma mistura de A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, Woody Allen,1985) com História sem Fim (Die Unendliche Geschichte,  Wolfgang Petersen, 1984).

A Rosa Púrpura do Cairo porque nele a Mia Farrow ia ao cinema e vivia todas as histórias dos filmes que assistia, e isso acontecia muito comigo.

O cinema para mim era minha droga, minha válvula de escape, minha maneira de fugir do cotidiano que era infeliz. Tudo o que via na tela era o que eu queria viver e ser e conseguia me projetando nos personagens.

Eu era o Fred Astaire, eu era o pirata... Era uma época bacana, porque os filmes voltavam a ser exibidos, havia reprise. Ingrid Bergman, eu acompanhei a carreira inteira dela, porque ela era muito popular no Brasil. A minha família ia muito ao cinema.

O primeiro filme que eu vi foi Tarzan e as Sereias (Tarzan and the Mermaids, 1948) com Johnny Weissmuller, na matinê Baby do Cine Atlântico, em Santos.

Eu tenho um sonho recorrente com esse cinema. Para mim e para minha geração, o cinema era uma missa. Tinha um cerimonial, até teatral.

Você ouvia um gongo, uma marcação quase de teatro, chamando o público. A luz ia diminuindo, entrava um tema musical e a tela abria devagarzinho.  (continua no livro).

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