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8 novembro 2009 às 09:06

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2012 (Idem) EUA, 09

2012 (Idem) EUA, 09.

Direção de Roland Emmerich. Com John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Thomas McCarthy, Danny Glover, Johann Urb, George Segal, Stephen McHattie, Patrick Bauchau, Jimi Mistry. Sony. 158 minutos.

Não sou daqueles apocalípticos que acredita em profecias e que vai se apavorando com cada novo anúncio do fim do mundo (já que não deu certo em 2000, quem sabe agora daqui a uns poucos anos).

Acho que o homem já está fazendo um trabalho muito competente na destruição do planeta e que é muito mais provável que ele seja prejudicado e destruído mesmo, mais por descuido ou estupidez humana, do que por uma explosão solar.

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De qualquer forma, somos todos mortais e passageiros e quanto mais cedo aceitarmos isso melhor.

Mas não acho que os Maias tenham credenciais para anunciar o fim do mundo em 2012, quando nem foram capazes de prever o próprio desaparecimento de sua civilização (não esqueçam que eles sumiram e até hoje não se sabe muito por que ou como!).

Ou seja, este novo filme do alemão Emmerich (especialista no gênero como demonstrou em Godzilla, Independence Day e O Dia Depois de Amanhã).

É apenas uma nova versão dos filmes catástrofes dos anos 60-70, só que com melhores efeitos especiais e os mesmos clichês de sempre.

Para começar, não há como acreditar nas incríveis fugas e escapadas do herói (John Cusack, finalmente fazendo um filme mais comercial) e sua família. Eles burlam a morte uma centena de vezes e de tão perto, que francamente passa a ser engraçado e meio ridículo.

Edifícios, montanhas, explosões, tudo ocorre em torno deles e nada os atinge. Ou seja, não é mesmo para levar a sério. Relaxe, desligue o bom senso e divirta-se.

Apesar de sua excessiva metragem, eu acompanhei tudo com atenção e de certa maneira me diverti.

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Um pouco envergonhado de gostar do gênero, de estar apreciando a qualidade da produção e por vezes tendo um pensamento mais pessimista.

Afinal, se todo o mundo que eu conheço, se todos os lugares que estive ou gostaria de ter estado vão desaparecer será que eu gostaria de sobreviver?

Segundo o filme, explosões no Sol tão fortes irão provocar mudanças no interior (magma) da Terra, de tal forma que toda a crosta terrestre será modificada.

O filme começa devagar, quando primeiro um cientista indiano descobre isso numa mina subterrânea (é um milagre os computadores funcionarem naquele calor, oops. eu disse que era melhor desligar o senso critico!).

O cientista negro Adrian (o ótimo Chiwetel que já enfrentou o Tsunami no telefilme) é quem vai avisar o presidente americano - que não é o Obama - mas o veterano Danny Glover (sua filha, a bela inglesa Thandie que encontrará tempo para namorar o cientista).

Passam-se três anos e a catástrofe vem pior ainda do que prevista. Um parque nacional (Yellowstone) se transforma em vulcão, a falha da Costa Oeste americana se movimenta e a América do Sul é uma das primeiras a ser destruída.

Em um momento muito rápido, mostrado por uma televisão, a estátua do Cristo Redentor é destruída enquanto se ouve no filme que as imagens foram cedidas pela Globo News!

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Como nada é de graça neste mundo, imagine a força da Globo para conseguir essa menção comercial.

É a única menção a nós e nossa parte do continente! O filme mostra com muita simpatia os russos, sendo que o piloto chamado Sasha, feito por um bonitão, se comporta como o mais absoluto herói e mesmo o bilionário russo supostamente mafioso faz tudo para salvar os filhos.

E com ainda maior admiração aos chineses (ao verem as arcas onde ficarão os possíveis sobreviventes  comentam: “só mesmo os chineses seriam capazes de construir isso!”).

Os americanos estranhamente não são apresentados com a mesma boa vontade, escapa um pouco o presidente que é viúvo e bondoso.

Mas o líder de tudo é um político sem escrúpulos (Oliver Platt, que faz tudo sempre igual)  que não quer salvar nem a própria mãe e por desejarem serem humanos e equânimes Adrian e a filha do presidente quase botam tudo a perder.

É que para construir as arcas, foram vendidas passagens para os milionários que pagaram bilhões para sobreviverem (ou seja, a escolha não foi por valores genéticos, mas por grana!).

Mas, por que foram escolhidos como protagonistas Jackson Curtis (Cusack) e sua família é puro mistério!

Ele faz com certa apatia o papel de um escritor (seu primeiro livro vendeu pouco, mas Adrian é um de seus admiradores, uma ênfase exagerada que não soa bem para o espectador).

Divorciado, para sobreviver ele é chofer de limusines (o que explicará quando tiverem que fugir numa delas), tem casal de filhos (mas o menino prefere o padrasto médico de plásticas) enquanto a esposa (Amanda Peet) ainda mantém certo interesse nele.

No parque Jackson conhece um apresentador de rádio (Woody Harrelson) que é meio profeta e vai anunciando as catástrofes em que ninguém acredita.

Mas é por causa dele que Jackson consegue escapar com sua família num aviãozinho que o médico tenta dirigir.

Começam finalmente os grandes efeitos especiais (pela última vez elogio, eles são irrepreensíveis. Chegaram a um padrão incrível de qualidade).

Assiste-se em detalhes a destruição de Los Angeles, de Las Vegas. A família sempre com incrível sorte escapando por um triz e descobrindo finalmente que o ponto final será a China.

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Quando você pensa que está prestes do fim, ainda há mais uma hora de confusões para embarcar nas naus, com eles como clandestinos, incluindo mergulhos de última hora para livrar corrente etc e tal.

Com certeza vocês não querem mais detalhes e é uma pena que junto com o filme não sejam vendidos ingressos para a nau chinesa, porque os mais crédulos são bem capazes de embarcar nessa.

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